sábado, 27 de julho de 2019

BOLSONARO INIMIGO PÚBLICO No. 1 - Glifosato: maioria pede proibição deste veneno no Brasil

Jair Bolsonaro ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes
Glifosato: maioria pede proibição no Brasil
Por causar câncer, problemas reprodutivos(ESTERILIZAÇÃO), ou seja, castração das pessoas, alterações endócrinas(SÍNDROME DO METABOLISMO), aumento da mortalidade infantil e quando não morrem, tornam-se apatetadas.

Maioria dos participantes afirmou discordar do parecer que recomenda manutenção do registro do glifosato. Mais de 50% não querem o produto no Brasil por conta dos prejuízos à saúde
por Nadine Nascimento
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou na última semana os resultados da consulta pública sobre a reavaliação do agrotóxico glifosato, o mais usado no país. O resultado foi claro: a maioria das pessoas ou instituições que participaram pedem sua proibição no país.
Participaram da pesquisa 4.602 pessoas, sendo 11 de fora do país. Entre as participações do Brasil, os estados de São Paulo (1221), Paraná (836) e Rio Grande do Sul (522) foram os que mais responderam à consulta.
Desde 2008, o glifosato está com seu registro em reavaliação pela Anvisa, por conta de seus efeitos sobre a saúde. Utilizado como herbicida, ou seja, para matar plantas “indesejáveis”, o glifosato tem seu uso associado a lavouras transgênicas, modificadas geneticamente para desenvolverem tolerância e suportarem pulverizações com essa substância.
Em fevereiro, a Anvisa concluiu sua reavaliação toxicológica do glifosato. De acordo com o parecer técnico da agência, a substância poderia continuar sendo usada no país, já que “não causa prejuízos à saúde”. 
No início de março, foi aberto o prazo de contribuições para a “Proposta de Resolução de Diretoria Colegiada que dispõe sobre a manutenção do ingrediente ativo Glifosato em produtos agrotóxicos no País e sobre as medidas decorrentes de sua reavaliação toxicológica”. As contribuições puderam ser enviadas até 8 de julho.
Sobre o parecer que faz a manutenção de seu registro, a consulta pública fez a pergunta: “De modo geral, qual sua opinião sobre o texto em discussão?” A opção mais votada, com 41,59% dos votos, foi “Discordo integralmente”. Seguida de “Concordo” com 26,47%, “Concordo parcialmente” com 21,01%, e “Discordo da necessidade de regulamentação” com 10,93%.
Em outro momento, a pesquisa pergunta: “Você é a favor da manutenção do uso de glifosato no Brasil com o estabelecimento de restrições?” Entre as nove opções, a mais votada (50,02%) foi “Não, o glifosato deve ser proibido no Brasil, porque causa danos à saúde das pessoas”.
Completam a lista de mais escolhidas: “Não, o glifosato deve ser proibido no Brasil, porque causa danos aos animais silvestres” (36.07 %); “Não, o glifosato deve ser proibido no Brasil, porque causa danos às florestas e matas” (35,01%); e “Não, o glifosato deve ser proibido no Brasil, porque estimula o uso de plantas geneticamente modificadas na agricultura e sou contrário ao uso de transgênicos” (31,40%). A resposta “Sim” ficou na penúltima colocação (8ª), com 18,39% das respostas.
A consulta pública deve passar agora por a avaliação da diretoria da Anvisa. Após essa análise dos resultados, um colegiado de quatro diretores vota se o pesticida deve ou não ser proibido no país. Eles vão apresentar suas justificativas técnicas sobre a decisão.
Por que proibir?
Entre 2012 e 2017, segundo dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), mais de um milhão de toneladas de glifosato foi comercializada no país, correspondendo a 36% do volume total no período. 
Em parecer técnico a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), posiciona-se favorável à proibição de registro de todos os produtos formulados com o glifosato do Brasil. Entre as razões está a relação entre a exposição ao glifosato e a ocorrência de problemas de saúde graves como câncer, problemas reprodutivos, alterações endócrinas, aumento da mortalidade infantil, dentre outros;
Soma-se a isso a classificação do glifosato como provável cancerígeno humano (grupo 2A) pela Agência Internacional de Pesquisas em Câncer (Iarc) da Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, o reconhecimento da associação desse agrotóxico ao câncer pela justiça norte-americana, que condenou  em processos bilionários a Bayer-Monsanto, emresa esta, pertencente à FAMIGLIA "ROCKFELLER" DE JUDEUS SIONISTAS DE ISRAEL E EUA, patrões do "CAVALO DE TROIA SIONISTA" - BOLSONARO.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

MORO É CHEFE DE QUADRILHA E MAFIOSO - Moro 'banca o chefe de quadrilha', diz OAB à jornal


O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, participa de audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
 Moro 'banca o chefe de quadrilha', diz OAB à jornal

Para o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, atua como "chefe de quadrilha" e utiliza o cargo para fins pessoais.
"[Moro] usa o cargo, aniquila a independência da Polícia Federal e ainda banca o chefe de quadrilha ao dizer que sabe das conversas de autoridades que não são investigadas", disse Cruz à Folha de S. Paulo
A OAB defendeu o afastamento de Moro do cargo de ministro quando o The Intercept Brasil começou a divulgar mensagens do ex-juiz e de membros da Lava Jato. 
"Muitos disseram que a OAB foi açodada quando sugeriu o afastamento do ministro, exata e exclusivamente para a preservação das investigações", afirma Cruz.
A fala do presidente da OAB ocorre após Moro telefonar para pessoas que teriam sido vítimas das ações de hackers presos pela Polícia Federal. 
O ministro ligou para o presidente Jair Bolsonaro (PSL), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Moro teria afirmado que as conversas obtidas pelos invasores seriam destruídas.
A destruição das conversas, contudo, é questionada.
Marco Aurélio Mello, do STF, disse à Folha de S. Paulo que apenas o Judiciário pode determinar o destino das mensagens e que provas não podem ser destruídas.

MÁFIA DA LAVA JATO - Deltan recebeu R$33 mil por palestra de empresa citada na Lava Jato


Deltan Dallagnol fala sobre a Lava Jato no Congresso da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital, Rio de Janeiro, 7 de julho de 2016
Deltan recebeu R$33 mil por palestra de empresa citada na Lava Jato

O procurador Deltan Dallagnol recebeu R$ 33 mil por uma palestra da empresa Neoway em março de 2018. A companhia já havia sido citada em delação como um possível caso de corrupção na Petrobras.
A informação foi publicada nesta sexta-feira (26) em reportagem conjunta do The Intercept Brasil e da Folha de S. Paulo.
De acordo com a publicação, a Neoway havia sido citada em 2016 durante as negociações para delação de Jorge Antonio da Silva Luz, operador do MDB. 
Nos termos de colaboração com a Lava Jato, Luz afirma que pagou a Cândido Vaccarezza, ex-líder de governos do PT na Câmara que foi detido em 2017, para "arrumar o negócio" da Neoway na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras.
Em março de 2018, Deltan foi contratado para fazer uma palestra para a Neoway.
Em resposta à Folha de S. Paulo, o coordenador da Lava Jato afirmou:
"Não reconheço a autenticidade e a integridade dessas mensagens, mas o que posso afirmar, e é fato, é que eu participava de centenas de grupos de mensagens, assim como estou incluído em mais [de] mil processos da Lava Jato. Esse fato não me faz conhecer o teor de cada um desses processos. Se, por acaso, por hipótese, eu tivesse feito parte [do grupo no qual a Neoway apareceu em documentos], certamente não tomei conhecimento. Se soubesse não teria feito, e, sabendo, me afastei."

BOLSONARO INIMIGO PÚBLICO No.1 - AMAZÔNIA SENDO ENTREGUE AOS "JUDEUS SIONISTAS DE ISRAEL" - Ambientalistas preocupados: 'guru ambiental' de Bolsonaro aprova exploração estrangeira na Amazônia

Amazônia (arquivo)
 Ambientalistas preocupados: 'guru ambiental' de Bolsonaro aprova exploração estrangeira na Amazônia

Tido como "guru ambiental" do presidente Jair Bolsonaro, o engenheiro agrônomo Evaristo Eduardo de Miranda, diretor da Embrapa Territorial, disse à Sputnik Brasil nesta sexta-feira ver com bons olhos o anúncio feito pelo ex-capitão a respeito da abertura da biodiversidade brasileira para a exploração em parceria com estrangeiros.
Um dia antes, em Manaus, Bolsonaro declarou que o país está pronto para conversar com países que estejam dispostos a explorar a biodiversidade em parceria com o Brasil. E neste cenário a Amazônia aparece como a "joia da coroa" da riqueza natural nacional.

"Tenho mostrado, falado para o mundo, que qualquer país que por ventura queira, em parceria, explorar a nossa biodiversidade, estamos prontos para conversar com esses países. Tenho dito a mesma coisa em relação à exploração mineral", afirmou Bolsonaro em discurso de abertura da reunião da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

À Sputnik Brasil, Miranda declarou considerar o anúncio do presidente "excelente", uma vez que poderá estimular o ambiente acadêmico de pesquisa, hoje "quase impossível" de se trabalhar devido ao que ele chamou de excesso de regras e burocracia que transformam pesquisadores em "criminosos" no Brasil.
"Vou dar só um exemplo: se você vai fazer uma pesquisa na Amazônia para procurar plantas de interesse, você tem que dizer antes que plantas você vai pesquisa. Aí você fala: como é que eu posso dizer que eu vou pesquisar se eu estou indo para lá justamente para descobrir alguma coisa? Como é que eu posso dizer de forma antecipada o que eu vou coletar?", declarou.
O anúncio de Bolsonaro nesta semana não é uma novidade. Em abril, o presidente brasileiro revelou que tratou do tema da exploração da biodiversidade brasileira – e mais especificamente da Amazônia – em sua primeira visita oficial aos Estados Unidos, quando se encontrou com o presidente Donald Trump.

"Quando eu conheci Trump, eu disse a ele, entre outras coisas, que eu quero abrir para eles explorarem a Amazônia em uma parceria", revelou Bolsonaro em uma entrevista à rádio Jovem Pan.
Jair Bolsonaro recebe de Donald Trump camisa da seleção norte-americana de futebol, Casa Branca, Washington, 19 de março de 2019
Jair Bolsonaro recebe de Donald Trump camisa da seleção norte-americana de futebol, Casa Branca, Washington, 19 de março de 2019

Para o diretor da Embrapa Territorial, a ideia de Bolsonaro visa romper com os últimos 15 anos, quando, de acordo com ele, houve uma burocratização das pesquisas acerca da biodiversidade no país "em nome do combate à biopirataria", o que derrubou as pesquisas na bacia Amazônia, ao passo que países vizinhos teriam crescido no mesmo período.

"Nós somos incapazes de trazer todo esse conhecimento, toda essa troca de recursos, até porque para você chegar em uma molécula você gasta US$ 5 milhões, US$ 10 milhões. Isso aí a gente perdeu, temos um atraso nos últimos anos nisso muito grande", avaliou Miranda, que ainda ironizou que, ainda hoje, a ciência brasileira lida mais com "bioadversidade" do que com biodiversidade.

"Nós vamos ganhar muito. Nós vamos ganhar em esforço conjugado, vamos chegar a resultados muito mais rápidos, vamos ter o poder para tratar dessas coisas, enfim, transformar isso em riqueza e benefício para a população da Amazônia, então a notícia é muito boa. E eu vi o próprio ministro [da Economia Paulo] Guedes dizer como ajudar para que Manaus se torne realmente um local dessa temática em torno do carbono, da biodiversidade, e você avançar muito lá", previu.

Miranda é o autor do livro 'Tons de Verde', editado com apoio de 15 instituições do agronegócio, segundo informações da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), também conhecida como Bancada Ruralista. Ele é chamado de "guru ambiental" de Bolsonaro porque o presidente, seus filhos e aliados utilizam dados da publicação para defender que "o Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente", algo desafiado por pesquisadores e ambientalistas, e desmentido por dados oficiais.

Desconfiança e preocupação de ambientalistas


Em outra frente, o anúncio de Bolsonaro trouxe preocupação aos ambientalistas. Ouvido pela Sputnik Brasil, o geógrafo Miguel Scarcello, secretário-geral da ONG SOS Amazônia, afirmou que a iniciativa do governo deve ser vista com bastante atenção, destacando que é preciso conhecer os detalhes sobre como seria essa parceria com outros países.

"A intenção de fazer uso da biodiversidade para fins econômicos já é uma intenção antiga não só deste governo, mas os outros já tinham [feito] esse aceno, tanto que foram construídas as estruturas de pesquisa lá em Manaus para isso, mas não evoluiu. A gente sabe que há um potencial econômico enorme, mas fazer isso exige muita precaução, muito planejamento, muita integração com as comunidades locais, com os governos locais, para que o que venha a ser feito e desenvolvido em matéria de se explorar recursos naturais ou desenvolver produtos com base tecnológica para que sejam meios ou matéria-prima para outros produtos em escala em outros países, é preciso que a sociedade tenha clareza em como será feito isso. Tem que ter um ordenamento jurídico claro", analisou. Mas, uma coisa é certa, vão destruir a cultura indígena com as falsas vacinas e falsos remédios e implantar a cultura transgênica, que além de destruir os povos, vão destruir as terras.

Scarcello citou os EUA, a Inglaterra, a China, o Japão e a Alemanha como países que teriam o conhecimento tecnológico para desenvolver ativos com a rica biodiversidade amazônica, com claros fins econômicos, segundo o ambientalista. Ele alertou, porém, que há riscos para os quais o Brasil precisa se atentar antes de fechar qualquer parceria neste sentido.
Vista aérea da reserva florestal amazônica de Trairao, no Pará, BrasilVista aérea da reserva florestal amazônica de Trairao, no Pará, Brasil



"Não acredito na visão que o presidente esteja defendendo fazer a [simples] exploração, explorar e recolher produtos da floresta por extrair, em quantidade para fazer cosmético, como é hoje a produção extrativista. É mais para você se apropriar e ter conhecimento químico e biológico do que as espécies têm. Então, eu acho que a gente tem de estar muito atento a como será a apropriação desses princípios que vão ser identificados nessas plantas, que provavelmente serão pesquisadas e exploradas", comentou.

"Os grandes países estão de olho é nisso, e isso vão ser ativos para outros produtos, porque a grande indústria é a da biodiversidade no futuro, para ter mais remédios, mais produtos químicos, drogas finas, de fato como é hoje, a maior parte delas é retirada de vegetais. Há muitos vegetais na Amazônia que não se conhece", acrescentou.

O secretário-geral da ONG SOS Amazônia também ressaltou a importância da participação da sociedade civil no processo de construção dessas parcerias exploratórias da biodiversidade brasileira, relembrando que muito do que se sabe a respeito de espécies da Amazônia repousa nas comunidades tradicionais da região, como os indígenas.

"Quanto desse lucro vai para eles [indígenas]? É para isso que temos de estar atentos, sabe? Porque nem o Brasil mesmo, quando os pesquisadores brasileiros vão a campo para encontrar plantas medicinais, eles vão a partir disso, desse conhecimento tradicional, seja de povos indígenas ou de outros povos tradicionais que sejam da região, que viveram aqui há anos, séculos, e que foram identificando nessas plantas o uso mais apropriado. Não reconhecer isso é um problema, é muito grande, na nossa legislação já está mencionado que é preciso haver esse reconhecimento e pagar às comunidades por esse serviço, para que não exista esse roubo, de geração de patentes, de produtos que tradicionalmente são usados e com os quais se ganha muito dinheiro dentro da propriedade dessas patentes", ponderou.

Desenvolvimento x preservação


O debate sobre o desenvolvimento sustentável e a preservação do meio ambiente no Brasil é anterior ao governo Bolsonaro, mas segue causando divisões. No presente, o cenário tem ruralistas de um lado, e ambientalistas de outro. Em comum, ambos se mostram contrários a uma desregulamentação total da exploração da Amazônia.

"Não é desregulamentação no sentido absoluto, mas você ter [cuidados ambientais] como em outros lugares, e não partir para isso. Muitas pessoas podem falar sobre esse tema, não é a minha especialidade, acompanho e vejo drama de colegas que foram multados pelo Ibama, que estão sendo processados em uma coisa que parece ser uma casquiana (piada). É inacreditável que pessoas sejam submetidas a isso no Brasil", disse Evaristo Eduardo de Miranda.

O diretor da Embrapa Territorial reproduziu um discurso proferido antes pelo próprio Bolsonaro, criticando o fato da Amazônia ser rica em minérios e não ser possível que o país usufrua de tais riquezas, tudo por culpa da legislação. Além das parcerias com estrangeiros, o presidente quer legalizar os garimpos na região, outro tema que causa polêmica.

"Eu acho que essas coisas têm que passar por gente que entende, gente que é do ramo, pesquisadores mesmo, com apoio jurídico, com apoio institucional, e isso não é feito assim. E isso pode entrar no âmbito de outros acordos de cooperação que nós já temos. Sugestões para isso existem, e programas já existem de trabalhos conjuntos, mas agora eles podem ser nitidamente, se o governo deseja isso, serem desburocratizados", afirmou.

"Tem bons centros de pesquisa já na Amazônia e a gente vê alguns deles com muita dificuldade, desatualizados em termos de equipamentos e laboratórios. Pode ser que isso traga uma ação para todos, e eu tenho certeza que tanto a ministra da Agricultura, quanto o ministro de Ciência e Tecnologia e o ministro do Meio Ambiente, em particular a nossa ministra Tereza Cristina, são capazes de levar isso adiante com muita responsabilidade, mas sendo e buscando a efetividade e o benefício à população brasileira, em particular àquela que vive na Amazônia", completou o engenheiro agrônomo.

Já para Miguel Scarcello a preocupação com o formato de tais parcerias permanece, sobretudo diante da postura do governo Bolsonaro a respeito de temas ambientais, seja questionando o aquecimento global – como já o fez o chanceler Ernesto Araújo –, ou sendo acusado pelo desmonte de órgãos de fiscalização, crítica voltada ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

"Acho que essa forma de como a coisa vai acontecer é que nós temos de estar muito atentos, e que eu acho que o governo brasileiro tem que permitir que exista um espaço para a população, para setores da ciência, pesquisadores e da sociedade civil, das comunidades tradicionais, se posicionem, saibam como vai ser isso, como vai se estabelecer. O que me preocupa é não haver mais espaço de diálogo e discussão, de diálogo, para se chegar a um denominador comum para se saber como será feita essa exploração. Esse é o problema", opinou.

O ambientalista também espera que, definidos os regramentos e bases jurídicas e garantidas as remunerações às populações locais, é preciso que a sociedade exija a devida transparência a respeito das eventuais parcerias que venham a ser fechadas. Só assim, segundo ele, será possível atestar benefícios reais ao país como um todo.


"Depois de patenteado e, dependendo de quem for o proprietário da patente, o benefício vai ficar mais para eles do que para que originalmente tinha o conhecimento. Então a gente tem de estar resguardado nesse aspecto. E acho que, para que isso possa funcionar de maneira a resguardar ao que falei, é criar um espaço público, um ambiente, um conselho, em que haja participação da sociedade, do governo e dos atores interessados, para que se estabeleçam essas regras, que se construa uma normativa que garanta benefícios para a sociedade brasileira, não só para as empresas, mas sim para quem vive nessas comunidades, com essa floresta e que sabem a importância que os vegetais, as espécies e os recursos naturais têm, porque, como falei antes, é a partir desse conhecimento que vai haver exploração de recursos naturais na Floresta Amazônica", finalizou o secretário-geral da ONG SOS Amazônia.

O extermínio dos indígenas passa pelo morte de sua cultura, acredita missionária, e quem virá para explorar a Amazônia? É claro que serão os "JUDEUS SIONISTAS DE ISRAEL", patrões de Bolsonaro, com suas falsas vacinas, seus falsos remédios e seus falsos alimentos


Ribeirinha do Pará dedica sua vida aos povos Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul




Por Nadine Nascimento, com foto de Dagmar Talga



“Nossa vivência é no ritmo das águas, da floresta, da roça que sai nosso alimento. Como é um conjunto, todo o nosso jeito de pensar, de viver, de se organizar vem do convívio com a natureza”. É assim, a partir da territorialidade, que a ribeirinha Maria Lucélia da Silva, também missionária do Conselho Missionário Indigenista (Cimi), define sua existência. 

Saída do município de Itupiranga, no Pará, ainda na adolescência, a ribeirinha iniciou sua missão com os povos indígenas como parte da Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas. Hoje, aos 34 anos, lembra como desde a infância essa essa vontade se manifestava. “O que me levou para esse trabalho foi ouvir meu pai dizer que a nossa região foi ‘limpada’ para que o ‘progresso’ pudesse chegar. E essa ‘limpeza’ foi o extermínio dos indígenas para a construção da Transamazônica”. 

A construção da Transamazônica, rodovia que liga os oceanos Atlântico e Pacífico, durante a ditadura militar, levou à morte de milhares de indígenas, à remoção forçada de seus territórios, ao contágio por doenças, prisões, torturas e maus tratos. “Eu cresci pensando que quando eu pudesse eu faria diferente, estaria ao lado desses povos, fazendo algo que pudesse minimamente reparar aqueles danos”, conta.

Para Maria Lucélia, a identificação entre os povos ribeirinhos e indígenas é muito natural: “Nossa relação é próxima porque a gente dividia o mesmo rio”. Segundo ela, de um lado do Rio Cajazeiras estava sua comunidade, e do outro, uma comunidade indígena. 

Recentemente, a missionária foi enviada para realizar seu trabalho em Dourados, no Mato Grosso do Sul, região onde os Guarani Kaiowá vivem. “São povos muito guerreiros! Eles têm uma resistência tão grande de continuarem organizados, falando em sua língua materna e, mesmo que por muitos anos foram retirados de seu território original e levados para as reservas, eles mantém sua cultura tradicional, suas festas e sementes milenares.”

O extermínio dos povos nativos, para Maria Lucélia, não têm só a ver com a morte de seus corpos, mas também de seus saberes e modo de vida. “Para mim o mais chocante é ver eles perdendo sua língua materna, justamente por causa desse tal de progresso. O processo de expulsão de seus territórios, trazendo para o meio dos não indígenas, fez com que muitos deixassem suas tradições.”

Formada em serviço social, com uma vida dedicada ao outro, a missionária tem uma fala generosa e acolhedora, algo que aprendeu em seu território. “Sou uma pessoa silenciosa porque foi o que eu aprendi com a mata, ela tem uma vida profunda. A espiritualidade da mata é magnífica, então, a mata é minha diretora espiritual.”

Maria Lucélia participa do curso Agrotóxicos e Saúde: Subsídios Para a Vigilância Popular, da região Centro-Oeste, que acontece em Várzea Grande, no Mato Grosso, entre os dias 2 a 11 de julho. O curso é fruto de uma parceria entre a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida e a Fiocruz.





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