quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

"BRICS" - OS RUSSOS ESTÃO CHEGANDO ÀS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS - CIENTISTAS RUSSOS ESPERADOS EM SANTA MARIA-RS



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3 Dezembro, 19:14

"BRICS" Cúpula de Fortaleza-CE, que ocorreu sob os auspícios da presidenta "DILMA" e do "PT", começa a dar frutos - Universidade brasileira convida cientistas russos

Universidade brasileira convida cientistas russos

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM, no Rio Grande do Sul) está realizando um projeto conjunto com a Rússia no quadro de um acordo assinado em julho passado, durante a cúpula do BRICS, ocorrida em Fortaleza-CE, onde Dilma recebeu os presidentes da RÚSSIA, ÍNDIA, CHINA E ÁFRIC DO SUL .

Trata-se da parceria com a Glonass, sistema russo de posicionamento via satélite. Além deste projeto, a universidade planeja aumentar o número de colaborações científicas com a Rússia. O reitor da UFSM, Paulo Afonso Burmann, comentou em uma entrevista à Voz da Rússia a situação atual nas relações internacionais da universidade.
O professor Paulo Burmann chegou a Moscou, junto com o chefe da Secretaria de Apoio Internacional, Cesar Augusto Guimarães Finger e outros representantes da UFSM, para participar da cúpula das universidades dos países do BRICS. Na terça-feira, 2 de dezembro, foi realizado o Seminário Russo-Brasileiro de Cooperação Acadêmica, e hoje, dia 3, a delegação brasileira tem um encontro com o vice-ministro da Educação e Ciência da Rússia, Alexander Povalko. A cúpula durará até meados da semana que vem, continuando em São Petersburgo.
– Como o senhor estima a situação atual da cooperação entre a Rússia e o Brasil na área científica?
– Acho que no Brasil e na Rússia há duas situações não diria semelhantes, mas com algumas particularidades comuns. A necessidade de ambos os países é estabelecerem acordos internacionais na área científica, na área da educação. E nós estamos aproveitando o espaço que estamos tendo exatamente para construir uma nova estratégia de relações do Brasil com a Rússia, que é um grande parceiro, que tem se mostrado como um bom parceiro comercial do Brasil e certamente essas relações irão ser ampliadas no âmbito da pesquisa, da inovação, da educação como um todo.
– Quais são as áreas da pesquisa preferidas pelos russos no Brasil?
– Segundo nós entendemos, os russos estão muito interessados nas áreas de desenvolvimento tecnológico, engenharia, telecomunicações, aeroespacial. E o Brasil, por coincidência, também tem interesses comuns nessas áreas. Outras áreas em que acho que temos um grande espaço para crescer, especialmente em cooperação, são a da saúde e a das ciências agrárias. A Rússia tem uma considerável tradição nestas áreas, e o Brasil também busca seu espaço no desenvolvimento científico e tecnológico nelas. O caminho é por aí, aprofundar as relações internacionais e buscar acordos que sejam bons para ambos os países.
– O senhor destacaria algum projeto existente?
– Particularmente, a nossa Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que está no Sul do Brasil, assinou há pouco tempo um acordo de cooperação em Brasília, na presença da presidenta da República, Dilma Rousseff, e do presidente russo, Vladimir Putin, no que diz respeito à criação de uma estação de captação de sinais de satélite para o projeto Glonass. Além da UFSM, participam do projeto outras universidades brasileiras. No âmbito de convênios maiores, as universidades brasileiras têm bastante atuação nas áreas de engenharia, de matemática. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Universidade Estadual de São Paulo (UNESP) já têm acordos de cooperação firmados com universidades russas.
– Já houve casos de algum pesquisador russo ter ido ao Brasil e ficado trabalhando lá por mais tempo?
– Nós tivemos, na década de 1990, um grupo de oito professores russos, principalmente nas áreas da matemática e física, que estiveram trabalhando na universidade por um bom período. Mas foi um programa de governo cuja existência hoje desconhecemos. Acho que acabou se extinguindo com a época de "FHC". E aqueles professores não estão mais lá. Em Santa Maria naquele período havia uma movimentação de professores russos que levaram para a nossa universidade grandes contribuições, mas que infelizmente foi um programa que não se manteve, desdenhado pelo governo de "FHC". Acho que esse é o momento de retomar essas cooperações mútuas, tanto na ida de professores e estudantes russos para Santa Maria, quanto na vinda de professores e estudantes nossos para a Rússia.
– A atuação do BRICS como uma união econômica internacional ajuda a aumentar a cooperação acadêmica?
– Acho que os países do BRICS - BRASIL, RÚSSIA, ÍNDIA, CHINA E ÁFRICA DO SUL têm características comuns. No geral, economicamente, porque são potências econômicas mundiais e buscam nesta relação estabelecer estratégias de desenvolvimento que sirvam para os interesses desses países. Isso obviamente passa pela cooperação nas áreas científica, tecnologia, na área acadêmica. Como estratégia de desenvolvimento e de soberania dos países. Acho que o que se desenha a partir da consolidação do BRICS é um futuro muito promissor em todas as áreas: economia, ciência, campo social, indústria. Em uma linha geral, acho que a estratégia que os nossos países estão adotando é muito acertada. Unidos, conseguem superar as dificuldades que são inerentes ao processo de desenvolvimento. Serve também para se conhecer melhor. A Rússia sai de um cenário político diferente, o Brasil é outra realidade. A cooperação demanda inovação, estratégia, demanda que as coisas sejam pensadas, planejadas e construídas com muita tecnologia, muito cuidado.
  • #GRIFAOGRIFAO 3 Dezembro, 22:32
    Excelente parceria; agora precisamos de uma firme e forte parceria econômica, industrial, militar e claro, no campo de ensino e pesquisas em todos os sentidos e tipos. O governo russo precisa, de todas as formas possíveis, mostrar, demonstrar e provar aos brasileiros céticos, que hoje é uma nação onde vigora o Federalismo, onde não existem nem traços de comunismo.
  • #paulo freitaspaulo freitas 3 Dezembro, 23:10
    SE O GOVERNO DO RIO GRANDE DO SUL APOIAR TAMBÉM ESSA IDÉIA COM CERTEZA AS UNIVERSIDADES DO RIO GRANDE DO SUL DARÃO UM GRANDE SALTO EM CONHECIMENTO CIENTIFICO.. POIS A RUSSIA É FORTE NESSA AREA DEVIDO A HERANÇA DA EX URSS .. É BOM LEMBRAR QUE AS UNIVERSIDADES AMERICANAS PEGAM OS CIENTISTAS RUSSOS NO LAÇO...

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