Adivinhem quem entrou na sala, 5a-feira passada, em São Petersburgo: o vice-príncipe coroado e ministro da Defesa Muhammad bin Salman, filho preferido do rei Salman; o ministro do Exterior Adel al-Jubeir (ex-embaixador nos EUA e ator muito próximo dos players do Departamento de Estado); e o todo poderoso ministro do Petróleo Ali al-Naimi. Todos lá estavam para um encontro com o presidente Vladimir Putin, à margem do Fórum Econômico de São Petersburgo. See more at: http://port.pravda.ru/russa/25-06-2015/38936-putin_caravana_saudita-0/#sthash.cVll5qWd.dpuf
Em princípio, não poderia haver virada de jogo mais espetacular à vista. Uma caravana dos reis sauditas oferecendo tributo, ouro, incenso e mirra (ou, quem sabe, preços mais altos para o petróleo). Ninguém ainda sabe como tudo isso se articula no Novo Grande Jogo na Eurásia, no qual um dos principais frutos é a Guerra Fria 2.0 entre EUA e Rússia.
Putin e o rei Salman - muito discretamente - estiveram em contato por telefone durante semanas. O filho do rei convidou Putin a visitar Riad. Convite aceito. Putin convidou o rei a visitar Moscou. Convite aceito. Não há dúvidas de que o suspense já está matando gente, de tanta ansiedade. Mas é vida real? Ou são só fumaça e espelhos? Quem é aliado de quem?
Para começar, o crucial front da energia. Putin discute agora o que, até aqui, foi guerra de preços, mas que pode (atenção: pode) vir a tornar-se uma "aliança de petróleo" (em palavras de Naimi), diretamente com a fonte: a Casa de Saud.
Assumindo-se que essa entente cordiale venha eventualmente a levar a uma subida no preço do petróleo, Putin marca importante vitória interna contra o que pode ser descrito como uma Quinta Coluna Atlanticista que tenta minar o impulso multipolar dos russos. Mais que isso, não machuca Moscou, em termos geoeconômicos, poder agregar a Arábia Saudita como grande comprador dos sistemas de defesa russos, de superior qualidade.A inteligência russa está perfeitamente consciente de que a Casa de Saud ficou tremendamente "desapontada" - eufemismo monstro! - com a política do governo Obama que eles mesmos descrevem como "Não faça merda coisa estúpida", e por alto número de motivos, das quais uma, nada insignificante, é a possibilidade concreta de um acordo nuclear Iran-P5+1 dia 30 de junho, o que será sinalização codificada de que Washington finalmente aceitou baixar sua própria Muro da Desconfiança contra a República Islâmica, erguido há 36 anos.
Reunião de alto nível com a Casa de Saud e, pior, na Rússia, arrepia furiosas penas no Departamento de Estado. Não ficará sem castigo - contra Moscou e contra Riad. Afinal, os verdadeiros Masters of the Universe - não seus office-boys em diferentes setores do governo dos EUA - já há algum tempo procuram jeito para descartar a Casa de Saud.
A inteligência russa também sabe que, em Washington, a Casa de Saud depende hoje dos bons favores do lobby israelense - e tudo tem a ver com demonizar o Irã. E, agora, um acordo nuclear com o Irã - que tornará Teerã "normal", na relação com o ocidente - já disparou o sinal mais vermelho possível de alarme, numa Riad já vulnerável.
A mensagem de Putin ao Irã é mais sofisticada. Moscou trabalhou muito ativamente a favor de um acordo nuclear bem-sucedido com o Irã; o que invalida a teoria de que Moscou esteja começando a jogar a carta saudita, para extrair "concessões" de Teerã.
Não há "concessão" alguma. A Rússia - e eventualmente também o Irã - fornecerão energia, ambos os países, para os mercados europeus. Não imediatamente, porque a modernização da infraestrutura iraniana exigirá anos e cataratas de investimentos. Mas logo ano que vem, um Irã não sancionado pode ser afinal admitido como membro da Organização de Cooperação de Xangai (OCX). Implica dizer que o Irã não virará fervorosamente pró-ocidente de um dia para o outro - como sonham algumas facções não neoconservadoras no Departamento de Estado. O Irã está consolidando seu poder regional; se engajará em relações normais, especialmente com europeus; mas, sobretudo, acelerará a integração na Eurásia, o que implica relações ainda mais próximas com ambasm Rússia e China. Para não dizer que na Síria, o Irã e a Rússia estão exatamente na mesma página geopolítica, o que é posição totalmente oposta à da Casa de Saud.
O movimento de Putin pode também isolar o Qatar - o qual, indiretamente, mas muito eficazmente, subsidia a al-Qaeda na Síria, com vistas a promover o próprio objetivo geoeconômico máximo: um gasoduto para gás natural do campo de Pars Sul, pela Arábia Saudita e Jordânia, até a costga do Mediterrâneo.
O projeto rival é o oleogasoduto Irã-Iraque-Síria, agora perenemente ameaçado, porque o grande acordo do "Siriaque" está já sob a mira do ISIS/ISIL/Daesh. Aqui, o que se vê é que o falso Califato apoia geoeconomicamente os projetos do Qatar; e geopoliticamente, os dos sauditas.
O que é certo é que a peregrinação de sauditas de alto escalão até São Petersburgo não poderia ser mais diametralmente oposta à cena em que se viu o (já tombado em desgraça) Bandar Busha ameaçar Putin, em agosto de 2013, de atiçar os jihadistas chechenos contra os Jogos Olímpicos de Sochi, se Moscou não parasse de apoiar Bashar al-Assad da Síria.
Quem diz o quê?
É tentador ver nesse drama fabuloso uma subtrama do movimento dos BRICS - principalmente Rússia e China - em avançada no Oriente Médio, com Washington na ponta perdedora. Mas a coisa é mais como Putin jogando Mundo Multipolar, não Monopólio, e cuidando para que o Império do Caos tenha de suar muito para manter "no discurso previsto" [orig. "on message"] os seus blocos fantoches/vassalos, como o Conselho de Cooperação do Golfo.
Ainda falta verificar, no longo prazo, se tudo não passa de jogada desesperada dos sauditas para arrancar "concessões" do seu protetor imperial. Mas, assumindo-se que seja contato às veras, Moscou garante para si a capacidade para atender aos interesses dos dois lados, do Irã e dos sauditas; e assegura que esse "pivô [russo] para o Oriente Médio", bem feito, de comum acordo, venha talvez a ser tão espetacular como o "pivô para a Ásia", da Rússia; e as Novas Rotas da Seda, da China.
Até agora ainda não há provas de que a Casa de Saud tenha realmente percebido, mesmo, de que lado sopra o vento - quer dizer, o vento que empurra a caravana eurasiana da Rota da Seda do século 21 -, não importa o que o pensamento desejante dos excepcionalistas por aí viva a repetir.
Eles são medrosos; eles são paranoicos; eles são vulneráveis; e eles carecem de novos "amigos". Ninguém melhor que Putin - e a inteligência russa - para tocar a nova batida, em várias tonalidades. A Casa de Saud absolutamente não merece confiança. É só ver os telegramas sauditas que WikiLeaks acaba de divulgar. Tudo isso pode revelar-se uma bonanza geopolítica/geoeconômica. Mas também pode ser caso de manter os amigos próximos; e ainda mais próximos, os inimigos. *****
(e como sempre, ninguém nem viu o que estava para acontecer)
A MAIORIA DOS COMPONENTES TERRORISTAS SÃO EUROPEUS E AMERICANOS
Refugiados sírios observam fumaça decorrente de ataque dos terroristas do Estado Islâmico contra a cidade de Kobani(Ali Sahin TPX/Reuters)
QUEM OU O QUE É O "ESTADO ISLÂMICO"? -- São grupos de mercenários terroristas, sob o comando da "CIA" e do "MOSSAD", patrocinados pelo "Judaico Sionismo de Israel". De Islâmico só tem o nome, pois eles só atacam a população civil muçulmana, e de preferêmcia - mulheres e crianças do Iraque e da Síria, e contam com a mídia dos Judeus Sionistas para driblar a opinião pública mundial!
JUDEUS SIONISTAS DOS EUA são responsáveis pela criação do grupo de mercenários terroristas denominado "Estado Islâmico", assim como criaram também o "Taliban". Além da grave situação humanitária no país, a produção de drogas no Afeganistão aumentou 50 vezes e continua aumentando como resultado da operação dos EUA, já tinha declarado o Serviço Federal de Controle de Drogas da Rússia. Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20150617/1321281.html#ixzz3eEtsGoIo, o "Taliban" que atua no Afeganistão acobertando o narcotráfico de "Heroína"(150 BILHÕES DE DOSES ANUAIS), a guerra ao terror é só pra inglês ver, criaram também o "Boko Haram na África para tentar tomar o petróleo dos nigerianos e as minas de diamantes na "República Centro Africana" Enquanto isso, ultimamente surgiram documentos que provam que a
inteligência americana previu a criação de um califado islâmico nos
territórios do Iraque e Síria mas continuou na mesma a apoiar os grupos
islamistas violentos na Síria com o objetivo de derrubar o regime do
presidente Bashar Assad. Ele próprio(OBAMA), por sua vez, declarou que o grupo foi criado no Iraque “sob a supervisão dos norte-americanos 'CIA" E "MOSSAD"”.
Ainda de acordo com ele, o grupo “veio do Iraque para a Síria porque o
caos é contagioso”. Além disso, o chefe do Estado-Maior General das
Forças Armadas do Irã, general Hassan Firuzabadi, acusou por sua vez os Estados Unidos de fornecerem armas ao Estado Islâmico.
A assessoria de
imprensa do Ministério da Defesa russo do distrito militar do Sul
declarou que mais de uma dúzia de caças russos Su-25 Frogfoot foram
colocados em estado de alerta.
Nesta
quarta-feira (17) o Ministério da Defesa russo divulgou que mais de 12
caças de apoio aéreo Su-25 Frogfoot do distrito militar do Sul estão em
estado da alerta para os exercícios militares nas regiões de cidades de
Krasnodar e Stavropol.
“As unidades da base aérea foram colocadas em
estado de alerta para combate de alta intensidade e as unidades do
serviço terrestre desenvolveram o plano de ações para preparações de
voo. Durante os exercícios os pilotos irão conduzir tarefas em voos de
baixa altitude, detetar movimentos furtivos de equipamento militar e
escapar a sistemas de defesa antiaérea” divulgou o ministério.
De acordo com o comunicado, os exercícios serão realizados até 19 de junho.
Algumas pessoas
na Internet usam os nomes de pessoas famosas, incluindo de líderes dos
países estrangeiros. De acordo com o Gabinete do Ciberespaço chinês,
elas espalham boatos e o caos no ciberespaço, o que "prejudica o
interesse público".
A partir de 1 de marçona Internet daChina é proibido usar os nicknames"Putin", "Obama" e outras pseudo-contas com nomes deinstituições públicas, meios de comunicação e outras entidades, bem como nomes decelebridadese autoridades. O relatóriodo Gabinete doCiberespaçodaChinaafirma queestas medidassão realizadas para garantira "purezano ciberespaço" do país. Segundo as novas regras, os chineses devemespecificar o usuáriousando o nickname que foi usadoao registrar sua conta.
As novas regrastambém proíbemo uso na Internet dequalquer outra informação quepossa causar dano "à segurança do Estado"ou que viole a Constituição. Essa informaçãodiz respeito àdifusão de materiais pornográficos, materiaisextremistas ou que promovamjogos de azar e prostituição. As autoridades manterãoo controle detodos osblogs, microblogs, redes sociais, serviços de mensagens instantâneas, comentáriosonline eoutrasplataformas de Internet, divulga a Xinhua. Todas as páginasque nãosigam estes regrasserão bloqueadas.No entanto, asautoridades prometeramlançarum mecanismo para reclamações, paraque os usuáriostenham a possibiliadde dedesbloquear asua conta, caso seja bloqueada.
O presidente
russo, Vladimir Putin, disse que os líderes do "quarteto de Normandia"
concordaram em realizar uma reunião em Minsk na quarta-feira depois da
haver concordância em um certo número de posições.
"Gostaria
de informar que eu acabei de terminar uma conversa com meus colegas de
Kiev, Berlim e Paris no "formato normando". Nós concordamos que vamos
tentar organizar uma reunião no mesmo formato entre os chefes de Estado e
de governo, em Minsk, se até lá conseguirmos chegar a acordo sobre uma
série de posições que recentemente temos discutindo com intensidade",
disse Putin em uma reunião com o presidente bielorrusso Aleksander
Lukashenko.
As
negociações desta sexta-feira, em Moscou, que envolveram o presidente
russo, Vladimir Putin, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente
da França, François Hollande, terminaram de maneira positiva. No domingo, os líderes da Rússia, Alemanha e França farão um resumo
preliminar do documento para a regularização na Ucrânia por meio de uma
conversa telefônica.
O porta-voz
presidencial russo, Dmitry Peskov, declarou nesta segunda-feira, 9, que o
tom das conversações do presidente russo, Vladimir Putin, com a
chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François
Hollande, foi construtivo, sem qualquer tipo de ultimato ao chefe de
Estado russo.
Após
a reunião entre os três líderes para discutir uma solução do conflito
ucraniano, em Moscou, os veículos de comunicação norte-americanos,
citando fontes diplomáticas, publicaram que Angela Merkel teria feito um
ultimato ao presidente Vladimir Putin: ou ele aceitava o plano europeu
de resolução do conflito ucraniano ou as sanções contra a Rússia seriam
reforçadas. Segundo o The Wall Street Jornal, "se a
diplomacia falhar, os Estados Unidos e a Europa podem pensar em adotar
novas sanções contra a Rússia ou recorrer a uma combinação de sanções e
fornecimento de armas para a Ucrânia".
O porta-voz
presidencial russo, por sua vez, frisou que "ninguém falou e não poderia
ter falado com o presidente em tom de ultimato". Segundo ele, a reunião
entre Putin, Merkel e Hollande ocorreu de forma "construtiva e
substancial". O próprio presidente russo chegou a declarar que foi
acertado um novo encontro entre as partes em Minsk, na próxima
quarta-feira, caso "seja alcançado um acordo sobre uma série de posições
que vem sendo discutidas".
O plano de paz de Hollande e Merkel prevê a
criação de uma larga zona desmilitarizada de 50-70 quilômetros, dos
quais devem ser retirados todos os equipamentos militares e armamentos.
Além disso, o plano propõe a garantia de autonomia às regiões do sudeste
da Ucrânia. No último sábado, 7, o presidente da
Ucrânia, Pyotr Poroshenko, chegou a declarar que estava pronto para
conceder autonomia às regiões de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia,
caso os ucranianos decidam isso em um referendo.
Vladimir Putin
declarou nesta segunda-feira que a Rússia está pronta a utilizar as
moedas nacionais no comércio com o Egito. Segundo o presidente russo, o
assunto está sendo discutido pelas autoridades dos dois países.
Em
entrevista ao jornal egípcio Al-Ahram, o presidente da Rússia afirmou
que a prática de realizar transações comerciais em moedas locais
fomentará condições mais favoráveis para o setor turístico no Egito.
Além disso, irá abrir novas perspectivas para a interação comercial e de
investimentos entre os dois países, reduzindo a sua dependência da
situação nos mercados mundiais.
"Portanto é completamente lógico que os
círculos de negócio dos dois Estados comecem a falar na transição para
as moedas nacionais em transações bilaterais", frisou Vladimir Putin.
"Nós
já estamos utilizando moedas nacionais em transações comerciais com
vários países da Comunidade de Estados Independentes [CEI, da qual fazem
parte antigas repúblicas da URSS], com a China. E esta prática está se
justificando, nós estamos prontos a usá-la nas relações com o Egito",
disse o presidente russo. A situação que a economia russa está passando atingiu o setor
turístico no Egito. Em finais de dezembro, as praias do mar Vermelho
tiveram 50% menos de turistas russos. Já o chefe da Câmara de Agências
de Viagens do Egito, Husam al-Shair, a adoção das moedas locais pode
salvar o turismo egípcio.
O presidente da
Russian Helicopters, empresa de projeto e fabricação de helicópteros,
afirmou que várias companhias europeias estão dispostas e trabalhar
junto com a Rússia na área de fabricação de helicópteros civis.
Apesar
das sanções aplicadas pela União Europeia contra Moscou, várias
empresas europeias estão buscando trabalhar com a Rússia na área de
fabricação e manutenção de helicópteros civis russos, afirmou nesta
quarta-feira o presidente da Russian Helicopters.
"Empresas
estrangeiras estão prontas para cooperar na fabricação de nossos
helicópteros civis", afirmou Alexander Mikheev, no 51º Paris Air Show,
no aeroporto de Le Bourget. Mikheev observou que muitos helicópteros
russos, como o Ka-32BC, são populares na Europa.
"Estamos nos
encontrando e conversando com nossos parceiros Snecma, Turbomeca,
Agusta… Apesar do ambiente de sanções, eu gostaria de apontar que nossa
cooperação continua", completou Mikheev.
A
Russian Helicopters, que é subsidiária da estatal de tecnologia Rostec,
é um dos principais atores globais na indústria de helicópteros. A
empresa projeta, fabrica e faz manutenção e testes de helicópteros civis
e militares.
Desde o início de 2014, a União Europeia e seus
aliados impuseram uma série de sanções contra a Rússia por causa de sua
suposta participação na crise ucraniana. As restrições tinham como alvo
os setores bancário, energético e de Defesa da Rússia, além de alguns
cidadãos específicos. Moscou vem seguidamente negando as alegações,
ressaltando que medidas restritivas são contraproducentes e estão
prejudicando as economias europeias mais do que a da Rússia.
O comandante da
Força Aérea Russa, o coronel-general Viktor Bondarev, disse neste
domingo, durante participação no show aéreo Aviadarts 2015, que o
helicóptero de ataque russo Ka-52 Alligator pode ser considerado o
melhor do mundo em sua categoria.
"Acho
que está claro que este é o helicóptero mais fantástico do mundo",
declarou o militar ao observar diversas manobras no céu da cidade de
Voronezh, no sudoeste da Rússia.
Antes de Bondarev, no entanto, afirmações semelhantes sobre o veículo
russo já haviam sido feitas por outras autoridades, incluindo o
vice-premier Dmitry Rogozin, que o descreveu como um verdadeiro tanque
voador após um passeio a bordo do Ka-52 no final de março. Segundo ele,
esse helicóptero é facilmente controlável e dispõe de sistemas
automatizados extremamente avançados.
Produzido pela empresa Kamov, o Ka-52 é especializado na destruição
de outros helicópteros, tropas inimigas e veículos terrestres
blindados, incluindo tanques, na linha de frente ou em reserva tática,
sendo ideal tanto para operações de reconhecimento como de combate.
De acordo com os especialistas, essa aeronave pode
trabalhar ininterruptamente e em qualquer condição meteorológica,
oferecendo cobertura para o desembarque de tropas, patrulhando ou
fazendo escolta de comboios militares, entre outras coisas.
Sendo uma versão atualizada do Ka-50, o Ka-52 é equipado com um
canhão automático de 30 milímetros, mísseis antitanque guiados por
laser, mísseis ar-ar de curto alcance e outros tipos de armas. Ele pode
viajar a uma velocidade superior a 290 km/h e opera normalmente até a
altitude de 5 mil metros.
Novo super porta-aviões vai reformar Marinha russa - A Rússia está desenvolvendo um novo porta-aviões capaz de transportar 90 aeronaves diferentes para várias operações de combate.
O Centro de Pesquisa Estadual de Krylovsky (KRSC) apresentou o modelo de
um novo porta-aviões conhecido como 23000 "Storm", publicou o jornal
Rossiyskaya Gazeta.
Além de porta-aviões construídos para a
Marinha da Rússia, os projetistas criaram uma versão para exportação do
navio, que pode ser extremamente interessante para muitos compradores
estrangeiros.
A
usina de força do navio pode ser convencional ou nuclear, dependendo
dos pedidos de compradores em potencial. O novo porta-aviões tem
capacidade para carregar 100 mil toneladas, tem 330 metros de
comprimento, 40 metros de largura e calado de 11 metros. O navio tem uma
velocidade máxima de 30 nós.
O "Storm" pode transportar 90
aeronaves no deck para várias missões de combate. O porta-aviões tem
duas rampas e duas catapultas eletromagnéticas para lançar aeronaves de
seu pátio.
Para se defender de ataques aéreos, o porta-aviões tem sistemas de defesa antiaéreos e antitorpedos.
Kalashnikov já não depende do mercado norte-americano
Começa amanhã
(16) na região de Moscou o fórum-exposição Army 2015, que deverá mostrar
algumas novidades no que tange a novos armamentos. O evento conta com a
participação da maioria das empresas da indústria bélica russa, bem
como de 32 outros países.
Entre as empresas expositoras está o consórcio Kalashnikov, um dos maiores produtores mundiais de armas de fogo. O seu diretor, Aleksei Krivoruchko, concedeu uma entrevista à agência
RIA Novosti sobre os novos armamentos produzidos pelo consórcio. "Trata-se da nova lancha de desembarque BK-16, equipada com um novo
módulo automático de combate comandado à distância e com drones de
reconhecimento. Pelas suas características e equipamento, as nossas
lanchas estão ao nível dos análogos estrangeiros mas com um preço
bastante menor.
Também apresentamos, naturalmente, as nossas
mais modernas armas de fogo para uso militar e civil: a última versão
AK-12, a carabina AK-15 e a nova pistola de calibre 9x19, desenvolvida
juntamente com os instrutores do Centro de Operações Especiais do FSB
(Serviço Federal de Segurança) da Rússia".
O novo módulo, com blindagem reforçada, permite memorizar até 10
alvos fixos. O módulo pode ser equipado com quatro tipos de armamento:
metralhadoras de calibre 12,7 mm, 7,62 mm e 30 mm; lança-granadas tipo
AG-17A, bem como o novo lança-granadas automático de calibre 40 mm.
"[O
novo módulo de combate] é apresentado em duas versões. A primeira é
destinada à instalação fixa e instalação em veículos, nomeadamente em
blindados da família Taifun-K e Taifun-U.
A segunda destina-se a equipar
lanchas de alta velocidade de diversos tipos, em particular a lancha
BK-16. Temos atualmente um contrato com o Ministério da Defesa da Rússia
para fornecimento de um kit de modernização para a AK74, que permitirá
aumentar a precisão de tiro em qualquer altura do dia e em diversas
condições climáticas. Este kit é universal e pode ser instalado em
apenas 15-20 minutos em qualquer fuzil Kalashnikov. Graças aos colegas da Rosoboronexport (empresa russa de exportação de
armamentos, N.R), o nosso consórcio conseguiu compensar totalmente
as vendas para o mercado americano. Nossos principais clientes estão
agora em África, Médio Oriente, Sudeste Asiático e América Latina".
A visita é realizada em meio de um resfriamento perceptível nas
relações entre o Cairo e Washington, que aconteceu imediatamente após a
derrubada do presidente islamita Mohamed Mursi. Em resposta à mudança de poder, que anteriormente era de fato
controlado pela organização extremista Irmandade Muçulmana, Washington
suspendeu o fornecimento da multimilionária assistência financeira ao
Cairo para apoiar o exército. Há poucos dias, o chefe do Departamento de
Estado norte-americano admitiu que diplomatas dos EUA realizaram uma
reunião à porta fechada com uma delegação da Irmandade Muçulmana, o
movimento islâmico banido no Egito. No Cairo, o comportamento dos
americanos foi tomado como estranho. A visita do presidente russo é tema de debate em cafés e em inúmeros
programas de entrevistas na televisão. Os jornais locais dedicaram
as suas manchetes nos últimos dias às relações russo-egípcias. As tendas estão cheias de jornais com títulos do tipo "Bem-vindo,
presidente Putin, ao Egito", "Putin – o herói do nosso tempo", etc.
O ex-primeiro-ministro sueco Carl Bildt em seu Twitter postou uma
foto do fuzil Kalashnikov que o Presidente Putin deu ao seu colega Abdel
Fattah al-Sisi.
Os egípcios sabem que Moscou e o Cairo têm uma rica experiência de
cooperação. Em primeiro lugar, a geração mais velha, aqueles que
serviram ao lado de oficiais soviéticos durante as guerras
árabe-israelenses e lutaram com armas soviéticas, se lembram bem desses
tempos.
No total, com a participação da União Soviética no Egito foram realizados 111 projetos econômicos.
O foco nas conversações dos líderes dos dois países será a cooperação
na economia, incluindo a eventual criação de uma zona de livre comércio
entre o Egito e a CEEA, o desenvolvimento da cooperação técnico-militar
e no setor da energia.
Além das relações bilaterais, os líderes discutirão a situação no
Oriente Médio e Norte da África, na Síria, bem como o conflito
palestino-israelense, e os esforços conjuntos para combater o grupo
terrorista Estado Islâmico.
Banco dos BRICS ( Brasil, Rússia, India, China e África do Sul) enterra uma era
Quem mandou os EUA trancarem a porta do FMI ?
O Conversa Afiada reproduz artigo de Fernando Brito, extraído do Tijolaço: aprovado o Banco dos BRICS. Falta pouco para a primeira novidade pós-Breton Woods.
Em julho de 1944, quando os destinos da 2a. Guerra Mundial já estavam definidos, uma conferência internacional - essencialmente ocidental - criou as duas instituições que, durante mais de meio século, tiveram a hegemonia da relações monetárias e das condições de cooperação financeira entre os países do mundo.
Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial (então, Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento) foram ferramentas importantíssimas na implantação do domínio econômico da potência vencedora - os EUA - sobre a face da Terra e o nascedouro do padrão-dólar nas relações cambiais, dando um indescritível poder a quem o emitia, pois passou não apenas a ser a referência de valor das moedas como, cruelmente, passou a ser mundialmente entesourado, permitindo a emissão de moeda sem o efeito inflacionário que isso traz: a moeda que não circula não gera inflação, obvio
A Europa, em frangalhos, pendurou-se na hegemonia norte-americana e, na economia - ao contrário do que ocorreria na política, meses depois, na Conferência de Yalta - o mundo tornou-se unipolar. A tentativa de escapar dela, pela Europa, primeiro através do Mercado Comum Europeu e, depois, pela unificação monetária no Euro, levou 50 anos, e deu uma sobrevida à decadente economia do Velho Continente que, se não podia mais projetar-se globalmente, como na primeira metade do século 20, ao menos conseguiu - aos trancos e barrancos e cada vez mais sob a batuta alemã - preservar a capacidade de, internamente, funcionar como bloco, ao menos até que as crises da dívida pública dos seus membros abrisse rachaduras como a da Grécia e Itália que lutam para remendar por lá.
Primeiro discretamente, ao longo dos anos 80 e da primeira metade dos 90, a China, de 1995 em diante, sai de um papel nulo na economia global para tornar-se, no século 21, uma grande locomotiva da economia mundial, praticando um misto de grande liberalismo na atração de capitais e seletivo protecionismo no seu desenvolvimento industrial, que a tornou o grande player do comércio mundial. E é obvio que com a formação de capital próprio abundante, queira um papel menos dependente e mais isolado na atividade econômica do mundo.
Nesta década, ela assumiu abertamente que quer fazê-lo através de um processo de cooperação muito mais comercial que financeiro, ao contrário dos EUA que sempre pretenderam o controle das economias internas dos países, quando não dos próprios países. Deu dois passos gigantes, mas pacientes e sem manifestações de exclusivismo, até agora.
O primeiro, com a formação do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura - aberto ao mundo todo mas, como o nome indica, voltado para sua afirmação geopolítica no continente e cujas possibilidades, mesmo com os muxoxos públicos dos JUDEUS SIONISTAS DOS EUA, não impediu que a Europa - Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Espanha - e a Austrália aderissem à iniciativa, pelo potencial que tem para todo o mundo, inclusive o Brasil.
O segundo, em escala global, sinalizando que quer parcerias duradouras com líderes continentais (no caso da Índia, subcontinentais) de todo o planeta, hoje em processo de afirmação econômica. E que, somados, como relembra a nota do Ministério da Fazenda, hoje, "representa 42% da população mundial, 26% da superfície terrestre e 27% da economia global".
O Banco dos Brics, ou Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), como é seu nome oficial é isso, mais do que a capacidade de investimento no curto prazo, e a prova mais convincente é a divisão igualitária da governança da nova instituição.
É o recado mais direto que se podia dar aos JUDEUS SIONISTAS DOS EUA, que resistem teimosamente a mudar as regras de participação e influência no FMI, cuja função de prover estabilidade monetária se confundiu com a de ser uma espécie de "polícia econômica" mundial, como os brasileiros acima dos 40 anos sabem que foi, para muitos e para nós.
É por isso que seu anúncio veio casado com - aí, sim, com a hegemonia chinesa, que tem imensas reservas cambiais e é o maior credor do Tesouro Americano - com a criação de um megacolchão monetário - US$ 100 bilhões - um fundo autogerido de reservas monetárias e cambiais para conter eventuais pressões cambiais dos países do BRICS e que, ao contrário do NBD, não exigirá aportes financeiros, mas a virtual disponibilização mútuas das reservas em caso de ataques contra as moedas dos cinco integrantes.
Chamo a atenção para o último parágrafo de nota de Joaquim Levy, que para bom entendedor é o bastante: " O NBD é uma instituição aberta a qualquer país membro das Nações Unidas. Os países dos BRICS, no entanto, dada sua condição de membros fundadores, manterão um poder de voto conjunto de pelo menos 55%. Ademais, nenhum outro país individualmente terá poder de voto de um país dos BRICS. Esta previsão garante ao Brasil lugar de fala privilegiado na governança do Banco e possibilitará que os BRICS efetivamente possam ver suas experiências de desenvolvimento refletidas no primeiro Banco Multilateral de Desenvolvimento de alcance global estabelecido desde a instituição do Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), criado na esteira da Segunda Guerra Mundial."
O acordo de reciprocidade no uso de reservas e o banco, são, de fato, a primeira resposta - não de confronto, mas de preservação de soberania - dada à Era FMI.
Milicianos palestinos lutam contra os mercenários terroristas sionistas de Israel na Síria
- See more at: http://port.pravda.ru/news/busines/09-06-2015/38840-milicianos_palestinos-0/#sthash.mZ6eOLEC.dpuf
Damasco, (Prensa Latina) A brigada Galilea, integrada por 4.800 mil combatentes palestinos está organizada hoje para se incorporar à luta contra os mercenários terroristas sionistas de Israel na Síria, junto ao exército sírio.
Segundo a página digital Al-Manar, os milicianos palestinos completaram um treinamento militar intensivo e preparam-se para enfrentar os mercenários terroristas sionistas de Israel na zona montanhosa de Qalamoun, ao noroeste.
O comandante da brigada, Fadi Malah, afirmou que os palestinos se identificam com a resistência síria, libanesa e palestina, e destacou o tradicional apoio prestado por Damasco à causa de seu país, ocupado ilegalmente por Israel.
De acordo com Malah, esta solidariedade permanente da Síria com a Palestina é a principal razão do ataque do Imperio do Caos Judeu Sionista de Israel ao país irmão.
Recordou também que o ex-presidente sírio Hafez al-Assad não vacilou em enviar batalhões armados para proteger a Resistência Palestina na década de 1970, durante os acontecimentos do chamado Setembro Negro, ocorridos na Jordânia.
Reafirmou também que agora é seu dever e uma alta honra defender o povo sírio ante esta agressão terrorista judaico sionista.
Ontem confirmou-se a presença aqui do general Qassem Suleimani, comandante da legião al-Quds, da Guarda Republicana do Irã, e de um contingente militar de mais de 20 mil combatentes iranianos, iraquianos e da milícia libanesa Hezbollah, que já estão nas linhas de concentração do exército sírio, a seis quilômetros da cidade de Yisr al Shougur.
Fontes consultadas pela Prensa Latina indicaram que a presença dos uniformizados procedentes da Palestina, Iraque, Irã e Líbano, responde a uma estratégia de cooperação militar coordenada para conter o avanço dos grupos terroristas liderados pelo grupo Estado Islâmico(MERCENÁRIOS TERRORISTAS DO JUDAICO SIONISMO DE ISRAEL) (EI) e pela Frente al-Nusra(MERCENÁRIOS TERRORISTAS DO JUDAICO SIONISMO DE ISRAEL) (, braço armado da Al-Qaeda(MERCENÁRIOS TERRORISTAS DO JUDAICO SIONISMO DE ISRAEL) na Síria.
Durante sua recente visita à província de Hama, Suleimani adiantou a respeito de preparativos que, segundo suas palavras, "surpreenderão os inimigos da Síria".
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Qual é a situação encontrada?
Segundo a Secretaria de Agricultura, hoje, há 550 mil propriedades
rurais em nosso Estado, sendo a maioria delas pequenas propriedades. E é
justamente o pequeno agricultor quem mais sofre com a falta de
estrutura, pois boa parte dos proprietários não possui o registro de
suas propriedades, o chamado título fundiário de posse de terra. Sem
esse documento, eles não podem realizar empréstimos bancários,
requisitar ligações de energia, água e esgoto. No diagnóstico realizado
pelo Governo do Estado, foram encontrados 16 mil pedidos de
regularização parados. Entre 2012 e 2014, apenas 51 títulos foram
emitidos – sendo que, depois, quatro desses títulos foram cancelados por
questões técnicas e estão sendo reavaliados. Hoje, há 16 funcionários
do Governo responsáveis por cuidar desse setor. No estado de São Paulo,
por exemplo, há 700 funcionários que cuidam apenas disso.
Minas Gerais é o maior produtor de café do Brasil. São 100 mil
produtores espalhados por 520 municípios que vivem da economia cafeeira.
A maioria deles, 70%, são pequenos produtores ou agricultores
familiares. Somos grandes exportadores do grão, mas o café não é
beneficiado por aqui. Para reforçar o setor, o governo passado anunciou,
em 2012, que destinaria R$ 100 milhões para o Fundo Estadual do Café
(Fecafé), criado naquele ano. Sete projetos foram apresentados por
produtores e por instituições relacionadas ao setor produtivo. Entre
eles, estava o georreferenciamento do café pela Universidade Federal de
Lavras. O projeto possibilitaria saber exatamente a área total plantada,
a quantidade e os tipos de grão produzidos. No entanto, nenhum recurso
foi aplicado no Fundo.
O que já está sendo feito
Para aumentar a atenção do poder público aos pequenos agricultores, o
atual Governo do Estado criou a Secretaria de Estado de Desenvolvimento
Agrário.
O objetivo da Secretaria é melhorar a vida das famílias do campo com o
acesso a financiamento em bancos, a construção de casas para a
população, por meio do programa do Governo Federal Minha Casa, Minha
Vida Rural, e o acesso a serviços básicos como água, luz e energia.
Para o café, o Governo prevê no orçamento R$ 5 milhões que deverão
ser destinados ao estudo da cadeia produtiva mineira e ao
georreferenciamento. Esse investimento é importante para levantar mais
informações e conhecimento que possibilite subsidiar outras propostas de
políticas públicas para o setor. Com as informações obtidas por esses
estudos, os produtores também terão mais segurança e precisão para
prever safras e negociar o preço do produto.
O Governo também criou a Secretaria do Desenvolvimento Agrário e vai
investir R$ 8,8 milhões na agricultura familiar. A verba já está
prevista na lei de orçamento e irá aumentar gradualmente nos próximos
anos. Outras iniciativas que já estão em curso são o Crédito Fundiário,
suspenso pela gestão passada, e a Política Estadual de Aquisição de
Alimentos da Agricultura Familiar (PAAFamiliar). Os dois programas vão
dinamizar a economia mineira e melhorar a vida dos pequenos
agricultores, facilitar empréstimos e garantir a compra de produtos
alimentícios colhidos pela agricultura familiar.
Água
Qual é a situação encontrada?
Há risco de desabastecimento de água na Região Metropolitana de Belo
Horizonte. Falta uma política de preservação dos recursos hídricos, de
investimentos na rede de captação e distribuição e de campanhas de
conscientização sobre o uso da água. Apesar de ter chovido abaixo da
média histórica durante dez meses em 2014, o Governo anterior não tomou
nenhuma medida para restringir o consumo.
O gráfico mostra que os reservatórios do Sistema Paraopeba – Rio
Manso, Serra Azul e Vargem das Flores – tiveram o pico de volume em maio
de 2013, quando o nível chegou a 91%. A partir daí, o sistema entrou em
declínio quase constante e não foram tomadas medidas para evitar o
comprometimento do abastecimento. Durante o período eleitoral, entre
agosto e outubro do ano passado, a Copasa passou a captar mais água. Com
o consumo intenso, os reservatórios não se recuperaram. A população não
foi alertada sobre a necessidade de reduzir o uso da água. Agora, a
consequência direta disso é o risco de racionamento em 2015.
A companhia também estima que, por causa de falhas e vazamentos no
sistema de distribuição em Belo Horizonte, 40% da água tratada se perde.
O que já está sendo feito
Desde janeiro de 2015, a Copasa e o Governo de Minas Gerais iniciaram
uma campanha sobre o uso consciente de água. A meta do programa é
reduzir em 30% o consumo do recurso. E a população, pela primeira vez na
história, pode acompanhar diariamente o nível dos reservatórios através
do site www.copasatransparente.com.br.
Em março, o Governo assinou o “Pacto de Minas pela Água”, uma
iniciativa conjunta do Poder Executivo e da Federação das Indústrias do
Estado de Minas Gerais (Fiemg), que propõe a adoção de medidas, pelas
indústrias, para enfrentar a crise da falta de água. Entre as propostas
do acordo estão o aumento da capacidade de reutilizar água nas
indústrias, capacitar micro e pequenos empresários para o uso racional
da água, investir na manutenção e recuperação de mananciais e realizar
campanhas educativas. Em contrapartida, a Copasa se comprometeu em
diminuir as perdas de água no sistema de distribuição, aumentar a oferta
hídrica para a Região Metropolitana e rever o ICMS ecológico para
municípios que adotarem medidas de economia.
Ainda em abril, o Governo dará início às obra de ampliação da
captação de água do Rio Paraopeba (dentro do PPP do Rio Manso). Em
Uberaba, o Governo realizou um encontro do Fórum Mineiro de Comitês de
Bacias Hidrográficas para discutir a situação hídrica do Estado. Entre
as ações previstas na reunião está a elaboração de um diagnóstico do uso
regular e irregular da água em Minas Gerais. Esse mapeamento é
fundamental para nortear as medidas de regularização e fiscalização do
uso da água no Estado. Com ele, o Governo passará a ter mais informação e
controle sobre a quantidade de água usada pelos mineiros.
Um dos projetos mais audaciosos que já começa a ser executado é o
Programa Água Doce. O programa, feito em parceria com o Governo Federal,
vai levar água potável para a região do semiárido, onde estão os
municípios que mais sofrem com a estiagem. Até o final de 2015, serão
instalados 69 sistemas de dessalinização da água em 20 municípios das
regiões do Vale do Jequitinhonha, Mucuri e Norte. Esses sistemas de
dessalinização tornam a água dessas cidades próprias para consumo e têm
capacidade de tratar 207 mil litros de água por dia. É o suficiente para
o consumo médio de água para 41 mil pessoas.
Cidade Administrativa
Qual é a situação encontrada? Manutenção
São muitos os gastos gerados pela centralização das secretarias
quando se leva em conta os custos apuráveis, isto é, sem levar em conta
os gastos indiretos das secretarias. Para se ter ideia, a despesa com
reparo e manutenção de mobiliário é de R$800 mil/mês. Outros R$200
mil/mês são gastos apenas com a jardinagem.
Cultura
Qual é a situação encontrada?
O apoio do Governo de Minas Gerais aos projetos culturais costuma se
dar por meio de renúncia fiscal, isto é, o Governo deixa de recolher uma
fração de impostos de empresas. Em troca, elas podem destinar esses
valores ao patrocínio de projetos. O limite de renúncia fiscal, aqui em
Minas, é de 0,3% da arrecadação total do ICMS. Em média, isso é o
equivalente a R$ 84 milhões por ano.
Neste ano, o limite foi atingido em março. Em 2014, foi em junho. Em
2013, chegou-se ao limite em outubro. E, em 2012, o teto foi alcançado
em novembro. Ou seja, os recursos têm acabado cada vez mais cedo. Isso
aconteceu porque a administração passada aprovou mais pedidos do que o
previsto para o ano. Na verdade, foram aprovados pedidos o suficiente
para os próximos três anos. São 1.447 projetos aprovados ao custo de R$
384 milhões. O efeito disso é que não há possibilidade de o Governo
aprovar novos projetos. De acordo com a Secretaria de Cultura, o número
foi alto porque o critério escolhido foi apenas a apresentação da
documentação correta. Em contrapartida, não houve nenhum tipo de
avaliação da qualidade, mérito e alcance popular dos projetos.
A gestão passada também deixou uma dívida de R$ 4,3 milhões em
contratos de elaboração de projetos e obras, que foram paralisadas em
agosto do ano passado. O pagamento desses serviços está pendente. Além
das dívidas, a situação de equipamentos que integram o Circuito Cultural
da Praça da Liberdade, como o Arquivo Público Mineiro, a Biblioteca
Estadual Luiz de Bessa e o Museu Mineiro, é precária. Na mesma situação
de precariedade está o Palácio da Liberdade, com problemas de manutenção
e de estrutura. O que já está sendo feito
A principal proposta do Governo de Minas Gerais nessa área é
fortalecer o Fundo Estadual de Cultura. Hoje, ele tem apenas R$ 470 mil.
A previsão é que o caixa do Fundo seja ampliado em até 15 vezes,
podendo chegar a R$ 7,5 milhões, permitindo ao Governo investir
diretamente na promoção de manifestações de menor apelo comercial.
Foi formado um comitê de patrocínio, integrado por representantes de
empresas estatais (Cemig, Copasa e BDMG), da Secretaria Geral de
Governo, de Cultura e da Subsecretaria de Comunicação. O comitê é
responsável por criar, revitalizar e reformar equipamentos culturais,
promover eventos e festivais, restaurar e conservar o patrimônio
cultural mineiro, regionalizar os recursos destinados à cultura e
ampliar os investimentos que já são feitos em programas da própria
Secretaria, como o Filme em Minas, Cena Minas, Bandas de Minas e Centro
de Arte Popular. Entre 2011 e 2014, as empresas investiram R$ 104
milhões, via Lei Rouanet, na área cultural.
Outra proposta é criar mecanismos que impeçam a aprovação de novos
projetos culturais depois que o teto de captação for atingido, como se
deu neste ano e nos anos passados.
O Circuito Cultural da Praça da Liberdade vai ser mantido sob gestão
do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas
Gerais (Iepha/MG). O órgão já realizou um amplo diagnóstico do circuito e
pretende ampliar a capacidade e melhorar os serviços prestados à
população. O Iepha também identificou que há risco de deterioração das
obras dos museus e adotou medidas emergenciais para recuperar as
edificações e adequar os espaços.
Desenvolvimento Social
Qual é a situação encontrada?
Minas Gerais é a terceira economia do país, mas os mineiros têm o
menor PIB per capita entre todos os estados do Sudeste e o nono do
Brasil (veja na tabela abaixo).
Há um abismo entre a capital, rica, e as regiões do interior do
Estado, mais vulneráveis. Um levantamento do Instituto de
Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi) demonstra que, entre os
anos de 2011 e de 2013, aportaram em solo mineiro 356 grandes
empreendimentos. A maioria se concentrou nas regiões Sul, com 129, e
Central, com 112. Hoje, estima-se que cerca de 75% do Produto Interno
Bruto (PIB) estadual é gerado por apenas quatro das dez regiões
mineiras. São elas as regiões Central, o Triângulo, o Sul do Estado e a
Mata. Essas regiões representam 31% da área do Estado e concentram mais
de 65% da população estadual. Já o Noroeste, o Norte e
Jequitinhonha/Mucuri, que correspondem a uma porção maior do território,
de 43%, detêm apenas 15% da população e geram 8% do PIB estadual.
A economia pouco diversificada também é uma das explicações para os
contrastes socioeconômicos. Prova disso é o fato de que Minas Gerais
ocupa a segunda posição entre os estados que mais atraem investimentos,
atrás apenas do Rio de Janeiro. Mas, quando se retira da balança o setor
mínero-metalúrgico, um dos principais responsáveis pelo nosso PIB,
caímos para a décima posição. Já o Rio de Janeiro, grande produtor de
petróleo e gás, segue na liderança do ranking, mesmo quando são
excluídas as inversões do setor petroquímico.
Os tropeços econômicos refletem nos avanços sociais. Minas Gerais é o
nono estado brasileiro no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal
(IDHM). Ficamos na última posição entre os estados das regiões Sul e
Sudeste do país. Ainda de acordo com o IDHM, 46% dos municípios mineiros
são considerados carentes. Nossos trabalhadores são menos
especializados que no restante do país. Apenas 15% dos trabalhadores
mineiros têm ensino superior, ao passo que a média nacional é de 17%. As
disparidades também se dão por gênero. As mulheres com baixo nível de
instrução recebem, em média, 33% a menos que os homens com o mesmo nível
de instrução. Já as mulheres com nível superior completo ganham
aproximadamente 43% a menos que os homens desse mesmo grupo.
Nos últimos anos, o Governo também tem falhado no amparo aos
municípios mais vulneráveis socialmente. O pagamento do Piso Mineiro, um
programa de repasse de recursos para que as prefeituras invistam em
projetos de assistência social, está irregular em todas as cidades de
Minas Gerais. Só em 2014, 478 cidades ficaram sem receber nenhuma
parcela do piso. A interrupção nos repasses está obrigando os Centros de
Referência de Assistência Social (Cras) a interromper alguns de seus
serviços junto às famílias que mais necessitam de amparo do Governo. O
efeito disso tem proporções diferentes em cada lugar. Em Belo Horizonte,
por exemplo, os investimentos em capacitação de trabalhadores cessaram e
21 asilos de idosos estão passando por dificuldades financeiras. Em
Cordisburgo, a Prefeitura parou de pagar benefícios como o auxílio
natalidade e cestas básicas. Em Tiradentes, além das cestas básicas, o
Cras também deixou de pagar o auxílio-funeral e o auxílio-moradia.
Outro problema encontrado pelos municípios é a falta de
assessoramento técnico do Governo para, literalmente, ensinar como
utilizar os recursos estadual e federal que podem ser aplicados em
projetos sociais. O resultado é que estão parados, em diferentes fundos,
R$ 201 milhões que poderiam estar sendo usados pelas prefeituras para
dar assistência à população carente.
O que já está sendo feito
A Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social se comprometeu a
regularizar o repasse dos recursos que o Estado envia aos municípios
para ações de assistência social e pretende fazer mudanças na
regulamentação do programa para que os recursos possam sair dos cofres
com menos burocracia e sem atrasos. A Secretaria também vai ampliar a
assessoria técnica às prefeituras.
Em paralelo, trabalha junto à área de Planejamento do Governo do
Estado para regionalizar as ações da Secretaria, com o objetivo de
potencializar o desenvolvimento do Estado considerando as
características de cada região de Minas Gerais.
O Governo também vai fazer todos os repasses do Piso Mineiro aos
municípios que estão aptos a receber já neste ano. O recurso é previsto
na lei, mas, no passado, os recursos eram depositados em atraso ou,
muitas vezes, sequer chegavam.
As regiões do Estado que mais carecem de desenvolvimento e
investimento também vão receber mais atenção do Governo. A Secretaria de
Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) vai dividir o Estado em 17
regiões diferentes. Para cada uma delas serão criados planos de
desenvolvimento econômico específicos, de acordo com as características e
necessidades socioeconômicas de cada localidade. Os planos estão sendo
confeccionados pelo Governo em parceria com empresários e com
representantes da sociedade civil organizada. Em cada região, o Governo
vai realizar reuniões com a população para levantar informações e
compreender melhor o que os mineiros querem para os lugares onde vivem.
Qual a situação encontrada?
Minas Gerais vive duas realidades diferentes na educação pública. No
Ensino Fundamental, que é de responsabilidade dos municípios e do
Estado, estamos entre os líderes nos rankings de avaliação nacional.
Mas, no Ensino Médio, majoritariamente gerido pelo Governo Estadual,
somos reprovados. Os problemas começam na falta de estrutura básica das
3.654 escolas estaduais mineiras onde estudam 2,2 milhões de alunos.
De acordo com o Sistema de Controle do Atendimento Escolar, da
Secretaria de Educação, apenas 26% da rede estadual está em boas
condições. O restante carece de algum tipo de instalação, como
bibliotecas, refeitórios, laboratórios de informática, banheiros em bom
estado, pátios, quadras poliesportivas, cozinha e despensa. Mas, na
prática, o que isso significa? A melhor resposta para essa questão é
mostrar o que se passa em lugares como a Escola Estadual Gyslaine de
Freitas Araújo, em Ibirité, onde os jovens lancham em pé ou sentados no
pátio da escola. Isso acontece porque lá não tem refeitório. Essa
situação se repete em 45% das instituições de ensino administradas pelo
Estado. Mas há lugares em situação ainda pior.
A falta de boa estrutura dos colégios se reflete no aprendizado.
Cerca de 14% dos jovens mineiros de 15 a 17 anos, a faixa etária
considerada ideal para cursar as séries do Ensino Médio, estão fora da
escola. Entre os que permanecem nas salas de aula, 40% estão atrasados
nos estudos, repetiram de série ou ainda estão cursando o Ensino
Fundamental. E o desempenho daqueles que estão no Ensino Médio deixa
muito a desejar. De acordo com a última avaliação censitária, o Proeb,
96% dos alunos da rede estadual não sabem o recomendado em matemática e
64% também não aprenderam o mínimo exigido em língua portuguesa.
Os dados levantados mostram que os estudantes mineiros da rede
estadual não estão aprendendo como deveriam. Nos últimos dez anos, as
notas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Ensino
Médio ficaram praticamente estagnadas. Em 2005, numa escala que vai de
zero a dez, a média estadual foi de 3,4 pontos. Em 2013, a média subiu,
foi para 3,6 pontos.
Os professores mineiros também estão desestimulados. Hoje, eles não
recebem o piso salarial recomendado pelo Governo Federal e cerca de 60%
dos educadores foram contratados no passado sem a realização de
concursos públicos, como regulamenta a legislação.
Em abril de 2014, a administração adquiriu 3,5 mil tablets por R$ 2,3
milhões, que deveriam ter sido distribuídos aos professores da rede de
Ensino Superior, mas os equipamentos não foram entregues. Eles foram
abandonados em um galpão particular, próximo à Cidade Administrativa.
O que está sendo feito
Para começar a mudar a realidade da educação de Minas, a atual gestão
planeja modernizar o currículo escolar. As mudanças ainda estão em fase
de planejamento mas a principal diretriz da Secretaria de Educação é
aproximar a escola das necessidades e realidades dos estudantes e melhor
prepará-los para os vestibulares e avaliações do Exame Nacional do
Ensino Médio (Enem). Algumas ações já começaram a ser colocadas em
prática. Em janeiro, o Governo colocou em prática a resolução 2.741,
que, entre outros pontos, regulamenta as aulas durante a noite para
alunos do Ensino Médio. O objetivo da norma é resgatar os jovens que
estão fora das escolas e flexibilizar os horários para aqueles que já
começaram a trabalhar e só podem frequentar as aulas nos turnos
noturnos.
Também estão sendo discutidas e implementadas ações para aproximar a
escola dos cursos de qualificação profissional por meio do Pronatec, do
Governo Federal. O Governo sabe da necessidade de valorizar os
educadores com bons salários, plano de carreira mais atrativo e com
melhores condições de trabalho. É por isso que a Secretaria de Educação
está negociando o aumento gradativo dos salários dos professores até que
se atinja o piso nacional da categoria, em 2018, contratando
profissionais por concurso público e estudando as demandas específicas
da carreira.
Nos próximos quatro anos, o Governo deverá nomear 60 mil servidores
para trabalhar na área. As primeiras nomeações se deram no começo de
abril e, até o final do ano, 15 mil novos funcionários para a educação
serão nomeados. O Governo já realizou dez reuniões com os professores
para acertar as demandas e o reajuste salarial da categoria. Três pontos
discutidos já foram acertados entre o Governo e os trabalhadores. São
eles: garantir aos servidores aposentados nas carreiras da educação
básica os mesmos reajustes dos servidores ativos, anistiar o período de
greve de 2011 e restabelecer a variação entre graus e níveis no momento
da incorporação do último aumento, em julho de 2018.
Gestão e Obras
Qual é a situação encontrada?
Minas Gerais tem um rombo orçamentário de R$ 7,2 bilhões. Isso quer
dizer que o Estado gasta muito mais do que arrecada. Como foi possível
chegar a essa situação? Basicamente, isso aconteceu porque as despesas
aumentaram muito mais do que as receitas. Em 2014, por exemplo, os
funcionários públicos receberam R$ 2,7 bilhões em aumentos sem que o
Governo atual tivesse capacidade de honrar os pagamentos. A consequência
disso é que, neste ano, a folha de pagamento do Poder Executivo irá
ultrapassar os limites estabelecidos em lei.
O Estado chegou ao final de 2014 com uma dívida consolidada de R$ 94
bilhões. A maior parte do valor, cerca de 98%, refere-se a contratos de
empréstimos com bancos estrangeiros e públicos, instituições de fomento
e, principalmente, ao endividamento estadual com a União. Os outros 2%
provêm de obrigações com institutos previdenciários, como os pagamentos
de pensões e aposentadorias.
Outro problema orçamentário que também ocorreu em 2014 foi a
autorização de uma série de outros gastos calculados em R$ 2,9 bilhões.
São despesas nas áreas de saúde, segurança, transportes e obras que não
foram quitadas no ano passado e que foram deixadas para a atual
administração. No diagnóstico das contas públicas em aberto, também
foram encontrados mais R$ 1,1 bilhão em dívidas não incluídas no sistema
oficial de controle do Governo.
A mesma situação se repete no sistema previdenciário, que paga as
aposentadorias e pensões de 221 mil mineiros. Entre 2003 e 2014, o
Tesouro Estadual teve que arcar com R$ 6,4 bilhões porque faltou
dinheiro no Fundo Financeiro de Previdência para arcar com os
pagamentos. Neste ano, a previsão é de que faltem mais R$ 7 bilhões.
Com as finanças desorganizadas e dinheiro faltando em caixa, muitas
obras e convênios firmados no passado foram abandonados. Hoje, há 28
instituições, entre secretarias e órgãos públicos, que fazem projetos e
obras. De acordo com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, há
346 obras que foram paralisadas por falta de recursos. Outras 151 obras
que seriam financiadas por bancos de fomento, como o BNDES, Banco do
Brasil e Banco Interamericano de Desenvolvimento, também estão paradas.
No apagar das luzes de 2014, a administração passada cancelou 806
convênios no valor de R$ 67 milhões assinados com prefeituras de
diferentes cidades mineiras. Eles foram cancelados na última semana do
ano. E outros 40 contratos diferentes foram assinados no mesmo período.
Só o município de Ibirité recebeu R$ 22,7 milhões referentes a dez
convênios com o Governo Estadual. Cerca de 18% desse valor foi repassado
para a reforma da sede da Prefeitura.
Centenas de irregularidades deixaram de ser investigadas pelo Governo
no passado. Há 434 processos disciplinares, abertos para investigar
condutas irregulares de servidores públicos, que estão parados há sete
anos na Corregedoria-Geral do Estado. São processos e investigações
sobre acúmulo ou abandono do cargo e atos de corrupção.
O que já está sendo feito
O primeiro compromisso da administração é honrar os pagamentos
assumidos com os servidores. Para facilitar o planejamento orçamentário e
harmonizar as finanças estaduais com as necessidades dos municípios, o
Governo pretende fazer prestações de contas antes do encerramento dos
mandatos de prefeitos.
O Executivo também começou a organizar e selecionar as obras mais
importantes a serem retomadas. Está sendo discutida a criação de uma
central de projetos em infraestrutura municipal. Esse órgão será o
responsável por atender cidade por cidade, de acordo com suas
demandas, e auxiliar na elaboração e revisão de projetos de obras e na
captação de recursos com os governos estadual e federal e com bancos de
fomento nacionais e estrangeiros.
O Governo criou uma força-tarefa para auxiliar no julgamento dos
processos disciplinares abertos contra servidores públicos. Ela terá
três meses para concluir os trabalhos, contados a partir de 28 de abril.
No passado, servidores que cometiam irregularidades ficavam impunes.
Agora, isso mudou. Entre janeiro e abril deste ano, 87 servidores já
foram julgados pela Controladoria-Geral do Estado.
Inovação
Qual é a situação encontrada?
Minas Gerais investe 1% do orçamento estadual na Fundação de Amparo à
Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig). Mas, em 31 de dezembro de 2014,
estavam retidos 580 milhões de reais do orçamento da Fundação, o
equivalente a um ano e meio do seu orçamento. A instituição é a
responsável por financiar pesquisadores da saúde, ciência, tecnologia e
uma série de outras áreas. O investimento em pesquisa e conhecimento é
uma das principais características dos países e regiões mais inovadores
do mundo. Mas, entre os estados brasileiros, nós, mineiros, ocupamos
apenas a 11a posição entre os que mais investem nas áreas de
ciência e tecnologia. Ficamos atrás de São Paulo, que aloca 4,5% do
orçamento na área, e de outros estados de diferentes regiões, como
Rondônia, Sergipe e Santa Catarina.
De acordo com o Índice Geral de Cursos, Minas possui o maior número
de universidades federais de excelência do país. Somos, também, o
segundo estado em atração de investimentos privados. Mesmo com um
ambiente propenso ao investimento no setor, recebemos menos repasses
federais para investimentos na área em comparação com os outros estados
do Sudeste. Em 2012, os mineiros receberam apenas 7% dos investimentos
do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, atrás dos paulistas,
com 27%, e dos fluminenses, com 19%. Ou seja, faltou projeto e
planejamento para ir atrás dos recursos que estão disponíveis em
Brasília.
Apesar dos baixos investimentos na área, um projeto em especial teve
atenção da administração passada. A Cidade das Águas recebeu mais de R$
100 milhões. Instalado na cidade de Frutal, no Triângulo Mineiro, o
objetivo do projeto era desenvolver estudos sobre preservação da água e
gestão de recursos hídricos. Por lá também foi criada a Hidroex, uma
fundação destinada à formação em educação ambiental. Foram investidos R$
126 milhões na construção dos prédios, laboratórios e alojamentos que
compõem o projeto. Outros investimentos da área feitos no passado também
têm sido subaproveitados. Em um depósito da Secretaria de Estado de
Ciência e Tecnologia, estão equipamentos como tablets, computadores e
uma câmera de imersão avaliada em R$ 5 milhões e que nunca foi usada.
O que já está sendo feito
O Governo de Minas Gerais está auditando a Cidade das Águas para, ao
final, discutir a destinação do equipamento. Também será feito um
esforço, junto ao Governo Federal, para aumentar o percentual dos
repasses do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.
O Governo mineiro quer atrair mais empresas de tecnologia para o
Estado. A primeira parte desse plano já está sendo colocada em prática.
Minas Gerais vai investir na produção de energia solar. O Governo vai
viabilizar linhas de financiamento para empresas construírem parques
solares pelo Estado (mais informações sobre o assunto podem ser obtidas
ao clicar na parte de Meio Ambiente).
O primeiro leilão de energia solar irá acontecer no segundo semestre
deste ano. E as empresas vencedoras do leilão só poderão construir os
parques de energia solar com material produzido em Minas Gerais.
Qual é a situação encontrada?
Minas Gerais investe 1% do orçamento estadual na Fundação de Amparo à
Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig). Mas, em 31 de dezembro de 2014,
estavam retidos 580 milhões de reais do orçamento da Fundação, o
equivalente a um ano e meio do seu orçamento. A instituição é a
responsável por financiar pesquisadores da saúde, ciência, tecnologia e
uma série de outras áreas. O investimento em pesquisa e conhecimento é
uma das principais características dos países e regiões mais inovadores
do mundo. Mas, entre os estados brasileiros, nós, mineiros, ocupamos
apenas a 11a posição entre os que mais investem nas áreas de
ciência e tecnologia. Ficamos atrás de São Paulo, que aloca 4,5% do
orçamento na área, e de outros estados de diferentes regiões, como
Rondônia, Sergipe e Santa Catarina.
De acordo com o Índice Geral de Cursos, Minas possui o maior número
de universidades federais de excelência do país. Somos, também, o
segundo estado em atração de investimentos privados. Mesmo com um
ambiente propenso ao investimento no setor, recebemos menos repasses
federais para investimentos na área em comparação com os outros estados
do Sudeste. Em 2012, os mineiros receberam apenas 7% dos investimentos
do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, atrás dos paulistas,
com 27%, e dos fluminenses, com 19%. Ou seja, faltou projeto e
planejamento para ir atrás dos recursos que estão disponíveis em
Brasília.
Apesar dos baixos investimentos na área, um projeto em especial teve
atenção da administração passada. A Cidade das Águas recebeu mais de R$
100 milhões. Instalado na cidade de Frutal, no Triângulo Mineiro, o
objetivo do projeto era desenvolver estudos sobre preservação da água e
gestão de recursos hídricos. Por lá também foi criada a Hidroex, uma
fundação destinada à formação em educação ambiental. Foram investidos R$
126 milhões na construção dos prédios, laboratórios e alojamentos que
compõem o projeto. Outros investimentos da área feitos no passado também
têm sido subaproveitados. Em um depósito da Secretaria de Estado de
Ciência e Tecnologia, estão equipamentos como tablets, computadores e
uma câmera de imersão avaliada em R$ 5 milhões e que nunca foi usada.
O que já está sendo feito
O Governo de Minas Gerais está auditando a Cidade das Águas para, ao
final, discutir a destinação do equipamento. Também será feito um
esforço, junto ao Governo Federal, para aumentar o percentual dos
repasses do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.
O Governo mineiro quer atrair mais empresas de tecnologia para o
Estado. A primeira parte desse plano já está sendo colocada em prática.
Minas Gerais vai investir na produção de energia solar. O Governo vai
viabilizar linhas de financiamento para empresas construírem parques
solares pelo Estado (mais informações sobre o assunto podem ser obtidas
ao clicar na parte de Meio Ambiente).
O primeiro leilão de energia solar irá acontecer no segundo semestre
deste ano. E as empresas vencedoras do leilão só poderão construir os
parques de energia solar com material produzido em Minas Gerais.
Qual é a situação encontrada?
Há cerca de 2,7 mil processos de licenciamento ambiental engavetados
na Secretaria de Meio Ambiente e, quando isso acontece no órgão, Minas
Gerais perde em duas frentes. A primeira, mais evidente, é o aumento da
degradação ambiental. Isso acontece porque, se a burocracia emperra,
decisões sobre a proteção de áreas verdes, por exemplo, vão sendo
adiadas, o que coloca essas regiões em risco. O outro problema é a
paralisação de atividades econômicas inteiras. Explica-se: sem o
licenciamento ambiental, muitos investimentos não podem seguir adiante.
Estima-se que mais de R$ 5 bilhões de investimentos estejam engessados à
espera dos licenciamentos. Na tabela a seguir, é possível verificar em
quais regiões e quais os setores da economia estão sendo prejudicados
pela demora na emissão das licenças.
Hoje, de acordo com a Secretaria, o excesso de trâmites burocráticos e
a falta de funcionários causam prejuízos aos mineiros. Um exemplo disso
são as 14 mil outorgas para o uso de recursos hídricos que estão
atrasadas. Sem a emissão dos documentos, a captação ilegal de água
aumentou, o que implica diretamente na crise hídrica pela qual passa
Minas Gerais.
Outro exemplo da ineficiência são os 110 mil autos de infração que
estão parados. Estima-se que o Governo tenha deixado de arrecadar quase
R$ 500 milhões sem a cobrança das infrações. Também há 5,3 mil processos
de manejo florestal atrasados.
A consequência direta desse desfile de atrasos e papelada parados na
burocracia é o aumento do desmatamento das áreas de Mata Atlântica em
Minas Gerais. Nos últimos cinco anos, o Estado foi o campeão de
devastação da floresta. Foram 70 mil hectares de mata destruídos, uma
área equivalente a 70 mil estádios do tamanho do Mineirão.
Uma investigação do Ministério Público Estadual identificou 40
empresas inadimplentes no pagamento de taxas de compensação ambiental ao
erário estadual. Ao todo, desde 2004, o Governo deixou de arrecadar
mais de R$ 1 bilhão com o calote. Entre as empresas que não cumpriram
suas obrigações estão estatais como a Cemig e a Copasa. O que já está sendo feito
A primeira ação do Governo do Estado foi negociar com os servidores
da Secretaria de Meio Ambiente e encerrar uma operação padrão que se
arrastava há um ano. Um acordo salarial foi firmado e o reajuste
salarial previsto ao longo da carreira foi alterado. Agora, a principal
missão da Secretaria é eliminar a burocracia e tirar o atraso na emissão
de licenciamentos ambientais e outorgas para uso de recursos hídricos e
realizar as cobranças acumuladas dos autos de infração. Para esse
objetivo, o Governo criou uma força-tarefa para avaliação e
reestruturação da Secretaria.
O Governo acelerou a liberação dos licenciamentos ambientais. Só neste ano, cerca de 60 licenciamentos já foram feitos.
O Governo mineiro também vai fomentar o investimento na produção de
energias alternativas. Um dos projetos é viabilizar linhas de
financiamento de mais de R$ 1 bilhão para investimentos em energia
solar. O projeto consiste em fornecer incentivos fiscais para a
construção de parques solares capazes de produzir energia para Minas
Gerais. O primeiro leilão para produção de energia solar deve ocorrer no
segundo semestre deste ano e prevê a produção de energia suficiente
para sustentar o consumo médio de 120 mil famílias.
Saúde
Qual é a situação encontrada?
De acordo com a Secretaria de Saúde, o rombo na área é de R$ 1 bilhão
e 500 milhões. Faltam medicamentos, hospitais, ambulâncias e centros de
exames para atender a população do interior do Estado.
E essa é uma antiga demanda dos mineiros que vivem no interior.
Os hospitais regionais estão parados ou ainda nem tiveram as obras iniciadas.
Oito obras de hospitais estão atrasadas e paralisadas, três nem
começaram e apenas um hospital, o de Uberlândia, foi concluído. Sem ter a
quem recorrer, a população do interior procura assistência na Grande
Belo Horizonte. O efeito disso é a superlotação. Hoje, 52% das
internações na capital são de pacientes de cidades do interior do
Estado. Só o Hospital Regional de Governador Valadares, um dos que teve
as obras suspensas, teria capacidade para cobrir 80 cidades e uma
população de 1,5 milhão de habitantes da região.
Um levantamento feito pelo Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de
Saúde do Brasil (CNES) detectou que, entre janeiro de 2006 e janeiro de
2015, houve uma redução de quase 5 mil leitos nos hospitais que atendem a
rede SUS. Eram 37.595 leitos e, agora, são 32.612. São vagas que antes
eram administradas por hospitais estaduais, municipais, universidades
federais e instituições filantrópicas.
A situação se repete com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência
(SAMU). Até o final do ano passado, apenas 25% dos municípios mineiros
tinham acesso ao serviço. Um levantamento nacional identificou que Minas
Gerais era o terceiro estado do país com a menor cobertura das
ambulâncias. O cenário só era pior em Rondônia e Tocantins.
Assim como em outras áreas, muitos problemas de falta de planejamento
e falhas de gestão impediam que os recursos para investir na saúde
chegassem aos municípios. Em 2014, por exemplo, foram retidos R$ 93
milhões de repasses federais que deveriam ter sido destinados às
prefeituras. O recurso era destinado a 309 hospitais.
Entre 2010 e 2014, foram firmados 4,5 mil convênios com os municípios
e prestadores de serviços para a aquisição de veículos, reformas em
unidades de saúde, equipamento e material. O valor total desses
convênios era de R$ 1,1 bilhão. A maioria deles, exatos 63%, nunca foi
pago, o que representa um calote de R$ 730 milhões.
Há, ainda, casos de mineiros que não encontram medicamentos que são
ofertados na rede pública. Em janeiro deste ano, por exemplo, faltavam 165 tipos diferentes de medicamentos na rede pública, sendo que 77 desses remédios eram do grupo de alto risco, fundamentais para manter os pacientes com vida.
Em uma visita de rotina ao operador logístico foram
encontrados medicamentos vencidos ainda armazenados, volume que
aponta para uma estratégia equivocada de aquisição e distribuição.
O que já está sendo feito
Nos primeiros três meses, o Governo de Minas Gerais conseguiu ampliar
a rede do SAMU para mais 153 municípios que não eram atendidos. Mais
2,7 milhões de mineiros passaram a ser assistidos pelas ambulâncias.
Agora, 55% das cidades já são assistidas pelo serviço. O objetivo é
fazer com que o SAMU alcance todas as regiões de Minas Gerais.
O serviço de distribuição de medicamentos, hoje, é terceirizado. Para
aumentar o controle e evitar a falta de remédios, o Governo também está
revendo esse mecanismo e estudando a melhor maneira de suprir as
necessidades dos mineiros.
Os planos de construção dos hospitais regionais estão sendo revistos.
O objetivo dessa análise é verificar a viabilidade técnica e se eles
estão sendo, de fato, erguidos nas regiões que mais carecem de
assistência. O Governo também está analisando os motivos que levaram à
redução de leitos hospitalares na rede estadual de saúde e pretende
ampliar a oferta.
Qual é a situação encontrada?
Dados do Mapa da Violência, um estudo nacional sobre assassinatos,
mostram que, entre 2002 e 2012, o número de homicídios registrados em
todo o Estado saltou de 2.977 para 4.535. É um crescimento de 52,3%,
quatro vezes mais do que a média nacional, de 13,4%. De acordo com a
Secretaria de Estado de Defesa Social, entre 2010 e 2013, o número de
crimes considerados violentos foi de 50 mil para 88 mil, um aumento de
74%. Os números mostram que a criminalidade em Minas Gerais aumenta
significativamente ano após ano.
A Polícia Civil, responsável por investigar os crimes, acumula
inquéritos abertos, esperando por investigação. Por que isso acontece?
Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social, isso é reflexo da falta
de estrutura para investigar os crimes.
Hoje, o contingente da Polícia Civil é de 9,5 mil agentes. Mas a
corporação deveria ter quase o dobro de policiais. Faltam
investigadores, delegados, médicos legistas, peritos e escrivães (veja
mais sobre o déficit de policiais civis na tabela abaixo). Também faltam
carros em bom estado e cerca de 300 veículos precisam ser trocados.
Delegacias e departamentos de investigação precisam ser construídos. No
total, há 92 obras paradas ou que precisam ser iniciadas para melhorar a
estrutura da instituição. Ao todo, elas custam R$ 113 milhões. Parte
desses investimentos poderia ter sido feita no ano passado. Em 2014, o
Governo assegurou que investiria R$ 145 milhões na corporação mas, até o
final do ano, foram repassados apenas 39% dos recursos previstos. Assim
como ocorre com todo o Governo, a polícia também acumula dívidas. Hoje,
o rombo da corporação é de R$ 117 milhões. A dívida provém de
investimentos e despesas com manutenção que não foram quitados no ano
passado.
Com a Polícia Militar ocorre situação semelhante. Das 11.265 viaturas
da PM, há 4.562 fora das ruas por falta de manutenção. No Corpo de
Bombeiros, que já tem uma estrutura bastante enxuta, há 373 carros fora
de combate. Hoje, a corporação tem apenas 697 veículos em pleno
funcionamento. Os efeitos da precariedade das forças de segurança são o
aumento da sensação de insegurança e da criminalidade.
A situação mais crítica, contudo, ocorre nos presídios mineiros. Eles
têm 32 mil vagas mas, hoje, comportam 66 mil presos. No ano passado, a
construção de quatro presídios que estavam sendo erguidos para ampliar a
capacidade carcerária foi simplesmente abandonada. Por causa da falta
de vagas, presos considerados perigosos convivem com outros condenados
por crimes que não são considerados graves.
O que já está sendo feito
Desde o dia 1o de janeiro, o Governo começou a traçar
metas para a diminuição da violência. O principal foco do planejamento é
recuperar as polícias militar e civil e gerar mais vagas nos presídios.
A segurança já está sendo reforçada. Cerca de 4 mil policiais civis e
militares estão sendo contratados neste semestre. A frota também deverá
ser renovada e o Governo também deverá investir nas áreas de
inteligência e digitalização dos processos.
Para desafogar o sistema carcerário, serão construídas novas
penitenciárias e o Governo vai realizar uma força-tarefa com a Justiça, o
Ministério Público e a Defensoria Pública para resolver a situação dos
chamados presos provisórios, aqueles que estão atrás das grades mas que
ainda não foram condenados por seus crimes. Hoje, eles são cerca de 30
mil. A atual administração vai retomar as obras de novos presídios que
foram abandonadas e planeja a construção de novas unidades prisionais. E
para colocar a casa em ordem, o Governo também reajustou os salários
dos servidores da Secretaria de Defesa Social.