sábado, 17 de junho de 2017

Declínio do F-35: Airbus pode retirar caças americanos do mercado europeu

Caça F-35 da Força Aérea da Austrália

Declínio do F-35: Airbus pode retirar caças americanos do mercado europeu

© AFP 2017/ Jeremy R. Dixon
Defesa
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Como a Alemanha, Espanha e outros países europeus monitoram o mercado em busca de avião de guerra eficaz e multifuncional, o caça de última geração pode vir a ser produzido pela maior construtora de aviões Airbus, com sede na França, segundo o jornal alemão Handelsblatt.


A maioria das forças aéreas europeias utiliza os legendários caças F-16 ou Eurofighter Typhoon, além do Tornado. Mas, como os EUA estão flutuando quanto aos compromissos na OTAN, esse pode ser o melhor momento para a Europa começar a produzir mais equipamentos militares.
A Alemanha e a Espanha já começaram a investir na construção de um possível caça europeu, informou na segunda-feira (12) Deutsche Welle. O chefe do departamento de defesa da Airbus, Fernando Alonso, disse "estar esperando que outros jogadores no futuro" contribuam para o design de um avião do futuro, sendo seus custos iniciais significativos, acrescentou o jornal alemão.
Do ponto de vista de segurança da Aliança, unir a propagação de sistemas de armas aéreos com um avião de guerra, desenhado e produzido na Europa, poderia facilitar operações de defesa para o bloco de 28 países, explicou o jornal.

No momento, as nações utilizam tipos diferentes de aeronaves. Alguns países já possuem os avançados (e frequentemente com defeitos) F-35: Dinamarca, Itália, Holanda, Noruega, Reino Unido e Turquia concordaram em participar do programa norte-americano (destinado à criação de um novo caça), de acordo com o site da empresa fabricante de produtos especiais Lockheed. No entanto, a Lituânia tem apenas um avião de guerra em sua frota de 14 aeronaves, que foi produzido nos anos 70, enquanto a Estônia não tem nenhum avião de guerra à sua disposição.
De acordo com Alonso, dois ou três diferentes tipos de sistemas aéreos de armas serão ineficientes e mais custosos.
Quem parece ter uma abordagem metódica e imparcial é o governo alemão, que está considerando todas as possíveis opções. Além de financiar o desenvolvimento de um caça produzido pela Airbus, a Força Aérea do país apresentou um pedido ao Pentágono para prestar mais detalhes sobre o caça extremamente caro dos EUA, o F-35.
A China poderia vir a ser mais uma opção, pois o gigante da aviação mostra possíveis soluções para a frota aérea da Europa. No dia 1º de junho, Pequim firmou um memorando de entendimento com a Airbus para aviação e aeroespaço, "promovendo o espírito de cooperação", afirmou a Airbus em sua página oficial.

O caça J-20 chinês tem aparência e voa espantosamente semelhante ao caça de quinta geração F-35 da Lockheed, fazendo com que muitos acreditem que a china possua esquemas de uma das aeronaves mais caras dos EUA. Algumas pessoas até supuseram que segredos de Washington teriam sido roubados pelos hackers chineses.
Essas pessoas curiosas não tem que esperar por muito tempo. O relatório confidencial para o conflito cibernético entre a China e os EUA, mostrado ao Washington Post em 2013, afirmou que o projeto de 1,4 trilhão de dólares (R$ 4,6 trilhões) do F-35 havia sido comprometido. Vazamentos feitos por ex-funcionário da Agência nacional de segurança dos EUA, Edward Snowden, confirmaram que foram roubados 50 terabytes do Pentágono, inclusive detalhes sobre o desenho do motor do F-35 e caraterísticas da tecnologia stealth, que teriam acabado nas mãos de Pequim.

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