sábado, 10 de janeiro de 2015

EUA JUDAICO SIONISTA - A VERDADEIRA HISTÓRIA


A verdadeira história dos EUA   




EUA
Barack Obama: um sionista no poder
O novo presidente dos EUA toma posse nesta semana. Sem ter dado nenhuma declaração sobre o massacre israelense em Gaza, Obama está comprometido em não só manter, mas aprofundar a opressão no Oriente Médio e em todo o mundo

“O Hamas não é um Estado, e sim uma organização terrorista”. A frase poderia ser muito bem de George W. Bush, que acaba de deixar o poder para o autor desta declaração, Barack Obama, o presidente da “mudança”. Obama, no entanto, já deu inúmeras demonstrações de que nada mudará no seu governo, uma comprovação mais do que óbvia, mas que até agora ilude muitos governos burgueses nacionalistas e organizações de esquerda em todo o mundo, incluindo o Brasil.

Barack Obama, eleito em novembro, toma posse nesta semana. Em silêncio desde o início dos ataques israelenses na Faixa de Gaza, o democrata está trabalhando ativamente – e secretamente - no massacre do povo palestino.

A imprensa burguesa em massa procura ocultar ao máximo o fato de que esta operação é monitorada pelo novo presidente norte-americano.
Obama já havia declarado apoio aos ataques de Israel em entrevistas antes mesmo de ser eleito: “Algum país acharia aceitável ver chover mísseis sobre as cabeças de seus cidadãos? Seria reticente em negociar com um grupo que não representa um Estado, que não reconheceria nosso direito de existir, que utiliza o terror como arma e que está profundamente influenciado por outros países” declarou Obama em uma entrevista em julho (The New York Times).

Mas na verdade é Israel,  um Estado artificial inventado pelo imperialismo, que lança uma chuva de bombas contra um povo, que não reconhece o direito do povo palestino de existir, que se utiliza do terror e que é profundamente influenciado por outros países, como os EUA e a União Européia.

O Hamas não faz nada além de defender o direito de existência de um povo e cumpre o legítimo direito de resistir contra um massacre sem proporções.

O massacre é realizado em um momento de vácuo político nos EUA, uma vez que o presidente mais impopular da história do país espera para ser substituído por um democrata que pretende manter, como fica claro nas suas declarações, a política de rapina do imperialismo.
Os nazi-sionistas estão mais do que tranqüilos com a posse de Obama. Como ele mesmo disse em um discurso de campanha, “a segurança de Israel é sacrossanta”.

Indo além de seus interesses eleitorais, a coalizão governista israelense, mostra a determinação da burguesia sionista de impor uma derrota esmagadora sobre o Hamas e todo povo palestino, para tentar conter as enormes tendências revolucionárias presentes na região, onde a cada dia cresce mais o apoio a uma política contrária à colaboração com sionismo genocida levada adiante pela Autoridade Palestina.


Sionistas norte-americanos


A intensificação dos ataques de forma bastante acelerada tem como objetivo concluir a operação de devastação e genocídio antes da posse de Barack Obama na presidência dos EUA, para evitar que o governo democrata sofra pressões para impor algum limite à ação de Israel.

A abstenção dos EUA na votação da resolução de “cessar fogo” aprovada na ONU sequer estabelece o fim da ocupação militar, mas apenas a “retirada progressiva” das tropas e nem mesmo a “a abertura das fronteiras”, mas a “entrada de ajuda humanitária”. Isso mostra, na prática, o aval do imperialismo sem restrições ao massacre israelense.

Em seu governo, Obama manterá o secretário de Defesa, Robert Gates, e convocou Hillary Clinton para assumir a secretaria de Estado, substituindo Condoleezza Rice. Ambos são fiéis apoiadores do sionismo e estão mais do que dispostos em declarar guerra contra vários países do Oriente Médio, como o Irã, o Líbano e a Síria, se as condições assim o permitirem

“O próximo presidente tem de dizer ao mundo que a posição americana é imutável. Os Estados Unidos estão ao lado de Israel agora e para sempre”, disse a ex-primeira-dama (The New York Times). Os EUA são a tábua de salvação de Israel.

Obama afirmou na semana passada que assim que assumir vai se “ocupar imediatamente” da situação no Oriente Médio. Desde o início dos ataques o democrata manteve-se em silêncio, mas na verdade está agindo avidamente pela defesa do Estado sionista e pelo extermínio do povo palestino.

“Esse silêncio não é conseqüência de uma falta de preocupação. Na verdade, não é silêncio”. É claro que não é silêncio. O objetivo do imperialismo é resgatar a moral da principal potência mundial. Assim que ele assumir, o novo governo pretende receber os louros por mediar um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, fazendo jus às suas promessas de campanha por mudança. Estes são os planos de Israel, do Pentágono e da CIA.

“Estou fazendo tudo o que temos de fazer para ter certeza de que no dia que eu tomar posse estaremos preparados para nos ocupar imediatamente da tentativa de um acordo. Não apenas na situação de curto prazo, mas para construir um processo no qual possamos alcançar uma paz mais duradoura na região”, disse Obama à jornalistas (Reuters, 7/1/2009).

Apesar de toda demonstração de barbárie, o governo israelense calcula todas suas ações de extermínio. Os ataques estão sendo realizados antes da posse de Obama para que ele não seja vinculado ao massacre de mais de mil pessoas inocentes, incluindo centenas de crianças e mulheres. O presidente norte-americano deverá buscar a paz no Oriente Médio sob os moldes do imperialismo.

Já durante as primárias Obama deixava bem claro suas intenções sobre o Oriente Médio. Seria surpreendente, no entanto se as declarações não fossem típicas de um presidente da maior potência mundial.

“A idéia de um estado judeu seguro é uma idéia fundamentalmente justa e uma idéia necessária. A necessidade de se preservar um estado judeu que esteja em segurança é uma idéia justa que deveria ser apoiada aqui nos Estados Unidos e ao redor do mundo. Você não verá, sob minha presidência, qualquer afrouxamento quanto ao compromisso à segurança de Israel” (entrevista para a revista norte-americana The Atlantic, em junho de 2008).


“A segurança de Israel é sacrossanta”


Durante sua campanha, Obama recebeu milhões de dólares das organizações sionistas norte-americanas, como o Comitê Americano de Assuntos Públicos de Israel (AIPAC, na sigla em inglês), o maior e mais influente grupo sionista dos EUA.

A milionária campanha de mentiras já deixava bem claro suas intenções sobre a defesa do enclave imperialista no Oriente Médio. Durante uma visita a uma sinagoga na Filadélfia, Obama não só apoiou a ajuda militar dos EUA a Israel como disse que irá aprofundar e reforçar esta política.

“Quando for presidente, farei de tudo para ajudar e proteger Israel. Faremos o necessário para que Israel tenha os meios para se defender de ataques de lugares próximos, como da Faixa de Gaza ou de lugares distantes como Teerã”.

Obama declarou no mesmo evento: “Serei claro. A segurança de Israel é sacrossanta. Não é negociável. Os palestinos precisam de um Estado contíguo e unido, e isto os permitirá prosperar, mas qualquer acordo com o povo palestino deve conservar a identidade de Israel como um Estado judeu com fronteiras seguras, reconhecidas e defensáveis. Jerusalém continuará sendo a capital de Israel e deve permanecer unida.

“Eu nunca farei concessões no que diz respeito à segurança israelense. Não quando ainda há vozes que negam o Holocausto, não enquanto terroristas seguem comprometidos com a destruição de Israel, não enquanto até livros didáticos no Oriente Médio negam que Israel sequer exista” (BBC, 4/6/2008).

O imperialismo, em especial o norte-americano apóia decididamente a ação sionista. O governo Bush em fim de mandato e totalmente repudiado pelas massas do mundo inteiro cumpre o seu papel de apoiar e sustentar Israel, seu principal aliado no Oriente Médio. Repete as mesmas alegações do governo de Israel de que o Hamas seria uma organização terrorista e que não se deve negociar, mas esmagar a resistência palestina.

Por sua vez o presidente eleito Barack Obama, se manteve até agora em silencio, deixando todo o ônus e o desgaste da ação israelense nas mãos do finado governo Bush, mas apoiando de fato a ação genocida.
Já a União Européia, como sempre segue dividindo as tarefas, com o seu atual presidente rotativo, o tcheco Václav Klaus, defendendo a ação israelense junto com a Grã-Bretanha e outros países, enquanto a França tenta se diferenciar para manter as relações de bons negócios que mantém com as burguesias árabes da região.

Nas Nações Unidas é o mesmo teatro de sempre, com vários países buscando uma resolução pacifista, que condena os dois lados, igualando a resistência do Hamas ao genocídio sionista, tudo acobertado pelas potencias imperialistas, em especial os Estados Unidos, que sempre vetam qualquer Resolução da ONU que condene Israel.


Um senhor da guerra


A imprensa capitalista está engajada em mostrar Obama como um candidato da mudança, quase um esquerdista ou então, como o próprio McCain disse, “o candidato que quer distribuir as riquezas”, dando a entender que o Partido Democrata lançou um candidato de claras tendências socialistas. Tudo isso é falso e serve o único propósito de salvar o regime político que é o coração do imperialismo mundial.
Como fiel representante do imperialismo e do massacre do povo árabe, Obama não só manterá como aprofundará o massacre sobre os povos de todo o mundo. Uma série de ataques militares estão na agenda da próxima gestão.

O Pentágono está planejando um ataque contra o Irã para barrar seu programa nuclear.  Este ataque poderá ser justificado com um bombardeio contra a Síria – incluindo a participação do Iraque – dependendo da resposta do Irã.

O Líbano continua no alvo de Israel e dos EUA para tentar acabar com o Hezbollah, que domina todo o Sul do país e metade da capital Beirute.

Na América do Sul, os EUA também têm planos contra a Bolívia e a Venezuela. 

Está programada uma escalada militar em todo o Caribe, assim como na região do Cáucaso, na Ásia Central.

No sul da Ásia, após a renúncia de Pervez Musharraf no Paquistão, Obama irá promover bombardeios nas regiões tribais que fazem fronteira com o Afeganistão contra alvos da Al-Qaeda e do Talibã. 

Os EUA planejam também um golpe militar para recuperar o governo chave do imperialismo na região.

A presença das tropas norte-americanas aumentará no Afeganistão. Já no Leste Europeu, a utilização da Ucrânia e da Polônia como enclaves do imperialismo deverá despertar um novo conflito militar contra a Rússia.

Os EUA estarão por trás também da invasão e ocupação do Curdistão pela Turquia. Na Ásia, a Coréia do Norte voltou a integrar o “eixo do mal” após retomar seu programa nuclear.

Sob a liderança de Barack Obama, o imperialismo norte-americano pretende fazer do planeta um verdadeiro campo minado. 

O problema é que as condições em que terá que exercer seu “reinado” são as mais desfavoráveis possíveis. Quer pelo verdadeiro colapso em que se afunda o capitalismo, quer pelas tendências explosivas da classe operária e demais explorados norte-americanos, cuja insatisfação com a política que Obama pretende continuar levaram ao esgotamento do governo Bush.

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