sexta-feira, 28 de novembro de 2014

PALESTINA - O MUNDO SE SOLIDARIZA EM SÃO PAULO A FAVOR DOS PALESTINOS


I Fórum e Semana de Solidariedade ao Povo Palestino

Escrito por  Da Redação


São Paulo terá semana de solidariedade 

ao povo palestino


Durante os dias 29 de novembro e 7 de dezembro a cidade de São Paulo sedia uma série de atividades que fazem parte do I Fórum e Semana de Solidariedade ao Povo Palestino. Através de filmes, poesia, música e debates, o evento vai abordar o direito à soberania, os massacres, a resistência, a luta da mulher árabe e a forma como a mídia trata a questão palestina. O fórum é organizado pela Frente em Defesa do Povo Palestino e pelo Comitê pelo Estado da Palestina Já. Todas as atividades são gratuitas.

Entre os dias 29 de novembro e 7 de dezembro, a cidade de São Paulo contará com uma série de iniciativas, como parte do I Fórum e Semana de Solidariedade ao Povo Palestino. A proposta será realizada pela Frente em Defesa do Povo Palestino e pelo Comitê pelo Estado da Palestina Já, que reúnem dezenas de organizações da sociedade civil brasileira. As atividades contam com o apoio do ICArabe (Instituto da Cultura Árabe) e da Prefeitura Municipal de São Paulo e incluem exibição de filmes, poesia, música e debates sobre diversos temas como: os direitos humanos, a luta da mulher árabe e à forma como a mídia retrata a questão palestina.
Na abertura, será lançada a campanha humanitária em solidariedade a Gaza, “diante da mais nova onda de ataques realizada por Israel ao local, durante 51 dias, que culminou com cerca de 2.200 mortos palestinos, além de 11 mil feridos e milhares de deslocados internamente”, explicam os organizadores do evento.
“Além dessa ofensiva, as graves violações cotidianas cometidas por Israel, em especial neste momento, em Jerusalém Oriental, exigem o fortalecimento da solidariedade internacional, com campanhas unificadas nesse sentido, entre elas a por BDS (boicotes, desinvestimento e sanções) a Israel”.
A humilhação e ocupação diárias a que estão submetidos os palestinos teve início há mais de 66 anos e resultou na criação do Estado de Israel, em 15 de maio de 1948. Naquele momento, foram expulsos cerca de 800 mil palestinos de suas terras e aproximadamente 500 aldeias foram destruídas. A consequência é a fragmentação da sociedade e a criação do problema dos refugiados – hoje, em torno de 5 milhões em campos na região, afora milhares em outras partes do mundo. Por essa razão, os árabes chamam a criação de Israel de nakba (catástrofe).
O caminho para tanto foi sedimentado a partir de 29 de novembro de 1947, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas, presidida pelo diplomata brasileiro Oswaldo Aranha, recomendou a partilha da Palestina em dois estados, um judeu e um árabe, sem consulta aos habitantes locais. O plano de partilha da ONU criou o cenário da guerra de 1948, durante a qual Israel foi unilateralmente estabelecido como um Estado judeu mediante a limpeza étnica de mais de três quartos do povo palestino, confiscando suas terras e impedindo o seu retorno.
Em 1974, a mesma ONU afirmou que os palestinos, na qualidade de nação, possuem uma série de direitos inalienáveis: à autodeterminação sem interferência externa; à independência nacional e soberania; e a retornarem a seus lares e propriedades dos quais foram deslocados e desenraizados.
Em 1977, a ONU declarou o dia 29 de novembro como o Dia de Solidariedade ao Povo Palestino. "A abertura do I Fórum e Semana de Solidariedade ao Povo Palestino nesta data simbólica reitera a exigência pelo fim da ocupação, do apartheid e colonização de terras por Israel, por uma Palestina livre, laica, democrática, sem racismo".
Confira a programação da I Semana e Fórum de Solidariedade ao Povo Palestino:
29/11 – Sábado
Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino
Local: Galeria Olido, 19h (Av. São João, 473, Centro)
Lançamento de campanha humanitária a Gaza
Saudação do Embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Al Zebem
Exibição do filme Diários (acervo ICArabe) seguida de debate
1º/12 – Segunda-feira
Debate: direitos humanos e direito internacional sobre a questão palestina
Local: Auditório da Secretaria Municipal de Direitos Humanos (Rua Líbero Badaró, 119, Centro)
Horário: 19h30
2/12 – Terça-feira
Aula pública: breve história da Palestina: dos massacres à resistência
Local: Escadarias do Teatro Municipal de São Paulo, 18h – Praça Ramos de Azevedo
3/12 – Quarta-feira
Debate: mulheres árabes e a luta contra o imperialismo ontem e hoje
Local: Biblioteca Mário de Andrade, das 19h30 às 21h – Rua da Consolação esquina com a Avenida São Luís
4/12 – Quinta-feira
Recital de música e poesia.
Local: Teatro Heleny Guariba – Praça Roosevelt, 184, Centro – SP.
5/12 – Sexta-feira
A questão palestina na mídia
Local: Biblioteca Monteiro Lobato, das 19h30 às 21h30 – Rua General Jardim, 485, Vila Buarque – SP.
6/12 – Sábado
Debate: Caminhos para a libertação da Palestina na visão dos partidos políticos
Local: Biblioteca Monteiro Lobato, das 14h às 17h – Rua General Jardim, 485, Vila Buarque – SP.
7/12 – Domingo
10h - A resistência internacional da juventude
12h - O movimento sindical e a solidariedade internacional
Local: Biblioteca Monteiro Lobato, das 10h às 14h – Rua General Jardim, 485, Vila Buarque – SP.
17h - Encerramento – Apresentação de hip hop (Local: Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes, Rua Inácio Monteiro, 6.900)
Fonte: Frente em Defesa do Povo Palestino e Comitê pelo Estado da Palestina Já

Palestinos recebem a solidariedade dos povos do mundo

No Ano Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino e nas vésperas do 29 de novembro, Dia Internacional comemorado pelo mesmo motivo, a Organização das Nações Unidas (ONU) debateu a causa palestina e a ocupação em importante sessão na última segunda-feira (24) e na terça-feira (25). Os palestinos pretendem pedir ao Conselho de Segurança uma resolução estabelecendo um prazo para o fim da ocupação, mas preocupam-se com a oposição certeira e o veto dos EUA. Ainda assim, uma série de posicionamentos têm acelerado o processo de afirmação da solidariedade internacional ao povo palestino.
O regime israelense isola-se exponencialmente e cada vez mais líderes têm sido forçados a tomar posições contra os repetidos massacres perpetrados por Israel e contra a ocupação opressiva e despojadora, dos territórios e das vidas dos palestinos.
É possível traçar o histórico recente de medidas que reconhecem as violações dos direitos dos palestinos – desde os direitos humanos mais básicos até os direitos afirmados pela ONU sobre o estabelecimento do Estado da Palestina e do retorno dos refugiados. Desde 2012, com altos e baixos preocupantes, o mundo passou do reconhecimento do Estado palestino por mais de 130 países para a condenação das políticas de ocupação, tanto com o regime de segregação e opressão imposto aos palestinos em seu próprio território e em Israel quanto com a construção de colônias ilegais e a gradual expulsão dos palestinos de Jerusalém.
Em 2013, a União Europeia, aliada do regime sionista e negligente frente aos seus crimes, passou a emitir “diretrizes” contra o comércio e as relações com as colônias ilegais. Já no mês passado, a Suécia votou pelo reconhecimento do Estado da Palestina, o primeiro passo do tipo tomado por um dos grandes países do bloco europeu. França, Espanha e Reino Unido, importantes aliados do regime israelense, também levaram a questão aos seus Parlamentos, um momento histórico, ainda que muito falte ser feito. As relações estreitas desses governos com a liderança sionista ainda são predominantes nos campos comercial, políticoe militar.
Os recentes episódios do massacre dos palestinos foram os mais de 50 dias de bombardeios contra a Faixa de Gaza (em julho e agosto), a abrangente ofensiva militar contra a Cisjordânia e os confrontos em Jerusalém, que despertaram nos povos do mundo a revolta contra a ocupação e as agressões sionistas contra os palestinos, estratégica, cínica e deliberadamente fantasiadas de “conflito religioso”.
Milhões de pessoas saíram às ruas em todo o mundo, principalmente nos países vistos como aliados de Israel, como Reino Unido, França e EUA, para exigir o fim do massacre dos palestinos e da impunidade israelense. O Conselho de Direitos Humanos da ONU votou por uma comissão de inquérito sobre os crimes de guerra do sionismo – com um único voto negativo, o dos EUA – e a Suíça, depositária da 4ª Convenção de Genebra sobre a proteção de civis em tempos de guerra e de ocupação, deve organizar uma conferência sobre a questão palestina ainda em dezembro, proposta que desperta a oposição de Israel, EUA, Canadá e Austrália.
Enquanto isso, a comunidade internacional intensifica esforços há muito pendentes pelo fim de uma longa história de massacres, ocupação, despojo e expulsão, em cada vez crescente demonstração de solidariedade internacional com o povo palestino e repúdio veemente à política racista, genocida e fundamentalista da liderança sionista, reminiscente dos movimentos colonialistas e um instrumento do imperialismo que lhe sustenta na Palestina.
Editorial do Portal Vermelho

Informações adicionais



Um comentário:

  1. Israel, recordista mundial em prática dos Direitos Humanos e sempre em defesa da democracia, do bem estar, etc. Recentemente prendeu um perigoso terrorista palestino bebê de 11 meses (meses, não é anos) de idade. Veja em http://english.pnn.ps/index.php/prisoners/8662-israel-holds-the-youngest-prisoner-in-the-world-11-months-old

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