terça-feira, 3 de março de 2015

Putin disse à Europa: vocês têm dois caminhos. Caminho 1: Europa, Alemanha e Rússia podem constituir área de alta prosperidade. As matérias primas da Rússia, com a tecnologia europeia, e seremos uma das áreas mais prósperas do mundo. Ou, caminho 2: Façam guerra contra a Rússia e a Rússia pode acabar com vocês. É só escolher, e não há 'terceira via'.


Michael Hudson:* FMI JUDAICO SIONISTA anexou a Ucrânia

18.02.2015

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MICHAEL HUDSON: 

Obrigado pelo convite.

PERIES: 

Em recente entrevista publicada em The National Interest, você disse que a maior parte da imprensa-empresa cobre a Rússia como se fosse a maior ameaça contra a Ucrânia. Mas que a história sugere que o FMI JUDAICO SIONISTA  pode ser ameaça muito mais terrível. O que você quis dizer com isso?

HUDSON:

Em primeiro lugar, os termos sob os quais o FMI JUDAICO SIONISTA faz empréstimos exigem muito arrocho (...)

ATENÇÃO:
No original, austerity (port. "austeridade", mas em campo semântico completamente diferente e com a carga moral positiva que lhe dão os liberais, reforçada pela incansável repetição na falsa imprensa, e sim empresa judaico sionisra de propaganda contra governos democráticos; "arrocho" (port.) significa exatamente a mesma coisa que "austeridade", mas sem acrescentar os traços semânticos traços moralmente positivos que os liberais acrescentam em "austeridade"; e com os traços negativos, de coisa não desejável, que lhe dão as classes trabalhadoras, por exemplo nas expressões, "programas de arrocho [de salários e de direitos dos que trabalham] (NTs)] (...) e o fim de todos os subsídios públicos. A população ucraniana já está economicamente devastada. As condições que o programa do FMI JUDAICO SIONISTA impôs para fazer empréstimos à Ucrânia é que o país pague as próprias dívidas. Mas o país não conseguirá pagar. Assim sendo, só há um meio para que consiga pagar, e é o mesmo meio que o  FMI JUDAICO SIONISTAI disse à Grécia e a outros países que usassem: que liquidem todo e qualquer bem que o país ainda possua; o que quer que ainda haja sob controle do poder público; que crie sociedades em que se casem os milionários judeus sionistas ucranianos oligarcas e investidores judeus sionistas norte-americanos ou judeus sionistas europeus, de modo que eles possam criar monopólios na Ucrânia e dedicar-se a extrair lucros da miséria do país.
Esse é o plano "de saque e voleio" mortal do  FMI JUDAICO SIONISTA: concedem o empréstimo - a ser usado para pagar os credores, de modo que, agora, o país passa a dever para eles, para o  FMI JUDAICO SIONISTAI, entidade com a qual nenhuma dívida pode ser extinta ou perdoada. Esse empréstimo é feito sob os termos da Ficção Reinante: que a Ucrânia pode(ria) pagar a dívida externa com um excedente no orçamento doméstico, que apareceria tão logo se cortassem gastos públicos e se aprofundasse ainda mais a depressão.

Essa ideia de que dívidas externas possam ser pagas com arrocho de salários e serviços públicos foi contestada por Keynes nos anos 1920s, na discussão da reparação alemã. (Devoto um capítulo a essa controvérsia em meu Trade, Development and Foreign Debt.)

No século 21, já não há desculpas para cometer tal erro - a menos que seja erro 'planejado', deliberado, plano feito para fracassar, quando então o FMI pode dizer que 'aconteceu', culpa de ninguém e surpresa para todos, que o seu tal "programa de estabilização" desestabilizou, em vez de estabilizar, mais uma economia.

O preço por seguir essa economia-droga é pago sempre pela vítima, não pelo distribuidor da substância viciante. É item importante na estratégia do 
 FMI JUDAICO SIONISTA de "culpe a vítima".

Então, vem a segunda parte do golpe "saque e voleio" do 
 FMI JUDAICO SIONISTA.
 É quando dizem "Ora... Vocês não podem pagar o que emprestamos?! Sentimos muito que nossas previsões para o caso de vocês tenham sido tão erradas. Mas... vocês têm de achar um modo de nos pagar. Vão ter de vender tudo o que ainda esteja em mãos do estado endividado...

 FMI JUDAICO SIONISTA erra, no caso da Ucrânia, ano após ano, praticamente tanto quanto sempre errou no caso da Irlanda e da Grécia. As suas 'receitas' são as mesmas que devastaram as economias do 3º Mundo a partir dos anos 1970s. [vide NOTA IMPORTANTE]

Assim, o problema agora é o que a Ucrânia terá de vender em liquidação para pagar a dívida que tem com o FMI e o Banco Central Europeu - e dívida que não para de crescer, porque também não para a guerra [inventada pelos 'JUDEUS SIONISTAS'] que já devastou a economia ucraniana.

Um dos valiosos bens ucranianos que muito interessam aos investidores estrangeiros (JUDEUS SIONISTAS) é a preciosa terra ucraniana agricultável. A empresa Monsanto vem comprando - de fato, arrendando, porque há leis na Ucrânia que ainda impedem a venda de terra agricultável a estrangeiros. De fato, é lei muito semelhante à que o Financial Timesnoticiou que a Austrália quer ver aprovada, para impedir que empresas chinesas e norte-americanas comprem terra no país.

 FMI JUDAICO SIONISTA também insiste que países devedores desmontem toda e qualquer legislação ou regulação que haja contra investimentos estrangeiros(JUDAICO SIONISTA), e todas e quaisquer regulações de proteção ao meio ambiente e de proteção ao interesse dos consumidores.

Significa que está sendo assada, para ser enfiada goela abaixo da Ucrânia, mais uma política neoliberal que, com certeza absoluta, só agravará ainda mais a situação.

Nesse sentido, se pode dizer que finança é guerra. Finança é a nova modalidade de guerra, em que nações beligerantes(JUDAICO SIONISTAS) usam a finança e liquidações forçadas, num novo tipo de campo de batalha. Nada disso jamais ajudará a Ucrânia. Só levará a nova crise, adiante, e muito muito depressa.


PERIES: Michael, examinemos com mais cuidado toda essa crise (...).

HUDSON: Quando Kiev foi à guerra contra o Leste da (então) Ucrânia, combateu contra, basicamente, a região de minas de carvão e área de exportações. 38% das exportações da Ucrânia viajam diretamente para a Rússia. Grande parte dessa capacidade de exportação foi bombardeada e já não existe. Além disso, as empresas de eletricidade, que fornecem energia elétrica para as minas também foram bombardeadas. Significa que a Ucrânia já não produz carvão, sequer, para abastecer o próprio país.

O mais espantoso é que há apenas poucas semanas, dia 28/1/2015, Christine Lagarde( A RATAZANA), chefe do 
 FMI JUDAICO SIONISTAI, disse que o  FMI JUDAICO SIONISTA não concede empréstimos a países em guerra, que seria financiar um lado ou o outro dos combatentes... Ora! A Ucrânia está envolvida numa guerra civil. A grande questão é, portanto, quando, afinal, o  FMI JUDAICO SIONISTA começará a liberar o empréstimo que está sendo discutido [O 'cessar-fogo' firmado ontem pode ter algo a ver com 'não haver guerra' formal na Ucrânia... (NTs)]

 FMI JUDAICO SIONISTA tampouco 'pode' emprestar para países insolventes. Assim sendo, como, afinal, a Ucrânia seria candidata viável a empréstimos se, (1) está em guerra; e (2) é insolvente?
A única solução é a Ucrânia pagar o que deve a alguns investidores. O que significa muitos investidores de hedge funds de especulação, muito contrariados. O [jornal]Financial Times de hoje publicou matéria em que mostra que só um investidor norte-americano, Michael Hasenstab(JUDEU SIONISTA), é proprietário de $7 bilhões da dívida da Ucrânia e contava especular com ela, além do Templeton Global Bond Fund.

Como a Ucrânia lidará com os especuladores? E então, por fim, como o 
 FMI JUDAICO SIONISTA lidará com o fato de que o fundo soberano da Rússia emprestou 3 bilhões de euros à Ucrânia sob condições duríssimas mediante o acordo de Londres, e dívida que não pode ser extinta por acordo? Será que o  FMI JUDAICO SIONISTA insistirá em que a Rússia sofra o mesmo tratamento que os fundos hedge de especuladores? Todas essas questões se acumularão num tipo de conflito que exigirá muito mais esforço, até, que o que vimos no campo de batalha militar, em dias recentes.

PERIES: Assim sendo, como a Ucrânia imagina que consiga sair dessa crise?
HUDSON: O mais provável é que a Ucrânia viva num universo paralelo, num mundo imaginário no qual conseguiria sair da crise com o ocidente dando $50 bilhões ao país e dizendo, olhem bem, aqui está todo o dinheiro de que precisam, gastem como bem entenderem. É delírio. É até onde vai a imaginação, a fantasia. O país está vivendo num mundo fantasiado. Mas há, bem real, nessa fantasia, que há algumas semanas George Soros escreveu na New York Review of Books e conclamou o Congresso e "o Judaico Sionismo" a dar $50 bilhões à Ucrânia e considerar como adiantamento  para os militares ou para usar contra a Rússia. OK, Kiev respondeu imediatamente, sim, só gastaremos em armamento de defesa. Defenderemos a Ucrânia daqui até a Sibéria e varreremos do percurso todos os russos que surjam.

Não demorou e hoje o Financial Times em editorial já disse que, sim, deem, sim,  à Ucrânia os $50 bilhões que George Soros pediu. Temos de garantir que tenham dinheiro suficiente para combater, pelos EUA, a nova Guerra Fria contra a Rússia. 

Mas os europeus continentais não estão gostando... "Calma lá! No fim, por esse plano de vocês, não haverá mais ucranianos para lutarem. A guerra respingará para a Polônia e outros pontos, porque, se o dinheiro dado à Ucrânia for, de fato, para a finalidade que buscam o governo Judaico Sionista Obama-Soros-Hillary [é tooooooooooodo o lobbysionista (NTs)] - fazer guerra contra a Rússia -, não há dúvidas de que a Rússia dirá: "OK, se estamos sendo atacados por soldados estrangeiros, somos obrigados a bombardear não só os soldados que chegam, mas também os aeroportos de onde partem, e estações de trem... Nossa defesa será estendida sobre território europeu.'"

Parece que já começam a surgir notícias confiáveis de que Putin disse à Europa: vocês têm dois caminhos. Caminho 1: Europa, Alemanha e Rússia podem constituir área de alta prosperidade. As matérias primas da Rússia, com a tecnologia europeia, e seremos uma das áreas mais prósperas do mundo. Ou, caminho 2: Façam guerra contra a Rússia e a Rússia pode acabar com vocês. É só escolher, e não há 'terceira via'.


A Europa encontra-se cercada pelo maior mais moderno arsenal atômico do planeta, que é o russoResultado de imagem para FOTOS DE armas da 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PUTIN REINA ABSOLUTO

PERIES: Michael, muito obrigado por nos receber.

HUDSON: Sempre bom falar com vocês, Sharmini. 

NOTAS 
Michael Hudson é pesquisador emérito e professor de Economia da Universidade do Missouri, em Kansas City. Seu dois livros mais recentes são The Bubble and Beyond Finance Capitalism and its Discontents. O próximo livro tem o título de Killing the Host: How Financial Parasites and Debt Bondage Destroy the Global Economy.~

GRÉCIA - NA SOLUÇÃO DA CRISE GREGA ESTÁ EM JOGO O FUTURO DO EURO, TUDO NAS MÃOS DE "MERKEL"


Resultado de imagem para FOTOS DE Yanis Varoufakis

Varoufakis - GRÉCIA

"V de Varoufakis" ou: Os destinos da Grécia estão nas mãos de Angela Merkel?

03.03.2015

Merkel - ALEMANHA


20/2/2015, Shawn Tully, Fortune http://fortune.com/2015/02/20/greece-germany-yanis-varoufakis/ (só para assinantes).www.sinpermiso.info traduziu trechos ao espanhol.
A matéria abaixo é traduzida de http://www.rebelion.org/noticia.php?id=195807 ao português) 

Um dos mais afamados economistas vivos, estreitamente ligado ao ministro grego de finanças Yanis Varoufakis, diz que o obstáculo fundamental que atravessava o caminho do acerto-compromisso foi a incrível divisão registrada dentro do próprio governo alemão, com uma parte a exigir total adesão da Grécia aos compromissos prévios, e outra parte, também muito poderosa, que defendia concessões e acordo.

"Tudo depende de Merkel" - diz-nos   Resultado de imagem para FOTOS DE James Galbraith  James Galbraith,[1] que passou sete dias em meados de fevereiro ao lado de Varoufakis em Bruxelas e em Atenas.

"Ouvimos o ministro de finanças de Merkel, com atitude negativa; e ouvimos o vice-chanceler, que queria o diálogo. Só não ouvimos a própria chanceler Merkel. Sabemos que não quer falar, só se for estritamente imprescindível. São os mais duros que podem ser, depois fazem uma concessão no último minuto, para não ter de fazer duas".

Galbraith resume numa pergunta o dilema de Merkel (e a melhor esperança de que cheguem a um acordo): "Que interesse terá Merkel em converter-se na governante que presidiu a desintegração da eurozona?"

Difícil imaginar dupla mais díspar que essa, Galbraith e Varoufakis. O primeiro é filho - educado em Harvard, Yale e Cambridge - do legendário economista John Kenneth Galbraith. Varoufakis é agitador incendiário, que veste jaquetas de couro e camisetas azul-brilhantes nas reuniões com as engravatadas elites europeias, e para relaxar pilota motocicletas de alta cilindragem.

Apesar das diferenças, e colegas na Universidad de Texas em Austin, não apenas travaram profunda amizade pessoal, mas, também, tornaram-se almas intelectualmente gêmeas, e produziram juntos , em 2013, em trio com o economista britânico Stuart Holland - um opúsculo sobre a solução da crise na eurozona, no qual advogam a substituição de boa parte da dívida soberana das nações com problemas, por bônus de baixo rendimento supergarantidos pelo Banco Central Europeu. [Há tradução ao espanhol, em 
SinPermiso: "Modesta Proposición".]

É claro que as ideias de Galbraith ajudaram a modelar a controvertida campanha de Varoufakis para "pôr fim" à austeridade [arrocho] na Grécia e proteger os empregos públicos e as pensões dos gregos.

Trabalhando esses dias ombro a ombro com Varoufakis, Galbraith está tendo a chance de ver "por dentro" o manejamento caótico do Eurogrupo, que reuniu os ministros europeus de finanças, dia 16/2/2015, em Bruxelas:

"Estive com as equipes técnicas entre os dias 11 e 17 de fevereiro, incluída a reunião de Bruxelas. Estava na sala das máquinas, acompanhando a equipe de trabalho grega."
Na reunião do Eurogrupo, Pierre Moscovici, comissário da UE para assuntos econômicos e financeiros, apresentou a Varoufakis um rascunho de comunicado que permitia à Grécia solicitar uma extensão de seu acordo de empréstimo, garantindo-lhe tempo para discutir um novo plano de crescimento para a Grécia. Como Varoufakis disse à imprensa logo depois da reunião, estava pronto para assinar o comunicado de Moscovici, que elogiou como "documento esplêndido" e "verdadeiro ponto de abertura".

Mas o diretor do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, estava preparando seu próprio documento:

"
Yanis disse: 'Tenho um texto'.
E Dijesselbloem disse: 'Não. O texto é esse' [outro]."
Galbraith e a equipe grega trataram então de combinar partes dos dois rascunhos, para produzir um documento aceitável para ambas as partes:

"Dediquei-me então, com as outras pessoas, a combinar os dois rascunhos [o de Moscovici e o de Dijeselbloem] tentando chegar a um texto que pudesse ser assinado. Não demoramos nisso mais que meia hora."

Mas então, segundo o testemunho de Galbraith, o ministro alemão de finanças Wolfgang Schäuble, deu a reunião por encerrada. "Disse 'não' à elaboração de uma declaração conjunta como prelúdio de um acordo" - no depoimento de Galbraith.

Para Galbraith, a falta de coordenação entre os europeus parecia absolutamente inacreditável:

"Sou veterano conhecedor dos assessores especialistas que trabalham no Congresso dos EUA. E ver um corpo institucional oficial trabalhando com tamanho descaso, com tamanha incompetência, de forma imediatista, tão ad hoc, assistir ao vivo ao Eurogrupo, ver aquela forma atrabiliária de fazer as coisas, foi para mim uma verdadeira revelação."

Dia 18 de fevereiro, Varoufakis apresentou solicitação formal para que fosse prorrogado o acordo de empréstimo como o Eurogrupo. Mais uma vez, as respostas divergentes deixaram Galbraith assombrado:

"Jean-Claude Juncker [presidente da Comissão Europeia] disse seria um ponto de partida". O vice-chanceler alemão Sigmar Gabriel, também disse que a carta sobre a prorrogação do empréstimo seria um ponto de partida. Mas Schäuble desmentiu o vice-chanceler. Disse que a posição de Gabriel, de defender a prorrogação, seria "posição sem substância".

"Fiquei boquiaberto, de olhos arregalados" - dize Galbraith. - "E o desmando acontecendo ali, à minha frente, dentro do governo alemão, o governo mais poderoso da Europa!"

Para Galbraith, as divisões internas na Alemanha, e entre as próprias nações, deixaram bem evidente que os dirigentes europeus são maus negociadores:
"Cometeram o erro de deixar claro diante de Yanis que eles estavam jogando com extrema violência, mas sem saber jogar, se se considera a coisa do pondo de vista da perícia política mais elementar."
Galbraith rechaça enfaticamente a ideia de que a posição grega fosse confusa:
"Acho que os europeus querem fazer crer que seja confusa, mas a confusão só existe na cabeça deles mesmos, não na posição dos gregos."
Para Varoufakis e Galbraith, a politicagem mesquinha comprometeu até a sensatez econômica:
"Os atores institucionais - o FMI, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu - foram construtivos. Mas os credores, os jogadores ativos, são os ministros de finanças; e esses estão divididos e são hostis."
No campo dos que se opunham radicalmente incluem-se Espanha, Portugal e Finlândia:
"Os dirigentes políticos nesses países enfrentam processos eleitorais e oposição crescente. Estão apavorados com a possibilidade de que as respectivas oposições políticas tirem vantagem da posição grega."
Para esses, o importante é a sobrevivência política em seus cargos, muito mais que salvarem a Eurozona.

Para romper o impasse será preciso, muito provavelmente, a intervenção de Angela Merkel, único dirigente político suficientemente poderoso para esvaziar essas manobras da política mais rasteira.


Em toda essa terrível confusão, a admiração que Galbraith sente por seu amigo Varoufakis só faz aumentar. Quando muitos dizem que as roupas heterodoxas e declarações provocativas de Varoufakis - quando observou, por exemplo, que o acordo das reformas à moda europeia era semelhante à tortura de simulação de afogamento - atraem cada vez mais a hostilidade do establishment financeiro europeu, Galbraith diz, na direção oposta, que os ministros das finanças europeus deviam dar as boas vindas ao ministro grego, como alguém que diz sempre a verdade, nada além da verdade:
"A honradez intelectual, a clareza de pensamento, sua erudição, são absolutamente raras, nos círculos europeus. Acho que quando aquela gente o vê pela primeira vez, ou o ouve falar, sentem alguma espécie de choque."
Galbraith lembra, como exemplo da honradez intelectual de Varoufakis, uma observação do amigo, segundo a qual dentre todos com quem estava negociando, Schäuble, o seu mais duro antagonista, "é o único que dá sinais de ter alguma substância intelectual".
Muito diferente do que em Bruxelas, Galbraith encontrou em Atenas um ambiente exultante:
"Há de três a seis meses, Atenas era absolutamente deprimente. Agora tudo mudou, o sentimento de orgulho está restaurado e o humor mudou completamente."
Varoufakis parece ser quem melhor simboliza esse novo otimismo:
"Fomos a pé, do Ministério até o Parlamento. Que experiência! Pessoas nos carros abriam o vidro para estender-lhe a mão e cumprimenta-lo, os motoristas de ônibus paravam para saudá-lo. Por onde anda as crianças o cercam."
Varoufakis deteve-se no caminho, para falar atentamente, apoiando-a pelo cotovelo, com uma senhora que procurava emprego como varredora:
"Varoufakis é estrela tão popular quanto o próprio Alexis Tsipras."
Varoufakis conseguirá manter a Grécia no euro, mas ao preço de ceder no programa de crescimento que levou ao poder esse governo de esquerda? Para Galbraith,
"É impossível. Varoufakis está montado em sua super motocicleta e é bom piloto. Aceitou o cargo porque o que mais quer é pôr suas ideias em prática."
Os ministros europeus de finanças nunca conheceram nada igual a Varoufakis. E Merkel terá de decidir se a melhor opção para ela é realmente aceitar compromissos com alguém tão radical e transgressor. Mas em todos os casos, está em jogo o futuro do euro. ******
[1] James K. Galbraith é professor da Lyndon B. Johnson School of Public Affairs de la Universidad de Texas (Austin). Dentre seus últimos livros, Inequality and Instability: A Study of the World Economy Just Before the Great Crisis (2012) eThe End of Normal: The Great Crisis and the Future of Growth (2014). É coautor, com Yanis Varoufakis e Stuart Holland, daModesta Proposición para o fim da crise na eurozona (2013).

segunda-feira, 2 de março de 2015

GLOBALIZAÇÃO - É A DESTRUIÇÃO DO TRABALHO, CULTURAS, AMBIENTES - A PROPAGANDA É TÃO FORTE QUE O POVO PARTICIPA DA PRÓPRIA DESTRUIÇÃO



A globalização, tal como a teoria
 económica neoliberal, é um instrumento
 do  imperialismo económico.
 O trabalho é explorado, enquanto povos,
 culturas e ambientes são destruídos.
 Mas a propaganda é tão poderosa que o
 povo participa da sua própria destruição.
O Agronegócio e a monocultura fazem
parte deste genocidio GLOBAL.
ARTIGO BASEADO NO TRABALHO DO MAIOR ESPECIALISTA EM BIOTECNOLOGIA DO PAÍS - Engenheiro Agrônomo e professor da UNICAMP - Mohamed Ezz El Din Mostafa Habib
Voltaire: CAPITALISMO VERDE - A GRANDE FARSA DOS JUDEUS SIONISTAS...
Voltaire: CTNBio - "MAIORES CRIMES CONTRA OS BRASILEIROS, A ...

No que se tornaram os economistas e a economia americana. 21735.jpeg
Segundo o conto de fadas oficial, a economia dos EUA tem estado em recuperação desde Junho de 2009.
Este conto de fadas destina-se a dar a imagem da América como paraíso seguro, uma imagem que mantém o dólar alto, o mercado de ações em alta e taxas de juro baixas. É uma imagem que leva o número maciço de desempregados americanos a culparem-se a si próprios e não a economia falhada. 
por Paul Craig Roberts
O referido conto de fadas sobrevive apesar do facto de não haver qualquer informação económica que a confirme. 
O rendimento familiar mediano real não cresce há anos e está abaixo dos níveis do princípio da década de 1970. 
Não há crescimento real nas vendas a retalho desde há seis anos. 
Como é que uma economia dependente da procura do consumidor pode crescer quando os rendimentos reais dos consumidores e as vendas reais a retalho não crescem? 
Não com o investimento em negócios. Por que investir quando não há crescimento das vendas? A produção industrial, devidamente deflacionada, permanece bem abaixo do nível anterior à recessão. 
Não com a construção. O valor real da construção total efectuada declinou drasticamente desde 2006 até 2011 e tem oscilado em torno do mínimo de 2011 durante os últimos três anos. 
Como é que uma economia pode crescer quando a força de trabalho está em contracção? A taxa de participação da força de trabalho tem declinado desde 2007, tal como o rácio do emprego civil na população
Como pode haver uma recuperação quando nada se recuperou? 
Será que os economistas acreditam que todo o corpo da teoria macroeconómica ensinada desde a década de 1940 é simplesmente incorrecto? Caso contrário, como é que economistas podem apoiar o conto de fadas da recuperação? 
Vemos a mesma ausência de teoria económica na resposta política à crise de dívida soberana na Europa. Antes de mais nada, a única razão para haver uma crise é porque ao invés de cancelar aquela parte da dívida que não pode ser paga, como no passado, de modo a que o resto da dívida pudesse ser paga, os credores tem exigido o impossível – que toda a dívida seja paga. [NR] 
Numa tentativa de alcançar o impossível, países fortemente endividados, tais como a Grécia, foram forçados a reduzir pensões de reforma, despedir funcionários do governo, reduzir serviços sociais tais como cuidados de saúde e educação, reduzir salários e liquidar propriedade públicas tais como portos, companhias de água municipais e a lotaria estatal. Estes pacotes de austeridade privam o governo de receitas e a população de poder de compra. Consequentemente, o consumo, o investimento e os gastos do governo caem em conjunto e a economia afunda-se ainda mais. Quando a economia afunda, as dívidas existentes tornam-se ainda maiores em percentagem do PIB e o pagamento do serviço da dívida ainda mais insustentável. 
Os economistas sempre souberam isto desde que John Maynard Keynes os ensinou na década de 1930. Mas ainda assim não há sinal desta teoria económica fundamental na abordagem política à crise de dívida soberana. 
Os economistas parecem ter simplesmente desaparecido da terra. Ou, se alguns ainda estiverem presentes, perderam suas vozes e não falam. 
Considere o "globalismo". Todo país foi convencido de que o globalismo é imperativo e que não fazer parte da "economia global" significa a morte económica. De facto, fazer parte da economia global significa morte. 
Entenda a destruição económica que o globalismo provocou nos Estados Unidos. Milhões de empregos fabris da classe média e empregos qualificados tais como engenharia de software e Tecnologia de Informação foram afastados da classe média americana e dados a povos na Ásia. No curto prazo isto reduz os custos do trabalho e beneficia os lucros das corporações estado-unidenses que exportam seus empregos, mas a consequência é destruir o mercado interno de consumo pois empregos que permitem a formação de famílias são substituídos por empregos em tempo parcial mal pagos. 
Se famílias não se podem constituir, a procura por habitação, electrodomésticos e mobiliário declina. Licenciados em faculdades voltam a viver com os seus pais. 
Empregos em tempo parcial prejudicam a capacidade para poupar. As pessoas só conseguem comprar carros porque elas podem obter 100 por cento de financiamento e mais a fim de liquidar um empréstimo do carro existente que excede o valor comercial do veículo, num empréstimo de seis anos. Estes empréstimos são possíveis, porque aqueles que os fazem vendem-nos. Os empréstimos são então titularizados (securitized) e vendidos como investimentos àqueles desesperados por rendimento (yield) num mundo com taxa de juro zero. Os derivativos são separados (spun off) destes "investimentos" e uma nova bolha é posta em acção. 
Quando empregos manufactureiros são exportados, as fábricas estado-unidenses são encerradas e a base fiscal do estado e dos governos locais declina. Quando os governos têm perturbações para servir a sua dívida acumulada, a tendência é não cumprirem suas obrigações quanto a pensões. Isto reduz rendimentos dos reformados, rendimentos já reduzidos por taxas de juro zero ou negativas. 
Este desfazer da procura do consumidor, a base da nossa economia, era inteiramente óbvio desde o princípio. Mas economistas lixo ou porta-vozes contratados por corporações prometiam aos americanos uma "Nova Economia" que lhes proporcionaria empregos melhores, mais bem pagos e mais limpos em substituição dos empregos removidos para o exterior. Como tenho apontado desde há mais de uma década, não há sinal destes empregos em qualquer parte da economia. 
Por que economistas não protestaram quando a economia dos EUA era despachada para o exterior e lançada borda fora internamente? 
O globalismo também devasta as "economias emergentes". Comunidades agrícolas auto-suficientes são destruídas pela introdução da agricultura de monocultura em grande escala. As pessoas desenraizadas são relocalizadas em cidades onde se tornam um peso para os serviços sociais e uma fonte de instabilidade política. 
O globalismo, tal como a teoria económica neoliberal, é um instrumento do imperialismo económico. O trabalho é explorado, enquanto povos, culturas e ambientes são destruídos. Mas a propaganda é tão poderosa que o povo participa da sua própria destruição.
Lideranças Suruí afirmam ao presidente da Funai que não querem mais o projeto de carbono em suas terras. 21724.jpeg

Lideranças dos índios Suruí, afirmam ao presidente da Funai que não querem mais o "projeto de carbono" em suas terras, atitude mais inteligente que a dos políticos e autoridades (SUBORNADOS) que governam o país, pois este projeto é uma tremenda "ARAPUCA", um verdadeiro "171", que os Judeus Sionistas estão aplicando no Brasil, para se apoderar das terras.

Voltaire: "ARAPUCA JUDAICO SIONISTA" - INDIOS BRASILEIROS NÃ...

[NR] O sublinhado a vermelho é de resistir.info.   A propósito de dívidas que não podem ser pagas ver a resenha do livro de Cédric Durand: Le capital fictif: Comment la finance s'approprie notre avenir  
O original encontra-se em www.strategic-culture.org/... 
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/