terça-feira, 25 de agosto de 2015

O PERIGO DE SER DOADOR DE ÓRGÃOS É SER ASSASSINADO PELOS MÉDICOS - TIRARAM OS ÓRGÃOS DE GAROTO DE 10 ANOS AINDA VIVO


O "JUDAICO SIONISMO DE ISRAEL TRANSFORMOU O "SISTEMA MUNDIAL DE SAÚDE" EM "SISTEMA MUNDIAL DE ENFERMIDADES", ONDE DOMINAM OS MÉDICOS E POLÍTICOS CORRUPTOS.

Pai do garoto Pavesi reage a novo adiamento de júri popular em MG

Asilado em Londres, pai nega que seria ouvido pela Justiça brasileira. 
Em blog, Paulo Pavesi critica demora do caso, que já dura quase 15 anos.

“Há 15 anos eu peço para que o caso seja julgado”. Esse é o desabafo do gerente de sistemas Paulo Pavesi, pai do menino Paulo Veronesi Pavesi, morto aos 10 anos em Poços de Caldas (MG), ao saber do novo adiamento do júri popular que aconteceria nesta quarta-feira (11) em Belo Horizonte (MG). Esta foi a 4ª vez que o julgamento dos médicos envolvidos no caso foi adiado.
Durante a audiência, quatro médicos seriam julgados, acusados de homicídio qualificado e procedimentos incorretos na remoção de órgãos do menino Paulinho em abril de 2000.
O caso aconteceu em Poços de Caldas (MG) e foi transferido para a capital mineira a pedido do Ministério Público em agosto de 2014. Os médicos Marco Alexandre Pacheco da Fonseca, José Luiz Gomes da Silva, José Luiz Bonfitto e Álvaro Ianhez são acusados de  homicídio qualificado por irregularidades na retirada e transplante de órgãos da criança.
O adiamento ocorreu após a concessão de uma liminar da Justiça. O motivo foi um pedido de habeas corpus feito pelo advogado de um dos médicos, o nefrologista Álvaro Ianhez. O advogado Leonardo Bandeira alegou que o depoimento do pai do menino, Paulo Airton Pavesi, que atualmente vive na Inglaterra, seria ilegal, já que estava previsto para acontecer em videoconferência, via internet. Ainda não foi definida uma nova data para a realização do júri.
Em um blog pessoal, no qual denuncia e reúne vários documentos sobre o caso, Pavesi escreveu sobre a suspensão do julgamento. “Nunca fui atendido [sobre o julgamento]. Sequer respondem aos meus apelos. Mas quando os médicos pedem habeas corpus, adiamento de julgamento entre outras coisas, são atendidos na hora. O motivo é mais uma outra grande farsa. Segundo soube por jornalistas (o tribunal mais uma vez não me comunicou nada)  que o julgamento foi adiado porque eu participaria via Skype. Acontece que eu não participaria pois sequer fui avisado sobre a data do julgamento como relatei em posts anteriores. Fica evidente que este grupo armou esta situação para adiar mais uma vez”, disse na publicação o pai do menino.
Após o desabafo, o pai do menino Pavesi fez nova postagem dizendo que irá encerrar as atividades no blog que mantinha dedicado sobre o assunto.
  •  
Conheça os médicos acusados no Caso Pavesi em Poços de Caldas (Foto: Editoria de Arte G1)
Julgamento adiado pela 2ª vez em 1 ano
No processo que tramitava em Poços de Caldas, foi determinado que os médicos fossem submetidos a júri popular em outubro de 2011. Houve recurso contra a sentença de pronúncia, mas os desembargadores do Tribunal de Justiça, em outubro de 2012, decidiram manter o júri.

O julgamento deveria ter acontecido em julho do ano passado e a sessão chegou a ser iniciada em Poços de Caldas, mas, a pedido do Ministério Público, foi transferido para a capital mineira em razão de propagandas feitas pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) e Associação dos Médicos na cidade, em favor dos profissionais.
Acusações contra os médicos
Os profissionais teriam sido responsáveis por procedimentos incorretos na morte e também na remoção de órgãos do garoto após ele cair de uma altura de 10 metros do prédio onde morava. O exame que apontou a morte cerebral teria sido forjado e o garoto ainda estaria vivo no momento da retirada dos órgãos. Os quatro negam qualquer irregularidade tanto nos exames quanto nos transplantes aos quais o garoto foi submetido.
O Caso Pavesi
O caso aconteceu em abril de 2000 e ganhou repercussão internacional. Na ocasião, Paulinho, como era conhecido, caiu de uma altura de 10 metros do prédio onde morava e foi levado para o pronto-socorro do Hospital Pedro Sanches. Ainda de acordo com o Ministério Público, o menino teria sido vítima de um erro médico durante uma cirurgia e foi levado para a Santa Casa de Poços de Caldas, onde teve os órgãos retirados por meio de um diagnóstico de morte encefálica, que conforme apontaram as investigações, teria sido forjado.
Após receber uma conta hospitalar no valor de R$ 11.668,62, o pai do menino, Paulo Airton Pavesi, questionou as cobranças e deparou-se com dados que não condiziam com o que havia sido feito, inclusive com a cobrança de medicamentos para remoção de órgãos, que oficialmente é custeada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A descoberta de um suposto esquema para a retirada ilegal de órgãos de pacientes em Poços de Caldas fez com que a Santa Casa da cidade fosse descredenciada para a realização de transplantes e remoção de órgãos no ano de 2002. A entidade que geria os trabalhos na cidade, MG Sul Transplantes, também foi extinta no município. Quatro médicos: José Luis Gomes da Silva, José Luis Bonfitto, Marco Alexandre Pacheco da Fonseca e Álvaro Ianhez foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado do menino Pavesi.
Na denúncia, consta que cada um cometeu atos encadeados que causaram a morte do menino. Entre eles, a admissão em hospital inadequado, a demora no atendimento neurocirúrgico, a realização de uma cirurgia feita por um profissional sem habilitação legal que resultou em erro médico e a inexistência de um tratamento efetivo e eficaz. A denúncia aponta também fraude no exame que determinou a morte encefálica do menino.
Ainda na época, o médico Álvaro Ianhez foi denunciado por chefiar a entidade MG Sul Transplantes, que realizava as retiradas dos órgãos e os encaminhava aos possíveis receptores. A organização foi apontada pelo Ministério Público como  “atravessadora” em um esquema de tráfico de órgãos humanos.
Outra linha de investigação é de que os órgãos retirados do garoto foram transplantados de maneira irregular. As córneas do menino foram levadas para Campinas (SP), quando deveriam ter sido transplantadas em pacientes da lista de espera de Minas Gerais, já que se trata de um procedimento regionalizado. O "Caso Pavesi", também chamado de "Caso 0", deu origem a uma investigação que inclui outros 8 processos em que irregularidades na retirada de órgãos de pacientes também teria ocorrido.
Médicos são acusados da retirada e transplante irregular de menino de 10 anos (Foto: Jéssica Balbino/ G1)Médicos foram condenados por  retirada irregular
de órgãos de menino (Foto: Jéssica Balbino/ G1)
Médicos já condenados no caso
Três médicos que foram incluídos posteriormente como réus do Caso Pavesi, por terem participar da remoção de órgãos do menino, foram condenados em janeiro de 2014 a penas que variam de 14 a 18 anos de prisão em regime fechado por participação no caso. Eles não foram a júri popular.
Os médicos Celso Roberto Frasson Scafi e Cláudio Rogério Carneiro Fernandes chegaram a ficar presos por 30 dias e ganharam na Justiça o direito de recorrer da sentença em liberdade. Já Sérgio Poli Gaspar ficou foragido por um mês e após se entregar passou apenas um dia preso. Ele também pode recorrer em liberdade. As condenações provocaram também a reabertura do inquérito referente à morte de Carlos Henrique Marcondes, o Carlão, que foi diretor administrado do Hospital Santa Casa até o ano de 2002. Ele foi encontrado morto dentro do próprio carro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário