domingo, 30 de abril de 2017

Qual é a arma mais perigosa de Pyongyang?


Inaguração do Museu da Vitória na Guerra Pátria em Pyongyang, julho de 2013

Qual é a arma mais perigosa de Pyongyang?

© Sputnik/ Ilia Pitalev
Ásia e Oceania
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Um dos ramos mais importantes da máquina militar da Coreia do Norte são suas forças especiais, um corpo com mais de 200.000 efetivos altamente treinados para lutar em uma guerra não convencional.

Kyle Mizokami, colunista do The National Interest, refletiu sobre as capacidades deste comando norte-coreano. As tropas especiais da Coreia do Norte são o maior grupo de forças especiais do mundo em número de efetivos, capaz de levar a cabo operações ao longo da península da Coreia. Além disso, representam uma ameaça assimétrica para os inimigos de Pyongyang no estrangeiro.
Enquanto as capacidades das forças convencionais do país asiático estão em declínio, Pyongyang atualmente aposta cada vez mais nas tropas de operações especiais. O "reino eremita" dispõe de cerca de 200.000 efetivos, dos quais cerca de 150.000 pertencem à infantaria ligeira. Seu objetivo é penetrar em território inimigo ou flanquear as tropas inimigas.
Pyongyang conta com três brigadas de desembarque aéreo. Suspeita-se que estas unidades estão preparadas, antes de mais, para atacar aeródromos, edifícios públicos, estradas e outros locais que de importância estratégica da Coreia do Sul. Não obstante, é pouco provável que essas tropas norte-coreanas realizem operações fora da península devido à falta de transportes aéreos de longo alcance, indica Mizokami.
Além disso, a Coreia do Norte tem oito brigadas de atiradores de elite, três de tropas terrestres, três da Força Aérea e dois da Marinha.
As brigadas de elite treinam reconhecimento estratégico e realizam missões de "ação direta" e até mesmo missões de assassinato, assaltos contra alvos de alta importância, sabotagem e organização de campanhas de guerrilha na Coreia do Sul, segundo o colunista.
Para além disso, os efetivos deste grupo podem se vestir de civis ou usar uniformes militares sul-coreanos e norte-americanos.
Por último, o Birô de Reconhecimento da Coreia do Norte dispõe de quatro batalhões independentes de reconhecimento. Estes grupos são bem treinados e um de seus objetivos é liderar os soldados de infantaria durante a travessia da zona desmilitarizada. De acordo com Mizokami, este grupo tem um profundo conhecimento da defesa inimiga na área.

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