segunda-feira, 1 de maio de 2017

'Há quem tente pressionar Trump a puxar o gatilho contra Venezuela'


Prédio do Congresso dos EUA, Washington

'Há quem tente pressionar Trump a puxar o gatilho contra Venezuela'

© flickr.com/ Stephen Melkisethian
Américas
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O apelo de 34 membros do Congresso dos EUA que encaminharam uma carta ao presidente norte-americano, Donald Trump, com pedido de exercer pressão sobre a Venezuela devido aos casos de corrupção e violação de direitos humanos no país, causou uma grande polêmica na sociedade.

Segundo Jordán Rodríguez, vice-presidente do canal estatal venezuelano VTV, que foi entrevistado pela Sputnik Mundo, o novo secretário de Estado, Rex Tillerson destacou a necessidade de restabelecer a democracia na Venezuela, apesar das declarações de Trump sobre a necessidade de se focar nos EUA.
"Suas palavras significam que a ditadura reina no meu país. Provavelmente, há quem tente pressionar Trump e fazê-lo puxar o gatilho contra Venezuela, o que não está entre as suas prioridades", assinalou Rodríguez.
Uma pesquisa da agência Associated Press (AP) mostrou que o novo vice-presidente da Venezuela, Tareck El Aissami, é, alegadamente, ligado ao tráfico de drogas e grupos terroristas no Oriente Médio. Segundo Rodríguez, entre os anos de 2008 e 2010, Aissami contribuiu para o enfraquecimento de carteis de drogas no país.
"Não é por acaso que a AP publica as informações que o mencionam como funcionário o qual Trump deve pressionar. Se analisarmos a carreira deste funcionário e acompanharmos a reação dos EUA, há mais entendimento na ligação das coisas entre si", ressaltou o vice-presidente do VTV.
Ao mesmo tempo, Rodríguez observou que não é tão fácil enganar a "sociedade interligada".
"Os jornalistas sempre se encontram na mira da sociedade. Mentir e manipular através de tais ações está se tornando cada vez mais difícil", reconhece.
Rodríguez contou que quando trabalhava como correspondente do canal Telesur na Líbia em 2011, ele via jornalistas da AP "sentados na piscina bebendo capuchino" que afirmavam ter testemunhado "fuzilamentos de pessoas" nas ruas de Tripoli. Porém, eles "nem saíam do hotel", revela. Finalmente, Rodrígues conclui que "esta publicação que acusa diretamente o vice-presidente, provavelmente, visa provocar uma reação do governo venezuelano e desencadear uma guerra de diplomacia que complicará as relações entre os dois países".

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