sábado, 27 de maio de 2017

De que forma os EUA podem provocar uma guerra com a Rússia?

Soldados do exército dos EUA na Letônia participam da operação Atlantic Resolve da OTAN

De que forma os EUA podem provocar uma guerra com a Rússia?

© REUTERS/ Ints Kalnins
Américas
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Acusações infundadas em relação ao Kremlin de incentivar todos os tipos de crises aumentam a possibilidade de uma guerra entre a Rússia e os EUA, acredita o historiador e cientista político Stephen Cohen.

Na retórica de Washington, aparecem cada dia mais frequentemente "ideias muito duvidosas" segundo as quais a guerra com a Rússia é uma necessidade. Quanto mais frequentemente estas afirmações surgem, mais aumenta o risco de uma guerra, destaca Cohen. O establishment político norte-americano, de acordo com analista, justifica a necessidade do aumento da tensão entre Moscou e Washington pela crise na Ucrânia, pela vitória inesperada de Donald Trump, pelo uso de armas químicas na Síria e pelos ciberataques em todo o mundo dos quais alegadamente a Rússia tem culpa.
"Isoladas e em conjunto, estas ideias aumentam a militarização da nova Guerra Fria e provocam avaliações russófobas entre autoridades e a mídia norte-americanas, nas quais a possibilidade de uma guerra não é excluída", sublinha autor no seu artigo para o The Nation.
Contudo, ainda não há provas das acusações feitas, destaca Cohen. A mídia dos EUA já deixou de ser um filtro, um contrapeso que não permitia aos se guiavam por motivos políticos influenciar a tomada de decisões concretas.
"Em vez disso, os próprios jornalistas divulgam e espalham essas ideias", sublinha Cohen. Na retórica antirrussa de Washington não há nem fatos, nem lógica.
Tal política baseada em estereótipos em tempos teve um papel importante na incitação à guerra entre grandes potências. Não se pode excluir que a mesma coisa não esteja acontecendo hoje em dia nas relações russo-americanas, opina o historiador.
Apenas alguns no Congresso, na administração Trump e na mídia se insurgem contra estas incitações e declarações bélicas. "Mas o número de provocações continua crescendo", conclui Cohen.

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