
Internet do BRICS livrará países-membros de ciberataques e controle dos EUA no sistema
Em novembro de 2017, o Conselho de Segurança da Rússia, que é um órgão de consultoria na área de segurança nacional, propôs o desenvolvimento de uma infraestrutura independente da Internet para os países do grupo BRICS.

© Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo
A iniciativa visa prevenir os países do BRICS de acidentes globais, que ocorrem virtualmente. Hoje em dia, dos 14 principais servidores da Internet, oito estão localizados no território dos EUA. Consecutivamente, se algo correr mal, todos os sistemas de computação centralizada acabariam em um único lugar.
No dia 29 de janeiro foi realizada votação proposta pelo Conselho de Segurança da Rússia. De acordo com os resultados da pesquisa da agência governamental VTsIOM, 58% dos russos apoiaram a iniciativa.
O especialista em segurança de informação e presidente do grupo empresarial Inforus, Andrei Masalovich, disse na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que esta decisão esteja "pairando no ar há muito tempo" e lembra que os chineses foram os primeiros a controlar a Internet e duplicar os mecanismos que a regulam, tais como os servidores de alto nível.
No dia 29 de janeiro foi realizada votação proposta pelo Conselho de Segurança da Rússia. De acordo com os resultados da pesquisa da agência governamental VTsIOM, 58% dos russos apoiaram a iniciativa.
Até 1º de agosto, os Ministérios das Comunicações e das Relações Exteriores da Rússia devem iniciar negociações com os outros membros do BRICS – Brasil, Índia, China e África do Sul – para criação de um sistema de backup separado dos Servidores de Nomes de Domínio (DNS), que não seria controlado por organizações internacionais.
O especialista em segurança de informação e presidente do grupo empresarial Inforus, Andrei Masalovich, disse na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que esta decisão esteja "pairando no ar há muito tempo" e lembra que os chineses foram os primeiros a controlar a Internet e duplicar os mecanismos que a regulam, tais como os servidores de alto nível.
A característica que distingue este projeto dos outros é seu caráter de duplicação, ou seja, criação de uma parte da Internet independente que estaria livre das ameaças globais e ao mesmo tempo deixariam todos os membros do BRICS conectados na Internet.
O mecanismo em discussão, sublinha o especialista, permitirá, caso surjam problemas na rede global, o funcionamento dos servidores dos países-membros. Mas não exclui que este servidor possa vir a ser separado da Internet global, sendo uma rede "para os íntimos".
O mecanismo em discussão, sublinha o especialista, permitirá, caso surjam problemas na rede global, o funcionamento dos servidores dos países-membros. Mas não exclui que este servidor possa vir a ser separado da Internet global, sendo uma rede "para os íntimos".




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