domingo, 21 de janeiro de 2018

PALESTINA NA "UE" RECONHECIMENTO JÁ - Palestina busca União Europeia para mediar paz no Oriente Médio


Bandeira da Palestina

Palestina busca União Europeia para mediar paz no Oriente Médio


O presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, pedirá à União Europeia (UE) que a Palestina seja reconhecida como um Estado durante reunião com os chanceleres europeus na segunda-feira (22).

A informação foi adiantada pelo ministro das Relações Exteriores da Palestina, Riad al-Malki, em entrevista à agência de notícias AFP. O reconhecimento da Palestina pela UE seria uma maneira de responder à decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de declarar Jerusalém como capital de Israel, acredita o chanceler.

"Como a decisão de Trump alterou as regras do jogo, ele [Abbas] espera que os ministros das Relações Exteriores europeus adiram e coletivamente reconheçam o Estado da Palestina como uma maneira de responder à decisão de Trump", disse Malki.


Abbas também cumprirá agenda com a chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini. O líder palestino classificou recentemente a decisão de Trump como "imoral" e já disse em diversas ocasiões que Washington perdeu sua capacidade de mediar conflitos no Oriente Médio.

Palestina e União Europeia mantém uma agenda de encontros mensais e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, teve um encontro semelhante com as autoridades europeias no mês passado.

"Se os europeus querem participar, eles devem ser justos no tratamento de ambas as partes e isso deve começar com o reconhecimento do Estado da Palestina".

Diplomatas da União Europeia afirmam que o pedido palestino não está em pauta no momento. A UE deixa que seus membros decidam individualmente pelo reconhecimento de Estados.


O encontro entre UE e representantes da Palestina ocorre na mesma semana em que o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, visita Israel e outras localidades do Oriente Médio.

Pence não irá encontrar nenhuma autoridade da Palestina. Havia uma agenda prevista entre as duas partes, mas ela foi cancelada após Jerusalém ser reconhecida como capital de Israel.

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