sábado, 27 de maio de 2017

Grupo do Judeu sionista João Doria dava destaque a 'homem da mala' de Temer e donos da JBS

João Doria ao lado de Wesley Batista, um dos donos da JBS

Grupo do Judeu Sionista João Doria dava destaque a 'homem da mala' de Temer e donos da JBS

Madrugada do dia 19 de abril de 2017. Cercado sob a mira de câmeras e microfones e já sem o seu mandato parlamentar, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) desembarcou em meio ao turbilhão da gravação de uma conversa entre o presidente da República, Michel Temer, e um dos donos da JBS, Joesley Batista.

Porém, não era a primeira vez que os termos Loures e JBS se encontravam. Ambos possuem um elo de convívio comum: o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB). O grupo empresarial LIDE costumava, em seus eventos, dar destaque a Loures. Já a JBS compõe o conglomerado de empresários que respondem por 47% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Aos gritos de “ladrão”, o desembarque de Loures no aeroporto internacional de Guarulhos (SP) esteve bem distante do ambiente requintado que aproveitou em Nova York. Coincidentemente ou não, o peemedebista esteve ao lado de Doria e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), em vários eventos na cidade norte-americana.
Herdeiro de uma dinastia empresarial do Paraná, Loures era há anos assessor direto e de confiança de Temer, muito antes deste assumir a Presidência da República, há pouco mais de 370 dias. Isso constava no crachá que ele gostava de usar nos eventos do LIDE.
Pelo menos foi assim em 2016 na cidade de Foz do Iguaçu (PR), quando Temer ainda era vice-presidente. Mas o crachá apontava: “assessor da Presidência da República”. “Deve ter sido ato falho do João [Doria]”, brincou à época, de acordo com reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo nesta sexta-feira.
Em uma foto do mesmo evento na cidade paranaense, Loures chamava Doria de “amigo”. Já o prefeito de São Paulo destacou que “tinha muita estima” pelo assessor, que ficou conhecido pela delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista aos investigadores da Operação Lava Jato. Loures foi flagrado saindo de uma pizzaria com uma mala em que levava R$ 500 mil, fruto de propina, de acordo com os Batista.
Parceria com os irmãos Batista
Falando nos proprietários da JBS, eles também possuem grande proximidade com o mesmo LIDE. Em 2013, com muita pompa foi anunciada a criação do LIDE Indústria, um dos braços do grupo de empresários. Wesley Batista foi indicado para presidir a área, integrando ainda o Comitê de Gestão do LIDE.
“Não podemos mais continuar perdendo tempo com barreiras que atrapalhem o nosso avanço. Wesley chega para inspirar os principais líderes empresariais do País e do LIDE Indústria que tem como desafio melhorar o delicado quadro da indústria brasileira”, afirmou Doria naquela ocasião, por meio de nota.
Desde que assumiu a Prefeitura de São Paulo, João Doria passou o comando do LIDE ao filho, João Doria Neto, de 22 anos – em uma descompatibilização que lembra o que o presidente dos EUA, Donald Trump, teve de fazer com suas empresas em favor dos filhos. Todavia, sempre que possível, Doria pai costuma participar dos eventos do grupo empresarial.
Embora com laços estreitos com figuras intimamente ligadas ao cenário da crise política, o prefeito de São Paulo não é citado ou investigado em qualquer frente da Lava Jato. É o que o torna um dos principais nomes do PSDB para as eleições presidenciais de 2018. Isto, o seu antipetismo declarado e o bordão sobre “não ser político, mas sim um gestor”, esta uma característica comum entre componentes do grupo empresarial fundado pelo tucano.
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