quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

VENEZUELA LIVRE E SOBERANA - Evo Morales sobre ameaças dos EUA à Venezuela: querem devastá-la como fizeram com Iraque, Líbia, Afeganistão e Ucrânia

Las amenazas de contra son amenazas a la convivencia pacífica en . Quieren provocar enfrentamiento entre hermanos con guerra y violencia. El imperio quiere que Venezuela quede devastada y empobrecida como quedaron Irak y Libia.
Presidente da Bolívia, Evo Morales (foto do arquivo)

Evo Morales sobre ameaças dos EUA à Venezuela: querem devastá-la como fizeram com Iraque, Líbia,  Afeganistão e Ucrânia

O presidente boliviano, Evo Morales, escreveu que as ameaças dos EUA à Venezuela minam a convivência pacífica dos países latino-americanos.
De acordo com Evo Morales, os Estados Unidos pretendem empobrecer e devastar a Venezuela assim com fizeram com o Iraque e a Líbia.


Las amenazas de contra son amenazas a la convivencia pacífica en . Quieren provocar enfrentamiento entre hermanos con guerra y violencia. El imperio quiere que Venezuela quede devastada y empobrecida como quedaron Irak y Libia.
As ameaças dos EUA contra a Venezuela são ameaças à convivência pacífica na América Latina. Querem provocar o enfraquecimento entre irmãos com guerra e violência. O império [norte-americano] quer que Venezuela fique devastada e empobrecida como ficaram o Iraque e a Líbia
Em outro tweet, o presidente da Bolívia reforçou seu apoio a Maduro e seu desejo de que a América Latina não seja tomada por intervenções.


es una región de paz, planteamos nuevamente construir una identidad sudamericana en materia de defensa y rechazamos cualquier intento de intervención. Debemos promover la resolución pacífica de conflictos y una cultura de paz en el continente y el mundo.
​América Latina é uma região de paz, defendemos novamente a construção de uma identidade sul-americana em matéria de defesa e rechaçamos qualquer tentativa de intervenção. Devemos promover a resolução pacífica de conflitos e uma cultura de paz no continente e no mundo
Desde 21 de janeiro, Venezuela está alagada em protestos antigovernamentais. O líder da oposição, Juan Guaidó, em 23 de janeiro se declarou presidente interino do país.
Os EUA e outros países, inclusive o Brasil, declararam reconhecer Guaidó como presidente interino. A Rússia apoia Nicolás Maduro como legítimo presidente da Venezuela.

VENEZUELA LIVRE E SOBERANA - 'Status presidencial de Guaidó não existe para Rússia', diz senador russo



Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, com uma cópia da Constituição

'Status presidencial de Guaidó não existe para Rússia', diz senador russo

O chefe do Comitê de Relações Exteriores do senado russo, Konstantin Kosachev, declarou nesta quarta-afeira (30) que o status de presidente da Venezuela é determinado pelo povo, por isso a Rússia não reconhece o status presidencial do oposicionista Juan Guaidó.
"O status de Guaidó não pode ser determinado pelo exterior, seja o presidente dos Estados Unidos ou qualquer outro país. Só pode ser determinado pelo povo da Venezuela e apenas por meios constitucionais”, disse o senador.
“Nesse sentido, para a Rússia, o status presidencial de Guaidó não existe”, enfatizou Kosachev.
Os EUA anunciaram anteriormente que não reconhecem mais Nicolás Maduro como o presidente da Venezuela, e consideram o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como o chefe de Estado do país. 
O líder norte-americano, Donald Trump, conversou com o autoproclamado presidente da Venezuela nesta quarta-feira e congratulou-o por sua “histórica tomada de posse”, confirmando forte apoio à luta da Venezuela para restaurar a democracia.

VENEZUELA LIVRE E SOBERANA - Maduro afirma que Donald Trump deu ordem de matá-lo



Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, com uma cópia da Constituição

Maduro afirma que Donald Trump deu ordem de matá-lo

Em entrevista exclusiva à Sputnik, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, especificou vários aspetos da situação atual na Venezuela e comentou a atividade de países estrangeiros ao tentarem intervir nos assuntos internos da República Bolivariana.
Eleições na Venezuela
Na opinião do presidente legítimo, "seria muito bom que houvesse eleições parlamentares antecipadas para o parlamento venezuelano, seria uma boa forma de debate político e uma solução com o voto popular".
Quanto às eleições presidenciais, Maduro esclareceu mais uma vez que estas tiveram lugar há apenas 10 meses e foram realizadas conforme todas as regras constitucionais. Em suas palavras, ele obteve 68% de votos e, dessa forma, sua vitória e mandato são legítimos.
"É um absurdo ignorar as instituições, então estaríamos voltando ao novo colonialismo, onde de uma capital europeia, de Washington, eles dão ordens a qualquer país da África, Ásia, América Latina, Caribe, qualquer país do mundo", disse.
Nessa conexão, o presidente venezuelano assegurou que nenhum país estrangeiro pode intervir no processo político venezuelano.
"Não aceitamos um ultimato de ninguém nesse mundo, não aceitamos chantagens. As eleições presidenciais na Venezuela já ocorreram e, se os imperialistas querem novas eleições, devem esperar até 2025", disse ele.
Diálogo com a oposição
Em entrevista à Sputnik, o presidente da Venezuela afirmou que apoia o diálogo com a oposição e indicou quem poderia mediar as negociações.
"Estou pronto para me sentar à mesa das negociações para que falemos em prol da Venezuela, da paz e de seu futuro".
De acordo com ele, "há alguns governos, organizações no mundo que demonstram sua preocupação sincera pelo que está acontecendo na Venezuela". Em particular, ele apontou para as autoridades do México, Uruguai, Bolívia, Rússia, Vaticano, e outros governos europeus como parceiros que querem normalizar a situação na Venezuela.
Apoio das Forças Armadas
Apesar da tentativa de rebelião militar organizada em 21 de janeiro em Caracas, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, reafirmou a lealdade dos militares ao atual governo de Nicolás Maduro, enfatizando que agora é hora de mostrar resistência.
Ao falar sobra a situação, Nicolás Maduro, por sua vez, elogiou os méritos das tropas venezuelanas e declarou que continuará desempenhando seu papel de comandante supremo das Forças Armadas.
"Estou exercendo minha liderança e obrigações de comandante supremo conforme a Constituição, consolidando as Forças Armadas nacionais bolivarianas. E as Forças Armadas bolivarianas vão dar uma lição de moral, lealdade e disciplina ao império do norte e à direita fascista na Venezuela, e vamos ter uma grande vitória de estabilidade, paz e lealdade", disse ele.
Motivos de os EUA intervirem nos assuntos internos da Venezuela
Na opinião do líder venezuelano, o principal objetivo do comportamento tão intrusivo dos EUA é o desejo de obter acesso ao petróleo do país latino-americano, pois este possui "as maiores reservas comprovadas de petróleo no mundo".
Além disso, em seu ponto de vista, os EUA consideram toda a América Latina como seu "quintal". No entanto, a Venezuela, que possui uma "história de 200 anos", não aceita tal desenvolver da situação e é por isso que Washington pretende enfraquecer Caracas.
Atentado contra Nicolás Maduro
Ao falar sobre a possível repetição do atentado ocorrido há alguns meses, o líder venezuelano destacou que esta é uma questão difícil, assegurando que não tem medo de ser assassinado.
"Em primeiro lugar, meu destino está nas mãos de Deus, sou cristão e acredito na proteção de Deus. Todo o tempo o povo da Venezuela me protege, temos inteligência eficaz".
No entanto, ele acusou o presidente dos EUA, Donald Trump, de ter dado ordem às autoridades da Colômbia de assassiná-lo, acrescentando que, em caso de algo acontecer com ele, esses países serão os responsáveis.
"Sem dúvida, Donald Trump deu a ordem de me matar e disse ao governo colombiano e às máfias da oligarquia colombiana que me matassem. Se algo me acontecer algum dia, Donald Trump e o presidente da Colômbia, Ivan Duque, serão os responsáveis", disse.
Ao mesmo tempo, o líder da República Bolivariana recusou comentar se os agentes de segurança russos contribuem para a sua proteção.
Não obstante, Maduro reiterou sua disposição para se encontrar com Donald Trump, onde e quando quiser, para discutir todas as questões a fim de normalizar as relações bilaterais.
5.000 soldados americanos para a Colômbia
 
Mais cedo, foi comunicado que o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, foi visto em 28 de janeiro segurando um caderno amarelo com a anotação manuscrita "5 mil soldados para a Colômbia".
Nicolás Maduro, por sua vez, caracterizou seu comportamento de "infantil", indicando que até as autoridades da Colômbia e seu Ministério da Defesa negaram essas informações.