domingo, 11 de junho de 2017

China prepara-se para guerra naval

Exercícios navais dos EUA e das Filipinas nas águas do Mar do Sul da China, em junho de 2014

China prepara-se para guerra naval

© AFP 2017/ NOEL CELIS/POOL
Defesa
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O ministro da Defesa chinês, Chang Wanquan, chamou nesta quinta (4) as forças nacionais da China para se prepararem para defender a soberania do país em caso de "uma guerra no mar".

De acordo com a agência Xinhua, o ministro chinês fez essas declarações durante a inspeção das forças da defesa nacional na província de Zhejiang.
Wanquan chamou os militares a reconhecer a gravidade da situação no que se refere à segurança nacional e prestou a atenção especial à ameaça marítima.
O ministro da Defesa disse que as Forças Armadas, a polícia e a população devem estar preparadas para mobilizar-se em caso de uma guerra e defender a soberania e a integridade territorial da China.
​Além disso, Wanquan disse ser necessário promover a educação na área da defesa nacional.
Vários especialistas apostam que no futuro a região poderá se tornar um verdadeiro campo de batalha entre Washington e Pequim.
A disputa marítima entre os EUA e a China no mar do Sul da China tornou-se um problema sério nas relações entre as duas potências mundiais.

Em 12 de julho, o Tribunal Permanente de Arbitragem de Haia determinou que Pequim não tem "direitos históricos" sobre os territórios em disputa no Mar do Sul da China. As autoridades chinesas, no entanto, rejeitam a jurisdição de Haia para resolver a questão, e anunciaram que vão ignorar a decisão do tribunal.
Vários países, incluindo a China, o Japão, o Vietnã e as Filipinas, têm desacordos sobre as fronteiras marítimas e zonas de influência no mar do Sul da China e mar da China Oriental. A China acredita que alguns deles, como as Filipinas e o Vietnã, aproveitando o apoio dos EUA, escalam a tensão na região. Em janeiro de 2013, as Filipinas contestaram unilateralmente as reclamações da China em relação a uma série de territórios no mar da China do Sul no Tribunal Internacional do Direito do Mar, mas Pequim se recusou oficialmente a abordar essas questões no âmbito jurídico internacional.

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