domingo, 25 de junho de 2017

'EUA estão se atolando no Oriente Médio'

Forças dos EUA em Manbij, Síria, foto de arquivo

'EUA estão se atolando no Oriente Médio'

© AFP 2017/ DELIL SOULEIMAN
Oriente Médio e África
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Os EUA se atolam cada vez mais no conflito sírio, o que terá consequências graves para o país sem quaisquer vantagens, escreve o colunista da The National Interest, Doug Bandow.


Embora Donald Trump nunca tivesse sido grande especialista em relações internacionais, no decurso da sua campanha eleitoral pelo menos um ponto do seu programa de política externa era razoável: os EUA têm que evitar participar das guerras insensatas no Oriente Médio. Apesar disso, a administração norte-americana formada por Trump continua se atolando no conflito sírio, afirma o autor.
De qualquer jeito, a perspectiva de participar de uma guerra civil em que combatem vários agrupamentos armados não tem muito sentido. Além disso, se os EUA começarem a intervir ativamente no conflito, eles arriscarão entrar em confronto com Rússia, Turquia ou Irã.
Washington empreende passos perigosos na ausência de ameaça direta para as forças norte-americanas. Como exemplo, o autor indica o último incidente ocorrido perto de Raqqa. Este envolvimento lento mais constante no conflito é muito perigoso. O Congresso dos EUA não declarou guerra ao Governo sírio e não tem obrigação de proteger os rebeldes sírios, lembra Bandow.
Ele destaca que Washington não tem interesses vitais na Síria e também não pode instaurar algum tipo de estabilidade no país. As ações pouco pensadas dos EUA na região podem fomentar a guerra de uma escala ainda maior em comparação com o atual conflito sírio, opina autor.

A coalizão internacional liderada pelos EUA que luta contra o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia) na Síria confirmou ter derrubado um avião sírio Su-22 na província de Raqqa após este ter supostamente lançado bombas próximo das posições da oposição síria (Forças Democráticas Sírias).
Os militares russos responderam com a suspensão da cooperação com o Pentágono que visava evitar incidentes no espaço aéreo sírio. A partir de 19 de junho, a aviação e drones da coalizão internacional serão seguidos e considerados alvos pelas unidades da defesa antiaérea russa, declarou o Ministério da Defesa da Rússia.

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