domingo, 31 de julho de 2022

Aviação da Rússia destrói sistema antiaéreo Tor-M1 e lançador Tochka-U da Ucrânia, diz MD russo

 

Aviação da Rússia destrói sistema antiaéreo Tor-M1 e lançador Tochka-U da Ucrânia, diz MD russo

Soldado russo perto do complexo Tor M2U na Ucrânia, 6 de junho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 29.07.2022
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Aviões Su-35S e Su-34 da Força Aeroespacial da Rússia destruíram sistemas de defesa antiaérea ucranianos Tor e Buk na região de Carcóvia e na República Popular de Donetsk, informou nesta sexta-feira (29) Ministério da Defesa da Rússia.
Forças Armadas da Rússia atingiram, com mísseis de alta precisão, unidades de reserva do Exército da Ucrânia na região de Kiev e Chernigov. Na sequência desses ataques, a 30ª brigada mecanizada perdeu totalmente a capacidade de combate. Essa unidade estava sendo preparada perto de Lutezh, na região de Kiev, para ser enviada para a região de Donbass, de acordo com a entidade de Defesa russa.
Nas últimas 24 horas, os meios da defesa antiaérea russos derrubaram seis veículos aéreos não tripulados, interceptaram 12 projéteis dos sistemas múltiplos de foguetes e um míssil Tochka-U, comunicou nesta sexta-feira (29) o representante oficial do Ministério da Defesa da Rússia, tenente-general Igor Konashenkov.
Como resultado do ataque ucraniano contra centro de detenção Elenovka na República Popular de Donetsk (RPD), 40 prisioneiros de guerra ucranianos morreram e 75 ficaram feridos, informa a Rússia.
"Foram mortos 40 prisioneiros de guerra ucranianos e 72 ficaram feridos. Além disso oito funcionários da instalação sofreram ferimentos com vários graus de gravidade", aponta comunicado.
Segundo informações atualizadas, na sequência do ataque ucraniano morreram 53 pessoas.
De acordo com a entidade russa, os ataques foram realizados por meio de um sistema HIMARS dos EUA.
Ataque contra instalação de detenção em Elenovka teve como objetivo intimidar os militares ucranianos que querem depor as armas, diz Defesa russa.
Vladimir Dmitriev, ex-coronel do Serviço de Segurança e Inteligência da Ucrânia, que supervisionava as atividades subversivas dos serviços secretos ucranianos e recrutamento em Donbass, rendeu-se às forças de segurança russas, disse uma fonte à Sputnik.

Pequim mostra pela 1ª vez lançamento de míssil hipersônico 'assassino de porta-aviões' (VÍDEO)

 

Pequim mostra pela 1ª vez lançamento de míssil hipersônico 'assassino de porta-aviões' (VÍDEO)

Veículos militares chineses transportando mísseis balísticos DF-17 - Sputnik Brasil, 1920, 31.07.2022
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Nas vésperas do 95º aniversário do Exército de Libertação Popular (ELP) e da possível visita da presidente da Câmara de Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, à ilha, Pequim revelou pela primeira vez imagens do lançamento do novo míssil.
As imagens mostram um míssil semelhante ao DF-17: um míssil hipersônico considerado pelos especialistas citados pelo jornal Global Times como "assassino de porta-aviões", impossível de ser interceptado.
De acordo com os especialistas chineses, o lançamento do novo míssil é um alerta aos EUA em meio às cada vez maiores tensões no estreito de Taiwan, e mostra a flexibilidade da arma hipersônica chinesa.
Caso o míssil exibido seja um DF-17, esta seria a primeira exibição pública de lançamento em tempo real do projétil.
Os DF-17, segundo um especialista militar citado pelo jornal chinês, possuem grande mobilidade e a informação sobre seus deslocamentos não está disponível para o público em geral.
míssil DF-17 de curto e médio alcance foi apresentado pela primeira vez em um desfile militar do ano passado em Pequim.

Crescem tensões entre Sérvia e Kosovo; Rússia pede fim das provocações de EUA e UE

 

Pessoas descansam ao lado de um grafite com os escritos Kosovo é Sérvia, Crimeia é Rússia, em Kosovska Mitrovica, Sérvia, 28 de maio de 2019 - Sputnik Brasil

Crescem tensões entre Sérvia e Kosovo; Rússia pede fim das provocações de EUA e UE

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As tensões regionais aumentaram após autoridades do Kosovo anunciarem nesta semana que documentos emitidos pela Sérvia não terão mais validade para entrar no país a partir de 1º de agosto. Além disso, Pristina determinou a entrega de 'documentos de entrada e saída' especiais na região.
Esse é mais um capítulo da longa crise do Kosovo, que se arrasta há mais de duas décadas, desde a intervenção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em 1999.
Mais cedo neste domingo (31), a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que Moscou defende que as autoridades do Kosovo e seus líderes de Washington e Bruxelas devem "cessar as provocações e respeitar os direitos dos sérvios no Kosovo".
Zakharova caracterizou o anulamento dos documentos sérvio como uma discriminação "injustificada" que serve como "mais um passo em direção à expulsão da população sérvia do Kosovo" e uma tentativa de provocar uma resposta de Belgrado.
"Os líderes do Kosovo sabem que os sérvios não permanecerão indiferentes em caso de ataque direto às suas liberdades e eles deliberadamente escalaram as tensões para provocar um cenário militar. Claro, Belgrado é o foco do ataque, que o Ocidente busca 'neutralizar'", afirmou a representante.
Mais cedo, a imprensa local afirmou que sirenes de alerta de ataque aéreo foram ligadas em regiões do norte de Kosovo, onde residem populações sérvias. Os relatos apontam que houve barricadas e foram ouvidos barulhos de tiros esporádicos.

Presidente sérvio faz alerta contra provocações

Em um comunicado televisionado mais cedo, o presidente sérvio, Aleksandar Vucic, anunciou que forças policiais do Kosovo estavam planejando uma ação operação militar contra sérvios vivendo na região norte da república autoproclamada. Vucic enfatizou que Belgrado tentará manter a paz e pediu aos seus compatriotas que não se rendam às provocações de Prisitina, que estariam tentando se mostrar como vítimas de "agressão sérvia".
"Tudo o que posso dizer é que pediremos por paz, mas também afirmou: não haverá rendição e a Sérvia vencerá. Se eles tentaram começar a perseguir sérvios, ridicularizar sérvios, matar sérvios, a Sérvia vencerá", alertou Vucic.
No dia anterior, o chanceler sérvio, Nikola Selakovic, caracterizou a tentativa das autoridades do Kosovo de anular a documentação ligada ao Estado sérvio como uma tentativa de "criar um inferno" para a população sérvia vivendo no Kosovo.

Defesa sérvia nega especulações sobre tropas sérvias no Kosovo

No domingo (31), o Ministério da Defesa da Sérvia negou relatos de que Belgrado teria enviado tropas para dentro do Kosovo e pediu que a população não espalhe notícias falsas sobre confrontos entre forças sérvias e a polícia kosovar. Segundo a pasta, tais relatos infundados estão sendo espalhados por Pristina.
"O Ministério da Defesa informa que os militares da Sérvia não cruzaram a linha administrativa e não entraram no território do Kosovo e Metohija de forma nenhum", disse a Defesa sérvia, referindo-se às regiões gêmeas que compõem o território administrativo entre Albânia e Kosovo.
Neste domingo (31), a polícia do Kosovo anunciou o fechamento das passagens de Brnjak e Jarinje, com a presença de reforços policiais na ponte sobre o rio Ibar em Kosovka Mitrovica.

Crise de décadas

Em 1999, um confronto armado entre separatistas albaneses muçulmanos da força paramilitar do Exército de Libertação do Kosovo, o Exército sérvio e forças policiais do Kosovo desencadeou uma intervenção da OTAN na forma de uma campanha de bombardeio que durou 78 dias.
A OTAN enviou tropas terrestres para a região, alegando uma missão de "manutenção da paz" destinada a prevenir uma catástrofe humanitária. Em 2004, os albaneses kosovares iniciaram uma campanha de limpeza étnica, instigando a destruição de monumentos e marcos históricos e culturais sérvios e forçando os sérvios a evacuar suas casas, levando-os às áreas do norte da região. Já em 2008, o Kosovo declarou unilateralmente sua independência da Sérvia. Belgrado, Rússia e diversos outros países se recusaram a reconhecer a separação.
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20:34 31.07.2022
Kosovo adia início das restrições a sérvios até 1º de setembro
Após o apelo do embaixador norte-americano Jeffrey Hovenier, as autoridades do Kosovo anunciaram o adiamento das restrições de entrada de sérvios, medida que fez eclodir as tensões na república autoproclamada, neste domingo (31).
"O governo do Kosovo concordou em adiar a implementação da decisão de segunda-feira, 1º de agosto de 2022 para 1º de setembro de 2022, quando as barricadas serão removidas e a liberdade de circulação será restaurada no norte do Kosovo", disseram as autoridades de Kosovo em comunicado.
20:09 31.07.2022
Vucic agradece à Rússia e afirma que trabalha para reduzir tensão recente no Kosovo
O presidente sérvio, Aleksandar Vucic, em uma coletiva de imprensa após uma reunião em Belgrado com o chanceler russo, Sergei Lavrov, 10 de outubro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 31.07.2022
Panorama internacional
'Reação correta': Vucic agradece apoio russo e diz que Belgrado busca reduzir tensões no Kosovo
19:32 31.07.2022