segunda-feira, 12 de junho de 2017

RÚSSIA - Moscou é a única cidade do mundo a ser protegida contra mísseis com ogivas nucleares, declara The National Interest.

Radar do sistema de defesa contra mísseis de Moscou

Moscou é a única cidade do mundo a ser protegida contra mísseis com ogivas nucleares, declara The National Interest.

A cidade mais protegida do mundo não é Washington, capital norte-americana, e, sim, Moscou, segundo artigo publicado no jornal norte-americano The National Interest. A capital da Rússia é a única cidade do nosso planeta que está embaixo do "escudo nuclear", acrescenta a edição.


O jornal destaca que o Tratado sobre Mísseis Antibalísticos (ABM), assinado pelos Estados Unidos e União Soviética em 1972 (com o objetivo de limitar o número de mísseis desse tipo usados para defender certos lugares contra mísseis com carga nuclear), contém uma exclusão — o acordo não proibiu todos os sistemas de defesa antimíssil. Cada integrante do acordo poderia possuir tal sistema, não ultrapassando 100 instalações. 

Segundo aponta o NI, o sistema poderia ser implantado em qualquer lugar.

Os Estados Unidos decidiram deslocar seu sistema Safeguard ao redor da base aérea militar Grand Forks no estado de Dakota do Norte, que funcionou por um curto período e logo depois foi desmontado.

"No fim das contas, entenderam que não faz sentido defender uma só região com um sistema tão caro", escreve o NI.
Enquanto isso na União Soviética a situação era outra — se Moscou tivesse sido destruída por bomba nuclear, o país perderia a oportunidade de responder ao ataque, pois todo o comando se encontrava na capital.

Isso resultou na instalação do sistema A-35, que se trata de uma rede de defesa antiaérea que garantia a segurança de Moscou em caso de guerra nuclear.


O jornal sublinha que, inicialmente, planejava-se construir 32 áreas com sistemas de defesa ao redor da capital soviética, mas depois decidiram diminuir o número de construções, pois os mísseis passaram a ser equipados com ogivas nucleares, o que aumentou a eficiência dos mesmos.

Se levarmos em consideração que o potencial nuclear de ambos os países não parou de crescer, nos anos 70 o sistema A-35 foi substituído por um mais novo — A-135. No projeto de construção de 32 instalações foi adicionado 68 novos sistemas, sendo assim, Moscou atingiu o limite de 100 instalações, acordado pelo Tratado sobre Mísseis Antibalísticos (ABM).

Nenhum comentário:

Postar um comentário