quinta-feira, 21 de maio de 2015

RENDIÇÃO DIPLOMÁTICA DOS "EUA" À "RÚSSIA" - PUTIN É MESTRE NO TABULEIRO GEOPOLÍTICO MUNDIAL



Por que os EUA tiveram de ir conversar com a Rússia? 


Jorge Jose 5 horas atrás
Antemporalidade a parte o grande e magnifico che guevara, ja asseverava-nos'não devemos confiar nos imperialistas nem um tantinho assim...'(sic-fabuloso che). O Pres. Putin, mais uma vez demostrando sua extremada capacidade politica e condição de, pouquissimos, estadistas atuando no mundo, aplicou, o que os americanos chamam, tremendo golpe no figado e, obama, acusou o golpe. Quando os deficientes neurônias politicos da europa, por ordens superiores, boicotaram a grande apresentação da parada dos 70 anos da queda de Berlin(a merkel sentiu tanto o golpe que apressou-se no dia seguinte a ir a Moscou). O que os embargantes não sabiam é que o grande Putin preparou a festa de 'Debutante' da Russia Super Potência, inclusive militar. O próprio americano, muito a contra gôsto, fôra obrigado a 'conversar', através do kerry, com o Putin, é publico e notório que os eua, não gostam de 'conversas', vão logo 'pro pau', mas viram que o outro tem um 'pau', talvez maior e mais grosso!

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Por que os EUA tiveram de ir conversar com a Rússia. 22219.jpeg

Aí, uma mulher entra na sala e... Várias piadas começam assim. No nosso caso, a autocoroada Rainha do Nulandistão Victoria "F*da-se a UE" entra na sala em Moscou, para falar com os vice-ministros de Relações Exteriores da Rússia Sergei Ryabkov e Grigory Karasin.

Piada? Oh, não; aconteceu bem assim. Por quê?

Comecemos com as reações oficiais. Karasin qualificou as conversações de "frutíferas", mas disse que Moscou não aprova que Washington seja integrada às negociações no formato-Normandia (Rússia, Ucrânia, Alemanha e França) sobre a Ucrânia. Não, depois da incansável demonização não só do Kremlin, mas de toda a Rússia, desde o golpe de Maidan.

Ryabkov, por sua vez, fez saber que o estado atual das relações EUA-Rússia persiste... corrosivo.


É crucial não esquecer que a Rainha do Nulandistão só foi a Moscou depois de se reunir com o vassalo-de-carteirinha de Washington, presidente Poroshenko, e o primeiro-ministro que ela mesma selecionou, o tal "Yats"; isso tudo, antes de acompanhar o secretário de Estado John Kerry na visita em trajes de gala que o Departamento de Estado fez a Sochi dia 12 de maio.O acordo Minsk-2 - produto genuíno das negociações pelo formato Normandia - envolveu diretamente Berlin e Paris, as quais afinal viram pintada no muro a realpolitik e foram obrigadas a divergir da abordagem antagonista monomaníaca de Washington.

Dentro da União Europeia, permanece o caos em tudo que tenha a ver com a questão das sanções. Os países Bálticos e a Polônia repisam a linha histérica de "os russos estão chegando" da Guerra Fria 2.0, enquanto os adultos estão representados em Bruxelas por Itália, Grécia, Espanha e Hungria.

Assim sendo, Alemanha e França já têm problemas suficientes para manter em ordem a tumultuada casa da União Europeia. Ao mesmo tempo, Berlin e Paris sabem que nada que o governo de Obama autodescrito como "Não Faça Merda Coisa Estúpida" invente levará Moscou a abandonar as suas muito precisas linhas vermelhas.


Atenção àquelas linhas vermelhas

É crucialmente importante observar que a Crimeia já não parece estar sobre a mesa: é fato consumado. Mas há aqueles "instrutores militares" norte-americanos que foram despachados para o oeste da Ucrânia só para uma "missão de seis meses" (anotação histórica e lembrete: a guerra do Vietnã começou exatamente assim). Para Moscou, qualquer prorrogação dessa "missão" é linha vermelha absoluta. 

E há também a linha vermelha máxima: a expansão da OTAN a qual permanece inabalada nos Bálticos, na Polônia, na Romênia e na Bulgária. E não ficará por aí; a expansão é parte da obsessão da OTAN com firmar uma nova Cortina de Ferro, dos Bálticos ao Mar Negro. Assim sendo, além das conversações, o próximo passo é ver se o governo Obama consegue realmente suspender o processo de armar Kiev.

A Ucrânia, para todos os objetivos práticos, é estado falhado massivamente endividado convertido já em colônia do FMI. A União Europeia não quer a Ucrânia - mas a OTAN quer. Para Moscou, o show de horrores só terá fim quando a Ucrânia, com ou sem as repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, tornar-se neutra, sem ser parte da ameaça estratégica que é a OTAN.

Como examinei em "EUA acordam para a Nova Ordem (Rota da Seda) Mundial", a possibilidade de que a guinada estratégica do governo Obama, que parte para conversar, em vez de amaldiçoar/demonizar/ameaçar, pode significar que os verdadeiros Masters of the Universe finalmente teriam compreendido que há boa probabilidade de a emergente Nova Ordem (Rota da Seda) Mundial deixá-los para trás.

O presidente Putin percebeu que estava em rota de grande confronto com os EUA já desde o desmembramento da Iugoslávia, da aventura na Geórgia e ante o avanço sem fim da OTAN, sempre violando as promessas ocas nas quais Gorbachev acreditou.

A diferença é que agora - e o Pentágono sabe disso - Moscou acumulou cerca de 10 mil armas nucleares táticas. Na eventualidade - apocalíptica - de uma guerra entre Rússia e OTAN, sonho molhado de muitos neoconservadores nos EUA, essas armas nucleares táticas poriam fora de combate todas as pistas de pouso e decolagem de aeronaves comerciais e militares de todos os países da OTAN, em vinte minutos. O que deixaria a OTAN sem pistas para operações aéreas combinadas.

Além do mais, há também o sistema s-500 de mísseis de defesa, que pode proteger a Rússia contra qualquer forma de retaliação com mísseis nucleares enviados pelo Pentágono/OTAN. Nenhuma arma ofensiva dos EUA, incluídos os bombardeiros Stealth, pode penetrar o escudo do S-500. E o Pentágono também sabe disso.

Estratégia? Que estratégia?

A estratégia de tipo Dr. Zbig "Grande Tabuleiro de Xadrez" Brzezinski sempre foi atrair a Rússia para outro Afeganistão na Ucrânia, o que levaria ao colapso da economia russa; e o grande prêmio seria a tomada, pelo ocidente, de todo e petróleo e todo o gás natural da Rússia, e, por extensão, da Ásia Central. Os ucranianos seriam bucha de canhão, como foram os afegãos desde a falsa Jihad árabe-afegã dos anos 1980s.

Mas o governo Obama confiou demais nas próprias cartas, e a realpolitik está mostrando que a parceria estratégica Rússia-China só faz aprofundar-se e firmar-se cada vez mais, por toda a massa de terra eurasiana: a Eurásia, como empório comercial massivo em organização, de Pequim a Berlim, ou de Xangai a São Petersburgo e além, rumo a Rotterdam e Duisburg.


Sem a obsessão excepcionalista de algumas facções ativas dentro do Departamento de Estado, nenhum dos elementos dessa Guerra Fria 2.0 estaria operante, porque a Rússia é aliado natural dos EUA em vários fronts. Só isso basta para que se veja em que estado anda o "pensamento estratégico" do governo dos EUA.Moscou, contudo, não se deixará apanhar desprevenida na atual ofensiva de mal disfarçada tentativa de seduzir, porque a inteligência russa sabe que tudo isso pode estar apenas encobrindo uma tática à moda do "Grande Tabuleiro de Xadrez" em duas etapas, enquanto o ocidente se reorganiza para ataque posterior, massivo.

Na verdade, nada de fato mudou, exceto o fato de que a doutrina original dissuasiva da era da Guerra Fria, de "Destruição Mutuamente Garantida, DeMG [orig.  MAD, Mutually Assured Destruction], foi superada.

Hoje, os EUA ainda tem capacidade para Rápido Ataque Global, RAG [orig. PGS, Prompt Global Strike]. A Ucrânia não passa de detalhe. O jogo só mudará realmente, de fato, quando a Rússia tiver vedado todo o próprio território, com os sistemas S-500s à prova de RAG/PGS. Acontecerá antes do que se pensa. E é por isso que os verdadeiros Masters of the Universe - através de seus emissários - sentiram-se forçados a sentar para conversar. ****

19/5/2015, Pepe Escobar, Sputnik News
http://sputniknews.com/columnists/20150519/1022322068.html#ixzz3ac3S7bNF


(7)
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Já te topei 5 horas atrás
Observador
na maionese...corrigindo...que russia é essa que só ele encherga...eu heim..
Pois carlitos, você já enxerga a baboseira que escreve?
Já te topei 5 horas atrás
Observador
Esse aí viajou na maiosene...pode internar...rss
Vc anda a fumar bacalhau ou é mesmo falta de trabalho no DN?
Jorge Jose 5 horas atrás
Antemporalidade a parte o grande e magnifico che guevara, ja asseverava-nos'não devemos confiar nos imperialistas nem um tantinho assim...'(sic-fabuloso che). O Pres. Putin, mais uma vez demostrando sua extremada capacidade politica e condição de, pouquissimos, estadistas atuando no mundo, aplicou, o que os americanos chamam, tremendo golpe no figado e, obama, acusou o golpe. Quando os deficientes neurônias politicos da europa, por ordens superiores, boicotaram a grande apresentação da parada dos 70 anos da queda de Berlin(a merkel sentiu tanto o golpe que apressou-se no dia seguinte a ir em Moscou). O que os embargantes não sabiam é que o grande Putin preparou a festa de 'Debutante' da Russia Super Potência, inclusive militar. O próprio americano, muito a contra gôsto, fôra obrigado a 'conversar', através do kerry, com o Putin, é publico e notório que os eua, não gostam de 'conversas', vão logo 'pro pau', mas viram que o outro tem um 'pau', talvez maior e mais grosso!
Brandao 5 horas atrás
É óbvio que a grande estratégia de hegemonia mundial dos EEUU faliu.A União Européia talvez não se desagregue, mas para isso terá que rever conceitos. Como estes dois grandes atores estão mal das pernas, vão ter que recolher os cacos de seus equívocos geopolíticos. Gostaria de saber com que meios resgatarão as finanças da falida Ucrania, ou melhor, de parte dela.Vamos então esperar com calma os acontecimentos e ao final será verificado quem está com a opinião mais próxima da realidade.
Carlos Pinto 9 horas atrás
Sem nexo
Observador 9 horas atrás
na maionese...corrigindo...que russia é essa que só ele encherga...eu heim..
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