segunda-feira, 19 de junho de 2017

'Rússia produz novos armamentos, enquanto EUA continuam usando obuseiros da década de 60'

Um obuseiro autopropulsado MSTA-S é visto na Parada da Vitória em 9 de maio em Moscou

'Rússia produz novos armamentos, enquanto EUA continuam usando obuseiros da década de 60'

© Sputnik/ Aleksandr Vilf
Defesa
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As Forças Terrestres da Rússia se estão armando com novas peças de artilharia, enquanto o Pentágono continua equipando seu exército com versões modernizadas de armas antigas, afirma o observador da edição The National Interest, Dave Majumdar.

Deste modo, várias dezenas de unidades de peças de artilharia autopropulsada Msta-S entraram há pouco em serviço das divisões Tamanskaya e Kantemirovskaya russas. A nova peça autopropulsada será usada até que se estabeleça o fornecimento maciço de obuseiros Koalitsia-SV, frisa o artigo da National Interest.

O chefe das tropas de mísseis e artilharia das Forças Armadas russas, Mikhail Matveevsky, comunicou mais cedo que as entregas em série das novas peças Koalitsia-SV começariam antes de 2020.
De acordo com o interlocutor da NI, o editor-chefe da edição Moscow Defense Brief Mikhail Barabanov, ainda faltam alguns anos até à produção maciça do Koalitsia-SV, porém, o Msta-S também será uma arma bem moderna nas Forças Terrestres russas.
Esta peça se construiu com base no obus 2A65 de 152 mm que dispara por volta de 8 tiros por minuto. Provavelmente, a peça nova vai disparar mais rapidamente, acredita a NI.
"Estes obuses serão produzidos até ao lançamento em larga escala da peça Koalitsia. Eles têm um novo sistema de pontaria e canhões e mecanismos de carregamento mais modernos", frisou o especialista.
"Msta-S e Koalitsia-SV vão reforçar significativamente o potencial de artilharia das Forças Terrestres. Entretanto, o exército americano continuará usando uma versão modernizada do M109 Paladin da década de 60", destaca a edição.

Rússia exportou mais de 800 helicópteros Mi-17

Helicóptero russo de transporte Mi-17.

Rússia exportou mais de 800 helicópteros Mi-17 em 10 anos

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Defesa
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O exportador estatal de armamentos Rosoboronexport (faz parte da corporação Rostec) exportou entre 2006 e 2016 mais de 800 helicópteros do tipo Mi-17, superando o volume das exportações de veículos iguais de outros países, informou na segunda-feira (19) a assessoria de imprensa da empresa.

"Os helicópteros russos do tipo Mi-17 no período 2006 e 2016 foram os mais exportados entre os helicópteros médios polivalentes de carga ou combate. O volume das exportações dos últimos superou as exportações de seus análogos estrangeiros, atingindo mais de 800 unidades", diz-se no comunicado.

Os helicópteros da classe Mi-8/17 são produzidos hoje em dia na fábrica de aviões de Ulan-Ude (república de Buriátia) e na fábrica de helicópteros de Kazan do consórcio Vertolyoty Rossii (Helicópteros da Rússia). De acordo com os indicadores do ano 2014, foram produzidos mais de 12 mil veículos destes, sendo o recorde mundial entre os helicópteros de dois motores. Foram exportados em mais de 100 países do mundo com tempo total de voo de cerca de 100 milhões de horas.

Este supervulcão pode destruir EUA por

Vulcão em erupção (foto de arquivo)

Este supervulcão pode destruir EUA por completo

© AFP 2017/ GIOVANNI ISOLINO
Ciência e tecnologia
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Os cientistas alertam que a atividade do supervulcão de Yellowstone poderá crescer e que, se entrar em erupção, pode acabar com os Estados Unidos.

Por agora, os especialistas falam que há 10% de chances de que o supervulcão que ameaça o Parque Nacional de Yellowstone, no norte do país, tenha uma erupção de categoria 7, a mais alta.
Michio Kaku, famosos físico teórico norte-americano, afirmou para a Fox News que o perigo que o país enfrenta poderia "retirar para fora as entranhas dos Estados Unidos".
"A quantidade de lava que há sob o parque nacional resultou ser duas vezes maior do que os cientistas pensavam no início", reconhece Kaku.
Câmara de magma sob o supervulcão de Yellowstone
Câmara de magma sob o supervulcão de Yellowstone
Os supervulcões são cem vezes mais potentes que os vulcões normais e não só são capazes de acabar com as vidas de milhões de pessoas, mas de civilizações inteiras. Se o supervulcão de Yellowstone chegar a explodir, toda a América do Norte seria destruída, a Terra seria coberta de fumo e atingida pelo "inverno vulcânico" durante vários anos.
A atividade sísmica deste vulcão começou no dia 12 de maio, quando 30 terremotos surpreenderam os habitantes de Yellowstone.

Coreia do Sul disposta a reduzir parceria com os EUA se o Norte abandonar programa nuclear

Soldado sul-coreano passa por uma TV que transmite uma reportagem a respeito do mais recente teste com mísseis da Coreia do Norte. Dia 7 de junho de 2017

Coreia do Sul disposta a reduzir parceria com os EUA se o Norte abandonar programa nuclear

© REUTERS/ Kim Hong-Ji
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Tensão sem precedentes entre Coreia do Norte e EUA (143)
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Um conselheiro especial do presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, disse na sexta-feira que, se Pyongyang congelar suas atividades de desenvolvimento nuclear e de mísseis, Seul, em troca, pode reduzir seus exercícios militares conjuntos anuais com os EUA.

Moon afirmou em um discurso que marca o 17º aniversário da primeira cúpula inter-coreana que o Sul está pronto para reconhecer Kim Jong-un como o líder norte-coreano e está aberto ao diálogo
"Se a Coreia do Norte suspender suas atividades nucleares e de mísseis, podemos consultar os Estados Unidos [sobre] reduzir os exercícios e treinamentos da República da Coreia-EUA", disse Moon Chung-in, assessor presidencial sobre unificação, diplomacia e segurança.

"Eu acho que o [Presidente Moon] tem em mente que podemos reduzir a implantação de armas estratégicas americanas na Península da Coreia".
De acordo com o conselheiro, Seul favorece a ligação da desnuclearização do Norte à criação de um regime de paz na Península da Coreia e a retomada das negociações de seis partidos. Moon sublinhou, no entanto, que novas provocações do regime não serão toleradas.
Moon Chung-in também disse que o presidente acredita que Seul deve recuperar o controle operacional da guerra das forças aliadas entre a Coreia do Sul e os EUA, acrescentando que o presidente dos EUA, Donald Trump, "adoraria essa ideia".

O conselheiro chegou a Washington no início desta semana em uma missão para melhorar o entendimento entre os líderes de opinião norte-americanos dos novos assuntos do governo e política inter-coreana antes do encontro entre líderes dos dois países.
Espera-se que a tensão com Coreia do Norte seja um dos principais problemas a serem tratados nas reuniões do presidente sul-coreano de 29 a 30 de junho com Trump, com foco em como reconciliar a política de "pressão máxima" de Trump no Norte com as esperanças de Moon de promover a paz através de trocas e cooperação com o vizinho.
Um passo rumo ao cessar de provocações foi tomado unilateralmente há poucas semanas. O controverso sistema de defesa contra mísseis THAAD instalado pelos EUA deve ficar suspenso por pelo menos um ano para avaliações ambientais encomendadas por Moon. O presidente quer saber o impacto da implantação em um ciclo sazonal completo.

EUA são um estado criminoso e sem lei, de gangsters" - Coreia do Norte acusa Estados Unidos de confiscar pacote diplomático

Kim Jong-un o líder da Coreia do Norte

Coreia do Norte acusa Estados Unidos de confiscar pacote diplomático

© Sputnik/ Ilia Pitalev
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Tensão sem precedentes entre Coreia do Norte e EUA (143)
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Pionyang revelou que a polícia dos EUA confiscou um pacote diplomático de uma delegação norte-coreana no aeroporto de Nova York.

A Coreia do Norte acusou as autoridades dos EUA de "agredir" uma delegação de seu país no aeroporto John F. Kennedy de Nova York e confiscar à força, um pacote de documentos diplomáticos. As informações foram repassadas à agência de notícias Reuters.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte disse sua delegação foi "literalmente agredida" em "um ato ilegal e de provocação atroz".
"Isso demonstra claramente que os EUA são um estado criminoso e sem lei, de gangsters", disse o porta-voz em comentários publicados pela agência oficial de notícias norte-coreana KCNA.
Por esta razão, de acordo com o diplomata, "a comunidade internacional deve reconsiderar seriamente se Nova York, onde uma agressão tão escandalosa é desencadeada, é capaz de servir de local para reuniões internacionais".
O Departamento de Estado e a Casa Branca ainda não comentaram a declaração da Coreia do Norte. De acordo com a KCNA, o incidente ocorreu no dia 16 de junho, quando mais de 20 funcionários alegaram ser membros do Departamento de Segurança Interna dos EUA. A polícia "fez um assalto violento como gangsters ao pacote diplomático" da delegação.

'Terrorismo sob a capa de Estado': mídia norte-coreana critica campanha dos EUA na Síria

Bandeira da Coreia do Norte nas ruas de Pyongyang. 11 de abril, 2012

'Terrorismo sob a capa de Estado': mídia norte-coreana critica campanha dos EUA na Síria

© AFP 2017/ PEDRO UGARTE
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A agência estatal da Coreia do Norte, KCNA, acusou os EUA de realizarem uma campanha de terrorismo estatal na Síria, acrescentando que Washington prejudica a ação do governo sírio para preservar a integridade territorial do país.

"Com as ações terroristas sob a máscara de Estado, os EUA estão impedindo o governo sírio de preservar a integridade territorial do país. É como se fosse um obstáculo, enquanto os mísseis e bombas dos ianques matam pessoas inocentes em partes diferentes do mundo", disse a mídia.

A Rússia tem apoiado Damasco na sua luta contra o terrorismo desde o início da guerra na Síria em 2011, realizando operações aéreas antiterroristas contra os islamistas a partir de 2015. Além disso, Moscou envia regularmente à Síria ajuda humanitária.
Os EUA também estão envolvidos no combate ao terrorismo na Síria, sendo líder da coalizão internacional que luta contra o grupo Daesh, proibido tanto na Rússia como na síria.
No entanto, a KCNA insiste que as atividades militares dos EUA na Síria são cada vez mais e mais escandalosas. De acordo com a agência, os EUA são "o elemento-chave do terrorismo internacional", "destruindo a paz e a segurança no mundo".

União Europeia prorroga sanções (BUMERANGUE) contra Crimeia por mais um ano e Putin caga e anda para isso....

Regiões da Rússia. Crimeia

União Europeia prorroga sanções contra Crimeia por mais um ano

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Os chanceleres dos países-membros da União Europeia prorrogaram as sanções contra a Crimeia sem discussão, comunicou o Conselho Europeu.

O pacote atual de sanções contra a península deveria expirar em 23 de junho.
Frisa-se que as restrições foram prorrogadas, "em resposta à adesão ilegítima da Crimeia e Sevastopol à Rússia, até 23 de junho de 2018".

Portal do Diabo, rocha bastante conhecida da região
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As sanções contra a Crimeia foram introduzidas pela primeira vez em junho de 2014. As restrições abrangiam as importações para a UE de produtos sem certificação ucraniana, sendo que depois a União Europeia restringiu a exportação de uma parte significativa dos produtos europeus à Crimeia e proibiu a realização de investimentos na península.
Washington tem repetidas vezes frisado que as sanções americanas e europeias se manteriam em vigor até que a Rússia devolvesse a península.
A Crimeia voltou a fazer parte da Rússia em 2014 na sequência de um referendo, durante o qual mais de 95% dos residentes locais votaram a favor da reunificação com a Rússia. De acordo com o presidente russo, Vladimir Putin, o assunto da Crimeia está "encerrado definitivamente".

Lavrov sobre derrubada do avião sírio: Rússia apela para que EUA evitem ações unilaterais

Avião Su-22 na base da Força Aérea síria na província de Homs, Síria, 21 de fevereiro de 2016

Lavrov sobre derrubada do avião sírio: Rússia apela para que EUA evitem ações unilaterais

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O chanceler russo, Sergei Lavrov, comentou o ataque da coalizão internacional liderada pelos EUA contra o avião militar sírio.


"Apelamos aos EUA e a todos os outros que têm suas forças ou conselheiros no terreno [sírio] para que garantam a coordenação no nosso trabalho. As zonas de desescalada são uma das possíveis variantes de avanço. Convidamos todos a evitar ações unilaterais, a respeitar a soberania da Síria e a se juntarem a nós no nosso trabalho comum, que é coordenado com o Governo da Síria", declarou ministro do Exterior russo.
Comentando a situação atual na Síria, inclusive a presença dos EUA no sul do país, Sergei Lavrov frisou que todas as ações devem ser acordadas com Damasco.
"É assim que fazemos com o Irã e a Turquia enquanto avançamos nas negociações em Astana, todas as nossas iniciativas, propostas, coordenamos com a parte síria", lembrou ministro.
A coalizão internacional liderada pelos EUA derrubou neste domingo um avião da Força Aérea da Síria nos arredores da cidade de Raqqa.
A coalizão internacional está realizando uma operação militar na Síria contra os militantes do grupo Daesh desde 2014. Mas a coalizão está atuando sem autorização do governo legítimo do país.

domingo, 18 de junho de 2017

CAI A MÁSCARA ISRAEL E EUA SUSTENTAM MERCENÁRIOS TERRORISTAS NA SÍRIA E AGORA ESTÃO MOSTRANDO A CARA - Coalizão liderada pelos EUA derrubou avião da Força Aérea da Síria em Raqqa

MiG-23 da Força Aérea síria (arquivo)

Coalizão liderada pelos EUA derrubou avião da Força Aérea da Síria em Raqqa

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A coalizão internacional liderada pelos EUA derrubou neste domingo um avião da Força Aérea da Síria nos arredores da cidade de Raqqa, informou um comunicado do ministério da Defesa da Síria.

"A nossa aeronave foi abatida hoje, no horário do almoço, nos arredores da cidade de Raqqa, no momento em que este realizava uma missão contra o Daesh", explicou o comunicado.
Segundo o ministério da Defesa, a aeronave foi abatida e o "piloto até o momento não foi localizado". Os militares sírios afirmam que a coalizão derrubou o avião, pois estaria "coordenando as suas ações com o Daesh".
"As suas ações visam parar os avanços do exército da Síria e de seus aliados no combate ao terrorismo, no momento em que o nosso exército e aliados alcançam grandes progressos", destacou o ministério da Defesa do país árabe.
Este não é o primeiro incidente do gênero, provocado pelas atividades da coalizão liderada pelos Estados Unidos em Raqqa. A mídia síria já informou a morte de pelo menos 43 civis em resultado de ataques aéreos da coalizão na mesma localidade. O Ministério das Relações Exteriores da Síria condenou os ataques aéreos e enviou duas cartas ao secretário-geral da ONU e ao chefe do Conselho de Segurança da ONU, em que as ações da coalizão foram comparadas aos crimes do Daesh. Poucos dias depois, a mídia libanesa informou que os ataques aéreos da coalizão mataram mais de 30 civis mais perto de Raqqa.

Raqqa está sob o controle da Daesh desde 2013, e é a capital da organização na Síria. A operação para retomar Raqqa, conduzida por uma coalizão composta por quase 70 países, está em andamento desde novembro de 2016. Os seus ataques aéreos na Síria não são autorizados pelo Conselho de Segurança da ONU, nem pelo governo de Bashar Assad.

Irã lançou mísseis contra bases terroristas na Síria

Exercícios de sistemas de mísseis Fateh, Irã, 2012 (foto de arquivo)

Irã lançou mísseis contra bases terroristas na Síria

© AFP 2017/ ARASH KHAMOUSHI / ISNA NEWS AGENCY
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O Exército de Guardiães da Revolução Islâmica confirmou o lançamento de mísseis contra bases terroristas na Síria, realizado neste domingo.

​O ataque conta as bases terroristas na Síria seria uma retaliação aos ataques em Teerã, realizados na semana passada.

"A Guarda Revolucionária do Irã anunciou a morte de um grande número de terroristas, após um ataque de mísseis iranianos em Deir Ezzor, na Síria", informou Tasnim News Agency.
"O ataque de mísseis contra as posições do militantes foi um aviso aos terroristas. Em caso de repetição de seus atentados no Irã, o fogo da nossa vingança justa reduzirá os terroristas às cinzas", informou a Guarda Revolucionária da Irã em um comunicado.

A agência FarsNews divulgou vídeos do lançamento dos mísseis em sua conta no Twitter.
Ver imagem no Twitter

: missiles hit terrorists' command headquarters in Deir ez-Zor, IRGC says.

sábado, 17 de junho de 2017

video de Putin

https://www.facebook.com/br.sputnik/videos/835987566557078/

'É uma atuação política', diz ex-procurador ao pedir impeachment de Gilmar Mendes

Gilmar Mendes  destacou para a imprensa nesta quinta (23) a importância histórica do julgamento da chapa Dilma/Temer

'É uma atuação política', diz ex-procurador ao pedir impeachment de Gilmar Mendes

Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles entregou ao Senado Federal, na tarde desta quarta-feira (14), um pedido de impeachment contra o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, que também é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), por crime de responsabilidade.

De acordo com Fonteles, Mendes faltou com o decoro por exercer atividades político-partidárias com parlamentares, o que é vedado aos magistrados.
O requerimento, assinado pelo ex-procurador e pelo advogado, Marcelo Neves, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (FD-UnB), cita a conversa interceptada do ministro com o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). Nela, o tucano pede que o ministro fale com o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), para convencê-lo a votar a favor do projeto de abuso de auotirades, à época tramitando no Senado.
“É claramente uma atuação política que não condiz com o cargo que ele exerce”, afirmou Fonteles aos jornalistas, logo após a entrega do pedido no Senado.
O pedido de impeachment do ministro do STF ainda menciona as manifestações públicas de Mendes contra o Judiciário, a Procuradoria-Geral da República, e o Tribunal Superior do Trabalho (TST), mencionando ainda a participação dele em julgamentos de clientes do advogado Sérgio Bermudes, sócio de sua mulher, Guiomar Mendes.

Os convites a políticos investigados pelo STF na Lava Jato para eventos no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), do qual Mendes é sócio e que também recebeu recursos da JBS, empresa implicada na operação, também são mencionados na peça.
Caberá ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), dar prosseguimento ou não ao pedido dos juristas.

Brasil é o quinto país no ranking mundial da obesidade

Dilma Rousseff
© Sputnik/ Aleksei Nikolsky

Brasil é o quinto país no ranking mundial da obesidade

Entrevistas
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No Brasil, mais de 65 milhões de pessoas, o equivalente a mais de 30% da população, estão com excesso de peso, e, destes, 10 milhões são considerados obesos. Os números avançam rapidamente entre todas as idades e classes sociais. O Dr. Rogério Toledo Jr., diretor de Proteção ao Paciente da Associação Médica Brasileira e criador da Comissão de Prevenção e Tratamento da Obesidade, fala do problema.    

A guerra contra a obesidade infantil chegou às escolas públicas causando polêmica

Alimentação saudável

A guerra contra a obesidade infantil chegou às escolas públicas causando polêmica

© Foto: Pixabay/Engin_Akyurt
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​Os Ministérios da Saúde e Educação tentam ampliar o monitoramento de obesidade entre alunos de escolas públicas e vão proibir a venda de salgadinho e refrigerantes em estabelecimentos de ensino.

As ações incluem ainda parcerias entre as redes de ensino e equipes de saúde para avaliar, pelo menos uma vez por ano, o estado nutricional dos alunos da educação básica. A meta é alcançar 144 mil escolas neste ano e reduzir um índice preocupante: de acordo com uma estatística da Organização Mundial da Saúde, 33,5% das crianças do país têm sobrepeso e 8% são obesas.

Para a doutora em nutrição e saúde pública e professora da Escola de Enfermagem da UFMG, Luana Caroline dos Santos, a proibição é o início de um processo de conscientização muito importante e que já não pode esperar.
"Nosso panorama é preocupante. Esta alta taxa de obesidade pode nos trazer, em pouco tempo, crianças com doenças que não tinham antes como diabetes, colesterol alto, problemas metabólicos, etc. Essas ações [de conscientização] tem que ser feitas pra ontem", afirma a acadêmica.
Eficácia limitada
No entanto, o alcance da medida por hora, será reduzido. Como o programa vale apenas para escolas públicas, estabelecimentos particulares, por hora, não precisam se adequar à regra. Com isso, deixa assim, de abarcar 21,5% (de acordo com o Censo Escolar 2016) do corpo discente na educação básica. Mas existem estratégias para amenizar o problema da obesidade por meio de medidas paliativas.

Luane aconselha o reforço da questão da alimentação saudável em sala de aula. Para a especialista, a inclusão do tema nas disciplinas "ajudaria a formar crianças mais sensibilizadas".
"É um processo. Do contrário, a criança pode até não comer [alimentos processados] na escola, mas pode comprar nos arredores, em casa, ela vai ter acesso. Esta conscientização pela alimentação saudável começa com o diretor, com o professor, com a pessoa que manipula o alimento na escola", avalia.
"[A proibição da venda de salgadinhos e refrigerantes] o início. No curto prazo, tem mais efeito de alerta e sensibilização. A mudança de mentalidade vai acontecer a longo prazo. 70% das crianças e adolescentes obesos são adultos obesos, mas é possível que no futuro, graças à essa iniciativa, tenhamos uma redução", completa Luane.

Quadro político alimenta aumento da violência no campo

Só nos cinco primeiros meses do ano, mortes no campo já chegam a 40

Quadro político alimenta aumento da violência no campo

© AFP 2017/ Evaristo Sá
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Levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT), braço da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), revela que de janeiro a junho deste ano já chegam a 40 o número de assassinatos por disputa de terra no país.

O número é preocupante, pois já representa mais da metade das 61 mortes registradas ao longo de todo o ano passado. O aumento da violência é atribuído pela CPT ao atual contexto político e a uma maior pressão de parte da bancada no Congresso que reivindica abertura de novas frentes para o agronegócio.
Em entrevista à Sputnik Brasil, Humberto Palmeira, membro da coordenação nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), diz que "com a chegada de Michel Temer ao poder foi dado um sinal verde aos latifundiários e às oligarquias a agirem de forma truculenta, e com certeza há interesses partidários nessas terras".
"É claro que essa violência é política, atribuída ao momento crítico que o país vive, em que o estado democrático de direito está sendo violado. O episódio de Pau D´Arco — onde 10 trabalhadores rurais foram baleados pela polícia durante cumprimento de ação de reintegração de posse da Fazenda Santa Lúcia, no Pará — foi um verdadeiro genocídio. O que assistimos por parte do governo federal foi um show midiático sem muita resolução. Esse episódio de Pau D´Arco é um exemplo de como o golpe deu liberdade para os latifundiários seguirem seus planos", afirma Beto.
O levantamento da Pastoral relativo a 2016 revela que a Amazônia Legal — área que compreende toda a Região Norte e partes do Maranhão e do Mato Grosso — registrou 79% dos assassinatos, 68% das tentativas e 89% das agressões físicas e ameaças de morte. O Estado de Rondônia foi o que mais concentrou o maior número de assassinatos no ano passado.

Para o integrante do MPA, a violência no campo está ligada também a uma disputa de projetos na agricultura brasileira. De um lado, um modelo baseado na concentração de grandes propriedades voltado ao agronegócio e à exportação (basicamente carnes e soja) e, de outro, da agricultura familiar, baseado no não uso de agrotóxicos e na diversidade de produção. Beto observa que boa parte da Amazônia é composta de terras públicas que poderiam ser utilizadas para fins de reforma agrária e instalação de pequenos agricultores.
"Como a classe política brasileira é vinculada ao latifúndio e ao capital financeiro, a violência é uma violência política, de projetos distintos, um modelo que depende do agronegócio monocultor e outro que defende a terra na posse dos trabalhadores rurais, que tem como objetivo principal abastecer o mercado interno. A gente vive um processo de criminalização dos movimentos sociais. Com a consolidação do golpe, a bancada ruralista ampliou essa criminalização", diz Beto.
Na visão do integrante do MPA, para se falar em democracia no Brasil é necessário se discutir o acesso à terra, uma reforma agrária vinculada a um projeto sustentável de produção de alimentos que possa atender ao mercado interno. Segundo Beto, o MPA discute agora um novo modelo de agricultura para o Brasil, chamado Modelo Camponês, que prevê a criação de uma infraestrutura de produção e distribuição sob controle público e cooperativado.

Haverá uma nova guerra no golfo Pérsico? Egito responde

Mapa do Oriente Médio e países do Golfo Pérsico

Haverá uma nova guerra no golfo Pérsico? Egito responde

© Fotolia/ Peyman Kaiedi
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Ruptura de relações diplomáticas com Qatar (41)
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O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, não considera que a situação em torno do Qatar possa vir a provocar uma guerra na região.

O ministro das Relações Exteriores alemão, Sigmar Gabriel, alertou sobre a possibilidade de que as discrepâncias entre o Qatar e outros países do Golfo possam desatar uma guerra.
"Não espero guerras", afirmou al-Sisi em uma entrevista à rádio Deutschlandfunk.
O líder egípcio indicou que a comunidade internacional deve estar interessada em elaborar um mecanismo para controlar "certos países", impedindo-os que financiem terroristas.
"Não me preocupo porque a pressão sobre esses países para que deixem de financiar terroristas já é o primeiro passo", declarou al-Sisi.
No dia 5 de junho, Arábia Saudita, Bahrein, Egito e Emirados Árabes Unidos anunciaram a ruptura das relações diplomáticas e a suspensão das comunicações terrestres, marítimas e aéreas com Qatar devido ao suposto apoio de Doha ao terrorismo.
Ao boicote diplomático ao Qatar se juntaram posteriormente Líbia, Iêmen, Maldivas, Mauritânia e Comoras; Jordânia e Djibuti reduziram seus laços diplomáticos com Doha; Senegal, Chade e Níger chamaram seus embaixadores no Qatar para consultas.
O governo do Qatar lamentou o bloqueio diplomático, qualificando-o como "imprudente", e assegurou que todas as acusações carecem de fundamento.

Saiba onde fica e como é a maior base militar americana no Oriente Médio

O bombardeiro B-1 está estacionado na base militar americana Al Udeid, em Qatar,  em 9 de março de 2015 (foto de arquivo)

Saiba onde fica e como é a maior base militar americana no Oriente Médio

© AP Photo/ Osama Faisal
Defesa
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Em 5 de junho, o mundo foi sacudido pela notícia de que Bahrein, Arábia Saudita, Egito, Iêmen, Líbia e os Emirados Árabes Unidos romperam as relações diplomáticas com Qatar. No contexto da situação instável no Oriente Médio, saiba onde na região fica a maior base militar dos EUA.

Qatar, que há pouco ficou sujeito a um bloqueio diplomático, é um reino peninsular rico em gás e um jogador-chave na região do Oriente Médio. A importância deste país árabe é comprovada pelo fato de os EUA possuírem sua maior base aérea precisamente neste país.
A base se chama Al Udeid e se encontra a somente 32 quilômetros ao sudoeste da capital qatariana, Doha. Ao menos 11 mil soldados dos EUA se encontram instalados nesta base, de acordo com a emissora americana CNN.
Entre outras caraterísticas da base, vale destacar que possui 3,8 km de pista de aterrisagem, ou seja, a maior que há no golfo Pérsico.
De acordo com o relatório de Christopher M. Blanchard, publicado pelo Serviço de Investigação do Congresso dos EUA, Qatar investiu mais de 1 bilhão de dólares na construção da base durante a década de 90.
​Além disso, Al Udeid aloja o Centro de Operações Aéreas Combinadas (CAOC, sigla em inglês), responsável por supervisar o funcionamento da Força Aérea dos EUA no Afeganistão, Síria, Iraque e em outros 17 países. Conflicts Zone @Conflictszone
On Aug. 17, 2016 Central Command announced that U.S. bomber aircraft (US B-1 bombers, which are based at Qatar) had joined the air campaign. pic.twitter.com/NC0K1vWQ4v Conflicts Zone @Conflictszone
Squadrons of F-15E Strike Eagles and F-16 Fighting Falcons that are routinely used in Iraq are all deployed to al Udeid Base in Qatar pic.twitter.com/2PocTsFSko
​"A cada 10 minutos, aproximadamente, um avião decola ou aterrissa aqui, 24 horas por dia, 7 dias da semana", é informado no site da 379 Ala de Expedição Aérea dos EUA, onde há informações sobre a base aérea qatariana.
A 379 Ala de Expedição Aérea é a maior e a mais diversificada da Força Aérea dos EUA que conta com mais de 100 aviões ao mesmo tempo, instalados na base no Qatar, inclusive com bombardeiros B-1.

Entenda como Qatar se encontrou no meio de um bloqueio articulado

Embaixada do Qatar na cidade de Manama, no Bahrein, em 5 de junho de 2017

Entenda como Qatar se encontrou no meio de um bloqueio articulado

© REUTERS/ Hamad I Mohammed
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Em 5 de julho, os olhos de toda a comunidade internacional se colaram ao pequenino Estado do Qatar que se viu no epicentro de um escândalo diplomático. A Sputnik explica por que Doha "pregou uma peça" aos seus vizinhos árabes e se a envergadura do "bloqueio" é assim tão grande como parece.


Embora a região do Oriente Médio seja um palco de brigas internas contínuas, o bloqueio repentino do Qatar deixou muitos países perplexos, tanto mais que este foi declarado, de fato, com base em acusações bastante contraditórias e à revelia de evidências sólidas.
Como o Qatar se tornou bode expiratório
Inicialmente, essa espécie de "efeito dominó" foi provocada pelo Bahrein, cujo governo foi o primeiro a anunciar a ruptura das relações diplomáticas com os qatarenses devido às "repetidas tentativas do Qatar para desestabilizar a situação e prejudicar a segurança do Reino do Bahrein, à ingerência em seus assuntos internos, às provocações nos meios de comunicação e ao apoio ao terrorismo".
O exemplo foi quase imediatamente seguido pela Arábia Saudita, Egito e Emirados Árabes Unidos. Já depois, a Mauritânia, as Maldivas e a Maurício também anunciaram a ruptura de laços diplomáticos com o governo qatarense. A Jordânia e o Djibuti, por sua vez, baixaram o nível das suas missões diplomáticas no Qatar, enquanto o Senegal, o Níger e o Chade retiraram seus embaixadores.
Tal passo, que na diplomacia se considera como uma medida extrema que se toma exclusivamente em casos extremos, quando as negociações entram em um impasse e já não são capazes de trazer nenhuns frutos, teve como pretexto o discurso inédito do emir Tamim bin Hamad al-Thani, no qual ele alegadamente teria chamado o Irã de garante de estabilidade na região, classificado o grupo Hamas como um representante legítimo do povo palestino e opinado que o presidente americano Donald Trump não conseguiria manter seu posto por muito tempo.

Porém, a coisa mais engraçada é que o suposto discurso do emir foi logo negado pelas autoridades qatarenses e até reconhecido pelos países apoiantes do bloqueio como "fake news". Com efeito, foi oficialmente confirmado que o site da agência de notícias qatarense QNA tinha sido alvo de um ataque informático e que na verdade o emir nunca pronunciou nenhuma destas palavras. Adivinhe quem acabou por ser indicado como o principal suspeito? Claro que os "hackers russos".
De fato, a culpa de Doha nunca foi confirmada. Tanto mais que um dos principais arquitetos do bloqueio, a Arábia Saudita, também é conhecida como um dos Estados que têm ligações indiscutíveis com diferentes agrupamentos extremistas.
Deste modo, tendo sido o principal motivo do bloqueio rechaçado, os países se apressaram a manter a mesma linha de pressão e não retiraram suas principais exigências. Para muitos analistas, este jogo político é apenas uma tentativa de transferir a responsabilidade por toda uma série de ações de vários países para o Qatar. E, de fato, parece que é assim mesmo.
O 'Grande Tabuleiro de Xadrez' do Oriente Médio
Assim, para a maioria dos especialistas nos assuntos regionais, fica bem evidente que todo o bloqueio organizado em torno do Qatar não era justificado e teria sido alegadamente preparado já há bastante tempo, sendo que os principais atores apenas ficaram à espera de um momento oportuno.
Há vários fatores que contribuíram para tal estratégia. Primeiro, é importante destacar que a postura do novo emir qatarense, que chegou ao poder em 2013 e se empenhou muito no desenvolvimento dos laços com o Irã, gerou claramente com isso uma grande irritação por parte dos outros países. Para Riad, a perspectiva de uma aliança sólida entre Doha e Teerã é algo que representa uma ameaça iminente para a liderança saudita na região. Consequentemente, foi escolhido o cenário de um "ataque preventivo" o qual, propriamente dito, parece já ter fracassado.

Além disso, os sauditas têm se esforçado muito por se recomendarem a Washington como os principais garantes da luta contra o terrorismo, o que foi bem visível durante a recente visita de Donald Trump ao Oriente Médio. O Qatar, por sua vez, sendo que este alberga a maior base militar americana na região, Al-Udeid, pode ser considerado como um concorrente forte de Riad neste assunto, por mais estranho que pareça.
Outro fator "provocatório", que não deixa de gerar descontentamento no mundo árabe, é a difusão ativa do canal Al Jazeera que, por sua vez, desempenhou um papel fulcral em uma série de eventos-chave na região, inclusive nas revoluções da chamada Primavera Árabe. Uma das medidas imediatas, na sequência da ruptura das relações diplomáticas, foi a retirada do ar desta emissora no Egito, na Arábia Saudita, cujo regime foi repetidas vezes criticado pela mídia, e nos EAU. Na esfera midiática até existe o conceito de "efeito Al Jazeera", que frequentemente se compara com a dimensão da influência regional da CNN.
Apenas uma 'lição' ou o início de uma longa perturbação?
Portanto, já é evidente que o grupo dos "bloqueadores" carece de evidências nas suas acusações contra o Qatar, estando eles próprios longe de serem "inocentes".
Já agora, passados apenas 10 dias desde a imposição das sanções, começa a se desenhar uma "coalizão alternativa" em torno de Doha, enquanto os arquitetos do bloqueio já não parecem tão resolutos na sua postura. Tudo isso leva muitos analistas a pensarem que a crise terá tendência para se acentuar gradualmente, já que uma confrontação aberta não parece ser frutífera para ninguém.

Por exemplo, Doha recebeu um apoio ativo por parte do governo turco, que acabou por enviar suas tropas ao território qatarense, e conseguiu manter laços estreitos e amistosos com Teerã que, por sua vez, se encarregou de enviar alimentos ao país. A Rússia, por seu turno, se mostrou como uma possível mediadora na crise, sediando na semana passada as negociações bilaterais entre os chanceleres dos dois países.
Quanto ao principal "exportador" da democracia para a região, os EUA, a crise no golfo Pérsico parece não estar fazendo seu jogo. No conceito de Trump, os países árabes devem empreender todo o esforço para se unirem na luta contra o inimigo comum, o que é bem visível, por exemplo, na sua ideia de criar a chamada "OTAN árabe".
Entretanto, a postura de Washington surpreende muitos por sua eventual incoerência — num dia, o presidente do país admite que o Qatar é um dos patrocinadores do terrorismo, e no outro os governos dos dois países já assinam acordos para a compra maciça de equipamentos militares americanos.
Em resumo, a atual crise não parece ter um caráter permanente, sendo que cria obstáculos para todos os envolvidos. Deste modo, no cenário mais provável, os países, tanto de um lado como do outro, terão que fazer certas concessões, enquanto o bloqueio (pelos vistos temporário, como já aconteceu em 2014) não representa mais que um elemento passageiro no sistema de pesos e contrapesos no Oriente Médio.

Crise no Qatar: há uma tentativa de expulsar a Rússia da região, diz cientista político

An Eikon ship-tracking screen shows tanker traffic around Qatar over the last seven days in this June 6, 2017

Crise no Qatar: há uma tentativa de expulsar a Rússia da região, diz cientista político

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Oriente Médio e África
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Ruptura de relações diplomáticas com Qatar (41)
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As acusações do suposto envolvimento de "hackers russos" na crise diplomática do Golfo Pérsico são uma provocação para dificultar a participação de Moscou nos processos de negociação diplomática no Oriente Médio, afirmou o analista político Igor Pshenichnikov à Sputnik.


Em 5 de junho, vários países, incluindo a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e o Egito cortaram os laços diplomáticos com o Qatar e embargaram todo o tráfego marítimo, aéreo e terrestre para o país, acusando Doha de apoiar grupos terroristas, em particular a Irmandade Muçulmana. O Qatar também foi acusado de interferir nos assuntos domésticos de outros países. Vários outros estados da região reduziram as relações diplomáticas com o país.
Formalmente, o conflito foi desencadeado por uma reportagem do site da agência de notícias estatal do Qatar em 23 de maio. A agência atribuiu falsas observações ao emir do Qatar, imputando-lhe comentários amigáveis ​​sobre o Irã e apoio à Irmandade Muçulmana.
Mais tarde, o Ministério das Relações Exteriores do Qatar afirmou ter sido alvo de um ataque de hackers e que as declarações nunca aconteceram, mas não indicou nenhum suspeito.
Enquanto isso, a CNN foi rápida em apontar os "hackers russos" como os responsáveis. De acordo com o canal de notícias, investigadores dos EUA acreditam que hackers ligados com Moscou implantaram a notícia falsa. Autoridades estadunidenses não identificadas afirmaram a CNN que o objetivo do ataque era causar desentendimentos entre Washington e seus aliados no Oriente Médio, incluindo o Qatar.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, respondeu às alegações, chamando-lhes de outra "notícia falsa" publicada com "fontes não identificadas em um departamento sem nome de algum serviço de inteligência desconhecido".
"Estou convencido de que as alegações sobre o "ataque de hackers russos" na agência de notícias catari foram puramente uma provocação. Ela [a alegação] tinha como objetivo expulsar a Rússia das negociações diplomáticas do Oriente Médio. O incidente deve ser considerado apenas como uma campanha de difamação", afirmou Igor Pshenichnikov, analista sênior do Instituto Russo de Estudos Estratégicos.
Segundo ele, essa provocação faz parte de uma "campanha anti-Rússia de desinformação" coordenada pelos Estados Unidos.
"Nós ouvimos o mesmo sobre a suposta interferência da Rússia nas eleições presidenciais dos EUA. Recentemente, a Rússia também foi acusada de intrometer-se nos assuntos domésticos de Montenegro. Além disso, houve alegações de uma tentativa de Moscou de influenciar as eleições parlamentares na Alemanha".

Doleiro diz que operou caixa 2 do PMDB e que Temer tinha conhecimento, diz jornal

Michel Temer durante cerimônia de posse de Torquato Jardim no cargo de Ministro da Transparência, Fiscalização e Controle

Doleiro diz que operou caixa 2 do PMDB e que Temer tinha conhecimento, diz jornal

Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Michel Temer e o silêncio de Eduardo Cunha (59)
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Preso há quase um ano, o operador do mercado financeiro e doleiro Lúcio Funaro admitiu na última quarta-feira, em depoimento à Polícia Federal (PF), que operou um esquema de caixa 2 do PMDB e que o atual presidente da República, Michel Temer, tinha conhecimento das operações.

Reportagem do jornal O Globo desta sexta-feira cita uma fonte que acompanhou o depoimento, e a mesma fonte diz que Funaro destacou o conhecimento de Temer, que presidiu o PMDB entre 2001 e 2016, das doações ilegais recebidas pelo partido. O grau de conhecimento, porém, não foi mencionado pela fonte.
Ao longo de quarto horas, Funaro também negou ter recebido dinheiro de propina do empresário Joesley Batista, da holding J&F – a mesma que controla o frigorífico JBS –, que em delação premiada mencionou estar pagando o doleiro e o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em troca do silêncio de ambos.

A irmã do doleiro, Roberta Funaro, foi presa com uma mala com R$ 400 mil, dinheiro que os investigadores suspeitam que seria fruto de pagamento de propina. Funaro negou a tese e disse que os recursos são fruto de pagamentos por serviços prestados legalmente.
Nas últimas semanas, Funaro – visto como um aliado antigo de Cunha – contratou um advogado especializado em delações premiadas, o que fez crescer a expectativa de que ele possa colaborar com as investigações da Operação Lava Jato, possivelmente fornecendo informações que possam complicar Temer e pessoas próximas a ele.
Ao Globo, a assessoria de Temer negou que o presidente tivesse conhecimento de qualquer doação de origem ilícita ao PMDB.