sábado, 17 de junho de 2017

Analista menciona armas da Rússia e China que podem destruir porta-aviões dos EUA

Veículo militar levando o míssil chinês DF-21D

Analista menciona armas da Rússia e China que podem destruir porta-aviões dos EUA

© AFP 2017/ GREG BAKER
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Os porta-aviões são um dos símbolos da potência dos EUA mas, em confronto com um adversário sério, eles podem se tornar "alvos flutuantes" bem caros, acredita o analista militar da The National Interest.

Para atacar os alvos costeiros o porta-aviões terá que se aproximar a uma distância bastante curta, pois o raio de alcance dos caças F-35 sem reabastecimento no ar é de cerca de 1.100 km. Tal aproximação das costas inimigas pode por em risco o navio, destaca Sebastien Roblin.
Por exemplo, o míssil antinavio chinês DF-21D tem um alcance de 1450 km e pode manobrar em voo, o que garante a sua alta precisão. O autor destaca que, segundo algumas estimativas, o impacto só de um destes mísseis poderia destruir o porta-aviões.

Outro grande perigo para os porta-aviões são os submarinos, já na época da Segunda Guerra Mundial eles afundaram vários navios deste tipo. O perigo provém não apenas dos submarinos nucleares, que podem ficar debaixo de água por meses, mas também dos submarinos menores. Autor lembra que os submarinos suecos da classe Gotland, apesar da velocidade relativamente baixa, durante as manobras da OTAN mostraram que são capazes de se aproximar do navio de modo imperceptível e o afundar.
Outros submarinos, como, por exemplo, os submarinos russos da classe 949 não têm necessidade de arriscar e se aproximar do porta-aviões e sua escolta, eles podem atacá-lo à distância de cerca de 600 km com mísseis de cruzeiro P-700 Granit. Com os últimos avanços tecnológicos, os mísseis hipersônicos russos Tsirkon serão ainda mais perigosos para os porta-aviões americanos, afirma Roblin.
Claro que não se pode dizer definitivamente se estes meios serão eficazes em combate, pois não houve a experiência real. No entanto os avanços nas tecnologias de desenvolvimento de armas subaquáticas põem em dúvida a capacidade dos porta-aviões de ficarem em segurança no combate com adversários do mesmo nível.

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