sábado, 24 de junho de 2017

Coreia do Norte não discute programa nuclear com Seul e impõe condições para conversar

Líder norte-coreano Kim Jong-un

Coreia do Norte não discute programa nuclear com Seul e impõe condições para conversar

© AFP 2017/ KNS / KCNA
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Tensão sem precedentes entre Coreia do Norte e EUA (149)
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O governo da Coreia do Norte voltou a insistir neste sábado que o governo sul-coreano deixe o seu programa nuclear de fora de qualquer tentativa de conversações, que por sua vez só serão possíveis se Seul paralisar todos os exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos.

Além disso, o regime de Kim Jong-un impôs uma segunda-condição: que a Coreia do Sul ponha fim a todas as sanções que ainda vigoram contra Pyongyang. Só assim será possível retormar o diálogo inter-coreano, de acordo com notícia publicada pela agência sul-coreana Yonhap.
Por outro lado, a discussão de uma agenda de desnuclearização da Coreia do Norte é vista como ponto de partida para qualquer tentativa de diálogo entre os dois países, de acordo com declarações recentes do presidente sul-coreano Moon Jae-in.

O Conselho Consultivo para Reconciliação Nacional da Coreia do Norte divulgou um documento com um “questionário aberto” ao governo da Coreia do Sul, no qual a gestão de Moon é criticada por se manter calada a respeito do “problema fundamental”.
O material, publicado pela agência norte-coreana KCNA, pergunta se Seul pode “tomar uma decisão sobre os exercícios conjuntos com os EUA, principal fator para agravar a situação na península”. Além disso, o conselho pede que Moon pare de colaborar com governos que queiram punir a Coreia do Norte por suas provocações militares.
“Você está disposto a rejeitar a cooperação com as forças estrangeiras e resolver as relações Norte-Sul de forma independente, com base na idéia de ‘Por nossa própria nação’? Você está pronto para entrar em diálogo com a Coreia do Norte, sem levantar ‘a questão nuclear do Norte’?”, diz trecho do documento.
Ao longo dos nove questionamentos, Pyongyang ainda exige que Seul envie de volta todos os mais de 30 mil norte-coreanos que fugiram do país.
Da sua parte, Moon Jae-in disse que as sanções não podem ser removidas até que o governo norte-coreano demonstre alguma intenção de pelo menos congelar as suas provocações balísticas e nucleares.

China importou menos da Coreia do Norte em maio
Dados do governo chinês mostram que as importações de produtos norte-coreanos para o país caíram 32% em maio, o que seria um dos primeiros sinais das restrições ao carvão da Coreia do Norte, que por sua vez integra a lista de sanções de Pequim contra Pyongyang.
As compras de US$ 123,7 milhões no mês passado foram a terceira pior marca do comércio entre os dois países desde junho de 2014, sendo também o terceiro mês de queda consecutiva neste ano.
A China responde por mais de 90% das trocas comerciais da Coreia do Norte. Não por acaso, Pequim vem sofrendo forte pressão dos Estados Unidos para aumentar as restrições aos produtos norte-coreanos, em uma tentativa de resolução das tensões por meios diplomáticos.

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