sexta-feira, 26 de maio de 2017

Agronegócio é a chave da relação Brasil-Rússia - ISTO É A MAIOR MENTIRA DO MUNDO...

Brasil joga no ralo nova safra recorde de grãos

Agronegócio é a chave da relação Brasil-Rússia - ISTO É A MAIOR MENTIRA DO MUNDO.... Como pode isso, se a Rússia não compra e nem planta produtos "TRANSGÊNICOS", e o Brasil só planta e só vende produtos "TRANSGÊNICOS", portanto esta notícia é apenas para ludibriar os brasileiros, aliás, ludibriar é a especialidade maior deste ilegítimo governo, o que realmente temos é Agroburrice e Ignorância. Veja a realidade no final da pseuda reportagem...

Nani Goias/AFP
Economia

Brasil e Rússia estreitam seu relacionamento para que a balança comercial bilateral chegue a US$ 10 bilhões ao ano. Para isso, a cooperação entre os dois países tem colocado grande ênfase no âmbito do agronegócio.

As conversações avançaram na semana passada, quando o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Blairo Maggi, trocou ideias com o vice-ministro da Agricultura da Rússia, Evgeny Gromyki. Em nota, o Ministério da Agricultura brasileiro informou:
"Em audiência com o Vice-Ministro Evgeny Gromyki o Ministro Blairo Maggi disse ter disposição para aumentar o comércio do agronegócio com o país, que é parceiro no BRICS [grupo de países emergentes integrado também por China, Índia e África do Sul]. A expectativa é mais que dobrar o volume de negócios, chegando a US$ 10 bilhões em 5 anos."
A nota do Ministério da Agricultura continua:
"O interesse da Rússia é aumentar especialmente a venda de pescados ao Brasil, que muitas vezes chega aqui de forma terceirizada, intermediada por outros países, e também de trigo. Aos produtores brasileiros interessa ampliar a venda de carne ao país governado por Vladimir Putin."
Ainda de acordo com o Ministro Blairo Maggi, não existem objeções políticas ou econômicas para o incremento do comércio bilateral Brasil-Rússia. No encontro com o colega russo, o representante do Governo brasileiro agradeceu à Rússia por não ter suspendido a importação de carne do Brasil quando da divulgação da Operação Carne Fraca.
Em entrevista exclusiva à Sputnik, o economista Hélio Sirimarco, vice-presidente da SNA – Sociedade Nacional de Agricultura, Brasil e Rússia precisam harmonizar seus objetivos, de modo a ampliar o volume de negócios:
"É um processo de negociação. Temos que juntar os interesses. Existem interesses recíprocos. Agora, temos problemas de custos, logística, que podem influenciar, aumentar ou diminuir esse comércio. Os russos têm interesse em alguns produtos brasileiros, o Brasil tem interesse em produtos russos, então, é um processo de conversa. Eu acho que essa reunião entre os ministros da Agricultura dos dois países é um bom começo e, a partir daí, vamos tocando."
O vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura acrescenta que "o Brasil já teve um excelente relacionamento comercial com a antiga União Soviética. O Brasil era um grande exportador de commodities para lá, soja inclusive. Enfim, é um processo lento. Nós abrimos o mercado de carne, tivemos um problema, mas, aparentemente, não foi afetada em muito a relação [entre os dois países] em função da Operação Carne Fraca. Enfim, temos de aguardar, ver e seguir nas negociações."
Para Hélio Sirimarco, a Operação Carne Fraca não abalará o volume de encomendas da carne do Brasil pela Rússia:
"Acho que o primeiro impacto foi negativo, mas na maioria os países ou quase todos os países que suspenderam, temporariamente, a importação das carnes brasileiras já voltaram atrás. Especificamente, alguns frigoríficos, algumas plantas estão bloqueadas, mas, de modo geral, a coisa continua normal. A qualidade da carne brasileira é reconhecida internacionalmente e eu não vejo problema, não."
Segundo o vice-presidente da SNA, uma nova missão russa virá ao Brasil em maio inspecionar os frigoríficos brasileiros. E, além da carne, há outros produtos que estão sendo mutuamente negociados:
"Virá no mês que vem uma missão russa para vistoriar os frigoríficos, que já exportavam [carnes] para a Rússia e para reabilitá-los ou manter a habilitação. Foi definido também nesta reunião a ampliação da venda pelo Brasil de lácteos, frangos e suínos, e uma facilitação da compra de fertilizantes russos pelo Brasil. O Brasil também tem interesse na importação de trigo russo, mas aí é um problema de custo. Normalmente, o nosso principal fornecedor é a Argentina, porque o custo do trigo argentino é muito menor. A logística do trigo russo é muito mais cara. Então, a gente tem esses aspectos."

 AGRONEGÓCIO? - O QUE TEMOS É AGROBURRICE E IGNORÂNCIA - ENTREVISTA COM O MAIOR ENTENDIDO DO ASSUNTO NO MUNDO, É ÁRABE RADICADO NO BRASIL (UNICAMP)



...A característica primeira do "SUBDESENVOLVIDO", é, tomar um "CÂNCER" da "CocaCola", comer um "DIABETES" nas batatas do "McDONALDS", e quando o brasileiro "SUBDESENVOLVIDO" "TRANSGÊNICO" e "FLUORETADO", a exemplo o "Paulista", vai para o exterior, e, ele volta com dois presentes: um pacote de "café solúvel "da Alemanha, que não planta nenhum pé de café em seu território, o Brasil é o maior produtor do mundo; e trás chocolate suíço, o melhor chocolate do mundo, feito à base de cacau. A Suíça não cultiva nenhum pé de cacau. O Brasil vende essas matérias-primas para ambos"...By Mohamad Ali - Mohamed Habib...

Mohamed Ezz El Din Mostafa Habib é graduado em Engenharia Agronômica e mestre em Entomologia (Controle Biológico) pela Universidade de Alexandria, Egito, e doutor em Ciências Biológicas (Entomologia) pela Unicamp. Além de lecionar na instituição, ele é pró-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da Unicamp.
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Mohamed Ezz El Din Mostafa Habib assinou, juntamente com outros pesquisadores, um relatório que acusa a "Monsanto Judaico Sionista" de saber, há mais de 30 anos, que o herbicida Round-Up provoca anomalias congênitas. O professor da Unicamp estuda os efeitos dos agrotóxicos na saúde e no meio ambiente desde a década de 1970 e afirma que testes feitos com o "glifosato", princípio ativo do Round-Up, “mata qualquer criatura de origem vegetal, (…) causa problemas de desenvolvimento embrionário, atinge células de tecidos do corpo humano e prejudica o desenvolvimento das crianças”.

Observamos impactos negativos no desenvolvimento dos ovários e do sistema reprodutor dos animais. Portanto, a soja transgênica precisa ser retirada do mercado imediatamente. As pesquisas de transgenia precisam continuar a desenvolver técnicas mais seguras para a saúde e o meio ambiente.

Edvaldo Domingues Veline - Chefe da Máfia "Judaico Sionista" que domina o CNTBio, e licencia a "Monsanto Judaico Sionista" a inseminar e envenenar os brasileiros, com os falsos agrotóxicos proibidos no resto do mundo

CTNBio  entendeu quando aprovou a produção e a comercialização o herbicida Round-Up tendo como princípio ativo o "GLIFOSATO", que é um produto de largo espectro tóxico, ou seja, mata qualquer criatura de origem vegetal. Ele ainda é tóxico para o ser humano e causa problemas de desenvolvimento embrionário, atinge células de tecidos do corpo humano e prejudica o desenvolvimento das crianças.

‘É possível desenvolver uma agricultura sustentável por meio do manejo ambiental, sem utilizar agrotóxicos’
Publicado em julho 8, 2011 
Agricultura brasileira é deficiente – De acordo com o engenheiro agrônomo Mohamed Ezz El Din Mostafa Habib, é possível desenvolver uma agricultura sustentável por meio do manejo ambiental, sem utilizar agrotóxicos

Mohamed Ezz El Din Mostafa Habib assinou, juntamente com outros pesquisadores, um relatório que acusa a Monsanto de saber, há mais de 30 anos, que o herbicida Round-Up provoca anomalias congênitas. 

O professor da Unicamp estuda os efeitos dos agrotóxicos na saúde e no meio ambiente desde a década de 1970 e afirma que testes feitos com o glifosato, princípio ativo do Round-Up, “mata qualquer criatura de origem vegetal, (…) causa problemas de desenvolvimento embrionário, atinge células de tecidos do corpo humano e prejudica o desenvolvimento das crianças”.


Em entrevista à IHU On-Line por telefone, Mostafa Habib menciona ainda que a transgenia, outro ramo de atividades da empresa, também causa impactos à saúde humana. 

Realizamos testes em animais de laboratório com a ração fabricada a partir da soja transgênica e soja não transgênica. Observamos impactos negativos no desenvolvimento dos ovários e do sistema reprodutor dos animais”, relata.

Mohamed Ezz El Din Mostafa Habib é graduado em Engenharia Agronômica e mestre em Entomologia (Controle Biológico) pela Universidade de Alexandria, Egito, e doutor em Ciências Biológicas (Entomologia) pela Unicamp. Além de lecionar na instituição, ele é pró-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da Unicamp.


Confira a entrevista:


IHU On-Line – O senhor assina, juntamente com outros pesquisadores, o relatório de pesquisa que acusa a multinacional Monsanto Judaico Sionista" de agroindústria e biotecnologia de saber, desde 1980, que o herbicida Round-Up – cujo princípio ativo é o "glifosato" – provocaria anomalias congênitas. Pode nos dar mais detalhes sobre o relatório? Como esta pesquisa foi realizada?


Mohamed Ezz El Din Mostafa Habib – Minha carreira começou em 1964. Portanto, tenho 47 anos de experiência. Nesse período, pesquisei os efeitos negativos do agrotóxico na saúde e no meio ambiente de países agrícolas.


A "Monsanto Judaico Sionista", dona e produtora do defensivo Roundup, sempre trabalhou para dominar o mercado. Portanto, o investimento da empresa em transgenia é justamente para fazer do Roundup  um produto a ser vendido no mundo inteiro.
Grupo:
Ana Caroline
Andressa Maria
Bewlthiane Carvalho
Emilene Freires
Janaina Dias
Maricélia Rabelo
As anomalias congênitas (defeitos ou malformações ao nascimento) são alterações do desenvolvimento presentes ao nascimento. As anomalias congênitas são as principais causas de mortalidade infantil e podem ser estruturais, funcionais, metabólicas, comportamentais ou hereditárias, podem também ser provocadas pelo "GLIFOSATO", fabricado pela "Monsanto Judaioco Sionista".



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O "glifosato", diferentemente do que a Monsanto vem dizendo e diferentemente daquilo que a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio  entendeu quando aprovou a produção e a comercialização, é um produto de largo espectro tóxico, ou seja, mata qualquer criatura de origem vegetal. Ele ainda é tóxico para o ser humano e causa problemas de desenvolvimento embrionário, atinge células de tecidos do corpo humano e prejudica o desenvolvimento das crianças.


Todas as pesquisas e levantamentos científicos feitos concluíram que o mundo precisa conhecer a realidade da soja transgênica e as origens do "glifosato".

Realizamos testes em animais de laboratório com a ração fabricada a partir da soja transgênica e soja não transgênica: 

Observamos impactos negativos no desenvolvimento dos ovários e do sistema reprodutor dos animais. Portanto, a soja transgênica precisa ser retirada do mercado imediatamente. As pesquisas de transgenia precisam continuar a desenvolver técnicas mais seguras para a saúde e o meio ambiente.


ÓLEOS TRANSGÊNICOS DE SOJA - CANOLA - MILHO, LEITES LONGA VIDA, 
BEBIDAS LÁCTEAS "ADES".
SUCOS ENGAFADOS EM EMBALAGEM PLÁSTICA OU EM CAIXAS TETRAPAK 

QUE ATINGEM A MAIORIA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA, SÓ O FLUOR ATINGE MAIS DE 100 MILHÕES, E O DIABETES TEM ÍNDICES MASCARADOS PELO GOVERNO, POIS A UNIVERSIDADE DO TEXAS APONTOU PARA 25 MILHÓES, MAS, O NÚMERO MAIS PROVÁVEL´É QUE ESTEJA ACIMA DOS 40 MILHÕES, E OS ITENS ACIMA CITADOS PROVOCAM:

  
DIABETES -  CÂNCER - OBESIDADE - INFERTILIDADE DAS MULHERES - ESTERILIDADE NOS HOMENS - MAL DE ALZHEIMER - MAL DE PARKINSON - DIMINUIÇÃO DA INTELIGÊNCIA EM GERAL E EM ESPECIAL O "QI" BAIXÍSSIMO DAS CRIANÇAS - HOMOSSEXUALISMO - ENFISEMA PULMONAR - CIRROSE DO FÍGADO - NARCOLEPSIA - AVC - INFARTO - ASMA - SÍNDROME DO METABOLISMO - MÁ FORMAÇÃO DE ÓRGÃOS - DANOS IRREPARÁVEIS AOS RINS - DANOS IRREPARÁVEIS AO FÍGADO - DANOS IRREPARÁVEIS AO CORAÇÃO - TRANSFIGURAÇÃO DO "DNA" - DERRAMES - MORTE PREMATURA - DEMÊNCIA - TUMORES - E ETC...  


PESQUISA EM ANIMAIS ALIMENTADOS COM TRANSGÊNICOS NA RÚSSIA, DEIXOU OS CIENTISTAS HORRORIZADOS COM A RAPIDEZ QUE SURGEM OS TUMORES CANCERÍGENOS - PUTIN SUSPENDEU IMEDIATAMENTE O COMÉRCIO E O PLANTIO E A COMPRA DE TODO E QUALQUER TIPO DE TRANSGÊNICO    
AS AUTORIDADES QUE LICENCIAM ESTA CRIMINOSA EMPRESA, SÃO TANTO QUANTO ELA, CRIMINOSOS TAMBÉM!
Também é preciso rever o impacto do glifosato. Quando o Brasil não cultivava transgênico e estabelecia, pela lei, o máximo de 0,2 partes por milhão de glifosato na soja, a Monsanto pressionou o governo e quis, numa primeira instância, mudar a lei para permitir até 100 partes por milhão. Entretanto, em função das pressões da sociedade, a lei permitiu ter 10 partes por milhão de glifosato nos grãos da soja. Isso significa 50 vezes mais o valor que era permitido anteriormente.


Os grãos da soja de hoje têm um teor de "glifosato" superior àquele que existia antes. Portanto, mesmo com a introdução da transgenia, o Brasil não ganhou nada.


IHU On-Line – Além do uso de agrotóxicos, que outras medidas podem ser tomadas para o controle biológico das lavouras? 


Mohamed Ezz El Din Mostafa Habib – O controle biológico é uma das medidas, mas nós podemos trabalhar para que haja um manejo ambiental do próprio ecossistema e da lavoura. Por meio do manejo ambiental é possível cultivar a diversidade vegetal. Cada vez que se tem diversidade na composição da flora, consegue-se ter uma riqueza na diversidade faunística. A partir disso, alcança-se o equilíbrio ecológico natural, que acaba automaticamente mantendo as populações das pragas sob o nível ou abaixo do nível que poderia causar algum dano econômico.


A ciência mostrou que o conceito de agricultura convencional de monocultura, de tirar do mapa toda a complexidade vegetal que existia e substituí-la por uma única cultura, não é sustentável.
Hoje, o mundo procura uma agricultura sustentável e este novo modelo não pode ficar dependente de fertilizantes, agrotóxicos. 


É preciso investir em uma produção mais saudável para o meio ambiente e para o homem que cultiva e que consome. Nesse sentido, é possível fazer uso de métodos de controle biológico natural, aproveitando a riqueza da fauna. Nós temos de preservar o ambiente para que os inimigos naturais (pragas) que ocorrem naturalmente no ambiente possam estar seguros na propriedade para trabalhar a favor da agricultura.


Também é possível utilizar o controle biológico aplicado, ou seja, é possível liberar os inimigos naturais para fazer o controle microbiano aplicado, aplicando bactérias, fungos. Igualmente, existe o conceito de preservação e de investimento cada vez maior na diversidade biológica da propriedade rural. É preciso partir para rotações agrícolas, policultivos nas propriedades para ter uma estabilidade econômica maior.


É fundamental realizar pesquisas para definir o zoneamento agrícola brasileiro e verificar quais são as condições agrícolas de cada região do país. Dentro desse zoneamento, é preciso ter um plano governamental para otimizar as condições de cada região. 

Não é possível plantar soja desde o Rio Grande do Sul até o Amazonas; isso é ridículo. Portanto, cada região do Brasil deve identificar a sua vocação, a sua coerência e ver como ela se manifesta na cultura local.


IHU On-Line – Como vê a atuação de órgãos responsáveis pela regulação de agrotóxicos em todo o mundo? Quais os maiores dilemas dessas instituições? 


TRANSGÊNICOS PROPORCIONAM MORTE PREMATURA
Mohamed Ezz El Din Mostafa Habib – Não tenho reclamação dos órgãos reguladores que liberam e autorizam o uso dos agrotóxicos. 

ESTÃO ROUBANDO O FUTURO DESTE PAÍS

O problema não está nesses órgãos e, sim, no outro lado, que pressiona o trabalho deles. As multinacionais que produzem agrotóxicos desrespeitam a sociedade brasileira e o futuro desse país.

Elas utilizam o Brasil para ter retorno financeiro e, hoje, trabalham para retirar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o poder de opinar sobre os agrotóxicos, que são os maiores inimigos da saúde brasileira.

A academia não tem força para enfrentar as pressões das multinacionais. As empresas têm um lobby fortíssimo no Congresso (BETO ALBUQUERQUE É O CHEFE DAS COMPRAS DE PARLAMENTARES PARA VOTAREM A FAVOR DOS VENENOS) e estão trabalhando contra os interesses nacionais. Minha preocupação é com a interferência e a influência das multinacionais nos órgãos públicos.

A CTNBio é pró-multinacionais judaico sionistas e 2/3 da instituição trabalham em prol da multinacional "MONSANTO JUDAICO SIONISTA". Isso é assustador porque a sociedade confia nessas organizações que trabalham na contramão dos interesses nacionais, são bandidos e traidores.

IHU On-Line – O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do planeta e ainda permite a utilização de produtos banidos em diversos países. Como entender essa cultura pró-agrotóxicos em nosso país?  


Mohamed Ezz El Din Mostafa Habib – O que a academia e certos meios de comunicação estão fazendo é o início de um processo, ou seja, temos de continuar conscientizando a sociedade.

A transgenia veio para enganar a população. As companhias dizem que os transgênicos consomem menos agrotóxicos, mas acontece o contrário.

Os transgênicos consomem mais agrotóxicos do que a cultura convencional anterior.


Precisamos sair em campanhas nas ruas dizendo: “Agrotóxicos nunca mais!”. Com isso, podemos pressionar para que as multinacionais comecem a pesquisar e desenvolver produtos alternativos. 

As empresas não aceitam as propostas das universidades porque jogar veneno nas lavouras é mais fácil. Elas ainda insistem em chamar o agrotóxico de defensivo agrícola, de remédio. Temos que abraçar essa campanha contra os agrotóxicos porque é muito complicado continuarmos desse jeito.


IHU On-Line – Qual a origem e a necessidade de utilizar agrotóxicos no Brasil? 


Mohamed Ezz El Din Mostafa Habib – O uso de agrotóxicos se disseminou pelo mundo em função da pressão das multinacionais. Quando cheguei ao Brasil, em 1972, pude perceber o que as vendedoras de agrotóxicos faziam: 

Contratavam agrônomos brasileiros para receber um salário por meio de comissão, assim, quanto mais eles vendiam, maior era o rendimento financeiro. Esse comportamento, além de ser imoral, é um crime.


Antigamente, as multinacionais não tinham influência no governo federal, no parlamento brasileiro. Hoje, elas têm lobby no Congresso e aliados em órgãos públicos como na CTNBio

O brasileiro não tinha a cultura de utilizar venenos; isso é influência das multinacionais, que utilizam produtos proibidos em seus países de origem para comercializá-los no Brasil.


IHU On-Line – Em que medida o modelo do agronegócio brasileiro contribui para a cultura do uso de agrotóxicos no Brasil? 


Mohamed Ezz El Din Mostafa Habib – O modelo do agronegócio brasileiro é arcaico porque se baseia na exportação de grãos, que serve de matéria-prima para os europeus fabricarem ração animal. 

Se esse setor fosse um pouco mais inteligente, poderia produzir a ração no Brasil e exportar o produto com um valor agregado. 

Já estou cansado de ver o Brasil exportando matéria-prima e chamar isso de agronegócio; isso é agroburrice, ignorância. 

Países que buscam o seu desenvolvimento não podem exportar matéria-prima, energia e, muito menos, água. 

O Brasil está fazendo exatamente isso. E depois, o brasileiro vai para o exterior e volta com dois presentes: um pacote de café solúvel da Alemanha, que não planta nenhum pé de café em seu território; e chocolate suíço, o melhor chocolate do mundo, feito à base de cacau. A Suíça não cultiva nenhum pé de cacau. O Brasil vende essas matérias-primas para ambos.


O que acontece no Brasil é uma atividade agrícola extremamente deficiente, que precisa evoluir. 

O grão de soja nunca é superior a um real e para produzi-lo, o país gastou no mínimo 200 litros de água. 

O Brasil já perdeu 95% da Mata Atlântica, mais de 80% do cerrado e 20% da Floresta Amazônica. Será que está valendo a pena vender energia e chamar agroenergia de bioenergia para enganar o povo brasileiro? Não se produz bioenergia com a cana-de-açúcar e com a soja. Já estou cansado desse tipo de tática enganosa.


Dizem que este é o setor que mais cresce, mas também é o setor que mais destrói o país. 

É um setor que precisa trabalhar com mais inteligência, mais ciência e mais tecnologia.

http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=44974

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