
Venezuela: cansaço político augura possível golpe militar
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AP Photo/ Ariana Cubillos
Os Estados Unidos aumentam a pressão sobre a Venezuela. De acordo com especialistas, a Casa Branca ultimamente tem prestado bastante apoio à oposição venezuelana.
Foi
dado início a campanhas para "liberar os prisioneiros políticos" e
realizar eleições antecipadas. Para além disso, no relatório do
Departamento de Estado dos EUA, Nicolás Maduro é destacado como
governante autoritário.
O próprio líder venezuelano está decepcionado com a nova administração dos EUA. Depois da vitória de Donald Trump, Nicolás Maduro teve grandes esperanças em relação à normalização das relações bilaterais. Mas as esperanças não se justificaram. Lembramos que a Venezuela está mergulhada em uma grave crise, com regulares ações de protestos. Os manifestantes se opõem ao presidente do país e exigem realização de eleições antecipadas e a reposição dos poderes do parlamento do país.
O professor Viktor Jeifets, da Faculdade de Relações Internacionais da Universidade Estatal de São Petersburgo e especialista em assuntos latino-americanos, comenta para o serviço russo da Rádio Sputnik a situação atual na Venezuela.
Desmentindo a opinião comum de que todos os problemas na Venezuela são provocados pela Casa Branca, Jeifets sublinha:
Falando do apoio popular à oposição venezuelana, o especialista aponta que o povo venezuelano está decepcionado tanto com o governo, quanto com a oposição, pois ninguém hoje em dia consegue tirar a Venezuela da crise econômica. "O cansaço de ambas as partes está aumentando impetuosamente, nesta situação eu não excluiria a possibilidade de um golpe militar", frisa Jeifets.
Na opinião de Jeifets, a única opção que a Venezuela tem são negociações com a participação de mediadores internacionais. O problema é que não há mediadores que tenham suficiente autoridade e o fato de as duas partes não estarem prontas para negociar, conclui o professor.
O próprio líder venezuelano está decepcionado com a nova administração dos EUA. Depois da vitória de Donald Trump, Nicolás Maduro teve grandes esperanças em relação à normalização das relações bilaterais. Mas as esperanças não se justificaram. Lembramos que a Venezuela está mergulhada em uma grave crise, com regulares ações de protestos. Os manifestantes se opõem ao presidente do país e exigem realização de eleições antecipadas e a reposição dos poderes do parlamento do país.
O professor Viktor Jeifets, da Faculdade de Relações Internacionais da Universidade Estatal de São Petersburgo e especialista em assuntos latino-americanos, comenta para o serviço russo da Rádio Sputnik a situação atual na Venezuela.
Desmentindo a opinião comum de que todos os problemas na Venezuela são provocados pela Casa Branca, Jeifets sublinha:
"Os problemas da Venezuela são internos, eles
são usados como pretexto, pois apareceu tal possibilidade, mas os
problemas em si apareceram antes da intervenção dos EUA".
O
professor destaca que a Venezuela e o Departamento de Estado são
membros de uma organização, Organização dos Estados Americanos, nela há
suas próprias regras, mas, no entanto, se os EUA realmente financiam a
oposição venezuelana, isto seria uma violação da lei.
"No meu ponto de vista, o governo venezuelano
cometeu um grande erro e criou um obstáculo enorme para si mesmo e para
oposição bloqueando a possibilidade de um referendo, que podia dar a
possibilidade da saída pacífica da crise", afirma.
A oposição se aproveitou disso e agora não quer o diálogo, desejando
ou a destituição de Maduro ou a realização de eleições antecipadas, sem
esperar por 2018.Falando do apoio popular à oposição venezuelana, o especialista aponta que o povo venezuelano está decepcionado tanto com o governo, quanto com a oposição, pois ninguém hoje em dia consegue tirar a Venezuela da crise econômica. "O cansaço de ambas as partes está aumentando impetuosamente, nesta situação eu não excluiria a possibilidade de um golpe militar", frisa Jeifets.
Na opinião de Jeifets, a única opção que a Venezuela tem são negociações com a participação de mediadores internacionais. O problema é que não há mediadores que tenham suficiente autoridade e o fato de as duas partes não estarem prontas para negociar, conclui o professor.



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