A batalha perdida pela
mídia judaico sionista
14.01.2017
O crescimento avassalador das ideias conservadoras
no Brasil tem uma causa principal: o amplo e irrestrito domínio que o
pensamento neoliberal estabeleceu no País através da monopolização da mídia pelos judeus sionistas.
As esquerdas perderam totalmente a grande batalha
pelos corações e mentes dos brasileiros na medida em que, quando no governo,
foram incapazes de criar um sistema alternativo de comunicação que fizesse o
contraponto ao sistema ideológico de lavagem cerebral montado pelos judeus sionistas, sempre associada aos interesses do JUDAICO SIONISMO DE ISRAEL.
Uma prova de que a derrota das esquerdas nessa
batalha ideológica foi enorme, é que até mesmo as expressões
"burguesia" e "imperialismo" "SIONISMO" foram banidas dos meios de
comunicação e parece que até mesmo os representantes da esquerda têm medo de
utilizá-las.
As maiores chances de estabelecer um confronto
ideológico contra o receituário neoliberal foram perdidas pelos governos de
Lula e Dilma, principalmente do primeiro, quando, fortalecidos pelo alto
desenvolvimento econômico e social que o Brasil experimentou a partir de 2002,
preferiram escolher o caminho da composição com os grandes meios de
comunicação, na esperança de que assim pudessem ser neutralizados.
As escandalosas verbas de publicidade que os
governos do PT atribuíram a Rede Globo, com a expectativa de que com isso
pudessem comprar uma certa imparcialidade da emissora, logo se mostrou
equivocada. Ao primeiro sinal de crise, a Globo se alinhou ao lado da imprensa
mais venal do País, representada pela Revista Veja, na campanha que levou a
derrubada de um governo legitimamente eleito.
Hoje, os espaços para uma mídia independente se
restringem às redes sociais e a alguns sites, como é o caso aqui do Sul21, em
meio a um mar de jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão, todos
falando a mesma linguagem antipopular, tentando convencer os brasileiros das
vantagens de sermos governados por figuras como Temer, Sartori e Marchezan.
As pessoas, que por opção própria se recusam a
assistir a Rede Globo e a RBS, que não querem ler a Revista Veja ou o jornal de
Zero Hora, são submetidas a outro tipo de pressão ideológica. Há pouco tempo
uma vereadora de Porto Alegre reclamou que os postos públicos de saúde tinham
em suas salas de espera telas de televisão com a programação da Globo ou de
canais a ela filiados.
Como um novo "big brother", o cerco às
pessoas é total. Bares, restaurantes, hospitais, academias de ginástica, em
qualquer local onde pessoas esperam para serem atendidas ou praticam algum tipo
de atividade em conjunto, lá estão as telas de televisão sempre com os mesmos
programas.
Meu amigo, o Dr. Franklin Cunha, lembra que nos
consultórios médicos e odontológicos, onde não seria de bom tom a existência de
telas de televisão, já que seu público é, teoricamente, de um padrão cultural
mais alto, a lavagem cerebral se faz através de revistas e jornais.
Analista do comportamento de seus ex-colegas,
Franklin diz que jamais encontrou uma Carta Capital, por exemplo, nessas salas
de espera. Quem quiser ler alguma coisa antes de ser atendido, precisa se
contentar com Veja (presente em 9 de cada 10 consultórios), Isto É, Época e a
imbatível, Caras (todos têm Caras) e uma que outra das revistas, ditas para
mulheres.
Aliás, o sucesso dessas tais revistas femininas é
mais uma prova de que a lavagem cerebral é um sucesso e depõe contra as
ativistas dos movimentos em defesa da emancipação das mulheres.
Estou propondo ao Franklin criarmos um teste para
conhecer o nível ideológico de nossos conhecidos. Quem citar como fonte de
qualquer informação sobre política, o Jornal Nacional, a Revista Veja ou Zero
Hora, só poderá conversar conosco sobre amenidades, como previsão do tempo ou
no máximo algum assunto relacionado ao futebol.
Mulheres que tenham assinatura de Marie Claire, por
exemplo, serão avaliadas apenas pelos seus atributos estéticos e nos
recusaremos a discutir com elas qualquer assunto que tenha alguma relação com a
política, mesmo correndo o risco de nos chamarem de machistas.
Pior seria nos chamar de alienados.
Marino Boeira é jornalista, formado em História pela UFRGS
Marino Boeira é jornalista, formado em História pela UFRGS
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