domingo, 11 de junho de 2017

China se vira para mercados latino-americanos e da Ásia-Pacífico

Bandeira nacional chinesa

China se vira para mercados latino-americanos e da Ásia-Pacífico

© AP Photo/ Andy Wong
Economia
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A China procura fortalecer sua participação comercial no Chile e outros países da América Latina e da região da Ásia Pacífico, disse à Sputnik Li Baorong, embaixador chinês na capital chilena.


"A parte chinesa apoia o desenvolvimento da integração econômica na região do Pacífico e está disposta a melhorar a cooperação com Chile e outros países", destacou diplomata em comentário para a Sputnik Mundo.
Baorong se expressa a favor da criação da Área de Livre Comércio de Ásia Pacífico (FTAAP, na sua sigla em inglês), que se tornou um dos objetivos principais em matéria de desenvolvimento comercial durante a última cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacifico (APEC) em novembro passado.
"Esperamos que a reunião [de ministros da Aliança do Pacífico e Ásia-Pacífico] possa contribuir para impulsionar o processo da área de livre comércio da Ásia-Pacífico, para criar uma economia aberta na região e promover a integração econômica", declarou o embaixador.
Em 14 e 15 de março, as altas delegações dos países da região da Ásia-Pacífico devem se reunir com os ministros do Comércio e do Exterior da Aliança do Pacífico para abordar as novas oportunidades de negócios e de integração a nível internacional.
O representante especial do governo chinês para assuntos da América Latina, Yin Hengmin, vai liderar a delegação da China no encontro que será realizado na cidade chilena de Viña del Mar.
Atualmente, a China está negociando a Associação Econômica Integral Regional (RCEP, na sigla em inglês), que foi titulada pela comunidade internacional como um pacto "alternativo" ao fracassado Acordo de Associação Transpacífico (TPP na sigla em inglês).
Uma das primeiras medidas do presidente norte-americano, Donald Trump, ao assumir seu posto na Casa Branca, foi retirar seu país do TPP, que ficou inconcluso e não pode existir sem a presença dos EUA.

O novo acordo que beneficiaria a 3,4 bilhões de pessoas será composto pelas nações que integram a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), além de Austrália, China, Índia, Japão, Coreia do Sul e Nova Zelândia.
Nesta semana, o chanceler chileno Heraldo Muñoz explicou, numa coletiva de imprensa, que a Aliança do Pacífico segue "atentamente" a negociação do RCEP, e que o Chile estaria "desejoso" de ser o primeiro país a aderir ao pacto, depois de ele entrar em vigor.
Durante sua última visita à América Latina em novembro passado, o presidente chinês Xi Jinping se mostrou a favor da abertura comercial e se comprometeu a promover a integração econômica com países como o Chile e outros, enquanto os Estados Unidos recusam o multilateralismo.

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