20/10/2012
17h12 - Atualizado em 20/10/2012 19h23
Putin comanda teste de
arsenal nuclear da Rússia
Testes tentam mostrar que Putin é o líder de uma
potência ressurgente.
Segundo comunicado, é o primeiro exercício nuclear
do país em tal escala.
Vladmir
Putin tenta aumentar o poder de sua
imagem (Foto: globonews)
imagem (Foto: globonews)
O
presidente russo, Vladimir Putin, assumiu um papel de liderança
nos mais recentes testes do arsenal nuclear estratégico da Rússia, os mais abrangentes desde o colapso soviético de
1991, disse o Kremlin no sábado (20).
Os
exercícios, feitos na maior parte nesta sexta-feira (19), apareceram com
destaque no noticiário da televisão estatal, e pareciam ter por objetivo
mostrar aos russos e ao mundo que Putin é o comandante-chefe de uma potência
ressurgente.
Os testes
envolvendo os sistemas de comando e todos os três componentes da tríade nuclear
- mísseis nucleares de longo alcance lançados por terra e mar e bombardeiros
estratégicos - foram conduzidos "sob a liderança pessoal de Vladimir
Putin", disse o Kremlin.
Um Míssil
Balístico Intercontinental (ICBM) Topo RS-12M foi lançado de uma instalação em
Plesetsk no norte da Rússia, e um submarino lançou outro ICBM do Mar de
Okhotsk, disse o Ministério da Defesa. Bombardeiros de longo alcance Tu-95 e
Tu-160 dispararam quatro mísseis guiados que atingiram seus alvos em um teste
de distância na região de Komi, no noroeste, disse.
"Exercícios
de forças nucleares estratégicas foram conduzidos em tal escala pela primeira
vez na história moderna da Rússia", dizia o comunicado do Kremlin.
"Vladimir Putin deu nota alta às unidades de combate e tripulação e o
trabalho do Estado-Maior das Forças Armadas, que cumpriu as tarefas antes deles
e afirmaram a confiabilidade e a eficácia das forças nucleares da Rússia."
Os exercícios incluíram testes de sistemas de comunicação e "novos
algoritmos" para comando e controle, disse.
A Rússia
disse que está modernizando um arsenal nuclear que foi largamente criado
durante a Guerra Fria e vai continuar a usar armas nucleares como um dissuador
vital. No tratado Novo START 2010, Rússia e Estados Unidos definiram tetos
numéricos mais baixos sobre as armas testadas no exercício.
Mas Putin
deixou claro que mais cortes dependem, entre outras coisas, de Washington
acalmar suas preocupações sobre defesas antimísseis que está posicionando,
incluindo um escudo europeu que a Rússia diz que vai torná-la mais vulnerável.
Líderes russos e norte-americanos dizem que a guerra nuclear entre os rivais da
Guerra Fria agora é impensável.
Mas críticos dizem que Putin - no poder desde
2000 e de volta como comandante-em-chefe militar desde seu retorno ao Kremlin
em maio, depois de quatro anos como primeiro-ministro - está exagerando ameaças
potenc

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