quinta-feira, 8 de junho de 2017

União dos 2 maiores Exércitos, russo e chinês, esfriará 'cabeças quentes' do Ocidente



Inauguração dos exercícios táticos conjuntos das forças especiais da Guarda Nacional russa e da Polícia Armada do Povo chinesa (PAP) “Cooperação-2016”

União dos 2 maiores Exércitos, russo e chinês, esfriará 'cabeças quentes' do Ocidente

© Sputnik/ Mikhail Voskresenskiy
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O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, propôs ao seu homólogo chinês, Chang Wanquan, assinar um roteiro para o desenvolvimento da cooperação na esfera militar entre ambas as nações para o período entre 2017 e 2020.

A parte russa está segura de que a alta intensidade das conversações russo-chinesas "é a evidência de um diálogo construtivo em redor dos complexos problemas da segurança global e regional".
O presidente do centro de análise russo-chinês, Sergei Sanakoev, considera que a celebração de um roteiro significará a continuação lógica da aproximação entre ambas as potências, particularmente no âmbito militar."Hoje em dia, a cooperação político-militar entre a Rússia e a China não tem precedentes. É uma cooperação nos âmbitos técnico-militar e puramente militar que evoluiu ao longo dos anos", destaca o analista citado pela edição Svobodnaya Pressa.
De acordo com Sanakoev, não se trata somente de teoria e de documentos, mas também de ações concretas e práticas, tais como exercícios militares conjuntos.
"Tendo em conta o fato da nossa cooperação já estar a um nível muito alto, o documento atual é, digamos, uma sistematização destas relações. […] Trata-se de um passo normal na interação que já temos", explicou Sanakoev ao jornal.
A celebração de um roteiro destaca, contudo, a importância das relações bilaterais. Apesar de carecerem do nome formal de "aliança", é isso que são "de fato" Moscou e Pequim: aliados.
Esta interação dos dois maiores exércitos do mundo deve resfriar as "cabeças quentes" dos que querem defender o formato de um mundo unipolar e a hegemonia de somente um país a qualquer preço, pondo em perigo a paz, opina Sergei Sanakoev.
Vasily Kashin, investigador da Escola Superior de Economia e membro do centro de análise de estratégias e tecnologias, por sua vez, explicou à edição que a cooperação militar entre os países alcançou um nível tão elevado, que são possíveis operações conjuntas.Na opinião dele, não se pode excluir que, caso se produza alguma crise na Ásia Central ou Oriente Médio que afete os interesses de ambos os países, tenha lugar uma operação militar conjunta.
"Em qualquer caso, do ponto de vista militar, tudo estaria preparado para isso", concluiu Kashin.

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