sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

RÚSSIA - AUMENTO SUBSTANCIAL DE TERRITÓRIO NO ÁRTICO, 1 MILHÃO DE Km2 E MAIS DE 5 A 9 BILHÕES DE TONELADAS DE PETRÓLEO



30 Outubro, 17:10

Cientistas aprovam pretensões da Rússia à plataforma continental no Ártico

Rússia, Ártico, OTAN, EUA, cientistas

A Rússia continua estudando a questão de ampliação de seus territórios no Ártico. Segundo peritos, existem múltiplas razões para esperar uma decisão positiva.

No Ártico, a Rússia pretende obter um novo território superior a 1 milhão de metros quadrados. O respectivo pedido oficial será enviado em breve para a Comissão da ONU de Limites da Plataforma Continental, revelou o ministro dos Recursos Naturais e Ecologia, Serguei Donskoi, numa reunião do presidente russo com os membros do governo russo.
Pela primeira vez, o pedido da Rússia tinha sido examinado pela Comissão da ONU em 2002. Todavia, naquela altura, os peritos não puderam tomar uma decisão definitiva devido à falta de provas. Assim, surgiu a necessidade de efetuar pesquisas marítimas suplementares mediante o uso de quebra-gelos modernos. Tais investigações têm sido realizadas desde 2005.
Há dias, a São Petersburgo retornou um navio-laboratório Akademik Frolov, encarregado de realizar pesquisas multilaterais no oceano Glacial Ártico numa área de 350 mil km quadrados e que, ao cumprir com êxito esta missão, acabou por receber informações geológicas fidedignas e exaustivas.
Hoje, os cientistas dispõem de provas convincentes de que uma parte da cadeia montanhosa submarina Lomonosov, da cadeia de Mendeleev e da bacia Podvodnikov que as separa, constituem uma extensão subaquática das fronteiras russas do continente euroasiático. O diretor do Instituto Nacional de Geologia e Recursos Minerais, Valeri Kaminsky, comenta:
“O que é a fronteira da plataforma continental? Esse limite não deve ser encarado no sentido geográfico direto. Qualquer Estado pode disputar o fundo do mar fora da zona económica de 200 milhas que se calcula com base em pontos extremos das fronteiras terrestres, incluindo cabos e ilhas.
Se um Estado tem uma extensão natural subaquática da sua parte continental, ele terá um direito de alargar a sua zona económica depois de realizar respectivas obras e de criar uma base de provas. Deste modo, o Estado em questão vem reforçando o seu peso político e obtém o direito de extrair os recursos naturais nessa área. Será proibido ainda que os outros países realizem pesquisas nesse território visando uma recolha de fundos. Por isso, isso é muito importante para o Estado.
A Rússia espera aumentar suas reservas de hidrocarbonetos. Debaixo da plataforma disputada se encontram jazidas de 5-9 bilhões de toneladas de petróleo”.
A Comissão da ONU de Limites da Plataforma Continental não tem competências para examinar disputas territoriais. É um órgão puramente técnico. As fronteiras são estabelecidas por Estados através da assinatura de acordos bilaterais.
A região do Ártico integra cinco Estados: a Noruega, a Dinamarca (do lado da Groenlândia), o Canadá, os EUA e a Rússia. Se desenhar num mapa as zonas de seus interesses no Ártico, será evidente que estas zonas de interesse se intercetam dentro de pequenos setores. Nesses setores se pode resolver todos os problemas. Isso será possível desde que o Ártico não se transforme em uma arena de confrontação geopolítica, sendo tal cenário examinado pelos EUA. O chanceler russo, Serguei Lavrov, salienta:
“Muito antes dos acontecimentos na Ucrânia havia especulações de a OTAN pretender expandir a sua presença nessa região. A Aliança Atlântica não desistiu de seus planos, considerando que ali o fator militar irá aumentar. A Rússia afirma que no Ártico não existem problemas que possam implicar a participação da OTAN ou exijam uma solução militar. A região do Ártico é um território de diálogo”.
Entretanto, a Comissão de Limites da Plataforma Continental está fora da política. Por isso, Moscou está convencida que, examinando o pedido russo, ela irá atuar em plena consonância com o direito internacional, argumentando a sua decisão com provas científicas e resultados reais de pesquisas mais recentes dignas de fé.

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