domingo, 7 de dezembro de 2014

CHINA X AUSTRÁLIA - CHINA FAZ ACORDOS MILITARES DENTRO DA PONTA DE LANÇA DOS EUA JUDAICO SIONISTA NA ÁSIA



Ontem, 22:20

China reforça relações militares com Austrália – principal aliado dos EUA

política, EUA, Austrália, China

A China e a Austrália acordaram desenvolver suas relações militares, foi este o resultado das consultas estratégicas sobre questões de defesa realizadas em Pequim no dia 2 de dezembro. Não foram revelados detalhes.

Entretanto, o secretário do Ministério da Defesa da Austrália Dennis Richardson informou que os parceiros marcaram a realização de 45 iniciativas diversas de intercâmbio e cooperação.
Os acordos na área militar foram precedidos pela de decisão de Pequim e de Camberra em elevar as relações sino-australianas até ao nível de parceria estratégica a todas as áreas. Esse foi o resultado principal da visita do presidente chinês Xi Jinping à Austrália no final de novembro. Ele ultrapassou largamente o âmbito das relações bilaterais, porque a Austrália é o maior aliado militar dos EUA na região. Além disso, a Austrália também está desenvolvendo ativamente sua cooperação com o Japão.
O desenvolvimento das relações militares com a Austrália se integra na procura pela China de um papel dominante na região, considera o diretor do centro de estudos do Sudeste Asiático, Austrália e Oceania do Instituto de Estudos Orientais Dmitri Mosyakov:
“Para a China esse acordo é um elemento integrante de sua política, dirigida à manutenção do status quo e do equilíbrio militar na região. Apenas cumprindo essas duas condições irá prosseguir a expansão econômica da China e as suas capacidades irão continuar crescendo. A Austrália pretende aderir a diversos acordos na Ásia e participar ao mesmo nível dos países asiáticos nos processos de integração. Nesse contexto, é evidente que a China irá indicar-lhe que possivelmente ela terá de se distanciar um pouco dos EUA. Pelo menos para que a retórica de ameaças, elaborada pelos norte-americanos, não se refira à ameaça chinesa. É bastante provável que seja precisamente com esse objetivo que se estão reforçando as relações militares com a Austrália.”
A China está preocupada com o reforço das relações militares entre os Estados Unidos e a Austrália e com o fato de elas terem um fundo abertamente anti-chinês. Para isso, porém, existem motivos suficientes. A Austrália é parceira dos EUA na construção do sistema asiático de defesa antimísseis, um dos objetivos do qual é a neutralização do potencial de mísseis da China. A base militar dos EUA em Darwin, na Austrália, são potenciais filtros e eclusas para qualquer atividade econômica e militar chinesa nos oceanos Pacífico e Índico.
Poderemos supor que, desenvolvendo as relações militares com a Austrália, a China pretende reduzir a gravidade do problema? Esta é a opinião do vice-diretor do Instituto dos EUA e do Canadá Pavel Zolotarev:
“A China não reduz essa gravidade apenas para si. Ela tenta, em certa medida, influenciar a própria existência desse problema. Eu não penso que aqui exista uma intensão de refazer o sistema de relações militares na Ásia. As estruturas que, numa dada altura, foram criadas por iniciativa dos EUA, irão continuar existindo por muito tempo.
“Já a eficácia dessas estruturas, e até que ponto elas irão refletir a intenção que esteve na base de sua criação, isso já será questionável. Assim, não alterando, nem tentando minar toda essa estrutura que tinha sido criada, a China altera a situação na região. Essas estruturas simplesmente se tornarão um instrumento ineficaz nas mãos de seus criadores.”
Neste verão os navios da marinha da China participaram pela primeira vez em manobras conjuntas com os EUA e a Austrália. Já então os peritos assinalaram a “incursão” da China no sacrossanto dos EUA e da Austrália – nos seus contatos militares.
Analisando as consultas estratégicas sino-australianas sobre questões de defesa em Pequim, a China deu mais um passo para se aproximar da união militar entre os EUA e a Austrália e, dentro de suas possibilidades, reduzir as tais ameaças potenciais que ela encerra e que se poderão fazer sentir em caso de força maior.

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