domingo, 27 de setembro de 2015

ERA SARKOZY - ERA DA CORRUPÇÃO, PARIS ERA UM ANTRO DE DE CORRUPTOS


DEPOIS QUE SARKOZY CHEGOU, PARIS VIRA UM ANTRO DE CORRUPÇÃO

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Ministro francês anuncia que vai deixar tesouraria de partido.
O ministro francês de Trabalho, Eric Woerth, anunciou nesta terça-feira que abandonará seu posto de tesoureiro do partido da União do Movimento Popular (UMP), depois que o presidente Nicolas Sarkozy recomendou na segunda-feira à noite que tomasse essa decisão.
Woerth se limitou a dizer que abandonará o posto no partido, mas não disse quando o fará, à saída do Conselho de Ministros realizado nesta terça em Paris e onde foi aprovado o projeto de reforma de previdência que ele se encarregou de defender no Executivo.

O ministro está há várias semanas no centro da atenção pública francesa pelo escândalo surgido em torno da multimilionária Liliane Bettencourt e as suspeitas de haver intervindo em nome do governo em favor dela.
Na segunda-feira, Woerth disse apenas que ia "refletir" sobre a possibilidade de deixar o cargo no partido, depois que foi publicado relatório indicando que ele não privilegiou Bettancourt.
Acusações são uma vergonha, diz Sarkozy
Em uma aguardada entrevista à televisão francesa, o presidente Nicolas Sarkozy falou durante 10 minutos sobre um escândalo que inclui suspeitas de doações ilegais à sua campanha à presidência em 2007. Ao canal France 2, Sarkozy disse que era uma “vergonha” as acusações de que ele próprio teria pegado envelopes de dinheiro na casa da milionária Liliane Bettencourt, herdeira da L’Oréal, como havia sido sugerido pela ex-contadora dela.
– Com a reforma da previdência, me descrevem como alguém que iria à casa de Liliane, para pegar envelopes: é uma vergonha. Com as reformas, você incomoda um certo número de pessoas, e surgem as calúnias – lamentou Sarkozy.
Ele mencionou, entre essas calúnias, os boatos sobre infidelidade entre ele e a primeira-dama francesa, a modelo e cantora Carla Bruni. O chefe de Estado reafirmou seu apoio ao ministro do Trabalho, Eric Woerth, mas o aconselhou a deixar o cargo de tesoureiro do partido União do Movimento Popular (UMP).
Suspeita-se que Woerth teria recebido o montante de 150 mil euros (R$ 332 mil) da ex-contadora de Liliane, para a campanha – a lei francesa limita a 4,6 mil euros a doação que uma pessoa física pode fazer a um candidato. O relatório da Inspeção Geral de Finanças o inocentou, apesar de ele ser peça central nas duas acusações que pairam sobre o governo, que já fizeram a popularidade do presidente despencar nas últimas semanas. Além do escândalo das doações ilegais, o ministro Woerth está relacionado com o caso de evasão fiscal da milionária.
Paris
As suspeitas
- O escândalo começou como uma questão familiar – envolvendo Liliane Bettencourt, a mulher mais rica da França – com fortuna estimada em US$ 20 bilhões.
- De acordo com conversas gravadas por um ex-mordomo, a herdeira da L´Oréal sonegava impostos.
- Liliane também teria financiado de forma ilegal a campanha eleitoral do presidente Nicolas Sarkozy em 2007.
Sarkozy defende ministro acusado de receber doação ilegal
Titular do Trabalho é acusado de receber dinheiro para campanha de Sarkozy em 2007.
12 de julho de 2010 | 18h 54
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, defendeu nesta segunda-feira um ministro que é acusado de ter recebido doações ilegais de até 150 mil euros (cerca de R$ 334 mil) para a campanha presidencial de Sarkozy e que está no centro da mais grave crise política enfrentada pelo líder francês desde sua eleição, em 2007.
Em depoimento à polícia, uma mulher alegou que o ministro do Trabalho, Eric Woerth, recebeu a quantia da bilionária herdeira da L'Oréal, empresa do setor de cosméticos, Liliane Bettencourt.
A mulher mais rica da França é acusada de evasão fiscal, e as acusações surgiram durante as investigações sobre o caso.
"Mantenho toda minha confiança em Woerth. Ele será o ministro que vai conduzir a reforma da aposentadoria. É um homem honesto e competente. Ele acaba de sofrer, com dignidade, calúnias e mentiras durante três semanas", disse Sarkozy em uma entrevista ao canal de TV France 2, que durou pouco mais de uma hora.
Reformas
O presidente francês declarou que ele também é vítima de calúnias "porque está fazendo reformas" no país.
"Fui preparado, fui eleito para resolver o problema dos franceses. As reformas incomodam um certo número de pessoas. E a resposta é normalmente a calúnia", disse Sarkozy.
O líder francês relembrou que há três meses ele e sua esposa, Carla Bruni, foram vítimas dos "piores boatos" sobre suas vidas privadas, quando foram acusados de ter relações extraconjugais.
"E então, com a reforma da aposentadoria, sou descrito como alguém que durante 20 anos iria à casa de Liliane Bettencourt buscar envelopes de dinheiro. É uma vergonha", disse Sarkozy.
Envelopes
A ex-contadora da herdeira da L'Oréal, Claire Thibout, teria declarado ao site Mediapart que Sarkozy, na época em que foi prefeito de Neuilly-sur-Seine, de 1983 a 2002, ia regularmente à mansão da família Bettencourt, como outros políticos, e saía com "envelopes de dinheiro".
Em novo depoimento à polícia na semana passada, Thibout negou ter feito as declarações.
Entretanto, ela manteve no depoimento a acusação de que o ministro Woerth teria recebido 150 mil euros para financiar a campanha presidencial de Sarkozy.
Na França, a quantia máxima que uma pessoa física pode doar a um partido político é 7,5 mil euros por ano. As empresas estão proibidas de fazer doações.
Para provar que não seria íntimo da família Bettencourt, Sarkozy afirmou na entrevista à TV que o ex-mordomo da bilionária declarou em depoimento à polícia ter visto Sarkozy "duas, talvez três vezes", sempre acompanhado de outras pessoas, durante os 17 anos que trabalhou na residência da herdeira.
O presidente francês também declarou ter "aconselhado" o ministro do Trabalho de renunciar a sua função de tesoureiro do partido UMP. Woerth já havia evocado essa possibilidade em uma entrevista a uma rádio nesta segunda-feira.
A polícia francesa realizou nesta segunda-feira mais sete operações de busca e apreensão de documentos nas casas e escritórios de pessoas envolvidas nas investigações sobre a suposta evasão fiscal realizada pela herdeira da L'Oréal.
BBC Brasil

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