segunda-feira, 12 de junho de 2017

Irmão assassinado de Kim Jong-un poderia ter recebido dinheiro da inteligência dos EUA

Kim Jong-nam, meio-irmão de Kim Jong-un, assassinado no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur em 13 de fevereiro

Irmão assassinado de Kim Jong-un poderia ter recebido dinheiro da inteligência dos EUA

© AP Photo/ Shizuo Kambayashi
Ásia e Oceania
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Kim Jong-nam poderia ter recebido dinheiro da inteligência americana pela entrega de informações, sendo que no dia da sua morte ele tinha consigo 120 mil dólares em dinheiro vivo que poderia ter recebido de um agente de ligação, afirma a mídia japonesa.

O meio-irmão de Kim Jong-un foi assassinado no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur em 13 de fevereiro. A polícia encontrou na sua pele vestígios de uma arma química conhecida como "VX Nerve Agent" que é proibida pela Convenção Internacional de Armas Químicas.
O falecido portava um passaporte diplomático em nome de Kim Chol, mas a Coreia do Sul afirmou desde o primeiro momento que se tratava do irmão (por parte do pai) do atual líder norte-coreano, o que foi confirmado depois no resultado de uma perícia médica.

De acordo com a edição japonesa Asahi, que cita representantes das autoridades malaias, em 9 de fevereiro, vários dias antes do seu assassinato, Kim Jong-nam teria se encontrado com um americano que, segundo opina a polícia malaia, estaria ligado aos serviços secretos dos EUA. Sabe-se também que o meio-irmão de Kim Jong-un teria se encontrado com o mesmo homem no decorrer das suas visitas anteriores à Malásia.
No momento da inspeção dos pertences que Kim Jong-nam tinha no momento de assassinato, foi encontrada uma sacola com dólares americanos, isto é, quatro pequenos embrulhos, cada um com de 300 notas de 100 dólares. É de assinalar que Kim Jong-nam não sacou nenhuma soma significativa de dinheiro de sua conta bancária durante toda a viagem.
"Isto bem poderia ser dinheiro recebido pela informação fornecida", afirma o jornal japonês, se referindo a representantes das autoridades malaias.

Na sequência da investigação, as autoridades da Malásia detiveram duas mulheres, uma indonésia e outra vietnamita, capturadas logo após o assassinato. As moças haviam sido incumbidas do assassinato, planejado com a cumplicidade de outras quatro pessoas.
As autoridades judiciárias suspeitam que vários cidadãos norte-coreanos estão envolvidos no crime, além disso, emitiram um mandado de detenção de um diplomata e de um funcionário da empresa norte-americana Air Koryo.
O embaixador norte-coreano, Kim Chol, foi deportado da Malásia, sendo que Pyongyang empreendeu medidas recíprocas em resposta.

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