quinta-feira, 1 de outubro de 2015

EDUARDO CUNHA - UM GANGSTER À DERIVA NO MEIO POLÍTICO, SUÍÇA TRANSFERE INVESTIGAÇÃO CRIMINAL AO BRASIL


Suíça transfere para Brasil investigação criminal contra Eduardo Cunha

O Ministério Público da Suíça localizou as contas secretas do presidente da Câmara. A investigação por corrupção e lavagem de dinheiro contra o deputado Eduardo Cunha aberta também na Suíça foi transferida para o Brasil.

O dinheiro que foi parar em uma conta, na Suíça, foi rastreado e bloqueado. Os investigadores dizem que seria do presidente da Câmara, mas ainda não foi revelado quanto.
Até agora, quatro delatores e um investigado citaram o deputado Eduardo Cunha em depoimentos que tratam de propina ou influência política.

Os dados sobre as contas - número, data de abertura e valores - estão em segredo, mas já foram enviados pela Suíça, que decidiu transferir a investigação criminal para o Brasil, onde Eduardo Cunha já foi denunciado na Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro. A Suíça também bloqueou contas atribuídas a Eduardo Cunha, do PMDB do Rio.

Quem entregou a existência de uma das contas foi o lobista do partido, João Augusto Henriques, que está preso. Disse que fez uma transferência para a conta de Cunha na Suíça.

Quem apontou a conta, segundo ele, foi Felipe Diniz, filho do ex-deputado do PMDB de Minas Gerais Fernando Diniz, que morreu em 2009. O lobista afirmou que, na época, não sabia quem era o dono da conta. Só soube que era Eduardo Cunha há dois meses. Ele também disse que nunca teve ligação com o presidente da Câmara.

Segundo os investigadores, o dinheiro veio de propina de um contrato de exploração de petróleo em Benin, na África.
Questionado, cunha negou irregularidades, mas não quis rebater detalhes da acusação.

O lobista afirmou à Polícia Federal que só fez o deposito. No depoimento, ele não revelou o valor. Esse número também vem sendo guardado a sete chaves pela Procuradoria-Geral da República.

A Suíça já confirmou a existência de contas em nome do presidente da Câmara e de parentes. Ele era investigado lá desde abril por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

As informações foram repassadas após acordo de cooperação internacional. Essa investigação será enviada ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça e depois à Procuradoria-Geral da República.

Essa é a segunda apuração enviada ao Brasil na Operação Lava Jato. A primeira foi a de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras.

Com a transferência do processo, a Suíça deixa de investigar o caso, que passa agora a ser competência do Brasil e do Supremo Tribunal Federal.

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