Declaração de Ufá confirma unidade dos BRICS frente a problemas globais
A declaração de Ufá, assinada pelos líderes dos BRICS durante a 7ª reunião de cúpula do grupo, nesta quinta-feira, confirmou a convergência dos pontos de vista dos cinco países sobre muitos dos principais problemas da política e economia internacionais, e comprovou o desejo dos BRICS em aumentar o seu papel na resolução de assuntos globais.
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| "BRICS" - Brasil, Rússia, India, China e África do Sul |
Os cinco líderes defenderam, entre outras coisas, a aceleração das reformas da ONU e do FMI, denunciaram o uso de sanções unilaterais, expressaram preocupação frente à injeção de capitais em economias já desenvolvidas, condenaram veementemente os crimes da organização terrorista Estado Islâmico e exortaram as partes do conflito na Ucrânia a respeitar os acordos de Minsk.
Em um total de 50 páginas, o documento final da cúpula abordou praticamente todos os problemas que, de uma forma ou de outra, encontram-se hoje no centro das atenções da comunidade internacional, e que vão desde a crise síria e guerras civis na República Democrática do Congo e no Afeganistão, até problemas relacionados ao meio ambiente, combate à corrupção no mundo e luta contra o narcotráfico.
A seguir estão resumidos alguns dos principais tópicos abordados pela declaração final da 7.ª Cúpula dos BRICS, realizada na cidade russa de Ufá mediante a presidência da Rússia no grupo.
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Interesses da Rússia agora serão do "BRICS"
A declaração deu ênfase a alguns temas que dizem respeito diretamente à Rússia no papel de anfitriã da 7.ª Cúpula dos BRICS, como as sanções adotadas pelo Ocidente contra Moscou após a reintegração da Crimeia e o agravamento da situação no sudeste da Ucrânia.
Apesar de não explicitar os nomes de países atualmente envolvidos em políticas de sanções, a ideia expressa no documento replica as muitas declarações feitas por líderes russos com relação a aprovação de medidas restritivas pela União Europeia (UE), EUA e seus aliados contra a Rússia.
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