sábado, 12 de setembro de 2015

RÚSSIA E CHINA JUNTAS SÃO INVULNERÁVEIS - A RECOMPOSIÇÃO DO MUNDO ESTÁ EM ANDAMENTO E É INEVITÁVEL


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Ex-espião russo: a guerra de hoje é dirigida contra a China

© Sputnik/ Vladimir Astapkovich
Opinião
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Um ex-espião russo que trabalhou nos Estados Unidos durante mais de 20 anos partilha a sua previsão sobre a Rússia e seus aliados mais próximos, sobre como serão as relações entre a Europa e os EUA.

Durante muitos anos, Donald Heathfield era um cidadão comum norte-americano. Empresário bem-sucedido com especialização em previsão estratégica, se havia formado na Universidade de Harvard, era casado e tinha dois filhos.

Não poderia ter ocorrido a qualquer um dos seus amigos ou colegas que seu nome verdadeiro era Andrei Bezrukov e que ele era o chefe de uma rede de espionagem russa.

Ele voltou à Rússia há alguns anos, na sequência de um escândalo que expôs a sua verdadeira identidade. Ele agora trabalha na Rússia sob o seu verdadeiro nome e, recentemente, como coautor, publicou uma análise geopolítica sobre o futuro da Rússia e do mundo em 2020.

O ex-agente falou sobre as suas previsões em uma entrevista no programa "Vesti Nedeli" do canal TV Rossiya 1.
Andrei Bezrukov e Sergei Brilev
Andrei Bezrukov e Sergei Brilev

Quanto à China, Bezurkov prevê que a próxima revolução inspirada pelo Ocidente terá lugar na periferia da China, provavelmente em Myanmar porque lá há um oleoduto estratégico. 

“E, claro, quem quer que se oponha à potência dominante no mundo, irá tentar fazer duas coisas: em primeiro lugar, irá tentar indispor a Índia contra a China… E segundo, irá tentar evitar que uma união entre a Rússia, a Índia e a China venha a ser uma realidade. Tudo isso é clássico".

Comentando a parceria sino-russa, o especialista notou que juntas a Rússia e a China são invulneráveis:

"A Rússia e a China estão residindo na mesma casa – a Eurásia, que [o ex-conselheiro de segurança dos EUA] Brzezinski costumava chamar de principal continente. Nós nos encontramos em uma situação onde a paz na Eurásia não só garante o crescimento na Rússia e na China, é a garantia de segurança em todo o continente, é a garantia da segurança das nossas fronteiras".

Para Bezrukov, esta situação se assemelha muito à existente no início do século passado: em 1914, imediatamente antes da Primeira Guerra Mundial:

"O que estamos testemunhando agora? A recomposição do mundo. Existe um poder dominante, ou um grupo de potências, e um poder que podemos chamar de desafiante. O que vão fazer esses poderes dominantes ao desafiante quando eles veem que o seu monopólio está sendo destruído?"


No entanto, Bezrukov sublinha que as armas de guerra têm mudado:

"Agora são os meios de pressão informativa, os meios de pressão econômica, os meios de pressão tecnológica, ações através de países terceiros, explosões causadas por problemas internos, nacionais".

Mais do que isso, segundo o ex-agente, o inimigo também se alterou:

“A guerra que tem sido travada contra a Rússia agora está sendo travada contra a China”, afirmou Bezrukov, dando o exemplo da propaganda anti-chinesa durante o colapso do mercado em setembro.

Falando da Europa, ele explicou que a após a guerra, a Europa assenta em dois princípios: primeiro, a tentativa de afastar a fronteira entre o mundo atlântico e a Rússia tanto quanto possível para Leste.
Em segundo lugar está o crescimento económico europeu. Ambos os fatores não estão funcionando agora, diz ele. 

“Vocês veem o que está acontecendo com os migrantes? Vocês veem o que está acontecendo com os orçamentos europeus? Assim, a noção de que a Rússia não é um inimigo mortal está penetrando mais e mais [na Europa]”, sublinhou o ex-espião.

Além disso, segundo Andrei Bezrukov, o conceito de atlantismo já pertence ao passado porque a nova geração dos políticos já não encara os EUA de forma tão positiva, pelo contrário encara de forma negativa.

Se a Rússia resistir à pressão econômica e política que está experimentando agora, digamos que, até 2020, a situação política vai mudar drasticamente, conclui Bezrukov.


Adalberto Freitas
Ameriwilson, depois da segunda guera mundial a EU ficou nas mãos dos americas nos até hoje, razão essa que uma amizade entre russia e eu, não pode acontecer.
Migrantes para europa é muito vem vindos para os estados unidos, pois assim fica farca e sempre ficaram nas mão sods americanos.
A russia sozinha recebeu em 2014 900 mil ucranianos nessa gueras dos americanos e eu funtos e agora que a eu recebeu 430 mil, os americanos não são amigos de ninguém veio acorde, tudo pra eles tem um preço.
Wilson Almeida Junior ·
Um Russo falando bem da Rússia! Isso não me surpreende! Sim estou acompanhando a crise de migrantes Sírios para a Europa e EUA. Mas me responda! Porque os EUA iriam prejudicar seus aliados Europeus e sua ecônomia, se isso o afeta diretamente? Porque os migrantes não vão para Países de origem Árabe como Arábia Saudita, Iêmen, doha, Catar, Kuwait, Emirados Árabes e outros cuja ecônomia é rica e a religião e costumes são iguais? A Rússia esta recebendo quantos migrantes mesmo? E a China? Quantos estão indo para a China, Índia, Rússia. Para mim, é mais provável uma ação da Rússia e China sobre a e...Ver mais
Carlos Batista
Os EUA manipula para seu interesse. Pois a economia americana sermpre deve imperar. A máquina de guerra deles está sempre se envolvendo para defender seus interesses ou alguém acha que eles estão preocupados com ideias democráticos dos outros.
Curtir · Responder · 8 de setembro de 2015 00:06
Wilson Almeida Junior ·
Carlos Batista prefiro esperar! Não vou tirar conclusões, só aponto as possibilidades. Os Americanos pensaram em uma estratégia, com certeza, mas deve ter fugido ao controle deles e agora, outros Países podem estar se aproveitando do erro estratégico para se beneficiar, mas tudo é possível. Não tem nenhum santo nesse jogo eles vivem em Guerra, pobre de nós! Estão travando uma guerra estratégica, da qual nosso território brasileiro também é uma das causas e da cobiça, haja vista a Rússia, China, ìndia fazerem parte dos Bric's. Podem estar pensando em uma estratégia e nós vislumbrando outra que ...Ver mais
Curtir · Responder · 8 de setembro de 2015 00:51
Haroldo Rogério Bonancio
Concordo com uma afirmação sua, o ódio cega e complemento: distorce o raciocínio, a análise (comentário da postagem) assume a forma de torcida organizada (mesmo que inconscientemente). Realmente é uma previsão pública de um ex-espião russo, e deve ser encarada como um ponto de vista que foi construído com outros níveis de informação, formação, influências e objetivos.
Curtir · Responder · 8 de setembro de 2015 01:12
Carlos Antunes
Os EUA estão assinando uma das suas sentenças de morte ao impôr sanções à China. A China é um país com uma economia que está crescer a um ritmo nunca antes visto em nenhum país na sua história e por isso vai ser impossível impedir negociações com a China, mesmo que esses países sejam aliados dos EUA: Depois disso os EUA irão provavelmente rever as suas alianças com esses países e por isso devem retirar a aliança com alguns e com isso os EUA poderão não olha para a sua sociade e poderá levar o seu país a uma repetição da crise de 1929 devido à falta de parceiros viáveis e de confiança e de preferência serem grandes potências mundiais.

Os países têem que ligar mais para as necessidades da sua sociedade do que as políticas dos EUA e com isso não podem arriscar a sua estabilidade para satisfazer os caprichos de outros países.
Jorge Jose ·
É importantissimo, na atual situação, a Russia, primeiro: agir com transparência e raciocinio lógico e segundo: optar por estratégia orientada por quem conhece o inimigo. Agora mais do que nunca Sun Tzu, deve ser seguido:'se conheceres a ti e ao inimigo, em cem batalhas ganharás todas'(sic). Primordialmente, sabendo-se dos artificios mesquinhos e traiçoeiros que os eua sempre aplicam contra seus inimigos. Verdadeiro vale-tudo. Ou NÂO?
Carlos José de Oliveira ·
A Rússia tá acoada, mas não pense que está vencida ai mora o problema, quando, eles resolverem partir para cima só Deus para para-los. O mundo todo vai virá pó. Este é meu grande medo. Assim agem os 'molengas' só que quando sai para atacar ninguém segura.
José C. Silva ·
Comentando a parceria sino-russa, o especialista notou que juntas a Rússia e a China são invulneráveis. Toda Europa e Ocidente, vão pagar muito caro; por seguir uma política america de confrontação, EUA estão pondo no front! toda Europa, usam uma tática de guerra muito intelegente, procura isolar seu inimigo com apóio de outros países(, Exemplo: Pôlinia, Ucrânia, Japão, Austrália, Canadá, Coréia Sul....) usam as mesma tática dos leões, quando querem pega sua presa, eles focom em um determinado animal que seja mais fácil são: Velhos, doentes, filhotes, desgarrados...) + Coréia do Norte, cujo se...Ver mais
Kildare Silva ·
José Silva, a Rússia está sendo governada por um traidor, por iosso os EU conseguiram avançar para as fronteiras russas. Lembre-se que Mariupol já esteve sob o controle dos separatistas. Putin tinha o dever moral e histórico de enviar uma força de paz, pois se tratava de população russa, em territórios russos, doados por Lenin à Ucrânia. Nem a Arábia Saudita teria permitido se fosse a Rússia. Por exemplo, invadiu o Bahrein para conter protestos em 2011; atualmente, está em conflito no Iêmen. Por que não houve sanções econômicas contra a Arábia Saudita?
Curtir · Responder · 6 de setembro de 2015 20:24
Maicon Santos Santos ·
Kildare Silva porque não >
Curtir · Responder · 6 de setembro de 2015 22:19
Joao Pacheco ·
Gostei da analize do "espião", penso que o mundo é outro, refiro ao passado, quando as informações eram como "lavagem celebral" nos individuos, agora não se aceita mais isso ao contrario o individuo é quem faz a informação. segundo; com o advento dos artefatos nucleares aliada a banalização das modernas tecnologias, não se pode dizer que existe força dominante (sózinha) e seus "sócios" (digo isso por que participam da rapinagem) já não estão satisfeitos com a partilha, tem desconfiança (certeza) que está sendo passado para tras. a população mundial,especialmente a chineza e a indiana, estão conectadas nas mesmas informações e não vão aceitar que elas sirvam de " bucha de canhão"

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