quinta-feira, 5 de março de 2015

ARGENTINA - CRISTINA MOSTRA FORÇA COM UM POPULACHO kirchneriano, que lotou a Praça do Congresso para demonstrar apoio à presidenta


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A grande manifestação deste domingo na Argentina e reflexos sobre o Brasil
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O exemplo vem da Argentina de Cristina Fernandez de Kirchner.
Cumpre destacar uma vez mais que é nas ruas que os trabalhadores e as camadas populares devem defender seu governo democrático-popular e progressista e que cabe aos sindicatos e confederações operárias,  às organizações populares, camponesas  e estudantis, aos partidos de esquerda conclamarem seus filiados e militantes a saírem organizada e pacificamente às ruas e praças, levantando bandeiras como "Defender a Petrobrás é Defender o Brasil"; "Somos Todos Dilma"; "Em defesa das conquistas dos trabalhadores"; "Em Defesa da Democracia e contra o Golpe"; "Pela regulação da Mídia"; " Punição aos verdadeiros corruptos e corruptores", etc.

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Mas também é preciso que a própria Dilma se coloque à frente dessa mobilização. Fazer como Cristina Kirchner está fazendo. Defender firme, corajosa  e vibrantemente seu governo, seu programa de governo e o projeto de nação em função do qual foi eleita recentemente pela maioria do povo brasileiro, em grande medida graças ao esforço incansável dos setores populares e de esquerda organizados.


A chuva não assustou a multidão que se concentrou diante do Congresso da Nação para acompanhar o discurso da presidenta Cristina Kirchner. Com uma majoritária presença de juventude, que marcou o tom da mobilização, colunas de La Cámpora, Kolina, Movimento Evita e Unidos e Organizados se reuniram naquele espaço público com milhares de outros manifestantes entre lemas como "Somos todos 

Cristina

" e "Judeus Yankees nem se atrevam".


Desde as primeiras horas da manhã, compactas colunas de manifestantes começaram a mobilizar-se em direção à Praça do Congresso pelas avenidas 9 de Julio, Callao e Avenida de Mayo. Os manifestantes avançaram de maneira ordenada ao lado das barreiras metálicas colocadas nas laterais da praça a fim de impedir a circulação pelo centro do calçamento, por onde chegou e se afastou o automóvel oficial da presidenta.
Às organizações sociais e juvenis se somaram os trabalhadores de sindicatos como Uocra, UOM, Vialidad Nacional, Smata, Suterh e muitos outros grupos provenientes dos municípios da Grande Buenos Aires. Os principais lemas que se puderam ler nos cartazs, faixas, camisetas e volantes eram: 
"Somos todos Cristina" e "Judeus Yankees nem se atrevam"
 "Este caminho é irreversível".
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Cristina no meio do POVO
O kirchnerismo lotou a Praça do Congresso para demonstrar apoio à presidentaResultado de imagem para manifestação na argentina do último domingoResultado de imagem para fotos da manifestação argentina em 18 de fevereiro




BUENOS AIRES, ARGENTINA – 18 de fevereiro: Um menino carrega um cartaz para o governo Maduro e contra o golpe em frente à Embaixada da República Bolivariana da Venezuela, onde os grupos para o presidente Nicolas Maduro se reuniram para mostrar seu apoio em fevereiro 18 de 2014, em Buenos Aires, Argentina. (Foto: Diego Espinosa /Photo Press)
Com o fantasma da comparação com a manifestação da oposição de 18 de fevereiro, o kirchnerismo conseguiu uma maciça mobilização na tarde deste domingo para acompanhar a presidenta Cristina Kirchner em sua última abertura de sessões ordinárias do Congresso. Ainda que tenha caído um par de chuvarada forte, a chuva terminou não sendo um fator, como foi naquela marcha de silêncio em homenagem ao procurador Alberto Nisman.

A mobilização teve início logo cedo e se bem que muitas organizações kirchneristas e sindicatos já estivessem se aglomerando diante do Congresso quando a presidenta chegou ao meio-dia, milhares de pessoas continuaram afluindo à praça pelas ruas laterais quando o discurso da chefe de Estado já estava em curso..

Por volta da uma da tarde uma grande coluna do Movimento Evita continuava ingressando pela avenida de Mayo, para situar-se ao longo da rua Hipólito Yrigoyen. Do outro lado, na avenida Rivadavia, postou-se uma numerosa coluna da ultracristinista La Cámpora. Também foram vistas bandeiras da Kolina (de Alicia Kirchner), da Tupac Amaru, Nuevo Encuentro, Descamisados, a Corrente Martín Fierro, Miles (de Luis D'Elía) e de Unidos e Organizados, entre outras agrupações.

As colunas do sindicalismo aliado ao governo se instalaram na avenida Entre Ríos. Houve a presença de UOM e Smata, dos estatais da UPCN e da UOCRA, entre outros. A Central de Trabalhadores da Argentina governista ficou localizada sob uma enorme bandeira na rua Hipólito Yrigoyen.

A mobilização vindas de distintos pontos da Grande Buenos Aires ficou visível pelas centenas de ônibus estacionados ao longo das principais avenidas próximas ao Congresso. Governadores K (de Kirchner) trouxeram gente de suas províncias. A avenida  9 de Julio transformou-se num grande estacionamento de ônibus de dois andares de longa distância.
Houve duas chuvaradas fortes às 12h40 e às 13h15 porém não duraram mais de 10 minutos, embora o dia permanecesse bastante instável e por momentos com chuva insistente. Todavia, não chegou a alterar a manifestação.

Por meio de telões instalados na praça, a multidão acompanhou o discurso presidencial. Após um longo relato das políticas de cada área de governo, a primeira explosão de entusiasmo da multidão foi quando, quase aos gritos, Cristina Kirchner defendeu sua atuação histórica em torno da investigação do atentado contra a AMIA.

"A denúncia de acobertamento é uma verdadeira vergonha"

Depois de lamentar a morte do procurador Alberto Nisman, "como a de qualquer ser humano", a presidenta qualificou o atentado à AMIA como um atentado "contra a República Argentina e todos os argentinos", pediu acrescentar à exigência de justiça pelas  85 vítimas do fundo mútuo judaico, os 29 mortos da embaixada de Israel, em atentado ocorrido em 1992, cuja investigação está em mãos da Corte Suprema desde então "sem que tenha havido um único acusado", repetiu que a "a AMIA continua sendo parte do tabuleiro internacional", antecipou que pedirá ao embaixador de Tel Aviv em Buenos Aires, Itzhak Avirán, preste declarações no processo e se perguntou "o que aconteceu entre o dia em que Nisman saiu de férias e a apresentação da denúncia contra esta presidenta e o chanceler, ou seja, contra a Argentina" e ressaltou as contradições entre aquela denúncia e os dois documentos entregues pela própria UFI AMIA, nos quais o procurador ponderava a política do governo nacional em torno da investigação.
"Com qual Nisman ficou? Com o que nos acusa de acobertamento ou com aquele que se dirigiu a mim reconhecendo tudo o que havíamos feito?, se perguntou Cristina Kirchner em seu discurso ante a Assembleia Legislativa.

Cristina defendeu o memorando de entendimento que a Argentina assinou com o Irã a fim de esclarecer o atentado da AMIA ao assinalar que "este governo foi o único que conseguiu" que o país asiático "firmasse algo vinculado" com o ataque à AMIA, uma vez que, sublinhou, até aquele momento "se negavam a assinar".
Destacou que sua administração "dotou de recursos humanos e econômicos" a Unidade  AMIA da procuradoria e lhe deu "tudo o que pedia" o procurador falecido. A presidenta ressaltou que o memorando foi assinado a fim de que o Irã "cooperasse" e "permitisse que o juiz" da causa, Rodolfo Canicoba Corral, "tomasse o depoimento dos acusados" ao mesmo tempo que assinalou que sua administração "pediu aos Estados Unidos que incluíssem a causa AMIA em suas negociações nucleares com o Irã".

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