sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Lula acusa Lava Jato e Departamento de Justiça dos EUA de complô para acabar com a Petrobras (VÍDEO)

 

Lula acusa Lava Jato e Departamento de Justiça dos EUA de complô para acabar com a Petrobras (VÍDEO)

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, durante cerimônia de retomada das obras da Refinaria Abreu e Lima (RNEST). Ipojuca (PE), 18 de janeiro de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 18.01.2024
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Durante seu discurso na retomada dos investimentos na Refinaria Abreu e Lima (RNEST), da Petrobras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a perseguição judicial sofrida por ele na operação Lava Jato foi fruto de um complô do Departamento de Justiça dos EUA com "juízes e procuradores deste país".
As obras na refinaria estavam paradas desde 2015 por conta de denúncias de corrupção oriundas da Lava Jato.

"Eu vou dizer como presidente da República: tudo o que aconteceu neste país foi uma mancomunação entre juízes deste país, alguns procuradores deste país, subordinados ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que queriam e nunca aceitaram o Brasil ter uma empresa como a Petrobras", disse o presidente.

"Eles não queriam que nós tivéssemos a Petrobras em 1953."
retorno dos investimentos será viabilizado por meio de recursos do Novo Programa de Aceleração de Crescimento (Novo PAC) e representa mais um capítulo da retomada pública da estatal. As obras devem gerar cerca de 30 mil empregos diretos e indiretos.

"Quando eu deixei a Presidência da República, eu tive as contas dos meus oito anos de governo aprovadas por unanimidade no Tribunal de Contas e aprovadas no Congresso Nacional. Somente cinco anos depois começou o processo de denúncia contra a Petrobras", afirmou Lula.

O fim das obras da RNEST, localizada em Ipojuca, no sul de Pernambuco, está previsto para 2028, quando a capacidade de refino aumentará de 115 mil para 260 mil barris de petróleo por dia e a refinaria será, segundo o governo, a mais moderna em território nacional.
Funcionários da Petrobras e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio da nova refinaria em Pernambuco - Sputnik Brasil, 1920, 18.01.2024
Notícias do Brasil
Lula oficializa retomada da Refinaria Abreu e Lima, com investimento de R$ 6 bilhões

Marielle Franco - Lessa aponta Domingos Brazão como mandante do assassinato de Marielle Franco, afirma site

 

Ronnie Lessa aponta Domingos Brazão como mandante do assassinato de Marielle Franco, afirma site

Anielle Franco, irmã de Marielle Franco, discursa durante ato de lançamento da pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, em 7 de julho de 2022, no Rio de Janeiro - Sputnik Brasil, 1920, 23.01.2024
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Em delação premiada ainda não homologada pela justiça, o réu pelo assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e o seu motorista, Anderson Gomes, afirmou que o mandante das mortes foi Domingos Brazão, ex-deputado estadual e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).
As informações foram veiculadas pelo portal The Intercept nesta terça-feira (23).
O relato já era parte de uma das linhas principais de investigação da polícia. Em setembro de 2019, a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, já havia colocado o então afastado conselheiro como suspeito de ser o mandante do crime. Na época, destacou-se o fato de que o ex-presidente Jair Bolsonaro havia dado passaportes diplomáticos para familiares de Brazão: o irmão Chiquinho Brazão, Dalila Maria de Moraes Brazão e João Vitor Moraes Brazão, esposa e filho de Chiquinho.
Na ocasião, o nome de Brazão foi levantado após suspeitarem do depoimento do policial militar Rodrigo Jorge Ferreira, ou Ferreirinha, que acusou o vereador Marcello Siciliano e o ex-PM Orlando Curicica de serem os mandantes do crime. Segundo a Polícia Federal, a informação havia sido dita como forma de atrapalhar as investigações sobre a morte de Marielle.
Em 2017, Brazão também foi alvo de investigação na operação Quinto do Ouro, um desdobramento da Lava Jato que chegou a prendê-lo, com outros quatros membros do TCE-RJ, sob suspeitas de desvio de verbas públicas. Em 2023, por 2 votos a 1 na 13ª Câmara de Direito Privado, Brazão foi reconduzido ao cargo no Tribunal de Contas.
Marcelo Freixo, com o ex-presidente Lula, o cantor Chico Buarque, Manuela D'Avila e Monica Benicio, viúva da vereadora Marielle Franco, em campanha presidencial de Lula, Rio de Janeiro, 2 de abril de 2018 - Sputnik Brasil, 1920, 01.05.2022
Notícias do Brasil
'Bolsonaro governa para milicianos, alguns responsáveis pela morte de Marielle', diz Lula
Brazão teria mandado matar Marielle como forma de se vingar de Marcelo Freixo, político carioca conhecido pelo combate às milícias. Em 2008, durante a CPI das Milícias, promovida na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), Brazão foi apontado como um dos políticos aliados da milícia que comandava Rio das Pedras, comunidade da Zona Oeste da cidade do Rio, sendo um dos únicos políticos que podiam fazer campanha no território.
Marielle trabalhou como assessora de Freixo por dez anos até ser eleita vereadora, em 2016, pelo Psol. Cinco meses antes da morte da vereadora, Freixo também teve um papel na operação Cadeia Velha, que prendeu políticos influentes do MDB no Rio de Janeiro, o então partido de Brazão.

Acusado de espionagem com a Abin, Ramagem diz que 'a direita está sendo perseguida'

 

Acusado de espionagem com a Abin, Ramagem diz que 'a direita está sendo perseguida'

Ramagem e Bolsonaro - Sputnik Brasil, 1920, 25.01.2024
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Durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), a Polícia Federal (PF) estima que aproximadamente 30 mil cidadãos brasileiros foram alvo de monitoramento ilegal pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), de acordo com Andrei Passos, diretor-geral da PF.
ex-diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem (PL-RJ), durante entrevista à CNN, alegou que as informações divulgadas pela imprensa brasileira foram distorcidas e que está havendo "uma perseguição contra a direita".

"[Quanto à] coleta de dados para se fazer processo de decisões […], nada foi feito para que houvesse o monitoramento de pessoas políticas tanto do Legislativo quanto do Judiciário. Não na minha gestão, não sob o meu comando ou sob ordem minha de maneira alguma", retrucou Ramagem ao ser questionado sobre o conhecimento das possíveis espionagens.

Ramagem é próximo da família Bolsonaro, além de outros servidores suspeitos de envolvimento em atividades de espionagem ilegal.
Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) - Sputnik Brasil, 1920, 25.01.2024
Notícias do Brasil
Abin pode ter espionado ministros do STF e adversários políticos do governo Bolsonaro, diz PF
Entre os possíveis investigados estão os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

"Hoje, o que está havendo é um grande equívoco e uma perseguição", respondeu ao ser questionado sobre o uso da agência para fins pessoais ou amigáveis com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).