quarta-feira, 19 de novembro de 2014

OBAMA - Mas qual pode ser sua autoridade moral fora do país, quando o presidente a perdeu em sua própria casa?



Ontem, 19:47

Barack Obama é a maior ameaça à segurança dos EUA

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Foto de arquivo
Foto de arquivo

A política externa praticada por Barack Obama é prejudicial para os Estados Unidos e não beneficia o país, foi a opinião expressa pelo ex-diretor da CIA Robert Gates. Segundo o mesmo, “a maior ameaça à segurança nacional dos EUA está localizada nas duas milhas quadradas em que se situam a Casa Branca e o Capitólio”.

Henry Kissinger, um dos patriarcas da diplomacia norte-americana do século XX, referiu que as sanções contra a Rússia, aprovadas por iniciativa de Washington, abalam o sistema existente nas relações internacionais.

Em nome do reforço dos ideais da democracia, Washington organizou cruzadas em todos os países em que seus povos “ignorantes e atrasados” não querem enfrentar um futuro radioso. O fato de esses povos receberem em troca apenas miséria e fome são apenas custos de produção, considera o doutor em ciências políticas Fiodor Voitalovsky:

“Aquilo que se passa na Ucrânia é muito divergente do entendimento que é feito dos interesses nacionais norte-americanos pelos políticos pragmáticos estadunidenses representantes da escola da Realpolitik (o realismo político). Eles se habituaram a raciocinar dentro de categorias pragmáticas normais, tais como o equilíbrio de forças e os interesses do país.

“Do ponto de vista dos interesses da segurança euro-atlântica, a atual crise ucraniana representa uma fonte bastante perigosa de instabilidade para toda a Europa. Do ponto de vista das relações com a Rússia, se trata de um falhanço sistemático a longo prazo tanto do diálogo entre a Rússia e os Estados Unidos, como da cooperação russo-americana. É um falhanço no relacionamento com a OTAN e com a União Europeia. Ao assumir essa política ideológica ofensiva, Washington cria problemas estruturais aos seus aliados e aos próprios Estados Unidos em uma perspetiva a longo prazo.”

Já é inútil esperar de Barack Obama quaisquer mudanças em assuntos internacionais, contudo, a administração tem de olhar agora para a Rússia de uma forma completamente diferente, por que já há muito que ela não é a Rússia “manca” de Yeltsin, não é a Rússia lentamente convalescente do início da liderança de Putin, mas uma Rússia completamente diferente.

Ela não está restaurando uma ideologia imperial, nem recuperando suas “zonas de influência”. A Rússia simplesmente está afirmando seus interesses nacionais de acordo com seu peso econômico e geopolítico no mundo: ao longo do perímetro de suas fronteiras, longe delas e em qualquer hemisfério. Esta Rússia já não tem nada que ver com aquela a quem se podia mentir com facilidade que a OTAN não iria alargar à custa dos países do antigo bloco socialista e dos países do Báltico. A Rússia já se cansou de ser sempre enganada.

Temos de referir que na Europa também começaram calculando quem poderá substituir Obama depois das eleições de 2016. Os sentimentos que surgiram no Velho Continente depois das eleições de 4 de novembro, segundo escreveu o jornal londrino The Guardian, podem ser resumidos em algumas palavras: “A presidência de Obama acabou, temos de planejar novas relações.”

Não é que a União Europeia esteja muito preocupada com as leis que agora serão torpedeadas pelo Congresso republicano. Não. Obama chegou ao poder em 2008 como um antídoto à política ruinosa de George W. Bush. Ele tinha um prestígio elevado e nele estavam depositadas muitas esperanças. Mas acabou se transformando num “segundo Bush” de uma cor diferente.

Mas qual pode ser sua autoridade moral fora do país, quando o presidente a perdeu em sua própria casa?

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