segunda-feira, 11 de agosto de 2014

CORRIDA ARMAMENTISTA NO ESPAÇO - JAPÃO ENTRA E CHINA SE IRRITA


10 Agosto, 10:42

Espaço – novo palco de disputa entre o 

Japão e a China

Espaço – novo palco de disputa entre o Japão e a China

Os planos do Japão quanto à criação de Forças Militares Espaciais tornar-se-á em um fator de forte irritação nas relações sino-nipónicas e agudizará a concorrência das duas potências no espaço.


Esta é a opinião do investigador do Centro de Estudos Nipônicos, Viktor Pavliatenko. A aprovação, pelo Ministério da Defesa, da criação de uma Unidade de Defesa Espacial, é um novo passo para reforçar a capacidade militar do Japão, considera ele.

O principal objetivo declarado da nova Unidade prende-se com a monitorização do lixo espacial. Ou seja, evitar colisões entre satélites fora de serviço e fragmentos de mísseis com aparelhos da Unidade Japonesa que se encontram em funcionamento. Contudo, os japoneses não estão criando a Unidade de Defesa Espacial apenas para combater o lixo. A tensão política no relacionamento com Pequim cria todas as condições para que sejam utilizadas as capacidades da nova Unidade para monitorizar a atividade militar da China, considera Viktor Pavlyatenko:

“Este processo existe e é levado a cabo com todos os meios disponíveis, incluindo a Unidade Espacial que existe no Japão. Ela declara que monitoriza a atividade dos mísseis norte-coreanos e resolve questões de segurança nacional. Mas os satélites recolhem a mesma informação acerca da China. Aliás, há muito que o fazem, é natural. Novas áreas espaciais irão alargar o espetro do controle, pois terão o apoio de uma estação terrestre equipada com radares e telescópios”.

O Japão começou a equacionar a necessidade de reforçar o controle sobre o espaço após a experiência bem sucedida da China com um míssil antissatélite, em 2007. Um ano após,  introduziu alterações legislativas que limitavam o estudo do espaço à Academia.

Alegadamente, em julho, a China lançou um novo míssil contra aparelhos espaciais. Foi exatamente nessa altura que chegou a aprovação do projeto nipônico para a criação da Unidade de Defesa Espacial, referiu Viktor Pavlyatenko:

“É evidente que já não é o nível de competitividade que aumenta, mas de rivalidade entre a China e o Japão. Já passaram de uma fase para a outra. A China está à frente do Japão em diversas áreas. Por isso é que, no âmbito desta rivalidade, o fator espacial emerge e se reforça. China já avançou bastante – já lançou estações espaciais tripuladas. E o potencial é bastante elevado. A China já se transformou numa das potências líder em termos espaciais, em termos de rivalidade, o Japão está atualmente perdendo”.

A China reage de forma dolorosa a qualquer tentativa do governo de Shinzo Abe de rever a orientação pacifista da Constituição. Particularmente ao dar às Forças de Autodefesa japonesas o caráter de forças atacantes. A legalização da Unidade de Defesa Espacial é um novo elemento de irritação para Pequim, considera Viktor Pavlyatenko:

“É evidente que isso irá deixar Pequim em estado de alerta face a novos desenvolvimentos, ativando a sua ação política, apesar de já ser bastante intensa. Já para os japoneses trata-se de um passo em frente em termos morais. O Japão dirige-se, passo a passo, em direção ao objetivo que muitos dirigentes denominam de “tornar-se em um Estado normal”. Ser a terceira potência econômica mas não ter nenhum papel em termos de resolução de questões político-militares não só na região, mas também na arena internacional, já não serve os interesses do Japão contemporâneo. Tornar-se num Estado normal significa ter um aparelho militar que possa ser utilizado como elemento de demonstração de capacidade e de assertividade do Japão. Ele acaba por dar força e autoconfiança aos japoneses. E a criação da Unidade Espacial é um balsamo para a alma de cada japonês”.

Os peritos consideram que a criação, por parte do Japão, de uma força espacial militar poderá aumentar o risco de militarização do espaço. Além disso, tanto os EUA como a China estão reforçando as suas Unidades Espaciais e trabalham ativamente no desenvolvimento de armamento antissatélite.
  • # Antônio Fernando LeãoAntônio Fernando Leão 10 Agosto, 19:50
    Engraçado:a China,tem aumentado,e muito o seu poderio bélico,com intenções inperialistas,que por sinal,nem a Russia está livre das suas ambições,territoriais... Agora se irritam com a criação defensiva por parte ;"se acham no direito,de se armarem,e de ameaçarem outras nações como o Japão"
  • # eduardoeduardo 10 Agosto, 22:16
    a china teria que remediar essa açao japonesa,eliminando tds os satelites japo-asiasticos-americanos,pois isso td tem os dedos sujos da otan,ja que o japao nao passa de um CACHORRO-MANDADO dos yankes.
  • # TMARINHOTMARINHO Ontem, 04:03
    O Japão é hoje o que a Inglaterra foi na II Guerra Mundial: um gigantesco porta-aviões dos EUA/OTAN, um arsenal de tecnologia que vai superar a China em breve, secundado pelo Vietnã, Taiwan e India!
  • # André CamposanoAndré Camposano Ontem, 04:44
    Se militarizarem o Espaço, adeus os subtrecos dos EUA na Europa. As bombas virão do espaço e mesmo que sejam destruídas antes de atingirem o solo, a irradiação cairá sobre os países atacados. É bom os EUA ficarem quetinhos nas suas fronteiras, ou vai sobrar para eles, pois. são odiados como Israel.
  • # Aquiles AtaydeAquiles Atayde Ontem, 07:28
    Antônio, na segunda guerra mundial a China não foi só ocupada militarmente, mas suas mulheres foram pegas e usadas em prostíbulos temporários, criados para desestressar os soldados Nipônicos, isso ocorreu na Coreia tambem, fora este fato, houve outro mais bizarro e horrendo, em que uma vila inteira foi aniquilada e a população masculina tiveram suas cabeças arrancadas como um sinal de que os Japoneses não estavam pra brincadeira. Não estou usando esses exemplo pra justificar uma corrida armamentista, mas não sejamos ingênuos, se a China não se armasse, já teria sofrido ameaças de países europeus ou dos EUA, é assim que a banda toca, ou você tem poder de dissuasão ou será esmagado mesmo que faça tudo que lhe pediram. A geopolítica é assim, e não pense que o Japão é santinho, se eles tiverem a oportunidade vão esmagar a China, a Coreia e quem mais se opor a tentativa de ressurgimento do Japão no cenário Asiático e Internacional. Não existem mocinhos e bandidos nessa história e sim interesses Nacionais e internacionais de ambos os lados. Quanto a questão imperialista, não vejo por esse lado, a China embora seja parceira econômica no BRICS, possui uma antiga disputa com a India por uma região de divisa, e a Índia é uma potencia em ascensão, inclusive nuclear, caso eles sejam "pacíficos" perderão essa briga e terão que recuar, e isso é tudo que os EUA querem, uma China acuada e obediente, assim como Japão o foi pós segunda guerra, alias até hoje não é independente. Por fim não morro de amores pela China e seu partido único, suas péssimas condições de trabalho e toda a roubalheira que certamente ocorre no seio do governo, mas disputas territoriais são mais velhas que todos os países hoje existentes então ou muda-se toda a ordem mundial e mentalidade humana ou não tem o que discutir sobre estar errado ou certo, é uma questão de ponto de vista.
  • # Rodger  AguiarRodger Aguiar Ontem, 08:36
    O pessoal q posta comentários são todos antiamericanos, vcs acham q ficaria melhor com os chinas e russos?
  • # Rodger  AguiarRodger Aguiar Ontem, 08:38
    Os chineses estão destruindo nossa já economia falida com seus produtos feitos com mão de obra qse que escrava.
    Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_08_10/Espaco-novo-palco-de-disputa-entre-o-Japao-e-a-China-4969/

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