domingo, 25 de junho de 2017

A partir de agora, piloto americano 'pensará duas vezes antes de atacar alguém na Síria'

Caça F/A-18 Hornet da Marinha dos EUA

A partir de agora, piloto americano 'pensará duas vezes antes de atacar alguém na Síria'

© Sputnik/ Marinha dos EUA
Oriente Médio e África
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A coalizão dos EUA parece ter levado a sério o ultimato da Rússia sobre os voos ilícitos na Síria. Um dia depois do seu anúncio, os aviões da coalizão não atreveram a cruzar os limites estabelecidos pelo Ministério da Defesa russo. A Austrália chegou até a suspender suas operações em todo o espaço aéreo sírio.

Parece que nem todos os aliados norte-americanos estão dispostos a arriscar suas vidas pelos interesses petroleiros de Washington, afirmou à Sputnik o cientista político Aleksandr Khrolenko.

A Austrália anunciou a suspensão provisória de suas operações aéreas no céu sírio um dia depois que a Rússia afirmou que seus sistemas de defesa antiaérea mirariam e acompanhariam cada objeto voador, incluindo aviões e drones da coalizão liderada pelos EUA, que fosse detectado ao leste do rio Eufrates, sua zona de controle na Síria.
Desta maneira, Moscou responde à recente derrubada de um Su-22 sírio pelo F/A-18E norte-americano.
"O piloto fica muito nervoso quando seu sistema de defesa a bordo começa a soar e piscar em vermelho, advertindo-o que está na mira de radares", explicou ao jornal russo Vzglyad o especialista militar Viktor Murakhovsky.
O Su-22 sírio foi o primeiro avião derrubado pela Força Aérea dos EUA desde a guerra na Iugoslávia em 1999, mas não é o primeiro incidente onde foram atacados os objetivos sírios. Khrolenko recordou que os militares da coalizão realizam suas operações na Síria sem possuir pedido oficial do governo desse país, nem em conformidade com o oval do Conselho de Segurança da ONU, por isso "violam o direito internacional".
"Contra esse tipo de incidentes existe uma medicina bastante legítima: o antiaéreo de mísseis S-300. Quando o piloto americano escuta o peculiar som de advertência, que lhe indica que está na mira do sistema antiaéreo, pensará duas vezes antes de atacar alguém na Síria. Porque depois de um ataque de aviação, serão lançados mísseis antiaéreos pesados e a única maneira de sobreviver seria pulando da aeronave, sendo, assim, capturado", detalhou.
Com uma área de 185 mil quilômetros quadrados, a Síria é um país relativamente pequeno, mas no seu território operam numerosos grupos armados. Aviões de uma dezena de países atravessam seu espaço aéreo.

Forças dos EUA em Manbij, Síria, foto de arquivo
© AFP 2017/ DELIL SOULEIMAN
O diário britânico The Guardian assinalou que o perigo de choques armados entre os EUA e a Rússia na Síria aumentou consideravelmente após de Donald Trump conceder ao chefe do Pentágono, James Mattis, capacidades para operar livremente em todo o Oriente Médio. A consequência desta "liberdade" é que agora cada avião americano na Síria é potencialmente um alvo para a Rússia, explica-se na publicação.
Poderia Trump conter Mattis, chamado pelos próprios colegas de "cão furioso"? Tendo em conta as relações difíceis do presidente com o Congresso, a pergunta fica no ar. Entretanto, os aliados de Washington buscam uma maneira de não sair machucados desta operação, concluiu Aleksandr Khrolenko.
"Uma coisa é bombardear os sírios indefesos e outra é se enfrentar em um combate com a Força Aeroespacial russa", adiantou.

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