quinta-feira, 29 de junho de 2017

Moscou: afirmações dos EUA sobre ataque químico na Síria são direcionadas contra Rússia

Representante oficial do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, durante a entrevista coletiva semanal, Moscou, Rússia, 25 de fevereiro de 2016

Moscou: afirmações dos EUA sobre ataque químico na Síria são direcionadas contra Rússia

© Sputnik/ Mikhail Voskresensky
Mundo
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Casa Branca prepara retaliação contra Assad (9)
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As afirmações provocadoras dos EUA sobre o alegado ataque químico na Síria têm como alvo não somente Damasco, mas também Moscou, disse a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, durante seu briefing de imprensa semanal.


Mais cedo esta semana, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, declarou que os EUA alegadamente "observaram potenciais preparativos para um outro ataque com armas químicas por parte do regime de Assad."
As afirmações feitas por Washington não são novas nem originais, sublinhou Zakharova.
"É um prenúncio de uma nova intervenção", disse ela, tentando descrever o que chamou de "estratégia típica" que os EUA podem usar em relação à Síria.
"Infelizmente, Washington continua com suas acusações infundadas em relação ao governo sírio, que estaria alegadamente preparando um novo ataque químico. Já conhecemos este tipo de afirmações, que os funcionários de Washington recusaram provar com fatos. Não sabemos em que dados ele se basearam para tirar tais conclusões", disse a representante.
De acordo com ela, "a situação parece uma provocação de grande escala, tanto em termos militares, como em termos de informação, que tem como alvo não somente as autoridades sírias, mas também a Rússia.
Zakharova recordou o incidente com armas químicas em Khan Shaykhun.
Em 4 de abril, a Coalizão Nacional Síria da Oposição e das Forças Revolucionárias declarou que 80 pessoas morreram e 200 ficaram feridas em um suposto ataque químico em Khan Shaykhun, acusando o governo sírio.
Damasco negou as acusações, dizendo que a responsabilidade pelo ataque foi dos militantes e seus aliados.

Ontem, o chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, destacou que há quase três meses que a Rússia está tentando que uma missão da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ, na sigla em inglês) seja enviada a Khan Shaykhun, na Síria.
Zakharova lembrou a campanha informativa massiva lançada pela mídia após o incidente de Khan Shaykhun, para fazer com que a culpa caísse sobre o líder da Síria, acrescentando que as últimas acusações da Casa Branca levarão a uma campanha semelhante.
Além disso, a representante disse que, para "provar" a existência de armas químicas em Khan Shaykhun, foram usadas as mais variadas substâncias, inclusive detergente de roupa, não tendo sido realizada qualquer investigação credível no local.

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