terça-feira, 7 de março de 2017

WikiLeaks - Assange revela papel de Hillary Clinton na destruição da Líbia

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Julian Assange, fundador do WikiLeaks.

Assange revela papel de Hillary Clinton na destruição da Líbia

© AFP 2016/ John Stillwell

Julian Assange, fundador do WikiLeaks, revela em entrevista exclusiva para o RT, fatos decisivos da corrida presidencial nos EUA, fala do papel de Hillary Clinton na guerra da Líbia e explica por que razão Donald Trump perderá as eleições.

 
Em entrevista realizada pelo jornalista John Pilger, o fundador do WikiLeaks diz que a candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, foi a figura-chave da destruição do Estado líbio. Segundo Assange, os e-mails de Clinton revelam um plano global, elaborado meses antes da intervenção ocidental na Líbia, em março de 2011, para a converter na principal figura como secretária de Estado, pódio a partir do qual ela poderia alcançar os seus sonhos presidenciais.

"A Líbia […] foi a guerra de Hillary Clinton", ressalta Assange. Enquanto o presidente dos EUA, Barack Obama no início era contra. Isso está documentado em seus e-mails", salienta Assange.

Além disso, ele salienta que a atual candidata democrata encarou a derrubada de Kadhafi e a destruição do Estado líbio como "algo que ela usaria a seu favor nas futuras eleições presidenciais".

Durante entrevista, o fundador do WikiLeaks também mencionou a difícil relação de Hillary Clinton com o FBI.

"Se olharmos para a história do FBI, vemos que sempre foi um tipo de  polícia política dos Estados Unidos. Quando obrigaram o diretor da CIA [David Petraeus em 2012] a renunciar por causa de um escândalo sexual, tentaram mostrar que ninguém era intocável.

"Mas Hillary Clinton se opôs abertamente à investigação, o que causou descontentamento do FBI porque ela passou a imagem de que o FBI era fraco", disse Assange.
 
Falando da corrida presidencial dos EUA, Assange destacou que Donald Trump nunca será o presidente dos Estados Unidos, porque todo o establisment está contra ele. Julian Assange, comentando a declaração de que WikiLeaks coopera com a Rússia disse:

"Publicamos mais de 800 mil documentos ligados com a Rússia, a maioria deles tem conteúdo crítico", disse o fundador do WikiLeaks em entrevista ao RT.

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