domingo, 14 de maio de 2017

Rússia responde a conselheiro de Trump: preferimos delícias em vez de neve


Terceira exibição internacional Peixe 2003. Pesca Comercial e Processamento de Pescado

Rússia responde a conselheiro de Trump: preferimos delícias em vez de neve

© Sputnik/ Dmitry Korobeinikov
Rússia
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Os russos preferem comer delícias muito saborosas de produção nacional em vez de neve, declarou o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov.

Segundo informou a mídia, o conselheiro do presidente eleito dos EUA, Anthony Scaramucci, afirmou que "os russos são capazes de comer neve para sobreviverem", explicando assim um absurdo das sanções impostas contra a Rússia.
"O fato é que as sanções têm frequentemente um efeito contrário, ou seja, tanto para o país em relação ao qual foram introduzidas, como para o país que as impôs, há muito tempo que vamos reiteradamente falando disso. Quanto a tais metáforas, é possível concordar com elas, mas queria indicar que é provável, na verdade, que os russos prefiram comer não neve, mas delícias muito saborosas de produção nacional, cuja quantidade está crescendo graças às sanções", destacou Peskov.
Estrela de rubi de uma das torres da fortaleza do Kremlin. Ao fundo, Grande palácio do Kremlin (foto de arquivo)
© Sputnik/ Aleksei Druzhinin/Anton Denisov/Serviço de imprensa do presidente russo
Após a reunificação da Crimeia com a Rússia, a UE e os EUA introduziram medidas restritivas contra setores inteiros da economia russa. Em resposta, a Rússia limitou a importação de produtos alimentares provenientes de países que se juntaram às sanções. Carne e chouriço, produtos lácteos, legumes e frutos estão sob proibição. Entretanto, a Rússia aprendeu, durante o embargo de dois anos, como se abastecer a si própria de recursos internos, confirmou a agência Bloomberg ainda no ano passado.
Segundo dados da agência, o consumo de produtos alimentares estrangeiros foi reduzido até o mínimo histórico. Por exemplo, no primeiro trimestre do ano passado, no mercado doméstico, a parte de queijos importados caiu para 23 por cento em comparação com 49 por cento em 2014.
Esse embargo tem um efeito positivo para o desenvolvimento da agricultura, o mercado russo está cheio devido ao crescimento da oferta de produção nacional, apontou naquele tempo o chefe do Ministério da Agricultura, Aleksandr Tkachev.
O premiê da Rússia Dmitry Medvedev resumiu, em dezembro de ano passado, que a substituição das importações teve sucesso.

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