sábado, 24 de junho de 2017

Supremo mantém delação da JBS e ministro Fachin na relatoria do caso

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF.

Supremo mantém delação da JBS e ministro Fachin na relatoria do caso

Fotos Públicas / SCO / STF / Nelson Jr..
Notícias
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O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (22) que a delação da JBS é válida e que o ministro Edson Fachin continuará como relator do caso.


Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o julgamento foi originado por um agravo de instrumento do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), que questionava a relatoria do caso.
O Supremo decidiu que um ministro pode, sim, decidir monocraticamente pela validade de uma delação premiada e que Fachin continuará como relator da delação da JBS — o ministro também é o relator da Operação Lava Jato.
A sessão ainda está em andamento e há divergências entre os ministros sobre a extensão dos benefícios que um delator pode conseguir. A imunidade penal dos delatores da JBS foi muito questionada na esteira das revelações do grupo empresarial de Joesley Batista.

Patrimônio de US$ 23 trilhões, Amazônia está abandonada, diz comandante do Exército

Amazônia (arquivo)

Patrimônio de US$ 23 trilhões, Amazônia está abandonada, diz comandante do Exército

© flickr.com/ Cifor
Brasil
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Participando nesta quinta-feira de uma de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, o general Eduardo Villas Bôas – comandante do Exército brasileiro – disse que o país é uma nação sem consciência da sua própria grandeza e das riquezas presentes em seu território.

O maior exemplo disso, nas palavras de Villas Bôas, é a Amazônia, um território que o Exército estima possuir um patrimônio de riquezas naturais da ordem de US$ 23 trilhões. O general destacou que não há nenhum projeto em andamento na região e que “o Brasil é grande demais pra abrir mão de um projeto nacional”.
“É exatamente isso. O Brasil é um superdotado num corpo de adolescente. A Amazônia continua praticamente abandonada, falta um projeto e densidade de pensamento”, afirmou Villas Bôas.
O militar concordou com a opinião de alguns parlamentares, como o senador Roberto Requião (PMDB-PR), que consideram que o governo do presidente Michel Temer (PMDB) possui um viés “entreguista”, ou seja, que abdica da soberania nacional em prol da entrada de grupos poderosos no país, em setores importantes.

“O Brasil está à deriva, sem rumo”, sentenciou o comandante do Exército brasileiro.
“Se fôssemos um país pequeno, poderíamos nos agregar a um projeto de desenvolvimento de um outro país. Como ocorre com muitos. Mas o Brasil não pode fazer isso, não temos outra alternativa a não ser sermos uma potência. Não uso esse termo na conotação negativa, relacionada a imperialismo, mas no sentido de que necessitamos de uma densidade muito grande”, emendou.
Falando em imperialismo, o general mostrou-se preocupado ainda com o avanço de mineradoras em busca da exploração do potencial amazônico neste setor. O comandante do Exército se mostrou contrário à venda de terras em regiões de fronteira e viu, com base em estudos militares, uma correlação entre demarcações de terras indígenas e áreas com potencial exploratório.
Villas Bôas ressaltou ainda que viveu na região amazônica por oito anos e afirmou acreditar que só o desenvolvimento poderá salvar a região dos interesses de outros grupos – a maioria deles estrangeiros.
“O que vai salvar a região amazônica, inclusive a natureza, é o desenvolvimento. É a implantação de polos intensivos para empregar aquela grande mão de obra, impedindo que ela vá viver do desmatamento extensivo”.
Exército e segurança pública
O general Villas Bôas ainda falou sobre as dificuldades do Exército neste ano. Embora possua dotações anuais de R$ 2 bilhões, os repasses previstos para 2017 são de R$ 767 milhões. A diferença acaba não inviabilizando as operações dos militares, mas dificulta o desenvolvimento de novos projetos – o que, de acordo com ele, impacta no próprio desenvolvimento do país.
“No que se refere a esta questão momentânea, o governo está atento e creio que os problemas imediatos serão resolvidos. Mas na área da Defesa, mais importante até do que o valor anual das dotações é o orçamento ao menos ser previsível. Não é possível definir um valor na peça orçamentária, a gente se estruturar e depois já vem uma interrupção”, disse.

Defensor do Sistema Integrado de Monitoramento das Fronteiras (Sisfron), Villas Bôas afirmou que o problema de segurança pública vivido pelo Brasil passa justamente pela falta de investimentos na área militar, algo que permitiria uma melhora no atual cenário de “descalabro” observado nas principais cidades do país.
“A qualidade de vida do brasileiro e sua liberdade é fortemente afetada por esse descontrole [das fronteiras]. Hoje convivemos passivamente com mais de 60 mil assassinatos por ano, outros 20 mil desaparecidos, mais de 100 estupros por dia, somados a incalculáveis danos ao patrimônio”, comentou o general.
O comandante do Exército disse considerar ainda “desgastante, perigoso e inócuo” o uso das Forças Armadas na segurança urbana, como frequentemente acontece em áreas violentas do Rio de Janeiro, ou mais recentemente durante protestos em Brasília. Embora o artigo 142 da Constituição preveja o uso de tal expediente, Villas Bôas afirmou que é algo que deveria ser repensado.
“Nós não gostamos desse tipo de emprego. Não gostamos”, completou.

Vem aí o recall de presidente

Seção de votação em São Paulo - eleições municipais 2016

Vem aí o recall de presidente

© AFP 2017/ NELSON ALMEIDA
Opinião
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Tramita no Senado a PEC 21/2015, de autoria do Senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE) e modificada pelo substitutivo do relator da PEC, Senador Antônio Anastasia. Se aprovada pela Câmara e o Senado, a Proposta permitirá ao eleitorado, através de referendo, afastar do seu mandato o presidente da República.


A irreverência habitual dos brasileiros apelidou a PEC 21/2015 de “recall de presidente”. De acordo com a Agência Senado, “a proposta de revogação do mandato do presidente, que terá de ser apreciada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, dependerá de assinaturas de não menos que 10% dos eleitores que comparecerem ao último pleito, distribuídas em pelo menos 14 Estados e não menos de 5% em cada um deles”.
O texto, já aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e que deverá seguir para o plenário estabelece que “a proposta de revogação será apreciada pela Câmara e pelo Senado, sucessiva e separadamente, e, para ser aprovada, precisará do voto favorável da maioria absoluta dos membros de cada uma das Casas. Garantida a aprovação, será então convocado referendo popular para ratificar ou rejeitar a medida”. Entenderam? Se as normas legais forem atendidas, o povo poderá tirar o presidente da República.

Aprovada a revogação, o vice-presidente da República sucederá o presidente. Ainda pelo texto aprovado na CCJ, são vedadas a proposta de revogação durante o primeiro e o último ano de governo e a apreciação de mais de uma proposta de revogação por mandato.
Um dos mais renomados cientistas políticos do país, Alberto Carlos Almeida, diretor do Instituto Análise, avaliou esta Proposta de Emenda Constitucional em entrevista exclusiva para a Sputnik Brasil. Cético quanto à aprovação da PEC, Alberto Almeida disse que o Brasil está tomando uma atitude inédita diante do mundo:
“Algum motivo sério deve haver para que este mecanismo de revogação de mandato presidencial pelo povo seja posto em prática. Eu falo isso observando a experiência internacional e não por ser contra ou a favor desta medida. Esta Proposta de Emenda Constitucional será uma espada de Dâmocles sobre a cabeça do presidente, e tornará o vice-presidente muito perigoso. Em caso de afastamento do presidente, quem assume será o vice e não alguém eleito para substituir o mandatário. Mas, sinceramente, eu não acredito que esta PEC venha a ser aprovada em sua votação final.”
Alberto Almeida também opina sobre um possível superfortalecimento da mídia com a eventual aprovação desta Proposta. O especialista analisa se o direito concedido aos eleitores – de retirar o presidente se ele não os satisfizer – terminará por conceder poder demasiado à mídia, na formação da opinião pública:
“Talvez aumente o poder de barganha do presidente e da própria mídia. Mas, nesse caso, eu acredito que o presidente vai querer estar mais perto e mais próximo da mídia. Não é que os presidentes atuais já não façam isso. Eles fazem, mas com esta Emenda em vigor talvez os futuros presidentes venham a fazer isso com maior dedicação e mais afinco. Tudo vai depender da popularidade do presidente, sempre.  O que isso cria é uma pressão para o presidente estar sempre bem aprovado. Então, você vai ter uma pressão populista. Nesse aspecto, aumenta o poder de barganha da mídia, sem dúvida nenhuma.”

Rússia vira forte concorrente dos EUA no mercado de armamentos saudita

Tanque T-90S em exposição em Nizhny Tagil (foto de arquivo)

Rússia vira forte concorrente dos EUA no mercado de armamentos saudita

© Sputnik/ Aleksei Vladykin
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Há uma grande possibilidade de a Rússia assine em breve um acordo para a entrega de armas à Arábia Saudita, comunicou à Sputnik o diretor do Serviço Federal de Cooperação Técnico-Militar da Rússia, Dmitry Shugaev.


Vários especialistas consideram que a entrada da Rússia no mercado de armamentos sauditas representa um grande avanço diplomático para o país eslavo, escreve o colunista da Sputnik, Andrei Kots, em seu artigo.
Ao que se deve o interesse de Riad pelos equipamentos russos?
Os Estados do golfo Pérsico tradicionalmente têm comprado equipamentos militares aos EUA e a outros países da OTAN. O interesse que Riad mostra hoje em dia pelas armas russas, por sua vez, pode ser explicado muito facilmente.
De acordo com o autor, a diversificação de fornecimentos permitirá reduzir parcialmente a dependência do país do complexo militar-industrial dos EUA. Além disso, os equipamentos militares russos estão mais adaptados ao clima e ao relevo do golfo e são mais baratos que seus análogos americanos.
Em que produtos estão interessados?
Os militares sauditas mostram um grande interesse pela aviação da Rússia, particularmente pelos caças Su-30SM, Su-35S e pelos bombardeiros Su-34. Ou seja, todas as aeronaves que têm bombardeado, ao longo dos últimos meses, as posições do Daesh, organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países do mundo.
"O mesmo se pode dizer sobre os tanques e carros blindados da Rússia que podem operar melhor nas condições climáticas do Oriente Médio. Antes de mais, estou falando dos tanques T-90S e suas modificações seguintes. […] Se tivermos um interesse mútuo, não haverá problemas", escreve o autor, citando Igor Korotchenko, editor-chefe da revista Natsionalnaya Oborona.
Quais são as vantagens dos equipamentos militares russos?
Atualmente, o principal tanque do Exército da Arábia Saudita é o tanque americano Abrams e sua modificação M1A2S.
Riad tem em seu serviço ao menos 450 tanques Abrams. Além disso, conta com 500 tanques M-60, considerados antiquados, inclusive para os padrões do Oriente Médio.

As maiores vantagens do T-90S, em comparação com o tanque americano, são sua baixa silhueta, o peso pequeno e um motor diesel muito mais seguro que a turbina instalada no M1A2S. Como resultado, o motor do tanque americano costuma se entupir com a areia e ficar atascado durante as manobras realizadas no deserto.
Também o tanque russo custa menos que o análogo americano: 5 milhões de dólares contra 8 milhões de dólares.
Além disso, os caças americanos F-15E e F-15C estão menos adaptados para operar em condições climáticas adversas e são mais difíceis de manter do que os veículos produzidos pela empresa russa Sukhoi.
Um erro estratégico
Entretanto, as características técnicas dos tanques e dos aviões desempenham um papel secundário no momento de escolher o potencial fornecedor de equipamentos militares.
O mais importante nesta situação é o fato de que qualquer país que adquira armas de outro fica dependente do vendedor. A manutenção de equipamentos em estado operacional requer o fornecimento de peças sobressalentes, munições e constante controle por especialistas do fabricante.

Caso as relações com o respectivo país piorem, o abastecimento pode ser suspenso muito facilmente e, como consequência, todos os equipamentos militares adquiridos por este país estarão operacionais somente até se produzir a primeira falha.
"É evidente que, após ter assinado com os EUA uma série de grandes contratos no valor de bilhões de dólares, a Arábia Saudita está tentando equilibrar a desproporção e melhorar suas relações com a Rússia, país que se converteu em um dos principais jogadores no Oriente Médio. Claro que os americanos não gostam que estejamos nos metendo na sua horta. […] A Arábia Saudita é um Estado soberano e decide por si mesmo onde e o que quer comprar", resumiu.

Pressão e gafes: o tour internacional de Michel Temer

Temer com o Rei Harald (direita) e o príncipe Haakon (esquerda)

Pressão e gafes: o tour internacional de Michel Temer

© Foto: Vidar Ruud/NTB scanpix/ REUTERS
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Em busca de agenda positiva, Michel Temer (PMDB) visitou Rússia e Noruega nesta semana. Entretanto, o presidente não conseguiu deixar para trás a crise política e acumulou gafes e constrangimentos durante seu tour internacional.

A primeira gafe foi cometida antes mesmo de Temer chegar em solo russo. A agenda oficial do presidente divulgou uma visita à "República Socialista Federativa Soviética da Rússia", enquanto o nome correto do país é Federação da Rússia.

Temer e Putin conversam durante apresentação do Balé Bolshoi, em Moscou, na Rússia
© Foto: Beto Barata/PR
Já com Temer em Moscou, a embaixada brasileira local resolveu fazer um coquetel para recepcionar o peemedebista. Outro fracasso. Segundo a Veja, apenas metade dos convidados compareceu e o presidente ficou deslocado em sua própria recepção "como um aluno recém chegado a um colégio novo", procurando com quem conversar.
O cenário piorou ainda mais na Noruega.
O Governo do país europeu não enviou nenhum diplomata para recepcionar Temer no aeroporto. Quem fez as honras foi o chefe interino do cerimonial da Noruega. Além disso, um grupo de manifestantes protestou contra Temer na entrada do encontro com a primeira-ministra Erna Solberg.
A primeira-ministra norueguesa também fez um incomum comentário sobre a situação política brasileira: "Estamos preocupados com o processo da Lava Jato, esperamos uma limpeza e que sejam encontradas boas soluções".
Pedro Costa Júnior, professor de Relações Internacionais da Faculdade Rio Branco, afirma que a atitude de Solberg é incomum no meio diplomático e demonstra o "desprestígio" do Governo Federal.
"Não tenho nenhuma recordação [de episódio similar] na história da política externa brasileira", diz Júnior.
A colocação da primeira-ministra aconteceu em coletiva de imprensa com Temer e o presidente cometeu duas gafes seguidas na sequência ao dizer que iria se encontrar com o "Parlamento brasileiro", enquanto na verdade sua agenda era com o parlamento norueguês, e depois afirmou que iria ter um encontro com "sua majestade, o Rei da Suécia".
O especialista em relações internacionais Pedro Costa Júnior considera que o tour de Temer foi de um "saldo bastante negativo" e que "o Governo parece não ser visto de maneira muito legítima fora [do país], na comunidade internacional, há um constrangimento em receber o presidente Temer".
"O Brasil ganhou muita projeção nos últimos anos e é impressionante como perdemos isso em pouco tempo, estamos perdendo espaço", analisa Júnior.
Desmatamento e recursos internacionais

Pela primeira vez em uma década, o desmatamento na Amazônia Legal cresceu por dois anos seguidos. E o aumento da desflorestação foi outro motivo de saia justa para Temer.
O desmatamento na Amazônia Legal cresceu 29% em 2016, na comparação com 2015. Foram mais de 7 mil quilômetros quadrados devastados. O país não atingia a marca de 7 mil quilômetros quadrados desmatados desde 2010. Os números são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
A Noruega é a principal financiadora do Fundo Amazônia e anunciou que irá cortar pela metade seu fornecimento de recursos. O Fundo Amazônia foi criado em 2008 por um decreto do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para intermediar aplicações de "ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conservação e do uso sustentável da Amazônia Legal".
Desde então, o país nórdico tem sido o principal financiador de suas atividades, com um repasse que chegou a R$ 2,77 bilhões. A Alemanha, R$ 60,69 milhões, e a Petrobras, R$ 14,7 milhões, também já fizeram aportes no Fundo Amazônia.

As contribuições norueguesas, todavia, são atreladas à diminuição do desmatamento e o Brasil tem falhado nessa tarefa.
O ministro norueguês do Meio Ambiente, Vidar Helgesen, chegou até mesmo a enviar uma carta endereçada ao seu equivalente brasileiro, José Sarney Filho, sobre as preocupações de Oslo com a política ambiental brasileira. Na missiva, obtida pelo jornal O Estado de S. Paulo e publicada poucos dias antes da visita oficial de Temer, Helgensen expressa preocupação com o aumento do desmatamento, os cortes em organismos de proteção florestal e a pauta do legislativo.
"Deixe-me concluir esta carta reassegurando que se o direcionamento da política brasileira sobre florestas e desenvolvimento rural retornar ao caminho da década passada, e evoluir mais sobre esta base, você terá um parceiro consistente e de longo prazo na Noruega", escreveu o político norueguês.
Em Oslo, quando perguntado se poderia garantir que o desmatamento iria diminuir, Sarney Filho disse: "Só Deus pode garantir isso. Mas eu posso garantir que todas as medidas para diminuir o desmatamento foram tomadas. E nossa expectativa e esperança é que esse desmatamento diminua".

Ciência e tecnologia vivem sucateamento no Brasil, diz criador do 'Tesourômetro'

Imagem do 'Tesourômetro', um painel eletrônico que informa minuto a minuto o tamanho dos cortes em ciência e tecnologia no Brasil

Ciência e tecnologia vivem sucateamento no Brasil, diz criador do 'Tesourômetro'

© Foto: Divulgação
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Desde 2015, o Brasil perdeu R$ 11 bilhões em verbas federais para os setores de ciência e tecnologia, o que equivale a uma redução de R$ 12 milhões por dia ou R$ 500 mil por hora.

Os cálculos que mostram as perdas nos orçamentos de universidades e institutos federais, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pesquisa de Nível Superior, e do Ministério da Ciência e Tecnologia foram feitos pelo professor Carlos Frederico Leão Rocha, doutor em Economia pelo Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, o economista afirmou sem medo de errar que os setores que produzem conhecimento no país estão sendo sucateados, principalmente pela adoção de políticas governamentais que priorizam outros setores, em detrimento da ciência e da tecnologia.
“Gostamos de dizer que se alguém acha que a ciência é cara, experimente a doença […]. Em vez de entender a ciência como solução do problema, entendem como gasto e que vai acabar, que pode cortar. É conhecido na Economia que os países com maior PIB (Produto Interno Bruto) per capita são os com maior ciência e produção de conhecimento”, disse.
Segundo o economista, só neste ano já foram perdidos mais de R$ 4 bilhões em repasses, valor que representa uma queda de 50% em relação aos valores repassados no início de 2015. Para mostrar todos esses dados, Rocha idealizou o ‘Tesourômetro’, que é um painel eletrônico que informa minuto a minuto o tamanho dos cortes em ciência e tecnologia no país.

“Há um desprezo total. Recebemos um dos maiores cortes orçamentários e há características interessantes. A PEC 55, do teto dos gastos, não precisava ser uma emenda constitucional se não fosse para cortar gastos da educação e saúde. Você podia acabar com as desonerações, também entendidas como gastos. Mas tudo está sendo jogado fora, tanto a produção de conhecimento quanto a democratização do ensino superior no país”, lamentou.
Localizado no câmpus da UFRJ na Praia Vermelha, na Urca, na zona sul do Rio de Janeiro, o Tesourômetro exibe muitos números à sociedade brasileira e a expectativa é que se tenha noção, por meio de dados, sobre o quanto de regressão tais cortes poderão trazer. O professor arrisca a prever que o Brasil “voltará ao século XIX, quando  só exportava produtos agrícolas”.
“Quando você paralisa a produção de conhecimento, você a deprecia e a torna antiga. Tivemos um desempenho exemplar na ciência e tecnologia nos últimos 20 anos, chegando a ter 3% da produção mundial de tecnologia e ciência, sendo líder ou vice em áreas importantes para o país, como nas doenças tropicais. Veja um exemplo: estamos perto de produzir uma vacina contra a dengue. Com esses cortes, vamos parar e alguém chegará na vacina. E teremos de comprar deles”, sentenciou Rocha.

Produção do bombardeiro Tu-160 tem cronograma adiantado

Um bombardeiro estratégico Tu-160

Produção do bombardeiro Tu-160 tem cronograma adiantado

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Defesa
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O desenvolvimento do novo bombardeiro estratégico Tu-160M2 está com cronograma adiantado em uma série de itens, declarou nesta quarta-feira (6) o vice-ministro de Defesa da Rússia Yuri Borisov, no âmbito de uma visita à fábrica de aviões em Kazan.

Nas suas palavras, isso mostra que o prazo final de produção da aeronave será certamente bastante adiantado com relação ao cronograma inicialmente divulgado.
A decisão de retomar a produção do histórico Tu-160 foi tomada em maio de 2015 pelo presidente russo Vladimir Putin. Determinou-se que até 2020 as Forças Armadas da Rússia deverão receber um total de 50 unidades desta aeronave. Em junho de 2015, no entanto, Yuri Borisov afirmou que a produção da aeronave seria iniciada somente em 2023.

O bombardeiro estratégico supersônico Tu-160, com asa de geometria variável, foi desenvolvido no escritório Tupolev nas décadas de 70 e 80 e incorporado às Forças Armadas em 1987. Trata-se do avião militar mais potente do mundo com geometria variável. É também o mais pesado e com a maior massa máxima de decolagem entre todos os bombardeiros, pesando 110 toneladas e podendo carregar até 40 toneladas.
Em 2015, o ministério da Defesa russo revelou que a nova versão Tu-160 receberá o nome de Tu-160M2. A aeronave ganhará sistemas e equipamentos totalmente modernizados e terá uma eficácia 2,5 vezes maior que a de seu antecessor.

Tu-160 da Rússia deixaram Europa em alerta

Um bombardeiro estratégico Tu-160

Tu-160 da Rússia deixaram Europa em alerta

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Dois bombardeiros estratégicos Tu-160 teriam alarmado quatro países europeus ao sobrevoar regiões próximas de suas fronteiras, relatou a BBC nesta quinta-feira (6).

De acordo com a publicação britânica, o incidente acorreu em 22 de setembro deste ano. Noruega, Grã-Bretanha, França e Espanha chegaram a acionar a sua aviação aviação com a intenção de interceptar os bombardeiros russos, que faziam rota da Noruega para a Espanha.
Ao detectar os dois Tu-160 perto de suas fronteiras – classificados segundo terminologia da OTAN como Blackjack – Noruega enviou dois caças F-16 para seguir as aeronaves russas até que estes se aproximassem da Escócia. A partir daí, os bombardeiros foram escoltados por caças Typhoon da Força Aérea Real britânica.

A cerca de 100 km da costa da Bretanha francesa, os aviões russos passaram ser escoltados por caças Rafale, sendo, em seguida, interceptados por F-18 da Força Aérea da Espanha próximo à cidade de Bilbao.
Destaca-se que, de acordo com o Ministério da Defesa da Espanha, os bombardeiros russos se aproximaram, mas "em nenhum momento entraram no espaço aéreo espanhol”.
Vídeo: Saiba como vivem os pilotos russos na Síria
O Ministério da Defesa da Rússia tem afirmado repetidamente que todos os voos das Força Aeroespacial russa são realizados em conformidade com as respectivas normas internacionais, sem violar as fronteiras de quaisquer países.

Cisne branco: será este o bombardeiro russo do futuro?



Um bombardeiro estratégico Tu-160 da Força Aeroespacial russa

Cisne branco: será este o bombardeiro russo do futuro?

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O primeiro modelo do bombardeiro estratégico Tu-160M2 vai surgir já em 2019, comunicou o diretor-geral da empresa Tupolev, Aleksandr Konyukhov.

O bombardeiro irá completar o grupo aéreo dos Tu-160 e Tu-160M1. O novo avião de combate será o elemento básico da "tríade nuclear" russa.

O Tu-160 é um aparelho único, classificado como o maior e o mais potente avião de combate hipersônico da história. Sendo capaz de desenvolver altíssimas velocidades, ele pode acelerar até 2,2 mil km/h.
"O último aparelho de série Tu-160 foi construído em 2008. A tecnologia avançou muito desde então. Surgiu aviônica mais desenvolvida, mais equipamento digital, novos dispositivos do sistema de navegação e aquisição de alvos. Os novos complexos de defesa de bordo já estão sendo construídos em série", acrescentou à Sputnik o analista militar Aleksei Leonkov. 
Em 2015 a administração da empresa KRET (Tecnologias Radioeletrônicas), que faz parte da Rostec, comunicou que o equipamento radioeletrônico para o Tu-160M2 iria ser criado até 2020. Se acrescenta que o Tu-160M2 vai receber os novos sistemas de controle de combustível e novos motores NK-32, o que vai aumentar a sua autonomia de voo.
​"Primeiramente, o Tu-160M2 vai ser dotado dos armamentos já disponíveis. Se trata dos mísseis da classe ar-terra X555, X-101 e da sua modificação com a ogiva nuclear X-102", adiantou Leonkov.  Ambos os mísseis já mostraram as suas capacidades militares na Síria. 
Uma série de analistas acredita, porém, que a concentração de recursos no desenvolvimento do Tu-160M2 poderá afetar negativamente o projeto do bombardeiro de nova geração PAK DA.
De acordo com o analista militar Andrei Frolov, nem os países mais ricos se dão ao luxo de desenvolver dois bombardeiros estratégicos em simultâneo. Mas ele acrescentou que o Tu-160M2 não é concorrente do PAK DA, sendo mais um modelo intermédio.
Imagem artística do avião PAK DA - bombardeiro hipersónico de reconhecência e antinavio
Imagem artística do avião PAK DA - bombardeiro hipersónico de reconhecência e antinavio
Já se sabe que a Tupolev já elaborou a maqueta em dimensões reais do PAK DA, mas não há nenhuma informação sobre as suas características técnicas e capacidades militares. No que tange ao design, o bombardeiro faz lembrar o B-2 Spirit norte-americano, vai ser menos visível para os radares e receber motores e armas avançadas.
TU-160M2 will become the sole serving heavy strategic bomber used in Russian Aerospace Forces with the inevitable retirement of the TU-95 pic.twitter.com/qeZw0YPX33
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Modernização do Tu-160 russo dá impulso à renovação industrial (FOTOS)

Os bombardeiros estratégicos russos Tu-160 durante a renovaçaõ da fábrica de Kazan

Modernização do Tu-160 russo dá impulso à renovação industrial (FOTOS)

© Sputnik/ Maksim Bogodvid
Rússia
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O projeto modernizado do bombardeiro estratégico russo Tu-160 precisa de uma renovação de todas as empresas envolvidas na sua construção.


Em particular, a fábrica aeronáutica de Kazan recentemente integrou a maior instalação de soldadura por raios de elétrons na Rússia.
A instalação usada para criar os primeiros Tu-160 foi renovada completamente no processo de modernização de todos os equipamentos da fábrica de Kazan, uma filial da Tupolev.
"Relançamos em Kazan uma das instalações de soldadura por raios de elétrons e uma de recozimento a vácuo as maiores do mundo, modernizadas exclusivamente com tecnologia russa", anunciou o presidente da Corporação Aeronáutica Unida russa (OAK) Yuri Sliusar.
A soldadura por raios de elétrons é um processo tecnológico sofisticado, durante o qual a energia necessária para juntar as peças de um material provém de um raio de elétrons.
A instalaçaõ de soldadura para raios de eletrónes na fábrica de Kazan
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A instalaçaõ de soldadura para raios de eletrónes na fábrica de Kazan
Devido à sua precisão e à falta de contribuição de qualquer material 'estrangeiro' na soldadura, este método é muito ativamente utilizado no domínio de aeronáutica, na indústria aeroespacial e na produção de maquinaria pesada para soldar metais refratários como o titânio, o tungstênio ou o rênio.
No projeto inicial do Tu-160, nos anos oitenta, mais de dez institutos científicos da União Soviética uniram forças para construir uma instalação deste tipo para os futuros bombardeiros.

No final da década, às vésperas da dissolução do país, estas aeronaves deixaram de ser produzidas e a equipamento único ficou sem uso.
Depois de ter decidido devolver à vida os potentes "cisnes brancos", ápodo dos Tu-160, a Rússia iniciou a renovação dos equipamentos utilizados na construção, incluindo a soldadura.
A instalação do recozimento de vácuo na fábrica de Kazan
© Sputnik/ Sergei Mamontov
A instalação do recozimento de vácuo na fábrica de Kazan
Segundo a Tupolev, 90% dos seus componentes foram substituídos por equipamentos modernos, produzidos na Rússia, e a maquinaria modernizada se tornou mais eficaz e confiável.
O novo equipamento vai ser também utilizado para a construção do bombardeiro estratégico avançado russo PAK DA, desenvolvido pela Tupolev.

'Cisne branco' russo irá ultrapassar qualquer rival dos EUA

Bombardeiro russo Tu-160

'Cisne branco' russo irá ultrapassar qualquer rival dos EUA

© AP Photo/ Misha Japaridze
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A Força Aeroespacial da Rússia confirmou que o novo bombardeiro estratégico Tu-160M2 levantará voo em março de 2018. O analista militar Vladimir Tuchkov compartilha que, com uma eficácia de combate duas vezes e meia superior à do seu antecessor, o Tu-160M2 é mais avançado do que qualquer aeronave que os EUA têm à sua disposição.

Em entrevista ao Krasnaya Zvezda (Estrela Vermelha, em russo), jornal oficial do Ministério da Defesa da Rússia, o general Viktor Bondarev revelou que o primeiro dos Tu-160M2 decolará na primavera para realizar voos de teste, acrescentando que a Força Aeroespacial russa espera receber entre três e quatro aeronaves deste tipo anualmente. Além disso, serão modernizados os 16 Tu-160 Bely Lebed (Cisne Branco) que já estão em serviço.

Recentemente, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou um decreto para reiniciar a produção de bombardeiros pesados supersônicos de geometria variável Tu-160, bem como para iniciar os preparativos para a fabricação do PAK-DA, o bombardeiro estratégico russo de nova geração, que com o tempo deverá substituir os Tu-22M, Tu-95 e Tu-160 a um prazo mais longo.
O analista militar e colaborador do jornal Svobodnaya Pressa, Vladimir Tuchkov, escreve que a declaração do chefe da Força Aeroespacial da Rússia sobre as próximas provas indica que o prazo para a entrega do Tu-160M2 aos militares foi reduzido drasticamente.
"O Tu-160M2 supera todos os bombardeiros estratégicos do mundo em quase todas as características de combate, incluindo o B-2 Spirit norte-americano", afirma Tuchkov.
Se bem que o B-2 é um avião furtivo, o Tu-160 tem poucas razões para se ocultar: seus mísseis podem voar a uma distância de até 5.500 km, ou seja, a partir de longe do alcance de qualquer defesa aérea. Mesmo em março de 2016, antes de se ter anunciado a sua modernização, o colaborador da National Interest, Dave Majumdar, notava que o Tu-160 supera os seus análogos norte-americanos "com uma combinação de velocidade e de mísseis de cruzeiro nucleares".
De acordo com Tuchkov, com base na informação disponível se pode resumir que, durante o processo de modernização dos Tu-160, o que restará será apenas a fuselagem.
"Tudo o resto será totalmente novo. Até mesmo se modernizará o sistema de propulsão", assegura ele.

Os engenheiros encarregados de projetar o sistema eletrônico da aeronave foram ainda mais longe. A arquitetura modular dos sistemas eletrônicos permite que um sistema assuma as funções de outro, se isso for necessário. Isto significa que mesmo se um dos sistemas falhar, outros tomarão suas responsabilidades, aumentando drasticamente a capacidade de sobrevivência do avião. O Tu-160M2 será equipado também com uma moderna estação de guerra eletrônica, aumentando ainda mais a sua capacidade de sobrevivência perante mísseis antiaéreos.
O analista ressalta o benefício resultante do fato de o Tu-160M2 e o PAK-DA sejam desenvolvidos paralelamente. Assim, se vão estreando pouco a pouco as tecnologias mais avançadas que depois serão implementadas no bombardeiro da próxima geração.

Mídia descobre os planos de Trump: medidas contra Coreia do Norte serão impostas

Sistema da defesa antimíssil THAAD

Mídia descobre os planos de Trump: medidas contra Coreia do Norte serão impostas

CC BY 2.0 / U.S. Missile Defense Agency / THAAD
Ásia e Oceania
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Autoridades dos EUA elaboraram estratégia complexa que visa interromper o programa nuclear da Coreia do Norte, informa a Reuters.

Segundo dados da agência, a lista é bastante longa e inclui, entretanto, o uso da força. Não obstante, o presidente norte-americano, Donald Trump, considera usar meios diplomáticos e econômicos.
As sanções poderão ser impostas por Washington ou através da ONU. Nota-se que medidas de restrição serão introduzidas de acordo com as ações de Pyongyang. Entre eles — embargo nas entregas de petróleo à Coreia do Norte e proibição de exportação de mariscos e carvão norte-americanos. É possível que aviões do país sejam proibidos de atravessar espaço aéreo de outros países e navios de entrar em portos estrangeiros.

Votação dos membros do Conselho de Segurança da ONU sobre resolução proposta por Washington, Londres e Paris quanto à Síria
© AFP 2017/ KENA BETANCUR
Além disso, há previsão de sanções contra bancos chineses que cooperam com empresas norte-americanas.
Anteriormente, tornou-se conhecido que EUA enviaram um grupo de navios de combate para a península Coreana. Washington está tomando medidas em resposta ao programa nuclear de Pyongyang.
Segundo dados do NYT, a data do novo teste deverá coincidir com o 105º aniversário do fundador do país, Kim Il-sung.

EUA tentam ocultar que não respeitam cessar-fogo na Síria

Ruínas no território de escolas militares libertadas dos terroristas, Aleppo, Síria (foto de arquivo)

EUA tentam ocultar que não respeitam cessar-fogo na Síria

© Sputnik/ Mikhail Alaeddin
Oriente Médio e África
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A Rússia cumpre suas obrigações em relação ao cessar-fogo na Síria desde os seus primeiros minutos, disse o porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, Igor Konashenkov.

"Desde os primeiros minutos que a Rússia cumpre as suas obrigações de assegurar o cessar-fogo na Síria. Ao mesmo tempo, geram perplexidade as declarações de vários representantes do Departamento de Estado dos EUA e do Pentágono sobre as perspectivas de 'cumprimento pela Rússia' dos acordos atingidos sobre a Síria", afirmou Konashenkov.

O porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia sublinhou que depois de três dias do cessar-fogo "somente o Exército sírio o respeita".
"[Isso acontece] enquanto a 'oposição moderada' apoiada pelos EUA aumenta o número de disparos contra bairros residenciais. Além disso, há a impressão de que o objetivo desta 'cortina de palavras' de Washington visa ocultar o fato de que não cumprem a sua parte das obrigações. Principalmente, no que se refere a separar ‘a oposição moderada’ dos terroristas", disse Konashenkov.
Além disso, o representante militar russo afirmou que o governo sírio está completamente pronto para retirar as tropas da rodovia Castello para assegurar uma passagem segura de comboios humanitários da ONU para a cidade de Aleppo.

Como é possível atingir a paz permanente na Síria?

Homens com crianças fogem dos bombardeios em Aleppo, 11 de setembro de 2016

Como é possível atingir a paz permanente na Síria?

© AFP 2017/ AMEER ALHALBI
Oriente Médio e África
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Hossein Jaberi Ansari, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã respondeu, durante a coletiva de imprensa realizada na agência Rossiya Segodnya, à pergunta da Sputnik Persa sobre os planos de Teerã para regular a crise na Síria.


"Até hoje o cessar-fogo na Síria já foi declarado várias vezes. É importante que a cessação de hostilidades, que hoje em dia é uma medida temporária, receba o estatuto de permanente para que seja possível sair desta situação existente na Síria. Caso contrário, mesmo um cessar-fogo de curto prazo não pode ser considerado como um grande avanço", disse o político.
O vice-chanceler iraniano destaca que a causa principal disso é a recusa dos participantes do conflito em acreditar que além da via militar há outras formas para regular a situação na Síria.
"Nós [o Irã] insistimos em todas as conferências internacionais para que em todos os protocolos seja registrado o fato de que ‘os participantes do fórum estão convencidos que a crise síria não tem solução militar'", sublinhou Hossein Jaberi Ansari.
O político iraniano revela que na opinião de muitos países o uso do terrorismo e extremismo, bem como a imposição dos seus pontos de vista a outros países e povos, são aceitáveis para atingir seus próprios fins políticos. É mesmo por isso se violam as tréguas e surgem obstáculos para se subir até um novo nível na regulação da crise síria.
O vice-ministro destaca dois conceitos que podem ser realizados para atingir a paz na Síria.

"<…> Primeiro, tem de ser realizado um combate multilateral sério ao terrorismo e extremismo, a prevenção do fornecimento de armas, do financiamento e fluxo de recursos humanos para as organizações terroristas <…>. Em segundo lugar, o horizonte político deve ser aberto para o próprio povo sírio, para que ele possa ter a esperança de futuro luminoso", explica Hossein Jaberi Ansari.
Estas questões devem ser negociadas em formato de diálogo sírio interno, por que é o povo que tem que determinar seu destino. Se estes princípios forem violados, o diálogo nunca começará. Todos grandes jogadores políticos regionais devem aplicar todos os esforços para prevenir esta catástrofe humanitária, disse o vice-chanceler iranian, citado pela Sputnik Persa.

Aeronaves da coalizão internacional, liderada por EUA, atacaram tropas sírias

Caças israelenses F-16 no ar sobre a base militar Hatzerim perto de cidade israelense de Beersheva, Israel, 31 de dezembro de 2015

Aeronaves da coalizão internacional, liderada por EUA, atacaram tropas sírias

© AFP 2017/
Mundo
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Ataque americano contra exército sírio (26)
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Aeronaves da coalizão internacional, liderada pelos EUA, realizaram 4 ataques aéreos contra as tropas do governo sírio. Morreram 62 militares, cerca de 180 ficaram feridos, informou no sábado o representante oficial do ministério da Defesa da Rússia, general-major Igor Konashenkov.


"Hoje, entre as 17:00 e 17:50 no horário de Mosocu (10:00 e 10:50 Brasília), na região do aeroporto da cidade Deir ez-Zor (Síria), as aeronaves da 'coalisão internacional de combate ao Estado Islâmico' (duas F-16 e duas A10) realizaram quatro ataques contra tropas governamentais sírias, que estavam cercadas pelos militantes do Daesh. As aeronaves da coalizão entraram no espaço aéreo da República Árabe da Síria a partir da fronteira iraquiana", disse Konashenkov.
Segundo informação recebida do comando sírio em Deir ez-Zor, 62 militares e cerca de 180 pessoas estão feridas. Após o ataques, os militantes do Daesh iniciaram uma ofensiva.
Segundo o general russos, a região do aeroporto, onde estava sendo depositada a ajuda humanitária para a população local, está tomada por intensos combates entre as tropas sírias e os terroristas.

Moscou: Ataque contra tropas sírias pode ter resultado da relutância dos EUA em cooperar

Major General Igor Konashenkov, porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia

Moscou: Ataque contra tropas sírias pode ter resultado da relutância dos EUA em cooperar

© Sputnik/ Alexander Vilf
Oriente Médio e África
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Ataque americano contra exército sírio (26)
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O ataque aéreo deste sábado (17) das forças da coalizão liderada pelos EUA contra posições do governo sírio pode ter sido resultado da falta de vontade de Washington para coordenar as suas ações com a Rússia, afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa russo, major-general Igor Konashenkov.


De acordo com informações recebidas do comando sírio em Deir ez-Zor, 62 soldados foram mortos nos ataques aéreos e cerca de 100 pessoas ficaram feridas. O Ministério da Defesa russo disse ainda acrescentando que militantes do Daesh (autodenominado Estado Islâmico) lançaram uma ofensiva logo após o ataque da coalizão.
"Se este ataque aéreo foi causado por informações erradas sobre a posição dos alvos, isso seria um resultado direto da persistente falta de vontade dos EUA em coordenar com a Rússia as suas ações contra grupos terroristas na Síria", disse Konashenkov.

Coalizão liderada pelos EUA se recusa a comentar ataque aéreo contra tropas da Síria

Militar sírio no  aeroporto de Deir ez-Zor

Coalizão liderada pelos EUA se recusa a comentar ataque aéreo contra tropas da Síria

© REUTERS/ Thaer Al-Ajlani
Oriente Médio e África
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Ataque americano contra exército sírio (26)
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A coalizão liderada pelos EUA recusou-se a comentar o ataque aéreo contra posições do governo sírio perto do aeroporto de Deir ez-Zor Airport neste sábado (17). O ataque matou pelo menos 62 soldados e deu ensejo a uma ofensiva de militantes do Daesh (Estado Islâmico) que cercavam as tropas sírias no local.


O serviço de imprensa da operação Resolução Inerente, que coordena as ações da coalizão internacional liderada pelos EUA contra grupos terroristas na Síria e no Iraque, recusou-se a comentar os ataques de hoje devido à “natureza sensível” do assunto, referindo a questão ao Comando Central dos EUA.
Mais cedo neste sábado, o porta-voz do Ministério da Defesa russo, major-general Igor Konashenkov, disse que os aviões da coalizão haviam realizado quatro ataques contra as forças do governo sírio, matando 62 soldados e ferindo cerca de 100. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos declarou que o número de baixas chegou a pelo menos 80 soldados.

Mídia revela: coalizão dos EUA atacou exército sírio durante missão não planejada

Caças das Forças Armadas dos EUA durante operação nos céus da Síria

Mídia revela: coalizão dos EUA atacou exército sírio durante missão não planejada

© flickr.com/ U.S. Department of Defense
Oriente Médio e África
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Ataque americano contra exército sírio (26)
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Aviões da coalizão encabeçada pelos EUA efetuaram ataques no sábado (17) contra o exército sírio na área de Deir ez-Zor durante uma operação não planejada, comunica o jornal USA Today citando uma fonte militar dos EUA.

Os militares tinham 67 minutos para realizar o ataque.

Para lançar uma operação deste tipo é preciso ter a ordem de um oficial superior, pelo menos general de brigada. A operação em si pode durar alguns minutos.
Segundo o USA Today, antes de realizar o ataque, é sempre realizado o reconhecimento da área com ajuda de drones, de maneira a evitar ataques contra civis.
O Ministério da Defesa da Rússia comunicou este domingo que aviões da coalizão internacional contra o Daesh tinham efetuado quatro ataques contra o exército sírio no sábado (18) na área de Deir ez-Zor, em resultado dos quais 62 soldados morreram e 100 ficaram feridos.
​Os EUA confirmaram os ataques aéreos e manifestaram pesar pela morte dos militares sírios. O Pentágono acrescentou que os ataques atingiram as posições do exército por engano e que os seus alvos eram os terroristas.