quarta-feira, 12 de julho de 2017

RÚSSIA E IRÃ CADA VEZ MAIS PRÓXIMOS - Irã quer mais cooperação com Rússia para impedir ingerência dos EUA na Síria

Militantes curdos e árabes apoiados pelos EUA avançam em Manbij, no norte da Síria, 23 de junho de 2016

Irã quer mais cooperação com Rússia para impedir ingerência dos EUA na Síria

© AFP 2017/ DELIL SOULEIMAN
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O secretário do Conselho Supremo de Segurança do Irã, Ali Shamkhani, sugeriu a seu homólogo russo, Nikolai Patrushev, reforçar a coordenação entre os dois países para frear os planos de ingerência dos Estados Unidos na Síria, segundo informa a agência Fars.

"O aumento da coordenação entre o Irã e a Rússia para evitar a intervenção ilegal dos EUA na Síria […] é uma necessidade inevitável no caminho da cooperação entre Teerã e Moscou", disse Shamkhani durante uma conversa telefônica com seu colega russo.
De acordo com a Fars, o alto funcionário iraniano chamou também a impedir que Washington atente contra a integridade territorial e a soberania da Síria. O comportamento desafiador de Washington, advertiu, pode gerar uma escalada do conflito na região e a consolidação dos grupos terroristas.
"Com seus ataques contra o exército sírio, os EUA acabarão por levantar a moral dos terroristas e apoiar os territórios que estes controlam", salientou Ali Shamkhani.

Militares iranianos se preparam para lançar um míssil Hawk de classe terra-ar durante exercícios militares
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Em 18 de junho, a coalizão norte-americana derrubou um caça sírio Su-22 que executava uma missão contra os terroristas na cidade de Tabqa, em Raqqa. Anteriormente, na manhã do dia 7 de abril, os americanos atacaram com mísseis a base da Força Aérea síria de Shayrat, em Homs, acusando Damasco de usar armas químicas.
As tropas norte-americanas também instalaram lança-foguetes múltiplos na área síria de al-Tanaf, o que levou Moscou a suspeitar de que o Pentágono possa usá-los contra os soldados sírios.
Desde março de 2011 a Síria vive em um conflito em que as tropas governamentais enfrentam grupos armados da oposição e organizações terroristas.

IRÃ - Influência no Oriente Médio continua crescendo

Destróier iraniano Jamaran no Golfo Pérsico

Chefe da CIA: Influência do Irã no Oriente Médio continua crescendo

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A influência e o poder do Irã na região continuam aumentando, declarou o diretor da CIA, Mike Pompeo.


"A República do Irã continua sendo um dos maiores países que financiam o terrorismo. O seu poder e a sua influência continuam crescendo, em particular nos últimos anos", destacou durante uma conferência.
Segundo o diretor da CIA, Teerã planeja alcançar a hegemonia no Oriente Médio.
Anteriormente, o conselheiro do presidente Donald Trump para a Segurança Nacional, Herbert McMaster tinha declarado que a comunidade mundial devia levar a cabo "esforços coordenados" para resistir às ações do Irã no Oriente Médio.
O conselheiro também chamou o líder iraniano de "um dos investidores do terrorismo no mundo" e acusou-o em quase todos os problemas dessa região.

Exercícios de sistemas de mísseis Fateh, Irã, 2012 (foto de arquivo)
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Em julho de 2015, o Irã, a União Europeia e o grupo de países P5+1 assinaram o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), um acordo que visa garantir a natureza pacífica do programa nuclear do Irã. Segundo este documento, o Irã promete se abster do desenvolvimento ou compra de armas nucleares em troca do levantamento das sanções impostas contra Teerã. A resolução da ONU foi ratificada pouco depois e cimentou o respectivo acordo nuclear.

domingo, 9 de julho de 2017

ÁLVARO DIAS CANDIDATO A PRESIDÊNCIA - POBRE BRASIL, POR QUANTA DESGRAÇA DEVEMOS PASSAR ATÉ QUE DESCUBRAMOS UM JEITO DE ELIMINAR AS RATAZANAS QUE TENTAM SE EMPOLEIRAR NA PRESIDÊNCIA



Senador Álvaro Dias lança pré-candidatura para 2018 pelo Podemos.© Waldemir Barreto/Agência Senado 
Senador Álvaro Dias lança pré-candidatura para 2018 pelo Podemos.

Com nome sugestivo e inspirado em movimentos europeus, o Podemos foi lançado no último sábado (1), em Brasília, e é o mais novo partido político na corrida para 2018.
O Podemos é o novo nome do Partido Trabalhista Nacional (PTN), que recebeu autorização do TSE em maio para a mudança de nome. Atualmente, é presidido pela deputada Renata Abreu (SP) e a bancada da legenda na Câmara é formada por 14 deputados.

Conheça um pouco a ficha do senador:


O senador Álvaro Dias é acusado de crime contra a administração pública, movidas pelo Supremo Tribunal Federal. (Veja a petição: Pet/4316 - Veja no STF. Situação atual: 09/02/2009 - Baixa dos autos em diligência, Guia nº 276/2009, Ofício nº 215/SEJ, à Superintendência Regional do Departamento de Policia Federal no Distrito Federal.

A operação Castelo de Areia tem documento em que mostra que, as construtoras Camargo Corrêa e a Norberto Odebrecht doou R$50 mil para o tucano Álvaro Dias (PSDB-PR).

Álvaro Dias (PSDB-PR) não declarou R$ 6 milhões à Justiça Eleitoral... Já prestou contas?

revista Época mostrou que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) omitiu de sua declaração de bens à Justiça Eleitoral R$ 6 milhões em aplicações financeiras.

Em 2006, Dias informou que tinha um patrimônio de R$ 1,9 milhão dividido em 15 imóveis: apartamentos, fazendas e lotes em Brasília e no Paraná. O patrimônio dele, porém, era pelo menos quatro vezes maior.

A omissão desses dados à Justiça Eleitoral é questionável, mas não é ilegal. A lei determina apenas que o candidato declare "bens". Na interpretação conveniente, a lei não exige que o candidato declare "direitos", como contas bancárias e aplicações em fundos de investimento.

Álvaro Dias diz que o dinheiro não consta em sua declaração porque queria se preservar. "Não houve má intenção", afirma.


O dinheiro não declarado seria fruto da venda de uma fazenda de 36 hectares em Maringá (PR) por R$ 5,3 milhões. As terras, presente de seu pai, foram vendidas em 2002. O dinheiro rendeu em aplicações, até que, em 2007, Álvaro Dias comprou um terreno no Setor de Mansões Dom Bosco, em Brasília, uma das áreas mais valorizadas da capital. No local, estão sendo construídas cinco casas, cada uma avaliada em cerca de R$ 3 milhões.


"Nem de esquerda ou de direita", o PTN apoiou Dilma Rousseff (PT) em 2010, Aécio Neves (PSDB) em 2014 e até 2016 o ex-presidente e atual senador Fernando Collor (PTC-AL) fazia parte dos quadros do partido.

De acordo com o manifesto do partido, a aposta vai ser na conexão da política em tempo real e a sociedade brasileira por meio das plataformas digitais.

"Estamos alicerçado em três princípios: Transparência, Participação Popular e mais Democracia Direta."

Quem se lembra do assessor de Álvaro Dias, André Eduardo da Silva Fernandes?

Foi o receptador de informações furtadas da Casa Civil da Presidência da República, entregue à revista Veja, para forjar um falso dossiê de despesas de LULA, com o objetivo de derrubar a ministra Dilma Rousseff.
Pois André Fernandes, além de assessorar Álvaro Dias, também servia ao Governo de José Roberto Arruda (ex-DEM/DF). Em 2007, foi nomeado pelo Governo do Distrito Federal, membro do conselho fiscal da CEB (Companhia Energética de Brasília), estatal do Governo do Distrito Federal. Álvaro Dias, igual a José Serra: Mandam bater em professores.

Para o senador Álvaro Dias, futuro candidato à presidência pelo Podemos, o que se usa do PTN é "apenas o registro" do antigo partido. O que se quer é atender a ânsia da população por mudanças e "unir o País", afirma em entrevista ao HuffPost Brasil.

"O Podemos surge dessa angústia de quem quer contribuir mais nesse processo de mudança do País. A tentativa é de um movimento que recupere credibilidade numa instituição essencial, principalmente no processo eleitoral, que é o partido político", argumenta Dias.

O senador deixou o PSDB no início de 2016 e esteve com a sigla do PV até a pré-candidatura pelo Podemos.

#Álvaro Dias

O tucano Álvaro Dias do Paraná foi escolhido por José Serra (PSDB) em 2010 para ser o vice na chapa para presidência. Detalhe: Álvaro Dias está sendo processado por usar cavalaria da PM contra professores e ainda é acusado de crime contra a administração pública. 

Dias defende as reformas trabalhista, previdenciária e administrativa, além da política, como ferramentas para fazer o Brasil crescer.

Contudo, argumenta que o governo Temer será incapaz de liderá-las. Para ele, o país está "perdendo a oportunidade", pois vive um "drama" com um presidente que se tornou um "cadáver político".

"São reformas imprescindíveis que estão sendo conduzidas pessimamente por quem perdeu a autoridade e não tem competência para se comunicar com a sociedade, para convencê-la dos seus acertos. Nós estamos perdendo uma grande oportunidade de promover reformas essenciais", argumenta.

Voltaire: LAVAJATO - SÉRGIO GUERRA (PRESIDENTE DO P S D B) RECEBEU PROPINA DE R$ 10 milhões de PAULO ROBERTO COSTA PARA ACABAR COM A CPI da Petrobras


Segundo informações vazadas por fontes próximas a procuradores que conduzem a Operação Lava Jato, o senador Álvaro Dias está sendo investigado, pela compra de uma área no Rio de Janeiro por R$ 3 milhões e, meses depois, vendeu à Petrobrás pelo incrível valor de R$ 40 milhões. O Fato está sendo investigado em segredo de justiça, pelo fato do parlamentar ter foro especial por prerrogativa de função - conhecido coloquialmente como foro privilegiado.
Segundo o que foi repassado o falecido senador Sérgio Guerra (PE), ex-presidente do PSDB, e "um tucano de Londrina" enterraram a CPI do Senado sobre a estatal em 2009, em troca da propina de R$ 10 milhões de reais. Ambos deixaram a CPI de forma surpreendente, em protesto contra o que seria um "jogo de cartas marcadas". Sem a presença deles, a CPI não foi adiante.


O senador, ainda, afirma que um dos motivos da saída do PSDB torna a decisão de antes ainda mais acertada. Na época, ele foi um dos parlamentares que defendeu a cassação da chapa Dilma-Temer e a possibilidade de eleições diretas no lugar do impeachment da petista.

"Eu defendi a proposição do impeachment completo da presidente Dilma e do seu vice na época o Temer. Nós denunciamos os dois pelo mesmo crime. Essa foi uma das razões do meu afastamento do PSDB. Eu não concordava com "meio impeachment". Deveria ocorrer o impeachment por inteiro e teríamos eleições diretas. Estaríamos evitando esse drama que vivemos hoje, de ter um presidente que se transformou em um cadáver político e que não tem como conduzir o destino do País. Obviamente, se havia razões para o impeachment do Temer naquela época, elas continuam existindo e agora com maior gravidade."


LAVAJATO - ÁLVARO DIAS SENADOR DO "P S D B" lucrou R$ 37 milhões com propina da CPI da Petrobras, PAULO ROBERTO COSTA ERA O DIRETOR NA ÉPOCA DO EVENTO


Lava jato: Senador do "P S D B" Álvaro Dias lucrou R$ 37 milhões com propina da CPI da Petrobras

 Fabiano Portilho

 O falecido, ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra e o Senador Londrinense (PR), Álvaro Dias O falecido, ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra e o Senador Londrinense (PR), Álvaro Dias

Leia a entrevista completa:
HuffPost Brasil: Por que a escolha pelo Podemos?

Álvaro Dias: O Podemos surge dessa angústia de quem quer contribuir mais nesse processo de mudança do País. É uma exigência da nação. Isso ficou visível nas grandes manifestações populares e realmente há uma expectativa de mudança no País. 

O Brasil é um país em movimento e os partidos políticos são rejeitados porque estão desmoralizados. Então, a tentativa é de um movimento que recupere credibilidade numa instituição essencial, principalmente no processo eleitoral, que é o partido político. Vem desse modelo europeu de partido-movimento defensor de causas no exercício da democracia direta, uma postura contra a corrupção. É uma tentativa que se faz agora através do Podemos para ocupar esse espaço que os partidos envolvidos na Operação Lava Jato deixaram aberto. Nós queremos construir uma ferramenta política que possa ser manejada pela população com o objetivo de promover essas mudanças desejadas. Se vamos conseguir só o tempo dirá.


Izan Roberto Bauer ·

Com a notícia da descoberta de vacina para eliminar o risco da doença proporcionada pelo virus Ebola, resta umas grande esperança de algum competente (não seria o Juiz Moro?) criar uma vacina para eliminar os bandidos da raça socialista (comunistas e/ou democratas) da zona do meridiano de Tordesilhas (a leste e oeste). Quando Pero Vaz de Caminha informou à casa real que neste país, en se plantando tudo dá, queria, na realidade dizer "em se roubando tudo pode".

Muitas pessoas criticam a mudança de nome e de posicionamento, mas a permanência de políticos tradicionais nesses movimento. Como você enxerga essas críticas?

No PTN era um partido pequeno sem políticos tradicionais. Os 14 deputados do partido são deputados de 1º mandato, por exemplo. Só um que tem mais de um mandato. É só enxergar a realidade dos fatos. Não é apenas mudança de nome, é uma mudança de programa, de posicionamento, de modelo de gestão. É um modelo partidário que muda. O que se usa é apenas o registro do antigo partido. As lideranças que chegam agora, elas são convocadas para que venham com esse propósito, de construir um modelo novo de partido que possa estar mais próximo das aspirações da população e que se afaste o máximo possível dessa mesmice lamacenta dos partidos atuais.


Sulamita Sarraff ·

Trabalha na empresa PUCPR
Meu Deus quanto mais rezo mais assombração aparece

Qual sua proposta para fazer o país voltar a crescer e criar emprego?

O Brasil está a espera de reformas e nós sabemos quais são elas. O sistema federativo está desgastado, promovendo uma tremenda injustiça com a concentração dos recursos nos cofres da União e prejudicando os estados e municípios. Na esteira da reforma federativa vem a reforma tributária, na busca de um modelo que preze pelo desenvolvimento, estimule crescimento econômico, mas que esteja mais preocupado com uma distribuição justa de renda. Nas reformas em discussão, a da previdência e a trabalhista não se esgotarão nessa fase desse governo temerário e enfraquecido, porque não se produz uma boa legislação nesse clima. As discussões dessas reformas vão ultrapassar o governo Temer. É preciso também a reforma administrativa, que na verdade é a reforma do Estado, já que ele se tornou esse balcão de negócios que se instalou e que levou ao aparelhamento, ao loteamento dos cargos. Então o enxugamento do Estado o torna mais eficiente. E eu não falei da principal reforma, que é a reforma política. Essa reforma precisa ser liderada por um presidente mudancista, convocar especialistas para a elaboração de um pré-projeto, e o presidente da república assumir a liderança buscando consenso. O Congresso atual não tem moral para promover uma reforma política compatível com as exigências da população. O grande problema do País é a dívida pública, resultado de uma política econômica mentirosa que tentou vender ilusão de crescimento econômico nos últimos anos. É uma dívida pública que se agigantou e que precisa de uma administração mais competente para administrá-la. Se não se encontrar uma solução para a dívida pública, o Estado está inviabilizado.


Carlos Fernando Piske ·

No país onde só negros e pobres vão para a cadeia, a política imita a vida. Se as privatizações e o mensalão da reeleição do FHC, a corrupção de duas décadas no metrô de São Paulo, o mensalão do Aécio, agora o Álvaro Dias , não são suficientes para movimentar a mídia, o Congresso e a justiça e iniciar uma investigação, então o que mais precisa? Porque são tão ágeis quando se trata do PT? A justiça só é justa se for para todos.

As eleições municipais ficaram marcadas pelos votos nulos de brancos. Como retomar a credibilidade das pessoas na política?

Se os políticos não mudares eles serão atropelados pelo desejo de mudança que há na sociedade, é simples. E essa será uma mudança na cultura política, no comportamento. O que eu particularmente desejo é que a população faça a análise do conjunto da obra da ação política de cada um, evitando julgar em razão do último gesto, do último discurso, da última postura, porque tudo isso as vezes soa como oportunismo. Nós sabemos que existem aqueles que quando o barco afunda saltam para não se afogarem. E aí se colocam num campo de oposição.

Eugênio F. Guerra Negreiros ·


Lamentável ler isso e saber que tudo não vai dar em nada, não recuperam o dinheiro roubado, não ficam presos (no máximo uma prisão domiciliar que dura pouco) e passado esse processo eles mesmo impõe um novo assunto nacional e tudo é esquecido (pela justiça claro). Ou seja, ninguem vai realmente preso, condenado e obrigado a restituir cada centavo. Enquanto isso presos pobres por crimes banais apodrecem na cadeia.

Qual a posição do partido com relação à denúncia contra o presidente Michel Temer?

Ainda não conversei sobre isso com a bancada na Câmara. A minha posição pessoal é a favor do acolhimento da denúncia.


Erico Correa ·

E o que dizer que sua filha reveindica na justiça 16,5 milhões se ele declara seu patrimônio em 1,9 milhões ???????? http://www.brasil247.com/.../Filha-condena-Álvaro-Dias-em...

Para o senhor, qual a melhor saída para o peemedebista?

Seria a renúncia, né. Abriria o caminho para uma eleição indireta, que não é a ideal, mas que é o que prevê a Constituição. E nos temos que atender os seus dispositivos.



Sebastião Calado ·

Muito interessante este trecho: "Há, também, dezenas de imóveis, uma frota de automóveis de luxo, entre eles vários modelos BMW, além de jóias, aplicações financeiras em bancos e prováveis contas já sendo rastreadas em paraísos fiscais, como Liechtenstein e Suíça. Com a morte de Guerra, seus herdeiros deverão enfrentar a ação indenizatória da União movida pelo Ministério Público Federal.

Falecido em 6 de março deste ano, o ex-presidente do PSDB foi um dos mais radicais opositores dos governos Lula e Dilma. Nos anos 1980, Guerra, porém, foi apontado como um dos integrantes da quadrilha que des
...Ver mais

O senhor questionou o TCU sobre decretos que o presidente assinou que autorizaram abertura de crédito, como as pedaladas que tiraram Dilma do comando do país. Os mesmos decretos são argumento de um pedido de impeachment em tramitação na Câmara. O senhor acredita que há espaço para essa acusação seguir adiante?

Naquela época, eu defendi a proposição do impeachment completo da presidente Dilma e do seu vice na época o Temer. E nós denunciamos os dois pelo mesmo crime. Essa foi uma das razões do meu afastamento do PSDB. Eu não concordava com "meio impeachment". Deveria ocorrer o impeachment por inteiro e teríamos eleições diretas. Estaríamos evitando esse drama que vivemos hoje, de ter um presidente que se transformou em um cadáver político e que não tem como conduzir o destino do País. Obviamente, se havia razões para o impeachment naquela época, elas continuam existindo e agora com maior gravidade. É legítimo que se apresente medidas nessa maneira.


Wanderley Santos Ferraz ·

o PIG!!!!, precisa tomar vergonha; ou pagará caro pela método safado de fazer "imprensa", a óia já foi pro espaço, o y-bofe saiu de baixo, no mesmo caminha a globope (basta o governo cobrar os impostos em atraso, como também retirar os anúncios das estatais e fechar as portas dos bancos públicos "empréstimos a fundo perdido", vai sobrar o datafalha e o estadim que ninguém quer+, com o crescimento da internet; são 80.000milh. de brasileiros com acesso aos blogs, sites etc. (imprensa alternativa), outro ingrediente fundamental; a regulação dos meios de comunicações do país. tudo isso pode por um...Ver mais

O senhor tem afirmado que o presidente errou na comunicação, que avança e recua nas propostas. Qual sua posição sobre a reforma trabalhista? E a reforma da previdência?

São reformas imprescindíveis (ESSE CALHORDA AINDA QUER PENALIZAR OS BRASILEIROS PROSSEGUINDO COM AS REFORMAS CRIMINOSAS PROPOSTAS PELO "TURCO LADRÃO TEMER") que estão sendo conduzidas pessimamente por quem perdeu a autoridade e não tem competência para se comunicar com a sociedade, para convencê-la dos seus acertos. Nós estamos perdendo uma grande oportunidade de promover reformas essenciais para o País. É possível que a reforma trabalhista seja aprovada pelo Senado, mas eu não creio que ela seja a ideal. Acho que o texto precisaria ser discutido com a sociedade uma reforma trabalhista mais competente, convencendo os representantes do capital e do trabalho de que precisam se modernizar. Mas isso não foi feito. Nós estamos perdendo essa oportunidade. Evidentemente não será a última. Essa discussão não se esgotará com o mandato do presidente Temer.

José Luiz Da Costa ·


Alvaro Dias, esse dinossauro da política é um corrupto, e fica se achando o rei da moralidade, quando começou a mostrar a sua sujeira ele se escondeu da mídia. Tem que cassar esse pilantra.

O texto da reforma, como está hoje, representa a classe trabalhadora?

Olha, tem interesses representados, mas ela poderia ser muito mais eficiente. Representa parcialmente os trabalhadores, porque trabalha a favor dos empregos. O maior drama do país hoje é o desemprego. A prioridade é salvar as vagas. Então é evidente que algumas medidas devem ser adotadas na legislação para estimular o setor empresarial a investir em trabalhadores, portanto, gerando oportunidades de salários. Mas essa reforma é temerária do ponto de vista dos trabalhadores seja pela péssima comunicação ou pela sua formulação.

Pedro Paulo Custodio ·


ACREDITEM , NÂO VAI ACONTECER NADA , A JUSTIÇA, OU O JUDICIARIO COMO UM
TODO , ,, NÂO TEM INTERESSE NEMHUM EM PUNIR TUCANOS INCLUSIVE O STF ! TA TODO MUNDO ATUCANADO, SE O JUDICIARIO QUIZESSE PUNIR TUCANOS, O CASO DOS TRENS E METRÔS EM S PAULO SERIA UM PRATO CHEIO PRA MANDAR ESSA GENTE PRA CADEIA MAS ,POR ISSO MESMO ,VÂO FAZER COMO FIZERAM COM O MENSALÂO TUCANO , VÂO DEIXAR ESFRIAR O ASSUNTO E ,DEPOIS , 'CADUCAR " ,COMO ELES , DO JUDICIARIO, O FIZARAM ATE AGORA ! E ESSE CARA QUE PRESIDE A OPERAÇÂO LAVAJATO È ,MESMO MARIDO DE UMA ASSESSORA DO GOVERNO ,PSDB, DO PARANA? ENTÂO...........................! AH INCLUE-SE AI AS "PROCURADORIAS DE JUSTIÇA ,! SE GRITAR "PEGA LADRÂO" , NÂO FICA UM MEU IRMÂO ...!

O senhor saiu do PSDB no início do ano passado, como o senhor analisa os últimos passos do seu ex-partido, hoje aliado de Temer e com Aécio, presidente licenciado da legenda, em uma situação tão delicada?

A situação do PSDB não é exclusividade deles. Os maiores partidos estão despedaçados pelas denúncias. E inevitavelmente serão rejeitados pela população. Se até agora a população julgava candidatos, e ignorava a licença dos partidos, a partir da Lava Jato os partidos também serão questionados. Então, o PSDB que naturalmente deveria ter se beneficiado do espaço conferido a oposição nos últimos anos, o envolvimento nesses atos o leva a esse terreno do abandono pela população.

Governo Temer sufoca a Polícia Federal e Lava-Jato corre perigo

Polícia Federal em operação

Governo Temer sufoca a Polícia Federal e Lava-Jato corre perigo

Divulgação PF
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A suspensão por tempo indeterminado da emissão de passaportes na última quarta-feira (28), ressalta as duras crítica que vem sendo feitas pela Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) de que a instituição está sofrendo um desmonte, através do corte de verbas do Governo Federal nos últimos anos e que a PF precisa de autonomia.


O Governo Federal reduziu em 42% os recursos da PF para a emissão de passaportes. Em 2016 foram repassados R$ 208,3 milhões e este ano a verba caiu para R$ 120,8 milhões. A Polícia Federal explicou que não tem mais recursos para serem repassados para a Casa da Moeda, que é responsável pela confecção dos documentos.
Sobre a crise na PF, a Sputnik Brasil conversou com exclusividade com a Diretora Regional da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal em São Paulo, a Delegada Federal, Tânia Prado.
Segundo ela, a suspensão na emissão de passaportes é apenas a ponta do problema enfrentado hoje pela instituição.
"Temos as despesas de custeio, para a remuneração dos servidores está ok. Mas a parte dos investimentos para o passaporte…além da falta de investimento em vários setores da Polícia Federal não está bem. Além disso, não foram abertos concursos públicos e temos carência de efetivo. Ou seja, todas essas questões nos deixam extremamente preocupados, até porque já vinhamos apontando para isso há algum tempo. Com a situação dos passaportes, estamos vendo a ponta do iceberg", explicou Tânia Prado. 
A delegada comentou a declaração dada pelo procurador da República Carlos Fernando dos Santos, que integra a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, que disse nas suas redes sociais que o governo Temer sufoca a Polícia Federal, o que pode afetar a operação Lava-Jato.

"Esse é um problema que acontece e não só na operação Lava-Jato e outras operações famosas mas em todo o serviço da Polícia Federal", disse a Delegada. "Com a falta de pessoal, cada policial aqui acaba ficando sobrecarregado com mais e mais trabalho. Isso, além de prejudicar o serviço, se torna um problema, pois não há perspectiva de melhora. As equipes estão diminuindo", alertou a policial. Segundo ela, esse seria um problema crônico, que ficou evidente graças à situação com os passaportes.
Segundo Tânia, a Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal acredita que a solução para as dificuldades que a Polícia Federal vem enfrenando seria que o Congresso Nacional aprovasse a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 412/2009, que garante a autonomia funcional, administrativa e orçamentária da Polícia Federal.
"Essa PEC impede que um governante tenha o poder de controlar o funcionamento da polícia. Porque existem formas indiretas de controle, através dessa vulnerabilidade [orçamentária]", afirmou a interlocutora da Sputnik Brasil.

sábado, 8 de julho de 2017

Crise ou interesse político? Lava Jato fica vulnerável com cortes na Polícia Federal Divulgação/PF Brasil 10:18 05.07.2017(atualizado 10:31 05.07.2017) URL curta 627212 Especialistas conversaram com a Sputnik Brasil sobre os motivos por trás da suspensão da emissão de passaportes anunciada pela Polícia Federal. Seria um problema meramente de falta de recursos ou existem motivações políticas para os cortes orçamentários do órgão? A suspensão da emissão de passaportes que foi anunciada pela Polícia Federal por conta da falta de recursos está sendo vista como uma "ponta do iceberg" do que a corporação vem sofrendo em termos orçamentários já desde o ano passado.  Divulgação PF Governo Temer sufoca a Polícia Federal e Lava-Jato corre perigo Em entrevista à Sputnik Brasil, a diretora regional da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) em São Paulo, Tânia Prado, falou da vulnerabilidade que a instituição sofre com as trocas de governo.   "O problema mais gritante, que mais chama atenção, que não é coisa deste ano, vem acontecendo […] é que não estão abrindo concurso público, embora tenhamos 570 vagas para o cargo de delegado da Polícia Federal.  Segundo ela, o último concurso foi realizado em 2014, através do qual tomaram posse mais de 100 delegados em 2014. Ou seja, há três anos não ingressam novos delegados.  "Temos hoje menos 1.700 delegados da Polícia Federal no país inteiro trabalhando; o trabalho aumenta, porque a demanda de combate à corrupção sempre aumenta […] e o efetivo não está crescendo na mesma proporção, pelo contrário, está até encolhendo", disse Tânia Prado.   Ao ser questionada se há uma motivação política por trás dos cortes orçamentários da Polícia Federal, na medida em que avançam as investigações da Lava Jato em todos os escalões, Tânia Prado disse que o órgão fica muito vulnerável em qualquer troca de governo.  "Porque se o governo realmente usar o poder para fechar a torneira dos recursos da polícia, realmente é uma forma de 'estrangular' o trabalho da Polícia Federal […] por isso não é tão simples acreditar que trata-se apenas de um problema fiscal", observou.  Já o presidente da Comissão de Segurança Pública da OAB-RJ, Breno Melaragno, lamentou o fato de que a Polícia Federal não tem autonomia administrativa e orçamentária, assim como o Ministério Público, e frisou que os cortes orçamentários afetam o bom funcionamento da instituição.  Marcelo Camargo/Agência Brasil Sem recursos, Polícia Federal suspende emissão de passaportes "Afeta o bom funcionamento da instituição e a missão a que ela se destina, o que é uma pena. Veja, a Polícia Federal de 15 anos pra cá melhorou muito do ponto de vista material e humano. Muito se investiu na Polícia Federal ao longo desse tempo. Uma pena que essa crise ou essa política esteja atingindo. Porque a Polícia Federal vem desempenhando bem o seu papel, principalmente nos últimos anos, e isso não é mágica, é fruto de um investimento em recursos humanos e materiais", observou.   Breno Melaragno reconheceu que há um contrassenso no fato de que os cortes orçamentários da Polícia Federal estão sendo discutidos por muitos congressistas que são alvo das ações das própria PF e da Operação Lava Jato.  "E aí é muito perigoso […] corre risco de ter uma estrutura insuficiente para as demandas que existem em relação à Polícia Federal e especificamente em relação à Operação Lava Jato", destaca. 

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Crise ou interesse político? Lava Jato fica vulnerável com cortes na Polícia Federal

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Especialistas conversaram com a Sputnik Brasil sobre os motivos por trás da suspensão da emissão de passaportes anunciada pela Polícia Federal. Seria um problema meramente de falta de recursos ou existem motivações políticas para os cortes orçamentários do órgão?

A suspensão da emissão de passaportes que foi anunciada pela Polícia Federal por conta da falta de recursos está sendo vista como uma "ponta do iceberg" do que a corporação vem sofrendo em termos orçamentários já desde o ano passado.

Em entrevista à Sputnik Brasil, a diretora regional da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) em São Paulo, Tânia Prado, falou da vulnerabilidade que a instituição sofre com as trocas de governo.
"O problema mais gritante, que mais chama atenção, que não é coisa deste ano, vem acontecendo […] é que não estão abrindo concurso público, embora tenhamos 570 vagas para o cargo de delegado da Polícia Federal.
Segundo ela, o último concurso foi realizado em 2014, através do qual tomaram posse mais de 100 delegados em 2014. Ou seja, há três anos não ingressam novos delegados.
"Temos hoje menos 1.700 delegados da Polícia Federal no país inteiro trabalhando; o trabalho aumenta, porque a demanda de combate à corrupção sempre aumenta […] e o efetivo não está crescendo na mesma proporção, pelo contrário, está até encolhendo", disse Tânia Prado.  
Ao ser questionada se há uma motivação política por trás dos cortes orçamentários da Polícia Federal, na medida em que avançam as investigações da Lava Jato em todos os escalões, Tânia Prado disse que o órgão fica muito vulnerável em qualquer troca de governo.
"Porque se o governo realmente usar o poder para fechar a torneira dos recursos da polícia, realmente é uma forma de 'estrangular' o trabalho da Polícia Federal […] por isso não é tão simples acreditar que trata-se apenas de um problema fiscal", observou. 
Já o presidente da Comissão de Segurança Pública da OAB-RJ, Breno Melaragno, lamentou o fato de que a Polícia Federal não tem autonomia administrativa e orçamentária, assim como o Ministério Público, e frisou que os cortes orçamentários afetam o bom funcionamento da instituição.

"Afeta o bom funcionamento da instituição e a missão a que ela se destina, o que é uma pena. Veja, a Polícia Federal de 15 anos pra cá melhorou muito do ponto de vista material e humano. Muito se investiu na Polícia Federal ao longo desse tempo. Uma pena que essa crise ou essa política esteja atingindo. Porque a Polícia Federal vem desempenhando bem o seu papel, principalmente nos últimos anos, e isso não é mágica, é fruto de um investimento em recursos humanos e materiais", observou.
Breno Melaragno reconheceu que há um contrassenso no fato de que os cortes orçamentários da Polícia Federal estão sendo discutidos por muitos congressistas que são alvo das ações das própria PF e da Operação Lava Jato.
"E aí é muito perigoso […] corre risco de ter uma estrutura insuficiente para as demandas que existem em relação à Polícia Federal e especificamente em relação à Operação Lava Jato", destaca. 

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Especialistas conversaram com a Sputnik Brasil sobre os motivos por trás da suspensão da emissão de passaportes anunciada pela Polícia Federal. Seria um problema meramente de falta de recursos ou existem motivações políticas para os cortes orçamentários do órgão?

A suspensão da emissão de passaportes que foi anunciada pela Polícia Federal por conta da falta de recursos está sendo vista como uma "ponta do iceberg" do que a corporação vem sofrendo em termos orçamentários já desde o ano passado.

Em entrevista à Sputnik Brasil, a diretora regional da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) em São Paulo, Tânia Prado, falou da vulnerabilidade que a instituição sofre com as trocas de governo.
"O problema mais gritante, que mais chama atenção, que não é coisa deste ano, vem acontecendo […] é que não estão abrindo concurso público, embora tenhamos 570 vagas para o cargo de delegado da Polícia Federal.
Segundo ela, o último concurso foi realizado em 2014, através do qual tomaram posse mais de 100 delegados em 2014. Ou seja, há três anos não ingressam novos delegados.
"Temos hoje menos 1.700 delegados da Polícia Federal no país inteiro trabalhando; o trabalho aumenta, porque a demanda de combate à corrupção sempre aumenta […] e o efetivo não está crescendo na mesma proporção, pelo contrário, está até encolhendo", disse Tânia Prado.  
Ao ser questionada se há uma motivação política por trás dos cortes orçamentários da Polícia Federal, na medida em que avançam as investigações da Lava Jato em todos os escalões, Tânia Prado disse que o órgão fica muito vulnerável em qualquer troca de governo.
"Porque se o governo realmente usar o poder para fechar a torneira dos recursos da polícia, realmente é uma forma de 'estrangular' o trabalho da Polícia Federal […] por isso não é tão simples acreditar que trata-se apenas de um problema fiscal", observou. 
Já o presidente da Comissão de Segurança Pública da OAB-RJ, Breno Melaragno, lamentou o fato de que a Polícia Federal não tem autonomia administrativa e orçamentária, assim como o Ministério Público, e frisou que os cortes orçamentários afetam o bom funcionamento da instituição.

"Afeta o bom funcionamento da instituição e a missão a que ela se destina, o que é uma pena. Veja, a Polícia Federal de 15 anos pra cá melhorou muito do ponto de vista material e humano. Muito se investiu na Polícia Federal ao longo desse tempo. Uma pena que essa crise ou essa política esteja atingindo. Porque a Polícia Federal vem desempenhando bem o seu papel, principalmente nos últimos anos, e isso não é mágica, é fruto de um investimento em recursos humanos e materiais", observou.
Breno Melaragno reconheceu que há um contrassenso no fato de que os cortes orçamentários da Polícia Federal estão sendo discutidos por muitos congressistas que são alvo das ações das própria PF e da Operação Lava Jato.
"E aí é muito perigoso […] corre risco de ter uma estrutura insuficiente para as demandas que existem em relação à Polícia Federal e especificamente em relação à Operação Lava Jato", destaca. 

Delação de Eduardo Cunha tem mais de 100 anexos e atinge Temer, diz jornal

Michel Temer e Eduardo Cunha, na Câmara dos Deputados, em Novembro de 2015.

Delação de Eduardo Cunha tem mais de 100 anexos e atinge Temer, diz jornal

Antonio Cruz/ Agência Brasil
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Michel Temer e o silêncio de Eduardo Cunha (64)
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O ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está na fase final da redação dos textos que integrarão o acordo de delação premiada com os investigadores da Operação Lava Jato, informou o jornal Folha de S. Paulo nesta quinta-feira.

Segundo a publicação, a contribuição de Cunha já conta com o expressivo número de 100 anexos e a expectativa é que o ex-deputado, preso desde outubro de 2016 em Curitiba, entregue provas já a partir da próxima semana.
O jornal afirma ainda que o teor da delação de Cunha deverá atingir diretamente o presidente Michel Temer (PMDB), os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral), além do senador Romero Jucá (PMDB-RR).

O ex-presidente da Câmara, responsável pela deflagração do processo que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), tende a confessar os seus crimes, como negociações para o recebimento de propinas, e dar detalhes sobre grandes negociações políticas.
Além desta delação premiada, outra que pode atingir diretamente o governo federal é a do doleiro Lúcio Funaro, que vem negociando há algumas semanas o teor da sua colaboração com os investigadores da Lava Jato.