Na realidade, é o lamento e confissão da conciência de um soldado americano desconhecido, mas, poderia ser seu filho, seu irmão, seu pai, seu tio, seu primo ou seu amigo, comum a qualquer família americana.
Lutei para ter orgulho do meu serviço, mas tudo que eu sentia era vergonha.
O racismo não podia disfarçar a realidade da ocupação, eles eram pessoas, eram seres humanos.
Desde então comecei a me sentir culpado cada vez que eu via homens velhos, que não podiam andar, carregados em macas, até que a polícia iraquiana pudesse levá-los.
Eu me se sentia culpado, cada vez que eu via uma mãe com seus filhos, chorando histericamente, gritando que éramos piores do que Saddam Hussein, e forçamos a sua saida de casa.
Sentia-me culpado cada vez que eu via uma menina, de como eu a agarrei seu braço e arrastei para a rua.
Foi-nos dito que íamos lutar contra os terroristas. O verdadeiro terrorista era eu, e o verdadeiro terrorismo é essa ocupação.
Racismo no serviço militar tem sido uma ferramenta importante para justificar a destruição ou ocupação de outro país.
Tem sido muito usado para justificar a tortura, assassinato e subjugação de outros povos.
O racismo é uma arma vital utilizada por este governo.
É uma arma mais poderosa do que um fuzil, um tanque, um bombardeiro ou um navio de guerra.
É mais destrutivo do que um projétil de artilharia, um bunker míssil ou um machado.
Embora o nosso país a fabricação e produção dessas armas, que são inofensivos, sem pessoas dispostas a usá-los.
Aqueles que nos enviam para a guerra não tem que apertar gatilhos e morteiros de lançamento.
Eles estimulam a guerra, sua função é vender a guerra.
Eles precisam de uma audiência para concordar em enviar seus soldados ao perigo.
Necessitam de soldados dispostos a matarem e serem mortos, sem dúvida.
Você pode gastar milhões em uma única bomba, mas a bomba só se torna uma arma quando os ramos militares estão dispostos a seguir as ordens para usar.
Você pode enviar um soldado para qualquer lugar do mundo, mas a guerra só vai acontecer, se um soldado entrar em combate.
E a classe dominante de bilionários que lucram com o sofrimento humano, a única preocupação é aumentar sua riqueza e o controle da economia mundial
Ele entende que o seu poder consiste apenas na capacidade de nos convencer de que guerras, opressão e exploração são de nosso interesse.
Eles sabem que sua riqueza depende da capacidade de convencer a classe trabalhadora a morrer para controlar o comércio de outro país.
E para nos convencer a matar e morrer, se baseiam na sua capacidade de nos fazer pensar que somos de alguma forma superiores.
Soldados, marinheiros, fuzileiros navais e aviadores, não tem nada a ganhar com essa guerra de ocupação.
A maioria que nos EUA, não tem nada a ganhar com essa ocupação.
Na verdade, só tem a perder, porque eles sofrem mais por causa disso.
Perdemos membros e sofremos traumatismos, além de darmos nossas vidas.
Nossas famílias tem que ver caixões com bandeiras no chão.
Milhões de pessoas neste país sem o empregos e sem cuidados de saúde, ou o acesso à educação, e vemos que o governo gasta US $ 450 milhões por dia neste ocupação.
Pessoas pobres e trabalhadores deste país são enviados para matar os pobres e os trabalhadores em outro país e fazer os ricos mais ricos.
Sem racismo, os soldados iriam perceber que eles tem mais em comum com o povo do Iraque do que com os bilionários que nos enviam para a guerra.
Joguei famílias nas ruas do Iraque, apenas para voltar para casa e encontrar nossas famílias jogadas nas ruas deste país, há crise da habitação, trágica e desnecessária.
Temos que acordar e perceber que o nosso verdadeiro inimigo não é em uma terra distante, contra pessoas cujos nomes não sabemos e nem entendemos sua cultura.
O nosso inimigo é o povo que conhecemos muito bem, e nós podemos identifica-lo, o inimigo é quem nos despede do nosso trabalho, o nosso inimigo é o banco que está tomando as nossas casas.
Nosso inimigo não está a milhares de quilômetros de distância, está bem aqui.
Se nos organizarmos e lutarmos, junto com nossos irmãos e irmãs, podemos parar esta guerra, podemos acabar com este governo, e nós podemos criar um mundo melhor.
sábado, 2 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
CHAVEZ – DILMA SOLIDARIZA-SE
CHAVEZ – DILMA SOLIDARIZA-SE
EM NOTA, DILMA DIZ QUE CHÁVEZ TEM 'SOLIDARIEDADE DOS AMIGOS'
A PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF ENVIOU, NESTA SEXTA-FEIRA, UMA MENSAGEM AO MANDATÁRIO VENEZUELANO, HUGO CHÁVEZ, DESEJANDO-LHE "PRONTO RESTABELECIMENTO" DEPOIS DE ELE TER ADMITIDO QUE PASSOU POR UMA CIRURGIA PARA RETIRAR UM TUMOR CANCERÍGENO NA REGIÃO PÉLVICA.
"NOS MOMENTOS DIFÍCEIS PELOS QUAIS TODOS PASSAMOS, É IMPORTANTE NÃO SÓ O CUIDADO DOS MÉDICOS, MAS NOSSA CORAGEM PESSOAL E A SOLIDARIEDADE DOS AMIGOS", DIZ A NOTA, DIVULGADA PELA SECRETARIA DE IMPRENSA DO PLANALTO.
"CORAGEM NÃO LHE FALTA, PRESIDENTE CHÁVEZ, E ESTEJA CERTO DE QUE NÃO LHE FALTA TAMBÉM A SOLIDARIEDADE DOS AMIGOS."
DILMA TAMBÉM ENFRENTOU UM CÂNCER, EM 2009, MAS NO SISTEMA LINFÁTICO.
CHÁVEZ TORNOU PÚBLICA SUA DOENÇA NA ÚLTIMA SEXTA-FEIRA, EM ANÚNCIO TELEVISIONADO E TRANSMITIDO DE CUBA, ONDE ELE SE ENCONTRA DESDE 10 DE JUNHO. O ESTADO DE SAÚDE DO PRESIDENTE VINHA SENDO ALVO DE ESPECULAÇÕES E DÚVIDAS NA VENEZUELA.
CHÁVEZ DISSE QUE CONTINUA "EVOLUINDO SATISFATORIAMENTE" DA CIRURGIA ENQUANTO RECEBE "TRATAMENTOS COMPLEMENTARES" PARA COMBATER OS "DIVERSOS TIPOS DE CÉLULAS ENCONTRADAS E, ASSIM, CONTINUAR PELO CAMINHO DE MINHA PLENA RECUPERAÇÃO".
ESTADOS UNIDOS
TAMBÉM NESTA SEXTA-FEIRA, O PORTA-VOZ DO DEPARTAMENTO DE ESTADO AMERICANO, MARK TONER, DISSE QUE NÃO VÊ SINAIS DE INSTABILIDADE NA VENEZUELA, DIANTE DO ANÚNCIO DA DOENÇA DO PRESIDENTE HUGO CHÁVEZ.
"ESTE É CLARAMENTE UM ASSUNTO PESSOAL E ALGO COM QUE ELE E SUA FAMÍLIA ESTÃO LIDANDO", DISSE TONER, EM ENTREVISTA COLETIVA EM WASHINGTON.
"NÓS COMPREENDEMOS ISSO. MAS NÓS NÃO TEMOS NENHUM MOTIVO PARA ACREDITAR QUE HAJA ALGO ENVOLVENDO A ESTABILIDADE LÁ (NA VENZUELA)."
EM NOTA, DILMA DIZ QUE CHÁVEZ TEM 'SOLIDARIEDADE DOS AMIGOS'
A PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF ENVIOU, NESTA SEXTA-FEIRA, UMA MENSAGEM AO MANDATÁRIO VENEZUELANO, HUGO CHÁVEZ, DESEJANDO-LHE "PRONTO RESTABELECIMENTO" DEPOIS DE ELE TER ADMITIDO QUE PASSOU POR UMA CIRURGIA PARA RETIRAR UM TUMOR CANCERÍGENO NA REGIÃO PÉLVICA.
"NOS MOMENTOS DIFÍCEIS PELOS QUAIS TODOS PASSAMOS, É IMPORTANTE NÃO SÓ O CUIDADO DOS MÉDICOS, MAS NOSSA CORAGEM PESSOAL E A SOLIDARIEDADE DOS AMIGOS", DIZ A NOTA, DIVULGADA PELA SECRETARIA DE IMPRENSA DO PLANALTO.
"CORAGEM NÃO LHE FALTA, PRESIDENTE CHÁVEZ, E ESTEJA CERTO DE QUE NÃO LHE FALTA TAMBÉM A SOLIDARIEDADE DOS AMIGOS."
DILMA TAMBÉM ENFRENTOU UM CÂNCER, EM 2009, MAS NO SISTEMA LINFÁTICO.
CHÁVEZ TORNOU PÚBLICA SUA DOENÇA NA ÚLTIMA SEXTA-FEIRA, EM ANÚNCIO TELEVISIONADO E TRANSMITIDO DE CUBA, ONDE ELE SE ENCONTRA DESDE 10 DE JUNHO. O ESTADO DE SAÚDE DO PRESIDENTE VINHA SENDO ALVO DE ESPECULAÇÕES E DÚVIDAS NA VENEZUELA.
CHÁVEZ DISSE QUE CONTINUA "EVOLUINDO SATISFATORIAMENTE" DA CIRURGIA ENQUANTO RECEBE "TRATAMENTOS COMPLEMENTARES" PARA COMBATER OS "DIVERSOS TIPOS DE CÉLULAS ENCONTRADAS E, ASSIM, CONTINUAR PELO CAMINHO DE MINHA PLENA RECUPERAÇÃO".
ESTADOS UNIDOS
TAMBÉM NESTA SEXTA-FEIRA, O PORTA-VOZ DO DEPARTAMENTO DE ESTADO AMERICANO, MARK TONER, DISSE QUE NÃO VÊ SINAIS DE INSTABILIDADE NA VENEZUELA, DIANTE DO ANÚNCIO DA DOENÇA DO PRESIDENTE HUGO CHÁVEZ.
"ESTE É CLARAMENTE UM ASSUNTO PESSOAL E ALGO COM QUE ELE E SUA FAMÍLIA ESTÃO LIDANDO", DISSE TONER, EM ENTREVISTA COLETIVA EM WASHINGTON.
"NÓS COMPREENDEMOS ISSO. MAS NÓS NÃO TEMOS NENHUM MOTIVO PARA ACREDITAR QUE HAJA ALGO ENVOLVENDO A ESTABILIDADE LÁ (NA VENZUELA)."
quinta-feira, 30 de junho de 2011
PAPA É CONIVENTE COM A PEDOFILIA
PAPA É CONIVENTE COM A PEDOFILIA
Hans Küng: “Não podemos absolver o Papa”.
Escândalo
Para falar dos desafios que a Igreja tem de enfrentar, a euronews entrevistou Hans Küng, professor de Teologia em Tübingen. Hans Küng conhece o Papa há muito tempo. Foram os mais jovens teólogos do Concílio Vaticano II. Na época reinava a esperança: a Igreja queria renovar-se, indo ao encontro das pessoas.
euronews: Hoje, 50 anos depois, face aos casos de abusos sexuais, muitos fiéis afastam-se da Igreja. Compreende essas pessoas?
Hans Küng: Sim e, claro, estou preocupado com a Igreja. Na época, no Concílio para a renovação, trabalhei, em conjunto com Joseph Ratzinger, para que houvesse mais compreensão entre as religiões e uma abertura ao Mundo. Infelizmente, devo constatar que, logo depois do Concílio Vaticano II, a Cúria romana preparava um retrocesso, que atingiu o apogeu, infelizmente é preciso dizê-lo, com o Papa Bento XVI.
euronews: Voltemos aos casos de abusos. Há uma responsabilidade pessoal do Papa?
H. Küng: Efectivamente, os casos de abusos são o apogeu de crise. Temos de reconhecer que o Papa é responsável, porque foi o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé nos últimos 22 anos. Mesmo sendo Papa, ele sabia. Digo, convicto, que não havia na Igreja Católica quem soube mais do que ele sobre os casos de abusos. No entanto, durante muito tempo, não fez nada, pelo contrário. Em 2001, enviou uma carta aos bispos na qual ordenava que fizessem tudo para manter o segredo. Os bispos foram muito obedientes à ordem. Em todo o Mundo, dissimularam tudo. Não podemos absolver nem o Papa nem os bispos da sua responsabilidade.
euronews: Actualmente, volta-se a debater sobre o celibato, ou seja, a lei que impede os padres católicos de se casarem. Será que o celibato é um problema para a Igreja?
H. Küng: O celibato não é única razão para explicar a actual crise ou os casos de abusos, mas é um grande problema. Quer seja na América Latina quer seja na Europa, há cada vez mais paróquias sem sacerdote. Em muitos países, poderíamos ter teólogos laicos que poderíamos ordenar. Mas não se passa nada. Criámos um dogma com uma lei da Idade Média, apesar do Papa ter o poder para a abolir imediatamente. Teríamos mais padres e paróquias mais dinâmicas. Poderíamos, também, reflectir de forma séria em abrir o sacerdócio às mulheres, tal como já acontece noutras religiões.
Hans Küng: “Não podemos absolver o Papa”.
Escândalo
Para falar dos desafios que a Igreja tem de enfrentar, a euronews entrevistou Hans Küng, professor de Teologia em Tübingen. Hans Küng conhece o Papa há muito tempo. Foram os mais jovens teólogos do Concílio Vaticano II. Na época reinava a esperança: a Igreja queria renovar-se, indo ao encontro das pessoas.
euronews: Hoje, 50 anos depois, face aos casos de abusos sexuais, muitos fiéis afastam-se da Igreja. Compreende essas pessoas?
Hans Küng: Sim e, claro, estou preocupado com a Igreja. Na época, no Concílio para a renovação, trabalhei, em conjunto com Joseph Ratzinger, para que houvesse mais compreensão entre as religiões e uma abertura ao Mundo. Infelizmente, devo constatar que, logo depois do Concílio Vaticano II, a Cúria romana preparava um retrocesso, que atingiu o apogeu, infelizmente é preciso dizê-lo, com o Papa Bento XVI.
euronews: Voltemos aos casos de abusos. Há uma responsabilidade pessoal do Papa?
H. Küng: Efectivamente, os casos de abusos são o apogeu de crise. Temos de reconhecer que o Papa é responsável, porque foi o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé nos últimos 22 anos. Mesmo sendo Papa, ele sabia. Digo, convicto, que não havia na Igreja Católica quem soube mais do que ele sobre os casos de abusos. No entanto, durante muito tempo, não fez nada, pelo contrário. Em 2001, enviou uma carta aos bispos na qual ordenava que fizessem tudo para manter o segredo. Os bispos foram muito obedientes à ordem. Em todo o Mundo, dissimularam tudo. Não podemos absolver nem o Papa nem os bispos da sua responsabilidade.
euronews: Actualmente, volta-se a debater sobre o celibato, ou seja, a lei que impede os padres católicos de se casarem. Será que o celibato é um problema para a Igreja?
H. Küng: O celibato não é única razão para explicar a actual crise ou os casos de abusos, mas é um grande problema. Quer seja na América Latina quer seja na Europa, há cada vez mais paróquias sem sacerdote. Em muitos países, poderíamos ter teólogos laicos que poderíamos ordenar. Mas não se passa nada. Criámos um dogma com uma lei da Idade Média, apesar do Papa ter o poder para a abolir imediatamente. Teríamos mais padres e paróquias mais dinâmicas. Poderíamos, também, reflectir de forma séria em abrir o sacerdócio às mulheres, tal como já acontece noutras religiões.
ALEMANHA - PRESIDENTE EPISCOPAL ACOBERTA PEDOFILIA
PEDOFILIA – ALEMANHA INVESTIGA IGREJA
Chefe da Igreja alemã investigado
Escândalo
O presidente da Conferência Episcopal alemã está a ser investigado pelo Ministério Público, por suspeita de encobrimento de um caso de abuso sexual de menores.
Os factos remontam a 1987, altura em que um sacerdote da diocese de Friburgo, dirigida pelo arcebispo Robertt Zollitch, abusou continuadamente de um menor.
Fonte do Ministério Público diz que é impossível que a hierarquia da dioceses não conhecesse os factos.
O processo sustenta que o arcebispo sabia de tudo, porque deu ordem de transferência do padre pedófilo, para uma outra diocese.
O inquérito judicial foi aberto em Maio, mas um porta-voz da diocese refuta todas as acusações contra o prelado.
Chefe da Igreja alemã investigado
Escândalo
O presidente da Conferência Episcopal alemã está a ser investigado pelo Ministério Público, por suspeita de encobrimento de um caso de abuso sexual de menores.
Os factos remontam a 1987, altura em que um sacerdote da diocese de Friburgo, dirigida pelo arcebispo Robertt Zollitch, abusou continuadamente de um menor.
Fonte do Ministério Público diz que é impossível que a hierarquia da dioceses não conhecesse os factos.
O processo sustenta que o arcebispo sabia de tudo, porque deu ordem de transferência do padre pedófilo, para uma outra diocese.
O inquérito judicial foi aberto em Maio, mas um porta-voz da diocese refuta todas as acusações contra o prelado.
PEDOFILIA - IGREJA PERDE O QUE NUNCA TEVE -MORAL
PEDOFILIA - IGREJA ESTÁ A PERDER A MORAL
Vaticano: “A contradição das acções fere a autoridade moral da Igreja”
Escândalo
A propósito dos escândalos de abusos sexuais, o jornalista Paolo Alberto Valenti entrevistou Federico Lombardi, o porta-voz do Vaticano.
euronews: O mundo criticou o silêncio inicial da Igreja acerca dos abusos sexuais cometidos por alguns padres. Agora que o escândalo rebentou, considera que há uma espécie de fúria dos media contra o Vaticano e o Papa? Há alguma conspiração, por trás desta onda de críticas?
Federico Lombardi: As pessoas têm de entender o que é a Igreja, como é organizada e estruturada. Na imagem que é dada frequentemente do exterior, é entendida como monolítica, como uma grande organização centralizada e isto não é, de facto, verdade. É preciso entender isto correctamente. Acho que há um longo caminho a percorrer com os media, um caminho de compreensão mais adequado, e é esta a razão por que não olho tanto para a ideia de uma agressão ou de uma conspiração. Olho mais para a ideia de um caminho feito pela procura da verdade, objectividade, da natureza dos problemas.
E: O que tornou a Igreja tão cega perante a realidade dos factos?
FL: O grande problema de encobrir ou de não enfrentar as questões remonta a uma altura em que havia também uma cultura diferente de discrição em muitos destes assuntos, não só dentro da Igreja, mas também na sociedade em geral. No entanto, a grande responsabilidade, que hoje não é mais desculpável, continua, e exige um trabalho muito radical e profundo de transparência e clareza.
E: Considera que depois destes escândalos a Igreja perdeu a sua credibilidade?
FL: Os observadores objectivos entendem que o problema não é de todo apenas um problema da Igreja Católica, mas está espalhado pela sociedade, em outras instituições, e não menos do que na Igreja. Pelo contrário… Mas a contradição das acções, que são manifestamente opostas aquilo que ensinamos do ponto de vista do comportamento moral e do respeito pelos outros, fere de uma forma mais profunda uma instituição que mantém e deseja ter uma autoridade moral.
E: O perdão é a maior força da religião católica. Hoje, a Igreja Católica está a pedir perdão. Mas como? Haverá uma mudança no relacionamento com os fiéis? Ou uma mudança na missão da Igreja?
FL: Ser perdoado, recuperar a credibilidade de alguém, tudo isto está obviamente relacionado com aquilo que fazemos, ou seja, com o nosso comportamento. Neste sentido, vão todas as linhas de acção que são tomadas – do diálogo, da escuta, da ajuda – para restaurar a justiça em relação às vítimas, todas as acções de prevenção e de melhor formação para os candidatos a sacerdotes, de uma maneira que problemas deste tipo não voltem a acontecer. Tudo isto é o que temos de fazer para recuperar totalmente a credibilidade.
Vaticano: “A contradição das acções fere a autoridade moral da Igreja”
Escândalo
A propósito dos escândalos de abusos sexuais, o jornalista Paolo Alberto Valenti entrevistou Federico Lombardi, o porta-voz do Vaticano.
euronews: O mundo criticou o silêncio inicial da Igreja acerca dos abusos sexuais cometidos por alguns padres. Agora que o escândalo rebentou, considera que há uma espécie de fúria dos media contra o Vaticano e o Papa? Há alguma conspiração, por trás desta onda de críticas?
Federico Lombardi: As pessoas têm de entender o que é a Igreja, como é organizada e estruturada. Na imagem que é dada frequentemente do exterior, é entendida como monolítica, como uma grande organização centralizada e isto não é, de facto, verdade. É preciso entender isto correctamente. Acho que há um longo caminho a percorrer com os media, um caminho de compreensão mais adequado, e é esta a razão por que não olho tanto para a ideia de uma agressão ou de uma conspiração. Olho mais para a ideia de um caminho feito pela procura da verdade, objectividade, da natureza dos problemas.
E: O que tornou a Igreja tão cega perante a realidade dos factos?
FL: O grande problema de encobrir ou de não enfrentar as questões remonta a uma altura em que havia também uma cultura diferente de discrição em muitos destes assuntos, não só dentro da Igreja, mas também na sociedade em geral. No entanto, a grande responsabilidade, que hoje não é mais desculpável, continua, e exige um trabalho muito radical e profundo de transparência e clareza.
E: Considera que depois destes escândalos a Igreja perdeu a sua credibilidade?
FL: Os observadores objectivos entendem que o problema não é de todo apenas um problema da Igreja Católica, mas está espalhado pela sociedade, em outras instituições, e não menos do que na Igreja. Pelo contrário… Mas a contradição das acções, que são manifestamente opostas aquilo que ensinamos do ponto de vista do comportamento moral e do respeito pelos outros, fere de uma forma mais profunda uma instituição que mantém e deseja ter uma autoridade moral.
E: O perdão é a maior força da religião católica. Hoje, a Igreja Católica está a pedir perdão. Mas como? Haverá uma mudança no relacionamento com os fiéis? Ou uma mudança na missão da Igreja?
FL: Ser perdoado, recuperar a credibilidade de alguém, tudo isto está obviamente relacionado com aquilo que fazemos, ou seja, com o nosso comportamento. Neste sentido, vão todas as linhas de acção que são tomadas – do diálogo, da escuta, da ajuda – para restaurar a justiça em relação às vítimas, todas as acções de prevenção e de melhor formação para os candidatos a sacerdotes, de uma maneira que problemas deste tipo não voltem a acontecer. Tudo isto é o que temos de fazer para recuperar totalmente a credibilidade.
IGREJA - IRLANDA – PEDOFILIA – CENTENAS DE CASOS
IGREJA - IRLANDA – PEDOFILIA – CENTENAS DE CASOS
Escândalo
Foi nos anos 50 que rebentaram os primeiros escândalos de abusos sexuais por membros da Igreja Católica. Casos tratados na maior confidencialidade, dentro dos muros da instituição.
Nas décadas de 80 e 90, Estados Unidos e França foram atingidos por uma vaga de casos de pedofilia, mas apenas em 2009, com a publicação de dois relatórios na Irlanda, o Vaticano ficou encurralado e o muro de silêncio começou a cair…
O relatório do juíz Sean Ryan revelou que centenas de crianças foram abusadas em instituições religiosas irlandesas, nos anos 40.
Depois, o relatório da Comissão Murphy apresentou 46 casos de padres culpados de abusos sexuais, entre 1975 e 2004.
O máximo responsável da Igreja Católica Irlandesa, o cardeal Sean Brady, foi acusado pelas famílias das vítimas de ter fechado os olhos… de ter encoberto o padre pedófilo Brendan Smith, durante quarenta anos.
15 mil crianças irlandesas terão sido vítimas de abusos.
Depois da Irlanda, foi a vez de a Alemanha ser abalada por casos de abusos sexuais na Igreja Católica. No final de Janeiro deste ano, as autoridades religiosas começaram a levantar o véu que encobria centenas de agressões sexuais cometidas em escolas católicas, nos anos 70 e 80. 170 queixas foram apresentadas desde então.
O Papa Bento XVI e o seu irmão Georg Ratzinger foram associados aos escândalos do Mosteiro de Ettal, na Baviera, e do coro de pequenos cantores de Ratisbonne.
Dois meses depois, em Março, as instituições católicas austríacas foram postas em causa, por causa de abusos sexuais, também cometidos nos anos 70 e 80.
O Padre Superior da Abadia de São Pedro, em Salzburgo, demitiu-se. Bruno Becker admitiu publicamente ter abusado de uma criança em 1969. Centenas de casos foram entretanto divulgados.
Os escândalos atingiram também a Suíça, Itália e Malta, onde Bento XVI esteve no passado fim-de-semana. Uma visita que permitiu ao papa encontrar-se com as vítimas dos padres católicos.
Escândalo
Foi nos anos 50 que rebentaram os primeiros escândalos de abusos sexuais por membros da Igreja Católica. Casos tratados na maior confidencialidade, dentro dos muros da instituição.
Nas décadas de 80 e 90, Estados Unidos e França foram atingidos por uma vaga de casos de pedofilia, mas apenas em 2009, com a publicação de dois relatórios na Irlanda, o Vaticano ficou encurralado e o muro de silêncio começou a cair…
O relatório do juíz Sean Ryan revelou que centenas de crianças foram abusadas em instituições religiosas irlandesas, nos anos 40.
Depois, o relatório da Comissão Murphy apresentou 46 casos de padres culpados de abusos sexuais, entre 1975 e 2004.
O máximo responsável da Igreja Católica Irlandesa, o cardeal Sean Brady, foi acusado pelas famílias das vítimas de ter fechado os olhos… de ter encoberto o padre pedófilo Brendan Smith, durante quarenta anos.
15 mil crianças irlandesas terão sido vítimas de abusos.
Depois da Irlanda, foi a vez de a Alemanha ser abalada por casos de abusos sexuais na Igreja Católica. No final de Janeiro deste ano, as autoridades religiosas começaram a levantar o véu que encobria centenas de agressões sexuais cometidas em escolas católicas, nos anos 70 e 80. 170 queixas foram apresentadas desde então.
O Papa Bento XVI e o seu irmão Georg Ratzinger foram associados aos escândalos do Mosteiro de Ettal, na Baviera, e do coro de pequenos cantores de Ratisbonne.
Dois meses depois, em Março, as instituições católicas austríacas foram postas em causa, por causa de abusos sexuais, também cometidos nos anos 70 e 80.
O Padre Superior da Abadia de São Pedro, em Salzburgo, demitiu-se. Bruno Becker admitiu publicamente ter abusado de uma criança em 1969. Centenas de casos foram entretanto divulgados.
Os escândalos atingiram também a Suíça, Itália e Malta, onde Bento XVI esteve no passado fim-de-semana. Uma visita que permitiu ao papa encontrar-se com as vítimas dos padres católicos.
CRISTIANISMO – PEDOFILIA É MILENAR
IGREJA – PEDOFILIA É MILENAR
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Tags: Escândalo, Pedofilia, Vaticangate escândalo igreja católica
Vaticano reage às acusações de abusos sexuais
Escândalo
Os casos de pedofilia na Igreja Católica não são novos mas a onda de escândalos que atingiu a instituição religiosa nos últimos meses é inédita e obrigou a Santa Sé a reagir.
Em Fevereiro, após o cataclismo provocado pelo relatório Murphy, sobre o abuso de mais de 14.000 crianças na Irlanda, o Papa reuniu-se com os bispos do país para analisar erros cometidos.
A resposta de Bento XVI surgiu em forma de uma carta dirigida aos católicos da Irlanda onde o Papa manifestava a sua dor e firme condenação da pedofilia.
“Peço a cada um dos sobreviventes minhas desculpas, o meu pesar e vergonha pelo que aconteceu”, dizia a nota.
No mundo inteiro, a resposta da Igreja Católica foi unânime. Da Irlanda a Alemanha passando pela Áustria e pela Holanda, as autoridades religiosas pediram perdão pelos abusos cometidos.
O sítio na Internet do Vaticano chegou mesmo a abrir uma secção especial com os procedimentos a seguir em caso de abuso, encorajando as vítimas a falar e denunciar os agressores. Uma mudança inédita dentro da instituição.
“A Congregação para a Doutrina da Fé que sempre trabalhou com grande secretismo atravessa agora uma fase de transição. Tem de aprender a ser rápida na resposta às questões e ser transparente na sua política”, afirma Marco Politi, biógrafo do Papa.
Para lá dos dramas vividos, as vítimas acusam a Igreja de adoptar a lei do silêncio que, durante décadas, levou as autoridades religiosas a resolver as questões internamente de modo a evitar escândalos. Em quase todos os casos, as hierarquias ao mais alto nível, tinham conhecimento do que vítimas e advogados denunciavam.
“Há documentos que provam a responsabilidade do Vaticano nos escândalos e nas tentativas de encobri-los. Os caminhos vão sempre dar a Roma”, afirma Jeff Anderson, advogado de várias vítimas de abusos.
Face à dimensão das revelações e queixas é impossível negar os factos ou abafar os casos.
A credibilidade da igreja e do papado estão em jogo.
Milhões de fiéis aguardam para ver como Bento XVI será capaz de superar a crise.
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Tags: Escândalo, Pedofilia, Vaticangate escândalo igreja católica
Vaticano reage às acusações de abusos sexuais
Escândalo
Os casos de pedofilia na Igreja Católica não são novos mas a onda de escândalos que atingiu a instituição religiosa nos últimos meses é inédita e obrigou a Santa Sé a reagir.
Em Fevereiro, após o cataclismo provocado pelo relatório Murphy, sobre o abuso de mais de 14.000 crianças na Irlanda, o Papa reuniu-se com os bispos do país para analisar erros cometidos.
A resposta de Bento XVI surgiu em forma de uma carta dirigida aos católicos da Irlanda onde o Papa manifestava a sua dor e firme condenação da pedofilia.
“Peço a cada um dos sobreviventes minhas desculpas, o meu pesar e vergonha pelo que aconteceu”, dizia a nota.
No mundo inteiro, a resposta da Igreja Católica foi unânime. Da Irlanda a Alemanha passando pela Áustria e pela Holanda, as autoridades religiosas pediram perdão pelos abusos cometidos.
O sítio na Internet do Vaticano chegou mesmo a abrir uma secção especial com os procedimentos a seguir em caso de abuso, encorajando as vítimas a falar e denunciar os agressores. Uma mudança inédita dentro da instituição.
“A Congregação para a Doutrina da Fé que sempre trabalhou com grande secretismo atravessa agora uma fase de transição. Tem de aprender a ser rápida na resposta às questões e ser transparente na sua política”, afirma Marco Politi, biógrafo do Papa.
Para lá dos dramas vividos, as vítimas acusam a Igreja de adoptar a lei do silêncio que, durante décadas, levou as autoridades religiosas a resolver as questões internamente de modo a evitar escândalos. Em quase todos os casos, as hierarquias ao mais alto nível, tinham conhecimento do que vítimas e advogados denunciavam.
“Há documentos que provam a responsabilidade do Vaticano nos escândalos e nas tentativas de encobri-los. Os caminhos vão sempre dar a Roma”, afirma Jeff Anderson, advogado de várias vítimas de abusos.
Face à dimensão das revelações e queixas é impossível negar os factos ou abafar os casos.
A credibilidade da igreja e do papado estão em jogo.
Milhões de fiéis aguardam para ver como Bento XVI será capaz de superar a crise.
HIPOCRISIA CRISTÃ - PAPA NOS TRIBUNAIS - PEDOFILIA
PAPA – NOS TRIBUNAIS - PEDOFILIA
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Tags: Bento XVI, Escândalo, Pedofilia
Advogado de vítima de pedofilia quer levar papa Bento XVI
23/04/10 07:17 CET
Escândalo
Pela primeira vez, um advogado quer levar Bento XVI à barra do tribunal, por causa dos escândalos de pedofilia.
O agora papa é acusado de ter “falhado na missão de proteger as crianças de um padre que o Vaticano sabia ser um abusador.”
Mais do que uma indemnização, o advogado norte-americano exige a abertura dos arquivos do Vaticano, relativos às queixas de abusos sexuais. Jeff Anderson explica: “Este é o primeiro processo que fazemos directa e exclusivamente contra o Vaticano e a primeira vez em que se exige este tipo de reparação ao Vaticano.”
Em causa, uma carta enviada à Santa Sé por uma vítima do reverendo Lawrence Murphy em 1995. Bento XVI afirmara só ter tido conhecimento dos abusos do padre Murphy contra crianças surdas-mudas em 1999.
O porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, diz que se trata de um golpe publicitário do advogado, agora que “a situação, nos Estados Unidos, melhorou. A questão é que, o relançamento do debate na Europa, nestes últimos meses, constituiu, espontaneamente, uma ocasião para certos grupos não favoráveis à igreja, reabrirem uma temática que, na realidade, nos Estados Unidos, já tinha sido amplamente afrontada.”
Esta quinta-feira, a demissão do bispo Walter Mixa, na Alemanha, por violência contra crianças, e de um bispo belga, por causa dos escândalos de pedofilia, vêm ensombrar ainda mais o quinto aniversário do Pontificado de Bento XVI – um aniversário ao qual a euronews dedica, hoje, uma emissão especial.
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Tags: Bento XVI, Escândalo, Pedofilia
Advogado de vítima de pedofilia quer levar papa Bento XVI
23/04/10 07:17 CET
Escândalo
Pela primeira vez, um advogado quer levar Bento XVI à barra do tribunal, por causa dos escândalos de pedofilia.
O agora papa é acusado de ter “falhado na missão de proteger as crianças de um padre que o Vaticano sabia ser um abusador.”
Mais do que uma indemnização, o advogado norte-americano exige a abertura dos arquivos do Vaticano, relativos às queixas de abusos sexuais. Jeff Anderson explica: “Este é o primeiro processo que fazemos directa e exclusivamente contra o Vaticano e a primeira vez em que se exige este tipo de reparação ao Vaticano.”
Em causa, uma carta enviada à Santa Sé por uma vítima do reverendo Lawrence Murphy em 1995. Bento XVI afirmara só ter tido conhecimento dos abusos do padre Murphy contra crianças surdas-mudas em 1999.
O porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, diz que se trata de um golpe publicitário do advogado, agora que “a situação, nos Estados Unidos, melhorou. A questão é que, o relançamento do debate na Europa, nestes últimos meses, constituiu, espontaneamente, uma ocasião para certos grupos não favoráveis à igreja, reabrirem uma temática que, na realidade, nos Estados Unidos, já tinha sido amplamente afrontada.”
Esta quinta-feira, a demissão do bispo Walter Mixa, na Alemanha, por violência contra crianças, e de um bispo belga, por causa dos escândalos de pedofilia, vêm ensombrar ainda mais o quinto aniversário do Pontificado de Bento XVI – um aniversário ao qual a euronews dedica, hoje, uma emissão especial.
HIPOCRISIA CRISTÃ - PAPA PROTETOR DOS PEDÓFILOS
PAPA – PROTETOR DE PEDÓFILOS
Copyright © 2010 euronews
Vaticano acusado de proteger padre norte-americano pedófilo
25/03/10 13:34 CET
Escândalo
O Vaticano terá ocultado abusos sexuais cometidos por um padre norte-americano.
Os documentos, agora, tornados públicos apontam o dedo a Joseph Ratzinger, que em 1996 ocupava o cargo de cardeal.
A denúncia foi feita por um jornal norte-americano.
O padre Lawrence Murphy é acusado de ter molestado cerca de duzentas crianças numa escola para surdos nos Estados Unidos entre 1950 e 1974.
O Vaticano já respondeu e garante, que apenas teve conhecimento deste caso de pedofilia 20 anos mais tarde.
Argumentos, que não convencem os católicos. Dezenas de pessoas manifestaram-se, hoje, desta forma junto ao Vaticano.
O caso de pedofilia vem a público um dia depois de o Papa ter aceitado a demissão do bispo irlandês John Magee envolvido num escândalo de abusos sexuais sobre crianças.
Mas este tipo de casos não atingem apenas a Irlanda. Holanda, Suíça, Espanha, Áustria e Alemanha são outros dos países envolvidos em escândalos de pedofilia na Igreja católica.
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Vaticano acusado de proteger padre norte-americano pedófilo
25/03/10 13:34 CET
Escândalo
O Vaticano terá ocultado abusos sexuais cometidos por um padre norte-americano.
Os documentos, agora, tornados públicos apontam o dedo a Joseph Ratzinger, que em 1996 ocupava o cargo de cardeal.
A denúncia foi feita por um jornal norte-americano.
O padre Lawrence Murphy é acusado de ter molestado cerca de duzentas crianças numa escola para surdos nos Estados Unidos entre 1950 e 1974.
O Vaticano já respondeu e garante, que apenas teve conhecimento deste caso de pedofilia 20 anos mais tarde.
Argumentos, que não convencem os católicos. Dezenas de pessoas manifestaram-se, hoje, desta forma junto ao Vaticano.
O caso de pedofilia vem a público um dia depois de o Papa ter aceitado a demissão do bispo irlandês John Magee envolvido num escândalo de abusos sexuais sobre crianças.
Mas este tipo de casos não atingem apenas a Irlanda. Holanda, Suíça, Espanha, Áustria e Alemanha são outros dos países envolvidos em escândalos de pedofilia na Igreja católica.
HIPOCRISIA CRISTÃ - PAPA AOS FIÉIS, AMEM OS PEDÓFILOS
PAPA PEDE AOS FIÉIS –AMEM OS PEDÓFILOS
Papa pede aos fieis que amem padres apesar de suas fraquezas
(AFP) – Há 5 horas
SULMONA, Itália — O Papa Bento XVI pediu neste domingo, na localidade italiana de Sulmona (centro), que os fieis amem os padres apesar de suas fraquezas, em uma referência implícita aos escândalos de pedofilia que abalam a Igreja católica.
"Amem seus bispos, amem seus padres: apesar de suas fraquezas, são uma presença apreciada na vida", afirmou Bento XVI, que acrescentou a palavra "fraquezas" no discurso escrito com antecedência.
Durante um encontro com 200 jovens, o Papa também denunciou a sociedade de consumo.
"A atual cultura de consumo tende a apegar o homem ao presente, a fazê-lo perder o sentido do passado, da história", afirmou. "Isso priva os homens da capacidade de se compreenderem, de perceber os problemas e de construir o futuro".
Também denunciou os "falsos valores e modelos ilusórios que são propostos aos jovens e que prometem encher suas vidas quando, na realidade, a esvaziam".
O Sumo Pontífice viajou a Sulmona, na região dos Abruzos, para comemorar o 800º aniversário do nascimento de um de seus predecessores, Celestino V (1209-1296), um dos poucos Papas que se demitiu depois de cinco meses de pontificado.
Papa pede aos fieis que amem padres apesar de suas fraquezas
(AFP) – Há 5 horas
SULMONA, Itália — O Papa Bento XVI pediu neste domingo, na localidade italiana de Sulmona (centro), que os fieis amem os padres apesar de suas fraquezas, em uma referência implícita aos escândalos de pedofilia que abalam a Igreja católica.
"Amem seus bispos, amem seus padres: apesar de suas fraquezas, são uma presença apreciada na vida", afirmou Bento XVI, que acrescentou a palavra "fraquezas" no discurso escrito com antecedência.
Durante um encontro com 200 jovens, o Papa também denunciou a sociedade de consumo.
"A atual cultura de consumo tende a apegar o homem ao presente, a fazê-lo perder o sentido do passado, da história", afirmou. "Isso priva os homens da capacidade de se compreenderem, de perceber os problemas e de construir o futuro".
Também denunciou os "falsos valores e modelos ilusórios que são propostos aos jovens e que prometem encher suas vidas quando, na realidade, a esvaziam".
O Sumo Pontífice viajou a Sulmona, na região dos Abruzos, para comemorar o 800º aniversário do nascimento de um de seus predecessores, Celestino V (1209-1296), um dos poucos Papas que se demitiu depois de cinco meses de pontificado.
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