sábado, 8 de julho de 2017

Putin: 'Trump na TV' é muito diferente do Trump na vida real

A coletiva de imprensa do presidente russo Vladimir Putin no decurso da cúpula do grupo G20 em Hamburgo, em 8 de julho de 2017

Putin: 'Trump na TV' é muito diferente do Trump na vida real

© Sputnik/ Mikhail Klimentiev
Mundo
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Cúpula do G20 em Hamburgo (21)
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Durante a coletiva de imprensa neste sábado (8) no âmbito da cúpula do G20, o presidente russo Vladimir Putin afirmou que, caso a Rússia e os EUA "consigam construir relações na mesma atmosfera que houve em Hamburgo, a cooperação russo-americana será estabelecida".

Além disso, o presidente russo Vladimir Putin afirmou que tinha expressado a seu homólogo americano a posição russa sobre a alegada "intervenção russa" nas presidenciais dos EUA, já que "não há nenhum fundamento para pensar assim".
"O presidente dos EUA colocou a questão [sobre a alegada intervenção russa nas eleições americanas], nós discutimos esta questão. Não era só uma questão, eram muitas, ele prestou muita atenção a isso. A nossa posição é bem conhecida, eu a expressei", afirmou.
Vladimir Putin adiantou que entre a Rússia e os EUA não pode haver "incerteza" no que se trata de cibersegurança.

"É importante que nós tenhamos chegado ao consenso que a incerteza, especialmente no futuro, não deve existir nessas esferas", afirmou o líder russo, adiantando que durante sua conversa com Trump, os presidentes acordaram em criar um grupo de trabalho para controlar a esfera da segurança cibernética e garantir a observação das normas internacionais neste sentido.
De acordo com Putin, tal passo "excluirá quaisquer especulações quanto ao assunto no futuro".O chefe de Estado russo assegurou que o contato pessoal com seu homólogo americano foi "estabelecido" e adiantou que "o Trump televisivo é muito diferente do Trump na vida real".
"Ele é absolutamente direto. Ele entende o seu interlocutor de modo absolutamente adequado, faz a análise de maneira bem rápida, responde às perguntas colocadas ou a alguns novos elementos que surgem no decorrer da discussão", partilhou.
Além disso, o presidente russo falou sobre a crise ucraniana, assegurando que os interesses dos dois países têm uma correlação completa, e o que dificulta a situação são os interesses das autoridades atuais e de vários círculos políticos em Kiev.

"Resta-lhes apenas um produto que eles vendem com sucesso — é a russofobia. Além disso, eles comercializam a política de divisão entre a Rússia e a Ucrânia, da separação dos povos dos dois países", sublinhou.Vladimir Putin reiterou também que o futuro da Síria deve ser decidido pelo povo sírio independentemente das ambições dos EUA frisando, porém, que a postura de Washington na crise Síria se tornou mais pragmática.
Entre os temas principais da cúpula estiveram a lavagem de dinheiro, a evasão fiscal e o combate ao terrorismo, revelou o líder russo.

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