sábado, 8 de julho de 2017

Opinião: ataque ao Daesh com mísseis X-101 foi 'certo e justo'

Bombardeiro estratégico russo Tu-95MS

Opinião: ataque ao Daesh com mísseis X-101 foi 'certo e justo'

© Sputnik/ Vladimir Pesnya
Oriente Médio e África
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Os bombardeiros russos realizaram na quarta-feira (5) um ataque às instalações dos terroristas na Síria. O especialista militar, Vladimir Kozin, opinou ao serviço russo da Rádio Sputnik que o ataque causou danos significativos aos criminosos.

Os bombardeiros estratégicos russos Tu-95MS atacaram as posições de terroristas do grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e em muitos outros países) na Síria com mísseis de cruzeiro X-101.
O ataque resultou na eliminação de 3 grandes depósitos de armas e munições, bem como de um posto de comando dos terroristas na área da cidade de Akerbat, de acordo com o Ministério da Defesa russo.

Na opinião do especialista militar e professor da Academia de Ciência Militar da Federação da Rússia, Vladimir Kozin, o mais importante é que "os alvos foram atingidos, os aviões voltaram a suas bases de origem, após missão bem-sucedida, e o grupo Daesh […] sofreu danos significativos".
Segundo ele, o ataque foi uma decisão certa.
"Foi uma decisão correta, pois, embora cada vez mais grupos na Síria estejam entregando suas armas, ainda há alguns exaltados, como o Daesh e outros, que continuam lutando contra as autoridades legais da Síria", falou o especialista para o serviço russo da Rádio Sputnik.
O especialista sublinhou que esta não é a primeira vez que os mísseis X-101 são aplicados em uma operação na Síria, sendo seu uso justo.
"Os mísseis X-101 foram usados em operações pela primeira vez em novembro de 2015. O míssil é desenhado com tecnologias que aumentam caraterísticas furtivas, ou seja, os radares quase não os veem.Acho que os terroristas não possuem tais radares e mesmo que recebessem de seus patrocinadores, não poderiam mantê-los", explicou.
No entanto, o especialista avisa que outros países, que apoiam os terroristas, podem recorrer aos radares e tentar "impedir que a Rússia use mísseis de alta precisão".

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