quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

CARNE BRASILEIRA INFECTADA COM RACTOPAMINA, RÚSSIA SUSPENDE COMPRAS - Rússia se compromete a avaliar rapidamente a reabertura ao mercado a carne do Brasil


Carne de vaca

Rússia se compromete a avaliar rapidamente a reabertura ao mercado a carne do Brasil


O compromisso foi firmado entre o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Rangel e o chefe do Serviço Federal de Supervisão Veterinária e Fitossanitária (Rosselkhoznadzor) da Rússia durante encontro na Alemanha.

O encontro aconteceu na Alemanha, onde Rangel integra comitiva do ministro Blairo Maggi, para participar do Fórum Global para a Alimentação e a Agricultura (GFFA). O secretário entregou pessoalmente a Sergei Dankvert informações consolidadas das investigações brasileiras sobre alegadas detecções de ractopmina (promotor de crescimento autorizado no Brasil, mas não aceito na Rússia) em produtos exportados ao país.


As duas autoridades se encontraram às margens do Fórum Global para a Alimentação e a Agricultura (GFFA). O evento realizado em solo alemão tem delegação brasileira liderada pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

De acordo com comunicado divulgado pela assessoria de imprensa do Ministério, o governo russo comprometeu-se a “avaliar com o máximo de celeridade, uma vez que o Brasil é um importante fornecedor” do país. Também ouve avanços na discussão da abertura de mercado para o trigo da Rússia e sobre a possibilidade de autorizar plantas adicionais para importação de pescado russo.

A carne brasileira está proibida na Rússia desde novembro do ano passado. A decisão não levou em conta os desdobramentos da Operação Carne Fraca — que apurou irregularidades em frigoríficos importantes do Brasil — mas sim a detecção de ractopamina no produto exportado. 

Carne contaminada

Todos nós já ouvimos as histórias de horror sobre como aves, gado e outros animais são criados, alimentados e mantidos antes de enviá-los ao matadouro para serem vendidos como alimento. Por exemplo, os bovinos são injetados com hormônios de crescimento que, mais tarde, se acumulam na carne e no leite. Também sabemos que as galinhas são alimentadas com concentrado carregado com toxinas e são vacinadas antes da venda para supermercados como “frango fresco ‘. Eu não sei qual é a sua definição de fresco, mas 45 dias a dois meses não parece fresco para mim.

Além de hormônios, antibióticos e vacinas, a carne também está contaminada com outras substâncias, tais como a ractopamina. 

Esta toxina é utilizada para reduzir o teor de gordura da carne de animais.

Testes de laboratório mostraram que pelo menos 20% da ractopamina administrada aos animais permanece na carne de suínos, frango, peru e gado. Dependendo de onde você vive no mundo, a carne pode provir de animais cujas dietas têm até 30% de ractopamina.
Porque a ractopamina ainda é administrada aos animais, apesar de se saber que esta substância é conhecida por estar relacionada com uma redução da função reprodutiva, aumento de mastite, incapacidade e morte dos animais, bem como doenças cardiovasculares e hiperatividade nos seres humanos? 

Essa é uma boa pergunta! Certifique-se de perguntar ao seu governo local.

Atualmente, 160 países rejeitam a carne de gado, porco e frango cuja ração contém ractopamina.


A ractopamina é um aditivo alimentar que promove o crescimento do animal. Embora seja permitida no Brasil, a substância é vetada na Rússia que já interrompeu importação de carne pelo mesmo motivo em 2013.

"O Rosselkhoznadzor é obrigado a tomar medidas urgentes para proteger os consumidores russos e o mercado doméstico de alimentos e impor restrições temporárias às importações do Brasil para a Rússia a partir de 1º de dezembro deste ano a todos os produtos feitos de carne de porco e carne bovina", disse a porta-voz da organização, Yulia Melano à época do embargo.

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