sexta-feira, 26 de maio de 2017

Presidente russo quer eliminar dólar e euro

Presidente da Federação da Rússia Vladimir Putin

Presidente russo quer eliminar dólar e euro

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, preparou um projeto de decreto que visa retirar o dólar e o euro do intercâmbio comercial entre os países que fazem parte da Comunidade de Estados Independentes (CEI).

Com a aprovação desta medida, o mercado financeiro comum pode abranger a Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Moldávia, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão.
De acordo com o comunicado oficial do Kremlin, “isso ajudaria a expandir o uso das moedas nacionais em pagamentos no comércio e serviços financeiros internacionais e, desta maneira, criar pré-requisitos para uma maior liquidez dos mercados monetários domésticos”.
No futuro, a eliminação do dólar e do euro fomentará “uma política monetária coordenada visando criar novas oportunidades para implementar estratégias de comércio e investimentos de longo prazo e trazer a estabilidade macroeconômica à região”, reza o comunicado. A CEI é composta por países cujos territórios integravam a União Soviética. No entanto, a Bielorrússia, Cazaquistão e o Quirguistão também fazem parte da União Econômica Eurasiática (UEE). Dentro deste espaço econômico, a estratégia de uso obrigatório de moedas locais pode ser implementada até 2030.
Vale lembrar que em agosto, o Banco Central da China adotou o rublo como segunda moeda legítima na cidade de Suifenhe, na província de Helongjiang, fronteiriça com a Rússia.

Agronegócio é a chave da relação Brasil-Rússia

Brasil joga no ralo nova safra recorde de grãos

Agronegócio é a chave da relação Brasil-Rússia

Nani Goias/AFP
Economia
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Brasil e Rússia estreitam seu relacionamento para que a balança comercial bilateral chegue a US$ 10 bilhões ao ano. Para isso, a cooperação entre os dois países tem colocado grande ênfase no âmbito do agronegócio.

As conversações avançaram na semana passada, quando o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Blairo Maggi, trocou ideias com o vice-ministro da Agricultura da Rússia, Evgeny Gromyki. Em nota, o Ministério da Agricultura brasileiro informou:
"Em audiência com o Vice-Ministro Evgeny Gromyki o Ministro Blairo Maggi disse ter disposição para aumentar o comércio do agronegócio com o país, que é parceiro no BRICS [grupo de países emergentes integrado também por China, Índia e África do Sul]. A expectativa é mais que dobrar o volume de negócios, chegando a US$ 10 bilhões em 5 anos."
A nota do Ministério da Agricultura continua:
"O interesse da Rússia é aumentar especialmente a venda de pescados ao Brasil, que muitas vezes chega aqui de forma terceirizada, intermediada por outros países, e também de trigo. Aos produtores brasileiros interessa ampliar a venda de carne ao país governado por Vladimir Putin."
Ainda de acordo com o Ministro Blairo Maggi, não existem objeções políticas ou econômicas para o incremento do comércio bilateral Brasil-Rússia. No encontro com o colega russo, o representante do Governo brasileiro agradeceu à Rússia por não ter suspendido a importação de carne do Brasil quando da divulgação da Operação Carne Fraca.
Em entrevista exclusiva à Sputnik, o economista Hélio Sirimarco, vice-presidente da SNA – Sociedade Nacional de Agricultura, Brasil e Rússia precisam harmonizar seus objetivos, de modo a ampliar o volume de negócios:
"É um processo de negociação. Temos que juntar os interesses. Existem interesses recíprocos. Agora, temos problemas de custos, logística, que podem influenciar, aumentar ou diminuir esse comércio. Os russos têm interesse em alguns produtos brasileiros, o Brasil tem interesse em produtos russos, então, é um processo de conversa. Eu acho que essa reunião entre os ministros da Agricultura dos dois países é um bom começo e, a partir daí, vamos tocando."
O vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura acrescenta que "o Brasil já teve um excelente relacionamento comercial com a antiga União Soviética. O Brasil era um grande exportador de commodities para lá, soja inclusive. Enfim, é um processo lento. Nós abrimos o mercado de carne, tivemos um problema, mas, aparentemente, não foi afetada em muito a relação [entre os dois países] em função da Operação Carne Fraca. Enfim, temos de aguardar, ver e seguir nas negociações."
Para Hélio Sirimarco, a Operação Carne Fraca não abalará o volume de encomendas da carne do Brasil pela Rússia:
"Acho que o primeiro impacto foi negativo, mas na maioria os países ou quase todos os países que suspenderam, temporariamente, a importação das carnes brasileiras já voltaram atrás. Especificamente, alguns frigoríficos, algumas plantas estão bloqueadas, mas, de modo geral, a coisa continua normal. A qualidade da carne brasileira é reconhecida internacionalmente e eu não vejo problema, não."
Segundo o vice-presidente da SNA, uma nova missão russa virá ao Brasil em maio inspecionar os frigoríficos brasileiros. E, além da carne, há outros produtos que estão sendo mutuamente negociados:
"Virá no mês que vem uma missão russa para vistoriar os frigoríficos, que já exportavam [carnes] para a Rússia e para reabilitá-los ou manter a habilitação. Foi definido também nesta reunião a ampliação da venda pelo Brasil de lácteos, frangos e suínos, e uma facilitação da compra de fertilizantes russos pelo Brasil. O Brasil também tem interesse na importação de trigo russo, mas aí é um problema de custo. Normalmente, o nosso principal fornecedor é a Argentina, porque o custo do trigo argentino é muito menor. A logística do trigo russo é muito mais cara. Então, a gente tem esses aspectos."

'Com governo de direita, economia brasileira ficou mais aberta à cooperação com Rússia'

Bandeiras do Brasil e da Rússia

'Com governo de direita, economia brasileira ficou mais aberta à cooperação com Rússia'

Wilson Dias/ Agência Brasil
Economia
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Sendo ambos os países membros do BRICS, o Brasil e a Rússia têm apostado muito em cooperação bilateral nos últimos anos. Na véspera da próxima reunião entre os empresários brasileiros e russos, a Sputnik Brasil falou com o presidente do Conselho Empresarial Rússia-Brasil, Sergey Vasiliev, sobre as perspectivas do comércio entre os dois países.

Hoje em dia, o fluxo comercial entre o Brasil e a Rússia é de US$ 4,3 bilhões, sendo que cerca de 60% das exportações brasileiras contam com a carne de boi e de frango, além da soja, açúcar, café e tabaco, enquanto a Rússia vende, principalmente, para o país latino-americano seus produtos químicos. Sputnik: Já passou um ano desde a destituição da ex-presidente brasileira, Dilma Rousseff. Será que o senhor, bem como toda sua equipe empresarial, sentiu alguma mudança na abordagem brasileira para com a cooperação com a Rússia com a chegada da nova administração? Houve algumas iniciativas novas ou, talvez, algumas esferas ficaram paradas?
Sergey Vasiliev: Já é a quinta vez que eu tomo parte das reuniões da Comissão Intergovernamental de Cooperação [trata-se do encontro da Comissão Intergovernamental de Cooperação Rússia-Brasil (CIC) que ocorreu nos dias 22 e 23 de maio em Brasília]. Claro que muita coisa mudou. Vou apenas falar que as relações ficaram muito mais calorosas, a nível econômico, particularmente. Há muito mais compreensão mútua, já que isso é extremamente importante. Propriamente dito, a nova administração anunciou um caráter muito mais aberto na economia, o que, claro, é crucial. […] Antes disso, ao longo de 5 anos, o comércio bilateral estava em declínio.
S: Ou seja, a seu ver, o governo que se inclina mais para a direita é um parceiro mais benéfico para a Rússia?
SV: Em algum sentido, sim, são mais abertos. Mas, falando justamente, certo encerramento da economia não se deu deliberadamente, mas sim por um conjunto de abordagens políticas. Não houve um conceito especial de fechar a economia, foi assim que aconteceu. Claro que foi um fator negativo, e deve ser combatido.
Falando sobre as perturbações políticas que abalam o Brasil hoje em dia, Vasiliev, que também ocupa o posto de vice-presidente do banco estatal russo Vnesheconombank, destacou que elas "não acabam minando o interesse por parte dos investidores russos, porém, desestabilizam em certo sentido o processo de negociação". O economista adiantou que, entretanto, durante a reunião de anteontem (23) não dava para sentir qualquer tipo de perturbação ou incerteza durante as conversações, que decorreram em tom muito construtivo e amistoso.
Vale destacar que há vários anos, inclusive no decorrer da VI cúpula do BRICS que aconteceu de 15 a 16 de julho de 2014, em Fortaleza, o Brasil e a Rússia determinaram o objetivo de alcançar um fluxo comercial no volume de US$ 10 bilhões, o que até hoje não foi realizado.
"Na verdade, esta meta foi colocada ainda antes [da cúpula em Fortaleza], e até hoje não foi alcançada. Mais que isso, não estou certo que seja possível alcançá-la nos próximos anos", confessou Vasiliev.
Entre as razões para o avanço bastante lento da iniciativa, o economista sublinhou a tendência russa de buscar autossuficiência no setor de carnes, enquanto este tipo de produtos alimentícios é aquilo que contribui para a parte leonina das vendas brasileiras. O especialista destacou que, por enquanto, não há nenhuma esfera de cooperação, de mesma forma ampla, que possa substituí-la, por isso é pouco provável que as importações russas cresçam a ritmos muito elevados.

S: Ou seja, a curto prazo a realização desta meta não será possível?
SV: Falando a verdade, hoje em dia é à cooperação tecnológica e à de investimentos que se dá maior destaque. Ou seja, às esferas que não refletem tanto nos índices brutos, mas é visível na qualidade dos produtos e na introdução de novas tecnologias.
Abordando o tema da operação Carne Fraca, que levou vários países do mundo a introduzirem suspensões temporárias às importações brasileiras, Vasiliev destacou que a Rússia decidiu seguir outro caminho de não impor quaisquer sanções, o que foi altamente elogiado pelos parceiros brasileiros, inclusive pelo Ministério da Agricultura.
Além disso, o especialista observou que tal tipo de entendimento pode dar um novo ímpeto ao comércio bilateral na esfera de agricultura. "Por exemplo, temos tido uns desafios na área de agricultura, no que se trata das exportações de trigo russo. Havia umas regras bem rígidas, extremamente duras. Agora, há uma hipótese de que este problema se resolva", explicou Vasiliev.

S: Isto é, o escândalo da Carne Fraca não influiu de alguma maneira nos volumes de importações russas?
SV: Absolutamente não. Digamos a verdade, este foi um escândalo artificial, em algum sentido. Tratou-se de vários produtores bem "marginais" que produzem, acho, cerca de 2% do volume total. Foi uma clara "ação de publicidade", e teve nada a ver com os problemas reais. […] Uma ação alegadamente organizada por concorrentes, porém, não conheço este mercado tão bem para dizer ao certo.
Entre outros aspetos positivos, o presidente do Conselho Empresarial Rússia-Brasil sublinhou o impacto das sanções de retaliação russas contra os produtos agrícolas europeus que acabaram por beneficiar o comércio com outros países, inclusive o com o país verde e amarelo.
"Abrem-se novas perspectivas. Por exemplo, cresceram as importações russas das frutas brasileiras, embora sempre tenham sido significativamente grandes. Além disso, há produtos lácticos, queijos, por exemplo, que também vão para a Rússia. Não é um processo rápido, mas é evidente que o comércio em outras esferas, além da de carnes, também vai aumentar", assegurou.
Entre os problemas que o Brasil e a Rússia estão enfrentando perante o desenvolvimento da cooperação bilateral está, por exemplo, a semelhança na estrutura econômica e na de exportações. Porém, Vasiliev sublinhou que há várias prioridades atuais na cooperação econômica entre os dois Estados: indústria, tecnologia e investimentos.
Em conclusão, o presidente do Conselho Empresarial Rússia-Brasil assinalou que, em 20 de junho, no âmbito da visita oficial de Michel Temer a Moscou, decorrerá o Fórum Empresarial bilateral, do qual o chefe do Estado também tomará parte ao pronunciar um discurso.
"Este é o evento mais importante para hoje. Todos os esforços estão sendo concentrados em torno dele", resumiu.
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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Oposição da Venezuela vai a extremos na véspera da convocação da Constituinte de Maduro

Protestos antigovernamentais em Caracas, Venezuela

Oposição da Venezuela vai a extremos na véspera da convocação da Constituinte de Maduro

© AFP 2017/ Federico Parra
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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou que as eleições para a Assembleia Constituinte acontecerão em julho. Entretanto, a oposição do país está se tornando cada vez mais violenta, negando cada iniciativa apresentada pelo presidente.

Chefe do Centro de Estudos Brasileiros e Latino-Americanos da Middlesex University, Francisco Dominguez disse à Sputnik que considera a situação na Venezuela a consequência do fracasso do "estado de aparato" dos Estados Unidos.
De acordo com Dominguez, as forças em Washington chegaram à conclusão de que a "guerra econômica" contra a Venezuela, que durou vários anos, falhou e agora essas forças precisam desesperadamente de algum "evento dramático" para servir de pretexto para uma intervenção militar absoluta. Enquanto isso, Maduro compartilhou mais detalhes sobre a próxima Assembleia Constituinte — o órgão que vai escrever a nova constituição para o Estado. A Assembleia incluirá 540 membros de todas as classes, de pescadores venezuelanos a empresários. Não se espera que os membros da Assembleia reescrevam a Constituição inteira a partir do zero, mas sim ampliem a existente, a fim de assegurar que os princípios da Revolução Bolivariana estejam "entrincheirados" no novo documento.
As próximas eleições locais elegerão novos governadores e prefeitos em todo o país — um movimento que a oposição exigiu há muito tempo, com várias dezenas de pessoas sendo mortas em protestos por eleições perpetuamente adiadas. Agora que Maduro anunciou estas eleições, entretanto, a Assembleia Nacional controlada pela oposição rejeitou ferozmente o chamado, Dominguez observou.
"A oposição está se metendo em um canto, e a única coisa que resta é basicamente o bullying, tentando obter uma intervenção internacional, além de ter cada vez mais violência, o que é completamente insano", disse Dominguez, notando que já há pessoas nas ruas, causando destruição e caos.
A Assembleia Nacional também se opõe à Constituinte, apesar de a terem solicitado anteriormente. Segundo o estudioso, a oposição, com o apoio de Washington, ganhou tanta força, eles "não sabem como recuar". A única solução restante é ir cada vez mais ao extremo.
"A dinâmica que está sendo criada dentro da corrente de coalizão é 'quanto mais extremo você é, mais provável que você seja ouvido em Washington'", disse Dominguez.
A voz da razão de "mentes esclarecidas", na palavra do pesquisador, é completamente silenciada pelos apelos ensurdecedores de medidas extremas.
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Coreia do Sul vai tentar convencer EUA para apontar THAAD para norte para acalmar China

Protestos contra implementação do THAAD americano na Coreia do Sul, Seul, 13 de abril de 2017

Coreia do Sul vai tentar convencer EUA para apontar THAAD para norte para acalmar China

© AP Photo/ Ahn Young-joon
Ásia e Oceania
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O enviado especial do presidente sul-coreano, Lee Han-dong, vai novamente tentar, durante sua próxima visita à China, convencer as autoridades chinesas da necessidade de instalação do sistema de defesa antimíssil THAAD norte-americano e vai propor um plano para reduzir as preocupações da China.

De acordo com uma fonte da Sputnik Coreia, a Coreia do Sul planeja propor à China o compromisso de apontar os radares do THAAD rigorosamente para norte, para que eles não monitorizem o território da China, e de garantir que eles não serão incorporados no sistema de defesa antimíssil global dos EUA. Ao mesmo tempo, a Coreia do Sul pretende propor aos Estados Unidos o mesmo plano.
O ex-premiê da República da Coreia, Lee Han-dong, que recebeu na véspera uma carta especial do presidente sul-coreano para o governo chinês, deveria ter viajado para a China já hoje (17 de maio), mas teve que adiar sua visita por um dia por causa do compromisso de realizar uma conferência especial em uma universidade sul-coreana. Entretanto, os enviados especiais do presidente Moon Jae-in ao Japão e aos Estados Unidos já partiram hoje. A visita do enviado especial à Rússia é esperada entre 23 e 24 de maio. Ele, segundo relatos, será recebido pelo Presidente da Rússia, Vladimir Putin.
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Presidente sul-coreano diz que existe 'alta possibilidade de guerra' com Coreia do Norte

Presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, durante coletiva de imprensa em 10 de maio de 2017

Presidente sul-coreano diz que existe 'alta possibilidade de guerra' com Coreia do Norte

© AP Photo/ JungJ Yeon-Je/Pool Photo
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Em meio ao desenvolvimento do sistema de mísseis THAAD na Coreia do Sul e mais um recente lançamento de míssil balístico bem sucedido pela Coreia do Norte, o novo presidente sul-coreano, Moon Jae-in, declarou que existe uma "alta possibilidade" de guerra.

Pouco depois do presidente recém-eleito ter declarado sua intenção de reabrir as negociações com a Coreia do Norte, o líder moderou sua sugestão afirmando que um conflito armado com seu vizinho do norte era provável.
"A realidade é que há uma possibilidade elevada de um conflito militar na Linha de Limite Norte e na linha de demarcação militar", disse Moon, citado pela agência Reuters. 
As declarações de Moon seguem as declarações de oficiais de Pyongyang que reiteram suas provocações contra a proibição do Conselho de Segurança da ONU sobre armas nucleares e mísseis balísticos. Na madrugada do último domingo (horário de Pyongyang), a Coreia do Norte realizou o lançamento de um míssil balístico nos arredores de Kusong, na província de Pyongan Norte. O míssil percorreu, em 30 minutos, quase 800 quilômetros e caiu no mar do Japão, a 400 quilômetros ao leste da Península da Coreia. Segundo o governo japonês, o míssil atingiu uma altura superior a dois mil quilômetros.

Novo presidente da Coreia do Sul aprova primeiro contato civil com vizinhos do norte

Moon Jae-in

Novo presidente da Coreia do Sul aprova primeiro contato civil com vizinhos do norte

© REUTERS/ Seo Myeong-gon /Yonhap via REUTERS
Ásia e Oceania
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O Ministério da Unificação da Coreia do Sul aprovou na sexta-feira a primeira troca civil com o Norte depois que Moon Jae-in se tornou presidente este mês, informou a mídia local.

O Movimento de Compartilhamento Coreano, uma organização sem fins lucrativos que fornece ajuda de socorro a crianças norte-coreanas, foi autorizado a prosseguir com seus projetos, contatando Pyongyang, informou a agência de notícias Yonhap citando autoridades do governo.
Os dois estados estão tecnicamente em guerra desde 1953 e qualquer viagem através da fronteira requer o consentimento das autoridades em Seul e em Pyongyang. O Ministério da Unificação disse na quinta-feira que está analisando 19 pedidos de organizações não-governamentais sul-coreanas para participar de intercâmbios inter-coreanos. Ele prometeu tomar cuidado para não violar as sanções internacionais contra o Estado recluso.
O movimento acontece depois que o presidente Moon prometeu em seu discurso de posse a se aproximar do o norte e considerar até mesmo viajar a Pyongyang nas circunstâncias corretas a fim trazer a paz à península dividida.

China instala mísseis no mar do Sul da China (FOTOS)

Mar do Sul da China

China instala mísseis no mar do Sul da China (FOTOS)

© AFP 2017/ STR
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As novas imagens via satélite obtidas na segunda-feira (8) mostram instalações militares chinesas localizadas sobre um ilhéu nas águas do mar do Sul da China.

O Exército Popular da China criou uma base naval na Ilha Hainan e em março instalou aí várias rampas de mísseis, comunica o jornal Defense News.
"A direção para que estão apontadas as rampas nos leva a crer que se trata de mísseis terra-mar”, acrescentou o analista Amit Gur, adiantando que os mísseis estão agora "completamente visíveis".
De acordo com o analista, os sistemas de mísseis podem ser utilizados como meios suplementares para reforçar a presença militar de Pequim na região.
China deslcoa os sistemas de mísseis no mar do Sul da China
China deslcoa os sistemas de mísseis no mar do Sul da China
A China reclama a soberania de quase toda a região do mar do Sul da China, incluindo áreas perto das fronteiras dos países vizinhos.
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EUA realizam patrulha naval no mar do Sul da China em desafio a Pequim

Navios de guerra dos EUA no mar do Sul da China (arquivo)

EUA realizam patrulha naval no mar do Sul da China em desafio a Pequim

© Foto: US Navy / David Mercil
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Um contratorpedeiro equipado de mísseis guiados da Marinha dos EUA realizou uma "operação de rotina" para garantir a liberdade de navegação no mar do Sul da China.

A operação, referida pelos EUA como patrulha de "liberdade de navegação", foi desenvolvida com objetivo de desafiar as reivindicações marítimas de Pequim, informaram os meios de comunicação norte-americanos, citando autoridades não identificadas. Foi a primeira patrulha do tipo desde outubro do ano passado, e a primeira realizada sob a presidência de Donald Trump, segundo informou o Wall Street Journal nesta quarta-feira.
Uma patrulha de "liberdade de navegação", por definição, deve ocorrer a pelo menos 12 milhas marítimas das águas territoriais de um país, seundo um relatório citado pelo jornal.
No entanto, acrescentou a publicação, o porta-voz do Pentágono se recusou a comentar a missão, alegando que os Estados Unidos operam de acordo com o direito internacional.
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Alta tensão: Navio de guerra dos EUA se aproxima de arquipélago reivindicado pela China

O destróier dos EUA USS Dewey

Alta tensão: Navio de guerra dos EUA se aproxima de arquipélago reivindicado pela China

© REUTERS/ HANDOUT
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O destróier USS Dewey da Marinha norte-americana se aproximou a cerca de 22 quilômetros das ilhas disputadas de Spartley, comunicou a Reuters.

Fontes anônimas norte-americanas precisaram à Reuters que o USS Dewey se aproximou do recife de Mischief, reivindicado pela China. O navio integra a operação Liberdade de Navegação, destinada a contrair as reivindicações marítimas da China.
É a primeira vez após a tomada de posse de Donald Trump que um navio de guerra norte-americano se aproxima das ilhas em disputa no mar do Sul da China.
​A China e outros países da região, nomeadamente o Japão, o Vietnã e as Filipinas contestam as fronteiras marítimas e as zonas da responsabilidade no mar da China Meridional e Oriental. A China afirma que as Filipinas e o Vietnã utilizam deliberadamente o apoio dos EUA para aumentar as tensões regionais.
Em julho de 2016, a Corte Permanente de Arbitragem de Haia, após uma ação das Filipinas, reconheceu a ilegalidade da maioria das reivindicações territoriais do Pequim em relação a alguns territórios no mar do Sul da China. Pequim se recusou de reconhecer a sentença da Corte.
​A China reivindica a sua soberania sobre a quase totalidade das ilhas no mar do Sul da China, incluindo áreas dos países vizinhos.
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China alerta: navio de guerra dos EUA dever deixar as águas disputadas no Mar do Sul China

Mar do Sul da China

China alerta: navio de guerra dos EUA dever deixar as águas disputadas no Mar do Sul China

© AFP 2017/ STR
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A Marinha da China exigiu a saída de um navio de guerra dos Estados Unidos das águas do Mar do Sul da China. Segundo Pequim, a embarcação norte-americana navegou "sem permissão" a 12 milhas náuticas das Ilhas Spratly, o que pode afetar o processo de paz na região.

Depois do contratorpedeiro USS Dewey, equipado com mísseis guiados, ter navegado em águas próximas aos territórios disputados "sem a permissão do governo chinês", a marinha "emitiu um aviso", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lu Kang, em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira. Pequim pediu a Washington que "corrija esse erro" e se abstenha de novas provocações que possam prejudicar a "paz e a segurança da região", bem como a cooperação bilateral entre os EUA e a China.
​"Parem de empreender ações provocativas que prejudicam a soberania e os interesses marítimos da China, para evitar assim ferir a paz e a segurança da região e a cooperação de longo prazo entre os dois países", declarou Lu Kang. Ele acrescentou que patrulhas norte-americanas na região podem "provocar inesperados acidentes aéreos e marítimos", relata Reuters.
​Segundo fontes norte-americanas, o USS Dewey se aproximou do recife de Mischief, reivindicado pela China. O navio integra a operação Liberdade de Navegação, destinada a contrair as reivindicações marítimas da China.
As Ilhas Spratly estão no centro das disputas territoriais entre a China, as Filipinas, o Vietnã, a Malásia, o Brunei e Taiwan, uma vez que a região é estrategicamente importante para o comércio. As reivindicações de Pequim a quase todo o território do Mar do Sul da China e a construção de instalações militares empreendida pelo país na região foram criticadas pelas autoridades dos EUA. A China tem afirmado que a disputa será resolvida com os seus vizinhos, e rejeita uma decisão do tribunal de Haia de 2016 que negou as reivindicações chinesas em favor das Filipinas. As patrulhas dos EUA no Mar do Sul da China foram realizadas durante o governo de Barack Obama. No entanto, essa foi a primeira patrulha do tipo desde outubro do ano passado, e a primeira realizada sob a presidência de Donald Trump.
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Ato em Brasília: Manifestantes veem atos de depredação como 'medidas de resistência'

Confronto entre manifestantes e policiais em Brasília em protesto contra Michel Temer, 24 de março de 2017

Ato em Brasília: Manifestantes veem atos de depredação como 'medidas de resistência'

© REUTERS/ Ueslei Marcelino
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A manifestação em Brasília contra o governo de Michel Temer foi palco de um cenário de guerra nesta quarta-feira (24) com ininterruptas bombas de gás contra manifestantes e depredações de vidraças e prédios públicos. Três prédios da esplanada dos Ministérios ficaram em chamas.

O professor de Educação Física do Instituto Federal Fluminense (IFF) e ativista do Coletivo Marxista, Gabriel Marques, conversou com a Sputnik Brasil e deu um relato sobre as manifestações contra o governo de Michel Temer desta quarta-feira.   Segundo ele, a violência em Brasília teve início quando os manifestantes se aproximaram do cordão de isolamento perto do Congresso Nacional.
"Alguns manifestantes tentaram ultrapassar esse isolamento da grade e ocupar parte do gramado. A Polícia Militar e a Segurança Nacional, como já conhecemos há algum tempo, realizaram as ações de truculência e arbitrariedade, lançando gás de pimenta, bombas de gás lacrimogênio, balas de borrachas. Há relatos, inclusive, de que em alguns momentos foram realizados tiros com armas letais", diz o ativista.
"A Polícia Militar e a Segurança Nacional foram acionadas para garantir a ordem dessa sociedade desigual, opressora e violenta que a gente acompanha", destacou.
​Ao comentar os confrontos entre a polícia e os manifestantes, o ativista foi na contramão da retórica do "vandalismo" e classificou as depredações provocadas pelos manifestantes como "medidas de resistência" contra os ataques policiais.
"E, pra resistir, os manifestantes queimaram alguns espaços, inclusive dois ministérios sofreram com incêndios, vidraças foram quebradas, pontos de ônibus, porque foram medidas de resistência e pra mostrar também que a população não aguenta mais ser recebida por um conjunto de ataques e aceitar isso de uma maneira pacífica ou passiva", disse o professor e ativista. 
"Hoje foi mais uma ação de um governo golpista e ilegítimo contra a classe trabalhadora em movimento, pensando uma outra perspectiva para o seu país", concluiu. 

Manifestante: convocação do Exército foi ato covarde de presidente ilegítimo

Representantes de centrais sindicais, movimentos sociais e público em geral protestando contra o governo em Brasília

Manifestante: convocação do Exército foi ato covarde de presidente ilegítimo

© Foto: UGT
Opinião
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Um manifestante que esteve em Brasília na última quarta-feira, 24, participando dos protestos contra o governo federal criticou duramente as reformas que vêm sendo conduzidas pela atual administração e acusou o presidente Michel Temer de cometer um ato de covardia ao colocar as Forças Armadas nas ruas contra os opositores.

O decreto, assinado ontem pelo chefe de Estado, que autorizava o emprego das tropas, foi revogado na manhã desta quinta-feira. O anúncio foi feito mais cedo pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann.  "Na minha opinião, a convocação do Exército foi mais um ato de covardia de Temer. Ele não tem base popular alguma, não tem legitimidade alguma para continuar no cargo. E é por isso que essas manifestações ocorrem", disse o manifestante em entrevista à Sputnik, pedindo para não ser identificado. "Além de ilegítimo, ele não faz uma discussão ampla com a sociedade sobre as reformas [trabalhista e da Previdência], se limitando a empurrar tudo na nossa conta", acrescentou.
De acordo com o entrevistado, essas polêmicas reformas devem trazer ainda mais pobreza para a população brasileira, assim como ocorreu na Espanha, de onde teria vindo a inspiração do Palácio do Planalto. Ele defende que, embora realmente tenha sido registrada uma queda na taxa de desemprego no país europeu, isso não foi benéfico para a população.
"Os empregos eram todos precarizados. As pessoas tiveram perda considerável do poder aquisitivo. E repetir isso aqui seria uma tragédia. Um país que já é tão desigual como o Brasil vai ficar mais desigual ainda", concluiu. 
Outra fonte que também participou do ato de ontem e também preferiu manter o anonimato revelou ter presenciado momentos de grande tensão na capital federal. Segundo essa testemunha, no início da confusão entre policiais e manifestantes, as centrais sindicais ainda tentaram manter os seus integrantes posicionados de maneira mais ou menos organizada, mas isso não foi possível por conta das bombas de gás atiradas e do spray de pimenta.
Manifestantes protestam contra as reformas da Previdência, trabalhista, e por eleições diretas em Brasília
© Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
"Banheiros químicos foram tombados e incendiados durante a resistência. Após a evasão, as fachadas dos prédios de pelo menos três ministérios foram alvo da revolta dos manifestantes, que atiraram pedras nas vidraças e investiram com chutes e com o que mais tivessem à mão em portas, placas e pontos de ônibus. Testemunhamos manifestantes feridos (um perdeu uma das mãos), desacordados e uma criança chorando de pavor agarrada com a mãe no gramado da Esplanada (a mãe não conseguia se recompor e foi ao chão após inalar o gás atirado pela PM", narrou o ativista, revelando ter se deslocado até o Distrito Federal junto com um comboio proveniente de outro estado. "Deixamos o epicentro do conflito quando soubemos que havia sido utilizada arma de fogo, porém sem saber sua origem".
Ainda de acordo com ele, a notícia, ontem, sobre o acionamento das Forças Armadas fortaleceu o sentimento dos manifestantes de que tanto o presidente da República quanto os demais políticos que apoiam as polêmicas reformas foram significativamente impactados por essa manifestação.

Caos em Brasília: Cavalaria, bombas e feridos em manifestação contra Temer (VÍDEOS)

Confronto entre manifestantes e policiais em Brasília em protesto contra Michel Temer, 24 de março de 2017

Caos em Brasília: Cavalaria, bombas e feridos em manifestação contra Temer (VÍDEOS)

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A Sputnik Brasil conversou com manifestantes que estiveram na manifestações contra o governo de Michel Temer nesta quarta-feira (24) Brasília. Relatos destacam violência policial e forte mobilização contra as reformas trabalhista e da Previdência.

A manifestação em Brasília contra o governo de Michel Temer foi palco de um cenário de guerra nesta quarta-feira (24) com ininterruptas bombas de gás contra manifestantes e depredações de vidraças e prédios públicos. Três prédios da esplanada dos Ministérios ficaram em chamas.
​O professor de história e militante da Nova Organização Socialista (NOS), Ivan Dias Martins, conversou com a Sputnik Brasil e fez um relato sobre as manifestações contra o governo de Michel Temer desta quarta-feira.
"O ato foi gigantesco, na estrada já dava pra ver muita gente vindo, em cada parada era uma confusão. O estacionamento do estádio Mané Garrincha estava lotado de ônibus. Talvez por volta de 200 mil pessoas aqui. E tudo foi relativamente tranquilo até chegar ao bloqueio bem próximo ao congresso nacional", disse.


De acordo com o relato, havia sido acordado com as forças policiais que a manifestação ocuparia o gramado em frente ao Congresso Nacional, o que não teria sido respeitado pela Polícia Militar.
"O que se tinha de certa forma acordado com a polícia é que o ato ia ocupar o gramado, mas a policia não deixou, mobilizou muita tropa de choque, o exército já estava fazendo contenção em alguns ministérios, como o da Aeronáutica e da Defesa, e lá no gramado não estavam deixando ficar de jeito nenhum", observou.

Repressão com cavalaria, bombas e balas de borracha tenta impedir o povo de se manifestar em Bsb
Fotos: Dani Orofino
"A polícia mobilizou inclusive a cavalaria, que fez mais de um ataque pra cima dos manifestantes. Foi muita violência, muitos feridos. Eu vi pelo menos três pessoas com ferimentos sérios no rosto [de bala de borracha], talvez uma pessoa no olho. Uma quantidade inacreditável de bombas de gás", destacou.  
Ao comentar a decisão do governo de acionar as Forças Armadas para garantir a ordem em Brasília, Ivan Martins observou que "a reação de Temer aponta para uma reação de desespero, mas uma reação preocupante".
De acordo com ele, o objetivo do governo ao convocar o Exército é "basicamente blindar todo o espaço político central da capital do país pra votar reformas que não são apoiadas por quase ninguém".
"Um presidente que não é apoiado por nenhum setor da população do país, só por meia duzia de partidos e organizações empresariais. E, nesse clima, sob esta estrutura, sob nenhuma tentativa de respaldo da população, ele pretende votar o maior ataque dos direitos sociais desde o golpe de 64", analisou. 
Apesar dos intensos confrontos e da violência, o ativista destacou que o ato desta quarta-feira "teve muita disposição de luta, muita gente e um formato histórico".

Brasília vira praça de guerra em manifestação contra Temer (VÍDEOS)

Confronto entre manifestantes e policiais em Brasília em protesto contra Michel Temer, 24 de março de 2017

Brasília vira praça de guerra em manifestação contra Temer (VÍDEOS)

© REUTERS/ Paulo Whitaker
Brasil
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Michel Temer e o silêncio de Eduardo Cunha (44)
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Manifestação em Brasília contra o governo de Michel Temer foi palco de um cenário de guerra nesta quarta-feira (24) com ininterruptas bombas de gás contra manifestantes e depredações de vidraças e prédios públicos. Térreo do Ministério da Agricultura chegou a ficar em chamas e prédios foram evacuados.

Manifestantes, centrais sindicais e diversos movimentos sociais protestam nesta quarta-feira (24) contra as reformas trabalhista e da Previdência do governo de Michel Temer, além de pedir a saída do presidente.
A esplanada dos ministérios foi palco de um intenso confronto entre os manifestantes e a polícia. O térreo do Ministério da Agricultura ficou em chamas e uma enorme nuvem de fumaça negra encobriu os edifícios da esplanada.

 
​Posteriormente, por volta das 16h o Corpo de Bombeiros informou que o fogo foi controlado e os manifestantes começaram a dispersar. A confrontação, no entanto, continuou durante a tarde com ininterruptas bombas de gás jogadas pela polícia contra os manifestantes.
Segundo a Secretaria de Segurança do DF, cerca de 35 mil pessoas ocupam a esplanada dos Ministérios nas manifestações de hoje.


O ministro da Defesa do Brasil, Raul Jungmann, anunciou durante a tarde que o presidente Michel Temer decretou o uso de tropas federais para garantir a ordem e a segurança em Brasília, onde milhares de manifestantes marcham contra o atual governo e suas polêmicas reformas nesta quarta-feira.


Amanhã será outro dia: Brasília em chamas e as manifestações prometem continuar


Manifestação tem tumulto na Esplanada dos Ministérios

Amanhã será outro dia: Brasília em chamas e as manifestações prometem continuar

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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A manifestação em Brasília contra o governo de Michel Temer foi palco de um cenário de guerra nesta quarta-feira (24) com ininterruptas bombas de gás contra manifestantes e depredações de vidraças e prédios públicos. Dois prédios da esplanada dos Ministérios ficaram em chamas.

Manifestantes, centrais sindicais e diversos movimentos sociais protestam nesta quarta-feira (24) contra as reformas trabalhista e da Previdência do governo de Michel Temer, além de pedir a saída do presidente e a realização de eleições diretas.  Segundo as fontes da Sputnik Brasil, a violência em Brasília teve início quando os manifestantes se aproximaram do cordão de isolamento perto do Congresso Nacional. Segundo os interlocutores da agência, os manifestantes haviam acordado com as autoridades que o ato ocorreria no gramado da esplanada dos Ministérios. No entanto, o acordo não foi respeitado pela polícia, que iniciou a dispersão de forma truculenta.
Durante o confronto, vidraças foram quebradas e os prédios do ministério da Agricultura e do ministério da Integração Nacional foram incendiados.
Por volta das 16h o Corpo de Bombeiros informou que o fogo foi controlado e os manifestantes começaram a dispersar. A confrontação, no entanto, continuou durante a tarde.
Segundo a Secretaria de Segurança do DF, cerca de 35 mil pessoas ocupam a esplanada dos Ministérios nas manifestações de hoje. Já segundo os organizadores, o ato reuniu 200 mil pessoas.
"Hoje desde cedo foi um dia atípico para Brasília. Desde cedo a gente viu o trânsito da cidade bem caótico, por conta da organização para a manifestação. E a medida que o dia foi passando, a situação foi ficando cada vez mais complicada", contou à Sputnik uma testemunha que ficou relutante em revelar o seu sobrenome, em função das tensões políticas, e se identificou somente pelo nome, Bruno.
"À tarde a situação começou a ficar um pouco mais grave. A gente sentia uma pressão nas ruas. Todo mundo estava muito nervoso. A esplanada e os ministérios foram liberados. O ponto dos servidores foi liberado, então a gente observou uma movimentação atípica de saída dos servidores na hora do almoço. O governo se preparou dessa forma. Tirando os servidores de lá", explicou o interlocutor da agência. Bruno contou que a cidade ficou cheia, pois muitos manifestantes vieram de outras partes do país.
"Eu vi também uma quantidade enorme de ônibus. Porque parte dos manifestantes veio de ônibus, de diferentes partes do país. E realmente a quantidade desses ônibus de viagem estava grande. No final da tarde, alguns ônibus já estavam se movimentando para ir embora", revelou.
O fim dos confrontos com a polícia, no entanto, ainda parece estar longe. O movimento, que se autodenomina "Ocupa Brasília", montou um acampamento e pretende realizar manifestações diariamente.
"Parte das pessoas já foram embora, mas existe agora um acampamento aqui. Muitas pessoas vão ficar aqui em Brasília, acampadas. Inclusive o Governador já separou uma área, onde essas pessoas podem ficar com o mínimo de conforto, com acesso ao banheiro, água. E elas vão ficar em Brasília para continuar as manifestações. As manifestações ainda não acabaram", concluiu.
Enquanto isso, aumentam as preocupações sobre como o governo vem reagindo aos protestos populares. Em meio ao caos na capital, o presidente determinou que as Forças Armadas passassem a fazer o policiamento de prédios públicos até o dia 31 de maio. Temer afirmou que recorrerá à medida sempre que julgar ser necessário. Segundo a Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto: “O Presidente da República ressalta que não hesitará em exercer a autoridade que o cargo lhe confere sempre que for necessário”. Segundo o comunicado, o ato será revogado assim que a "ordem for restabelecida". Enquanto partes da imprensa local atribuem a reação ao desespero de Temer, alguns setores da sociedade começam a alertar para o aspecto antidemocrático da medida, chegando a comparar as ações do governo com as do governo militar de 1964.
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